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16 de maio de 2013

Conhecer o meio ambiente para interagir com ele

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Apesar de ecologistas discutirem há mais de meio século os efeitos da ação do homem sobre o planeta, a temática é recente nas salas de aula. Educação socioambiental é o termo mais usado nos últimos tempos para definir o conceito por debater as responsabilidades dos indivíduos e as consequências de suas ações
Os alunos do 9º ano do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo, começam o segundo semestre letivo sabendo que têm um grande trabalho pela frente. Há oito anos, a escola promove nessa etapa de ensino um estudo do meio sobre questões energéticas coordenado pelos professores de Ciências, Geografia, História e Matemática. A escolha do tema se deve, justamente, ao que à primeira vista parece ser a maior dificuldade para a sua abordagem: a complexidade. "A energia é um assunto que pede a articulação de diversas áreas do conhecimento. Com isso, acreditamos que aumenta o potencial de aprendizagem", explica o coordenador pedagógico do Ensino Fundamental, Eduardo Campos.


CRIANDO CONCEITOS
Ao estudar de forma contextualizada questões relacionadas à energia, à água, ao clima e ao consumo, o aluno ganha condições de perceber seu papel para a sustentabilidade do planeta.
O trabalho dos alunos é dividido em três fases. O "antes" se dá quando os professores de cada disciplina trabalham em sala de aula com os conteúdos específicos de sua área, preparam e sensibilizam os alunos para o tema e problematizam e planejam o que eles vão encontrar no trabalho de campo. O "durante" prevê a saída a campo com a visita a uma usina nuclear, a uma hidrelétrica e à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que também produz energia com carvão vegetal. A etapa prevê ainda a entrevista com moradores dos arredores desses empreendimentos para entender como se dá a interação entre a população e a produtora de energia. Segundo Campos, o quesito socioambiental do projeto é o que mais sensibiliza os alunos. Na volta à escola, é a hora do "depois". Todos se reúnem e sistematizam as informações coletadas, tiram conclusões e apresentam os trabalhos. "Com esse projeto, tratamos da formação de conceitos em profundidade ao mesmo tempo em que buscamos mostrar aos estudantes um cenário mais amplo. Assim, estimulamos todos à reflexão para que sejam capazes de analisar e propor alternativas concretas para questões da área no futuro", explica Campos.
Iniciativas como a do colégio paulistano estão de acordo com a abordagem atual dada à Educação socioambiental. A energia é apenas uma das portas de entrada para a questão, juntamente com água, clima, consumo e sustentabilidade (todos tratados nesta edição especial). "O conceito surgiu nos anos 1960 com uma visão preservacionista, mas evoluiu para algo mais amplo, que está sendo chamado de socioambiental por envolver toda a relação da sociedade com o meio ambiente", explica Sueli Furlan, docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do prêmio Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.
Para a pedagoga Silvia Lamanna, superintendente-executiva do Instituto Verdescola, em São Paulo, a ideia de Educação Ambiental está muito desgastada. "Todo mundo diz que faz: desde quem distribui mudas de árvore até quem promove oficinas sobre o tema. Mas isso está errado", afirma. "A tônica do momento hoje é a Educação socioambiental, que insere o indivíduo na ação." Para realizar um bom trabalho nessa área, Silvia destaca alguns pontos importantes: o primeiro é tratar a temática de forma contextualizada, sem usar, por exemplo, um urso-polar para tratar do aquecimento global. Além disso, é essencial contar com profissionais capacitados à frente da atividade para envolver os aprendizes com o tema e, em seguida, trabalhar os conceitos. Como essa abordagem é recente, de acordo com ela, os professores que não receberam capacitação buscam informações nos meios de comunicação, como a TV. Assim, acabam ensinando o tema pelo lado negativo, citando, por exemplo, os riscos de inundação em ilhas como um efeito do aumento da temperatura da Terra. "O melhor é escolher temas que permitam ao aluno interagir, se envolver e formar bons conceitos", diz Silvia. Sueli Furlan faz eco ao debate. "O melhor critério é a legitimidade", diz. "O professor não tem de trabalhar em sala algo discutido em termos mundiais e que esteja nos jornais, mas aquilo que possa fazer uma diferença mais visível na vida dos estudantes e da comunidade em que vivem."

