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18 de julho de 2008

BIOGRAFIA E HISTORIA DE DOLORES DURAN


Por: Izabel Vasconcelos
07 de junho
1930, nasceu Dolores Duran

Compositora de alguns dos maiores sucessos do samba canção brasileiro, Dolores Duran teve, na música, parceiros memoráveis como Tom Jobim.

E escreveu algumas das mais belas letras, que cantamos até hoje às vezes sem nem sequer nos lembrarmos dela. Por exemplo: “Hoje eu quero a rosa mais linda que houver e a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem.”

Ou: “É de manhã, vem o sol mas os pingos da chuva que ontem caiu ainda estão a brilhar...”

Sobre ela, a grande cantora Helena de Lima disse a Chico Pinheiro: “Ela não podia beber, nem fumar, mas bebia e fumava...” Viveu pouco (morreu com 29 anos) mas vive até hoje nas canções que cantamos.
O verdadeiro nome dela era Adiléia Silva da Rocha e ela nasceu na rua do Propósito, bairro da Saúde, no Rio de Janeiro, em 7 de junho de 1930. Era a terceira dos quatro filhos do sargento da Marinha Armindo José da Rocha e Josefa.
Aos três anos de idade já cantava. Aos cinco vestia-se de anjo para participar das festas do reizado e do grupo das pastorinhas. Na infância teve reumatismo infeccioso, o que originaria seus problemas cardíacos na idade adulta.
Tinha dez anos quando um amigo da família levou-a para o programa de calouros de Ary Barroso, o maior sucesso do rádio da época. Dolores cantou “Vereda Tropical”, ganhou um elogio de Ary e 500 mil réis, muito dinheiro. A partir de então, começou a aparecer em vários programas de rádio.
Dois anos depois, seu pai morreu. E lá foi a menina Dolores tornar-se profissional para ajudar no sustento da família. Passou a atuar no “Teatro da Tia Chiquinha”, um programa infantil da Rádio Tupi e Olavo de Barros, diretor da rádio, a levou também para o teatro.
Dolores ouvia muita música e acabou aprendendo inglês, frances e espanhol. Tinha facilidade para as línguas e, cantando bem as canções estrangeiras, foi parar na Rádio Nacional (a líder de audiência na época) com Renato Murce. Conseguiu o elogio de Ella Fitzgerald para sua interpretação de “My Funny Valentine” e um contrato para cantar na boite Vogue. Tinha 16 anos e passou a usar o nome artístico de Dolores Duran.
Cesar de Alencar a ouviu na boite e a colocou em seu programa da Rádio Nacional. Foi ficando conhecida.
Mas o primeiro disco só veio em fins de 1951.
Seus sucessos do início dos anos 1950 incluem canções antológicas como Lama, Canção da Volta e Filha de Chico Brito.
Em 8 de julho de 1955, Dolores casou-se com o radioator e compositor Macedo Neto. Não tiveram filhos mas adotaram uma menina. O casamento durou apenas 2 anos. Depois ela manteve um romance com o compositor João Donato que acabou quando ele foi morar no México.
Em 1957 conheceu o estreante Tom Jobim e ele mostrou a ela uma canção que compusera com Vinicius de Moraes. Dolores então escreveu uma letra para a canção e a mandou para Vinícius apreciar.
Vinicius gostou mais da letra dela do que a que ele fizera. Era “Por Causa de Você” (“ah, você esta vendo só do jeito que eu fiquei e que tudo ficou. Uma tristeza tão grande nas coisas mais simples que você tocou. A nossa casa querido já estava acostumada guardando você, as flores na janela sorriam, cantavam, por causa de você. Olhe meu bem, nunca mais nos deixe por favor. Somos a vida, o sonho, nós somos o amor. Entre, meu bem, por favor, não deixe o mundo mau te levar outra vez, me abrace simplesmente, não chore nem lembre, não fale meu bem”).
Nos seus últimos dois anos de vida, Dolores compôs obras primas como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol.
Na madrugada de 24 de outubro de 1959, Dolores saiu de uma festa no Clube da Aeronáutica, foi com amigos para a boite Kit Club e chegou em casa de manhã, às 7 horas. Disse para a empregada: “Não me acorde. Vou dormir até morrer.”
E morreu.

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