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2 de março de 2008

Biografia da primeira maestrina do Brasil



CHIQUINHA GONZAGA
28 de fevereiro
1935, morreu Chiquinha Gonzaga
Foi ela quem colocou a música popular nas casas e nos salões da elite brasileira. Foi a primeira pianista de choro e a primeira mulher a reger uma orquestra. Deixou mais de 2 mil composições musicais e 77 peças de teatro. Era abolicionista e republicana, mas depois de proclamada a república, ela não estava contente com os rumos da política e escreveu uma música criticando o governo de Floriano Peixoto. Quase foi presa. O maestro Carlos Gomes apaixonou-se por ela e foram amantes.
Casou-se, pela segunda vez, com um homem mais novo, o que eram dois escândalos na sua época.


Foi fundadora da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), em 27 de setembro de 1917, entidade viva e atuante até hoje.
Chiquinha era independente, corajosa, sincera e talentosa. Num tempo em que a maioria das mulheres não podia ser nada.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847, em pleno reinado do imperador Pedro II. Era filha de Rosa Maria Lima, uma mulher negra e pobre e José Basileu Neves Gonzaga, de família tradicional e general do Exército do Imperador. Seu padrinho foi o Duque de Caxias.


Na infância, estudou com o Cônego Trindade e aprendeu música com o Maestro Lobo. Mas gostava mesmo era das rodas de lundu, de umbigada e de outros ritmos típicos dos escravos.
Aos 12 anos já estreava como compositora com uma canção de Natal chamada Canção dos Pastores. Como a maioria das moças da época, casou-se muito cedo, aos 16 anos, e de casamento arranjado, de conveniência. O marido era um oficial da Marinha Imperial e se chamava Jacinto Ribeiro do Amaram. Ele, super machista, implicava até com o piano da Chiquinha. Mas ela era uma artista, deu o fora nele, para escândalo da sociedade. Da separação, Chiquinha levou apenas um dos três filhos que tivera, João Gualberto.
Foi viver sozinha, tocando piano em lojas de instrumentos musicais para se sustentar. Também dava aulas particulares de piano.

Musicava libretos de peças de teatro e operetas, mas encontrava muita resistência nessa função por ser mulher.
Tornou-se integrante do grupo de choro do músico Joaquim Antonio Calado e, durante um sarau na casa do compositor e maestro Henrique Alves de Mesquita, Chiquinha mostrou sua composição que viria a ser também o seu primeiro grande sucesso: a polca Atraente, de 1877.


Daí não parou mais. Escrevia polcas, valsas, tangos e causou furor e escândalo na imprensa ao compor maxixes, ritmo então proibido pela polícia.
Em 1897 o tango Gaúcho foi outro de seus sucessos estrondosos e, em 1899, escreveu a primeira música especialmente composta para o Carnaval e que, até hoje, cantamos: Ó Abre Alas.
Conheceu o engenheiro João Batista, apaixonou-se e viveu com ele um romance que duraria até a sua morte. Ela o apresentava, muitas vezes, como seu filho, já que ele era 30 anos mais novo que ela.
Em 1911 fez o seu maior sucesso teatral: a opereta Forrobodó que ficou em cartaz por 1500 apresentações.
Em 1934, aos 87 anos, escreveu a partitura da opereta Maria.
E morreu em 28 de fevereiro de 1935, deixando não apenas o seu legado artístico mas também o exemplo de independência feminina que, no seu tempo, as mulheres estavam longe de conquistar.

Fonte: Isabel Vasconcelos
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