O professor deve acompanhar a evolução do conceito

Meio Ambiente, Educação Ambiental, Responsabilidade AmbientalSe para os ambientalistas a questão tem 50 anos, nas salas de aula ela ainda é bastante recente. Daí o calor do debate. "O dia em que esse pensamento for hegemônico, não vamos mais precisar falar de Educação ambiental. Vai ser só Educação, e todos terão esses valores", diz Neide Nogueira, coordenadora do Programa de Educação Ambiental do Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.


O PAPEL DA ESCOLA
Os professores que estudam o tema com profundidade e propõem desafios com foco definido formam alunos com consciência ambiental e capacidade de afirmar valores e de fazer opções de caráter pessoal e coletivo.
No Brasil, a primeira preocupação formal com a Educação ambiental surgiu em 1973, com a criação da Secretaria Especial de Meio Ambiente, que tinha entre suas atribuições a "Educação do povo para o uso adequado dos recursos naturais". Só 15 anos depois, com a Constituição Federal de 1988, foi atribuído ao Estado o dever de "promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino". Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) estabeleceu que os currículos do Ensino Fundamental e do Médio abrangessem "o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política". Três anos depois, a Lei da Educação Ambiental definiu-a como "um componente essencial e permanente da Educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal." Faltava dizer quem seria o responsável pelo conteúdo e como ele seria desenvolvido em aula.
Em 1997, foram estabelecidos os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que determinaram o ensino transversal incorporado às diferentes disciplinas. Assim todos os professores participam de alguma forma do trabalho com o tema. Sem saber exatamente o que fazer, as escolas aderiram como puderam. Segundo o Censo Escolar, em 2001 as instituições de ensino que diziam ter Educação Ambiental eram 64% e, em 2004, o número chegou a 94%. Um resultado tão rápido e positivo levou o Ministério da Educação (MEC) a pesquisar que atividades faziam essas unidades. Em 2006, foram visitadas 403 instituições públicas de 12 estados, que afirmavam promover a aprendizagem do assunto. "Tivemos felizes exceções, mas a maioria se apoiava em ações isoladas, que pouco contribuíam para o real aprendizado", diz Raquel Trajber, coordenadora de Educação Ambiental do MEC.
De acordo com a educadora Neide Nogueira, hoje a escola tem de ir além do estudo do meio ambiente que sempre existiu nos currículos de disciplinas como Geografia e Ciências. "Trata-se de uma questão de Educação de forma ampla, de desenvolver comportamentos e atitudes, afirmar valores, tomar decisões e fazer opções de vida pessoal e coletiva", afirma. O caminho para os educadores, mesmo aqueles que não possuem um conhecimento prévio aprofundado, é estudar muito. Isso vai além de fazer cursos pontuais. A capacitação tem de ser mais profunda. Outra providência importante: direcionar as pesquisas dos estudantes para evitar que abordem sempre as mesmas questões. Quem pede um trabalho sobre "água" ou "solo", por exemplo, tende a receber dados superficiais, que são divulgados pela mídia, ou um estudo apenas conceitual, sem a desejada reflexão. "O professor deve sair do trivial, mostrar a complexidade do tema e ir buscar informações tanto quanto os estudantes", afirma Sueli.

Cinthia Rodrigues
Isabel Malzoni
Rogério Fernandes [ ilustrações ]

Fonte: revistaescola.abril.com.br

13 de maio de 2013

Abacate e suas curiosidade gastrônomica

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Nome popular do fruto: Abacate

Nome popular da planta: abacateiro
Nome científico: Persea americana Mill.
Família botânica: Lauraceae

Origem

América Central. Guatemala, Antilhas e México – o nome da fruta é originário da palavra asteca “awakat”.

Tipos

Há mais de 500 tipos diferentes, seja na forma, no tamanho ou na cor, mas os mais comuns são:
Manteiga
Forma de pêra, polpa macia e ausência de fibras
Guatemala
Tem a forma de um ovo, a casca é mais rugosa e o tamanho maior do que o Manteiga
Pescoço
É bem parecido com o manteiga, mas é um pouco mais alongado.

