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25 de agosto de 2008

Pequena história de Leila Diniz (biografia)

Até hoje, quando se fala em mulher liberada, lembra-se de Leila Diniz. Musa do cinema, da TV e da contracultura, no Brasil dos anos 1960, ainda tão preconceituoso e ameaçado pelos horrores aplicados a quem ousava pensar, pela Ditadura Militar.




Leila encarnou o desejo de voz e de liberdade que havia no peito de muitas jovens brasileiras. Tão desbocada quanto Derci Gonçalves, falando o que realmente pensava, desfilando grávida e de biquini (uma ousadia naqueles tempos), ela morreu com apenas 27 anos de idade, mas deixou sua marca na história do país.



Leila Roque Diniz nasceu no dia 25 de março de 1945, em Niterói. Como a maioria das meninas da sua geração, fêz o curso Normal e foi ser professora do jardim de infância num subúrbio do Rio de Janeiro.

Tinha apenas 17 anos quando se apaixonou pelo cineasta Domingos de Oliveira e casou com ele.

Aos vinte, estava separada mas já começara a sua carreira de atriz. Primeiro foi aos palcos do teatro e, em 1966, estrelou o filme “Todas As Mulheres do Mundo”, um marco no cinema nacional, ao lado de Paulo José, Joana Fomm, Ivan de Albuquerque e Flávio Migliaccio, com direção de Domingos de Oliveira.

Depois disso, foi para a TV Globo, onde fez várias novelas e consolidou a sua fama.
Suas entrevistas, com declarações consideradas avançadas demais para a época, começaram a criar polêmicas e construíram a sua imagem de mulher liberada demais, até para os revolucionários anos de 1960.


Leila fez 14 filmes, 12 telenovelas e muitas peças teatrais.
Ganhou, na Austrália, o prêmio de melhor atriz pelo filme “Mãos Vazias”.

Seu segundo marido também é diretor de cinema: o moçambicano Ruy Guerra, parceiro de Chico Buarque na música e no teatro. Com ele, Leila teve sua única filha, Janaína.

Embora libertária, Leila Diniz era criticada pela direita conservadora e pela esquerda radical, que a julgava alienada.

A maioria das mulheres, sem coragem de assumir que ela falava por todas, a julgava apenas vulgar.

Naqueles tempos em que o Brasil era governado pela mão de ferro da ditadura militar, Tarso de Castro, Jaguar e Sérgio Cabral, lançaram o jornal “O Pasquim”, uma oposição bem humorada ao regime. Ziraldo, Millor Fernandes e Fortuna se juntaram à redação. A primeira edição teve 20 mil exemplares. A última, 200 mil.

Mas um dos números vai vendidos do jornal, de 1969, trazia na capa Leila Diniz, e no miolo uma entrevista da atriz aos jovens editores que teve um repercussão tão grande a ponto de ser a gota d’água para a instauração, pelo regime militar, da censura prévia à Imprensa. O decreto então passou a ser conhecido popularmente como “Decreto Leila Diniz”.

Perseguida pela polícia da repressão militar, Leila foi se esconder na casa de um dos mais populares (e injustiçados) apresentadores de televisão da época: Flávio Cavalcanti. Flávio era desprezado pela esquerda brasileira, mas costumava abrigar e amparar as figuras públicas perseguidas pelo regime.

Quando a poeira baixou, Leila voltou à cena, reabilitando o Teatro de Revista, gênero que tivera seu auge nos anos de 1940 e 50. Vai estrelar a peça “Tem Banana na Banda”, com textos de Millor, Luiz Carlos Maciel, José Wilker e Oduvaldo Viana Filho.

A mais famosa estrela do antigo teatro de revista, Virgínia Lane, dá então à Leila o título de Rainha das Vedetes.

Em 1971, Leila é eleita Rainha da Banda de Ipanema.

Mas, numa viagem à Austrália, Leila estava no vôo da Japan Airlines, onde estava também o cantor Agostinho dos Santos, que sofreu um trágico acidente. Assim, Leila Diniz morreu, em 14 de julho de 1972, com apenas 27 anos de idade.

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