Dicas para comprar

Observe os seguintes detalhes para escolher os melhores frutos:
Os mais pesados e firmes, têm uma polpa mais macia, embora seja mais gordurosa e têm um sabor peculiar – se encontrar manchas marrons em algum deles, não se preocupe, pois é, apenas, superficial
Prefira os maiores, com casca verde-clara, sem manchas – ao sacudi-lo sinta que o caroço está preso
Se não os quiser comprar ainda verdes, para consumi-los de imediato, faça uma leve pressão na casca, porque, se estiverem no ponto, ela cederá
Os mais duros e muito firmes ainda não estão prontos para consumo e precisarão ser amadurecidos artificialmente. Para acelerar o amadurecimento, caso o abacate ainda esteja verde, coloque-o dentro de uma vasilha com farinha de trigo
Quanto à quantidade, para fazer um creme, é só calcular 3 (três) peças para 6 pessoas. Para que não fique escurecido, o creme, depois de pronto, deve ser colocado num prato fundo, juntamente com o caroço, sem lavar e, em seguida, leve à geladeira.

Dicas para guardar

Prefira os lugares frescos e ventilados. Se ainda estiverem verdes, não os guarde na geladeira, porque o resfriamento retarda o amadurecimento, que é mais demorado depois que são colhidos; - Se já estiverem maduros, evite empilhá-los, porque são muito sensíveis e amassam facilmente.

Dicas para Consumir

1 - Antes de cortar e limpar o abacate, lave-o bem sob água corrente; - Corte-o ao meio, no sentido do comprimento, torça delicadamente as duas metades para separá-las da casca; - Com a ponta de uma faca, remova o caroço
Corte a polpa em fatias ou amasse, conforme a forma que pretenda usá-lo
2 - Depois de remover a casca, o abacate deve ser imediatamente consumido, porque, em contato com o ar, a polpa escurece. Para evitar o seu escurecimento imediato, passe um pouco de limão na superfície do fruto
3 - Em pratos salgados, vai bem com camarão e lagosta, em saladas ou acompanhando pratos fortes, mas, atenção: use a fruta bem madura, para evitar que fique amargo
4 - Em pratos doces, combina muito bem com limão, leite, creme de leite e leite condensado,na preparação de sorvetes, cremes, musses e bebidas diversas. É muito comum também comer a polpa do abacate com açúcar, devido ao seu sabor não muito doce.
Porém, como temos dito em várias oportunidades, devemos evitar o açúcar refinado, podendo substituí-lo pelos sucedâneos: mel, melado, açúcar mascavo ou demerara, etc., caso não consiga mesmo comê-lo ao natural, o que é ideal
5 – Experimente usar somente o sumo do limão para temperar e verá como combina bem, tornando a fruta deliciosa, além, claro, de diminuir um pouco os efeitos do seu alto teor calórico.É tudo uma questão de habituar o paladar, com evidentes vantagens imediatas.
6 - Saladas
É muito usado desta maneira, principalmente na Europa e nos demais países de origem.
O abacate é acrescentado aos demais ingredientes tradicionais, tais como: verduras, ervas aromáticas, além de outros temperos (azeite, pimenta, etc.).
7- Pasta
Depois de liquidificado e temperado, é usado em torradas e pães, com bastante sucesso
8 - Sopa
Em alguns países, são colocados alguns pedaços da fruta junto com os outros ingredientes, tais como legumes, cereais, hortaliças, etc.

Composição

Proteínas
Potássio
Manganês
Ferro
Cálcio
Fósforo

Vitaminas

A
B2
B6
C
E
Folato
Cerca de 6% de açúcares
2% de proteínas.

Valor calórico

110g = 200 calorias
Tem mais gordura do que qualquer outra fruta, tornando o seu consumo contra-indicado para regimes de emagrecimento, ou de manutenção de peso. Porém, sua gordura é facilmente assimilada pelo organismo, podendo assim fazer parte da dieta de pessoas que têm problemas digestivos.

Indicações Terapêuticas

Afta

Lavar bem as folhas do abacateiro e mastigar bastante até aliviar os sintomas. Em algumas pessoas, de vez em quando, as aftas se instalam, complicando muito a sua capacidade de mastigar; há famílias que apresentam essa afecção em vários de seus componentes ao mesmo tempo.

Amigdalite

Gargarejar com chá feito com folhas do abacateiro. Se quiser aumentar o seu efeito, colocar também folhas de tanchagem.

Bronquite

Para aliviar seus efeitos, o mesmo chá das folhas é muito eficaz, melhor ainda se for acrescentado guaco e própolis, bastando tomar 3 a 4 chávenas por dia.

Cansaço

Para dar um grande alívio aos sintomas do cansaço físico, o chá das folhas, acrescentando-se limão e mel é muito eficiente.

Diarréia

Pegar o caroço do abacate, tostar e moer bastante, transformando-o em pó, que deve ser dissolvido em uma xícara de água morna.

Distúrbios digestivos

O chá das folhas do abacateiro funciona muito bem nesses casos.

Dores de cabeça

Usar compressas embebidas no chá morno das folhas, colocando-as na cabeça, podendo-se também ingerir esse mesmo chá.

Tosse

Chá morno das folhas do abacateiro, com mel.

Verminoses

Lavar e moer bem a casca de abacate e misturar, em partes iguais, com casca de limão ralado; acrescentar mel e tomar em jejum uma colher das de sopa.

Características da planta

Árvore de casca pardacenta que pode atingir até 20 m de altura. Folhagem sempre verde. Flores pequenas e de coloração branco-esverdeadas, possui odor acentuado e característico e por isso são atrativas para abelhas.

Fruto

Fruto com casca de coloração verde-oliva e brilhante, com polpa espessa e cremosa, de coloração creme-amarelada, rica em óleos vegetais. O caroço duro é envolto pela polpa de consistência mole.

Cultivo

Pode ser cultivado em todo o Brasil sendo conveniente plantá-lo no interior do pomar para evitar que o sol forte atinja o tronco. Deve ser plantado preferencialmete no inicio da estação chuvosa em solos permeáveis profundos e adubados. A propagação mais indicada é por enxertia. Frutifica o ano todo.
É raro, na América, um quintal, pomar ou terreiro, de casas, sítios, chácaras ou fazendas, que não possuam pelo menos um pé de abacate frutificando. Tanto nas áreas rurais como nas cidades, são grandes as populações que conhecem e fazem uso intenso dos abacateiros e de seus frutos.
Originário da América tropical, de regiões colonizadas pelos espanhóis (México, Guatemala e Antilhas), o abacate se espalhou até a América do Sul chegando à Amazônia, podendo ser encontrado por todas as regiões do globo que possuem solos férteis e onde haja calor que lhe seja suficiente. Produtores e exportadores de abacate distribuem-se entre os vários países da África e das Américas do Sul e Central, além de Israel, Espanha e Estados Unidos, na região da Califórnia.
Segundo Pio Corrêa, o abacate foi introduzido no Brasil como espécie cultivável apenas no início do século XIX e, atualmente, encontra-se à venda nas feiras livres e supermercados ao longo de quase todo o ano. Apesar de ser o maior produtor mundial da fruta, o Brasil exporta menos do que poderia porque - pura ironia! - seu abacate, grande e bonito, é estranho aos consumidores europeus, acostumados a frutos de dimensões menores.
As plantações do interior dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais são responsáveis por quase dois terços do total da produção, seguidas pelas produções dos Estados do Paraná, do Espírito Santo, do Pará e do Rio Grande do Sul.
De sabor suave e gosto bom, nem doce e nem amargo, o abacate é fruto macio, generoso e carnudo.
Apesar de existirem distintas variedades cultivadas, que apresentam grandes variações na forma, tamanho, peso e coloração dos frutos, com diferentes tipos de polpa, fibras, caroço e casca, no Brasil, segundo Eurico Teixeira, o fruto do abacateiro sempre foi um só: simplesmente abacate.
O nome pelo qual essa fruta ficou conhecida pode ser uma derivação da palavra maia ahuacacuahuitl ou da palavra asteca ahuacatl, ambas sonoramente transformadas em abogado ou aguacate em espanhol e abacate em português.
Alguns dizem que a palavra maia significava "fruto que tem a forma de um testículo ou saco", de onde se inferiu que o abacate teria propriedades afrodisíacas. Outros dizem que a palavra asteca significava "manteiga que vem da madeira", em uma descrição precisa das propriedades sensíveis da fruta.
De fato, sua polpa cremosa, verde-amarelada ou amarela quase branca, assemelha-se bastante a um creme amanteigado, sendo basicamente constituído por ácidos graxos não-saturados e concentrando apenas 70% de água em sua composição, o que é pouco em comparação com a maioria das frutas existentes.
Para Pimentel Gomes, o abacateiro é uma das mais valiosas fruteiras existentes justamente por conter consideráveis porcentagens de gorduras, carboidratos e proteínas, além de um largo espectro de vitaminas.
Fruta completa, o abacate é incomparável fonte energética e tem alto valor alimentício com baixos índices de colesterol, o que, ao contrário do que se acreditava no passado, faz com que seja de fácil digestão e nenhum malefício.
Por suas qualidades e por sua extrema suavidade ao paladar, o abacate é uma das frutas mais versáteis existentes, fonte de inspiração para incontáveis e variadas receitas. Pelo sabor indefinido de sua polpa pouco açucarada, o abacate pode ser consumido como iguaria doce ou salgada, de acordo com os hábitos e a cultura dos povos das regiões em que é cultivado, muitas vezes chocando e horrorizando uns e outros. Para o brasileiro Eurico Teixeira, por exemplo, o abacate consumido como salada "parece que deve ser intragável".
Esta observação de desgosto explica-se: no Brasil, a fruta in natura costuma ser consumida apenas em suas variações doces, em sobremesas ou lanches. A polpa do abacate em pedaços, amassada ou em creme, pode ser misturada com açúcar ou mel, acrescida ou não de gotas de limão; pode também ser batida com leite ou com o suco de outras frutas, e bebida como "vitamina".
É na Europa, na América Central e no México que o abacate é mais utilizado como ingrediente próprio para saladas: também In natura, em pedaços ou em crome, misturado com verduras, tomates, cebolas, ervas aromáticas e temperado com maionese, azeite, sal, pimenta e outras especiarias, o abacate é servido como acompanhamento para torradas, pães e pratos salgados. Na Guatemala, em Porto Rico, no México e na Colômbia, é costume incrementar as sopas com grossas fatias da fruta. Em alguns lugares do Caribe, come-se o abacate com vinho do Porto ou Madeira, com suco de laranja e de limão. Em países da América Latina, prepara-se o famoso guacamole acompanhado de tortillas de milho.
Fonte: www.paty.posto7.com.br


Comemorações dos dias 13 e 14 de maio 
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Nestes dias se comemora:



Dia de Nossa Senhora de Fátima
13 de Maio
Dia de Nossa Senhora de Fátima
Dia do Automóvel
13 de Maio
Dia do Automóvel
Dia do Zootecnista
13 de Maio
Dia do Zootecnista
Dia da Abolição da Escravatura no Brasil
13 de Maio
Dia da Abolição da Escravatura no Brasil
Dia do Seguro e do Segurador
14 de Maio
Dia do Seguro e do Segurador
Dia Internacional do Clima
14 de Maio
Dia Internacional do Clima














11 de maio de 2013

As Mães homenagem e história sobre o dia

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Às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
Às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
Às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
Às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
Às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
Também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!

História do Dia da Mães

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas.
Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
A maioria das fontes é unânime acerca da idéia da criação de um Dia da Mãe. A idéia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães.
Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade.
Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães.
Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a introdução desta data se deu no RIO GRANDE DO SUL, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em SÃO PAULO, a primeira comemoração se deu em 1921.
A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
Fonte: www.arteducacao.pro.br

8 de maio de 2013

Fim da II grande da guerra mundial

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8 de Maio

dia 8 de maio ficou marcado na história como o dia em que as nações aliadas venceram o nazi-fascismo na II Guerra Mundial: o dia da vitória da democracia. Esse fato histórico é um marco para a humanidade inteira.
Uniram-se países em defesa da liberdade.
Uniram-se as sociedades para viverem livres e soberanas. Somaram esforços as nações democráticas do mundo.
Uniram-se cidadãos comuns, políticos, diplomatas e forças armadas de diferentes países.
Tempos difíceis aqueles! Pagaram alto preço pela existência com o direito à dignidade de viver.
Nossos marinheiros, soldados e aviadores, com exemplar espírito de sacrifício, partilharam o horror da guerra.
Ombrearam, corajosos e eficientes, fortes, disciplinados e destemidos, com os melhores combatentes de todas as Forças Aliadas.
Retornaram vitoriosos
O mundo já não seria o mesmo. O conflito mundial influíra no curso da História das civilizações e do Brasil.
Trouxeram na alma, além da alegria da comemoração do regresso, as marcas da indesejável guerra.
Mas trouxeram, também, no coração e na mente, o reaceso entusiasmo pela democracia.
Como representantes armados de nossa pacífica sociedade, Marinha, Exército e Aeronáutica permanecem atentos e prontos, moral, cívica e tecnicamente, para cumprirem a nobre, necessária e intransferível missão constitucional de Defesa da Pátria brasileira.
Percorreram os árduos caminhos da luta.
Derrotaram o inimigo.
Celebraram a paz.
O Dia da Vitória confirma que não se renuncia à luta quando só ela pode restabelecer o equilíbrio e conquistar a paz.
Não se desprezam impunemente as armas quando elas são a última razão entendida pelos que desprezam a liberdade e amesquinham a segurança nacional.

Comemorando a passagem, a 8 de Maio último, do Dia da Vitória, a Escola Superior de Guerra reverenciou a memória dos que, nos campos de luta, defenderam a soberania nacional com o sacrifício da própria vida; na ocasião, o Juiz Ney Edilson Prado, estagiário da ESG, proferiu o seguinte discurso, alusivo ao evento:
Naquele Glorioso dia, as forças Aliadas punham fim nos campos da Europa à ameaça nazi-fascista que, convulsionando o mundo, levou a milhões de famílias o desespero, o terror, a morte e o luto.
Vinte e nove anos nos separam daquela apoteótico evento, e os 30 milhões de pessoas mortas naquela que foi a guerra travada para acabar com todas as guerras estão hoje, pra muitos, quase esquecidos.
É oportuno e desejável, portanto, que em todos os lugares e oportunidades que se ofereçam, sejam sempre revividos certos fatos relacionados com aquele conflito, que arrastou nações fortes e fracas, grandes e pequenas, ricas e pobres.
A desgraça teve seu início a 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia. Em abril de 1940, seria a vez do tacão nazista subjugar a Dinamarca e, a seguir a Noruega. Abroquelada na sua linha Maginot, teoricamente intransponível mas ineficaz na prática para conter o ímpeto e o poderio do Exército Alemão, em breve veria a França soar a sua hora trágica.
Os primeiros anos de guerra pareciam confirmar a terrível idéia que os países do eixo totalitário levariam de vencida as nações democráticas. É que, em dado instante, achava-se a Inglaterra sozinha na defesa do mundo livre.
Nesse histórico clima de universal apreensão, Winston Churchill, o lutador de outras guerras, surgia como líder de primeira grandeza. Sob a sua insuperável liderança, soube o grande povo inglês dar também toda a medida do seu valor. Líder e liderados permutavam coragem, resignação e esperança.
Sequiosos, os alemães prosseguiam.
A 7 de abril de 1941, invadiam a Iugoslávia. A 22 de junho, atacavam a Rússia.
Em dezembro do mesmo ano, agredidos pelo Japão, os Estados Unidos aderem à causa aliada, estendendo-se a hecatombe por sobre o Pacífico.
Atacado pelos alemães, e em defesa não somente da honra, da soberania e dignidade nacionais, mas também em nome da liberdade, confiança e respeito entre as nações lançou-se o Brasil, por igual, na grande conflagração.
A participação brasileira no evento foi expressiva, tanto no campo político, como no econômico e, particularmente no militar.
No primeiro, contribuindo decisivamente para o fortalecimento da posição aliada, tanto no plano continental como no mundial. No econômico, fornecendo ao Bloco Aliado materiais estratégicos indispensáveis ao esforço de guerra. E no campo militar, enviado para frente de guerra a sua Força Expedicionária, que gloriosamente cumpriu, apesar de condições e circunstâncias adversas, a missão que lhe foi atribuída.
" Num terreno montanhoso, a cujo píncaros o homem chega com dificuldade; num inverno rigoroso, que a totalidade da tropa veio enfrentar pela primeira vez; e contra um inimigo audacioso, combativo e muito bem instruído, podemos dizer assim mesmo, e por isso mesmo, que os nossos bravos soldados não desmereceram a confiança que neles depositavam os seus chefes e a própria Nação Brasileira."
Diga-se o mesmo, no concernente à Marinha Brasileira, a qual confiou a Nação a ingente tarefa da defesa de sua vasta costa marítima, contra a violenta destruição desenvolvida pelo inimigo. E de tal maneira se conduziram os nossos oficiais e marinheiros, que ao terminar o primeiro ano da nossa beligerância, o Almirante Ernest Hing, Comandante-em-Chefe da Esquadra Norte-Americana, titubeava em salientar a cooperação da Frota Brasileira, responsável pela escolta dos comboios em grande trecho do Atlântico, qualificando-a como modelo de eficiência , regularidade e boa execução.
A nossa heróica Força Aérea teve também participação de destaque nos céus da Europa, bem assim no patrulhamento de nosso litoral.
Os objetivos atribuídos ao Grupo de Caça Brasileiro, consistentes no apoio as forças terrestres, no isolamento do campo de batalha, pela interrupção sistemática das vias de comunicações ferroviárias e rodoviárias e na distribuição da industria e instalações militar do Norte da Itália foram atingidos satisfatoriamente.
Merece destaque também o desempenho eficiente das Forças que aqui permaneceram em apoio e incentivo aos gloriosos expedicionários, na luta contra o nazismo internacional.
Por último não poderia ser esquecido o papel da mulher brasileira, representada pelo valoroso contingente de enfermeiras. Sua missão humanitária e denodada nos hospitais e enfermarias, em muito contribuiu para o êxito da causa.
Graças ao esforço comum, foi possível aos países a liados, grandes ou pequenos, forçar a arrogante Alemanha a render-se incondicionalmente no dia 8 de maio de 1945.
Esse o feito supremo. Essa a grande data que nos cumpre comemorar.
Hoje passados 30 anos devemos exaltar mais a paz do que a vitória. É que logo após a capitulação alemã, uma sombra representada por novo atentado contra a liberdade, partindo agora de um pais aliado, invadiu a cena iluminada pela vitória. Esse fato foi desde logo denunciado por Winston Churchill, em seu célebre discurso de Fulton, a 5 de março de 1946, quando disse:
" Ninguém sabe o que projeta fazer a Rússia Soviética e sua organização comunista internacional no futuro inédito, quais os limites, se é que estes existem, de suas tendências expansionistas e proselitistas."
Não acredito, enfatizou:
" que a Rússia Soviética deseje a guerra. O que eles desejam são os frutos da guerra e a expansão indefinida do seu poder e das suas doutrinas."
E Churchill estava com a razão.
Perfeitamente consciente das enormes vantagens que poderia tirar do desfecho da guerra, e antes mesmo que as cinzas esfriassem, a sombra da ambição soviética estendeu-se pela Europa.
E hoje, após a hecatombe, o que lamentavelmente se constata é que o pesadelo nazi-fascista foi apenas substituído por outro, representado pelo comunismo internacional. Isso porque o conflito ideológico que a Segunda Guerra tentou resolver, na verdade, ressurgiu em nova feição. Uma vez mais a democracia se vê ameaçada por uma outra forma de totalitarismo.
Os valores que estão moveram a Nação Brasileira, e que hoje de novo nos inspiram, são fundamentalmente a democracia e a liberdade, que estruturam e cimentam a união do Mundo Livre.
Esses os princípios que o totalitarismo nazi-fascista ameaçou destruir, pondo em risco a liberdade dos povos e a independência da Nação.
E são esses os mesmos princípios, cuja supressão constitui o objetivo essencial, a que o totalitarismo comunista do extremo oposto pretende atrelar a humanidade. " Ambas as ideologias se tocam em seus extremos, e se confundem no seu horror à liberdade, na sua guerra pela escravização dos povos, na cobiça ilimitada de suas conquistas e no seu bárbaro culto à crueldade."
Se ontem combatíamos nos campos de batalhas a expansão nazi-fascista, agiríamos com incoerências hoje ficássemos inertes diante do expansionismo vermelho.
Há que não esquecer a lição haurida.
Fiéis a nós mesmos, como sempre, empenhemo-nos decisivamente em manter permanentemente viva a chama democrática. Alertados e mais bem preparados, hoje mais do que no passado, estamos em condições de garantir a nossa soberania contra qualquer agressão totalitária.
No mundo de incertezas em que vivemos, é imperioso que nos unamos todos com lealdade, decisão e patriotismo, para fazer do Brasil a pátria grandiosa que tanto almejamos.
Haveremos assim de ser dignos dos que morreram para que pudéssemos ser livres.
Aos heróis vivos daquele tempo, o nosso preito de admiração e respeito. Aos que não retornaram aos braços de seus entes queridos, nesta data de júbilo e tristeza, a perene gratidão dos brasileiros.


Fonte: Exército Brasileiro,  www.anvfeb.com.br

Vejam o vídeo abaixo:
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E neste dia também se comemora os dias de:
Dia do Cartógrafo
6 de Maio
Dia do Cartógrafo
Dia do Oftalmologista
7 de Maio
Dia do Oftalmologista
Dia do Silêncio
7 de Maio
Dia do Silêncio

Dia do Artista Plástico
8 de Maio
Dia do Artista Plástico
Dia do Pintor
8 de Maio
Dia do Pintor

5 de maio de 2013

Vamos ter uma ideia do que é Democracia

| 5 comentários


Forma de governo baseada na soberania popular e na distribuição equitativa do poder. Caracteriza-se pelo direito da população de participar das decisões sobre a administração pública, diretamente (Democracia participativa) ou indiretamente, por meio de representantes eleitos livremente (Democracia representativa).
Democracia direta surge em Atenas, na Grécia antiga, no século V a.C. Os cidadãos decidem os destinos da pólis, na ágora, a praça pública.
O sistema entra em decadência com a derrota de Atenas na Guerra do Peloponeso (431 a.C.-404 a.C.). Os ideais democráticos começam a renascer com a Revolução Gloriosa, na Inglaterra, em 1688, quando são estabelecidas as bases teóricas da divisão do poder (Executivo, Legislativo e Judiciário).
São reforçados no século XVIII com o Iluminismo e a Revolução Francesa. Na Democracia representativa, em vez de participar pessoalmente das assembléias, os cidadãos elegem quem vai representá-los e decidir por eles nas reuniões. No século XIX, a discussão sobre Democracia se desenvolve com base no embate entre as duas principais correntes políticas, o liberalismo e o socialismo.

Democracia liberal

Defende a Democracia representativa como a única forma compatível com o Estado liberal, definido como aquele que reconhece e garante alguns direitos fundamentais, dentre eles a liberdade civil e política. Assim, identifica a Democracia como a liberdade do indivíduo de escolher livremente seus representantes. No decorrer do século XIX, quase todos os países monárquicos da Europa Ocidental se tornam Democracias liberais ao instituir uma legislação representativa inspirada na do Parlamento britânico.

Social-Democracia

Surge no século XIX, com os movimentos trabalhistas e políticos que pressionam os governos europeus a estender a cidadania plena a todos, sem distinção de renda. Em sua origem critica a Democracia representativa, retoma a discussão da Democracia direta e defende o autogoverno e a autogestão.
Após a II Guerra Mundial, os partidos social-democratas chegam ao poder em diversas nações do Leste Europeu, na Suíça e na Inglaterra, com o Labour Party (Partido Trabalhista). Inicia-se, assim, a criação dos programas do estado de bem-estar social (welfare state). Atualmente, a social-Democracia adota o princípio de que o Estado é responsável apenas pela regulamentação, não pela posse dos negócios e indústrias do país.

Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.
As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia direta (algumas vezes chamada "democracia pura"), quando o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indireta"), quando o povo expressa sua vontade por meio da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Fonte: geocities.yahoo.com.br, http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia

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