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26 de outubro de 2009

Biografia e história de Chiquinha Gonzaga a primeira maestrina brasileira.

17 de outubro
1847, nasceu Chiquinha Gonzaga
Mais inovadora do que muita mulher de hoje, a maestrina Chiquinha Gonzaga foi o músico responsável por incorporar a música popular ao repertório da elite brasileira.
Ela foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e a primeira compositora: Chiquinha compôs mais de duas mil músicas e escreveu setenta e sete peças trilhas para peças de teatro.
Na política, era republicana e abolicionista. Mas não gostou da República e escreveu uma contra o Marechal Floriano Peixoto. Quase foi presa.
Foi fundadora da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), em 27 de setembro de 1917, uma entidade que existe e atua até hoje. (Eu sou sócia...kkkk).
Chiquinha era independente, corajosa, sincera e talentosa. Num tempo em que a maioria absoluta das mulheres não podia ser nada.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847. Era filha de um general do exército – José Basileu Gonzaga – com uma mulher de origem humilde, Rosa Maria de Lima. Seu padrinho de batismo foi o Duque de Caxias e ela teve uma educação primorosa, o que não era muito comum naquele tempo, mesmo entre as moças de classe alta, como era ela.
Com apenas treze anos de idade, Chiquinha casou-se com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral. Tiveram cinco filhos e ela detestava sua vida no navio onde o marido servia, revolta-se contra as ordens dele que não queria que ela se dedicasse à música.
Por tudo isso, Chiquinha resolveu enfrentar a sociedade, que condenava as mulheres descasadas e deixou o marido e quatro filhos, pois só o mais velho – João Gualberto – a acompanhou.
Sobreviveu como professora de piano e apresentando-se em lojas de música,uniu-se aos grupos de choro e, em 1877, emplacou o seu primeiro sucesso: a polca “Atraente”.
Foi para o teatro, tornou-se conhecida do público e todas as suas composições, impressas, viravam sucesso.
Escrevia polcas, valsas, tangos e causou furor e escândalo na imprensa ao compor maxixes, ritmo então proibido pela polícia.
Em 1897 o Brasil inteiro conhecia seu trabalho.
Em 1899 compôs a primeira marcha carnavalesca, cantada até hoje: O Abre Alas.
Tinha 52 anos quando se apaixonou por João Batista Fernandes Lage, com quem viveria 35 anos, até o dia de sua morte. Mas ele tinha apenas 16 e Chiquinha o adotou como filho, o que fez com que duas de suas filhas – Maria do Patrocínio e Alice Maria – mais tarde, movessem um processo contra ela, para destituir João Batista de seu direito à herança.
Desiludida com os rumos do primeiro governo da república, Chiquinha foi para a Europa, onde viveu de 1902 a 1910, fazendo sucesso em Portugal.
De volta ao Brasil, em 1911 viveu o seu maior sucesso no teatro com uma opereta, Forrobodó, que teve mil e quinhentas apresentações.
Em 1934, aos 87 anos, escreveu a partitura da opereta Maria.
A nossa pioneira da música foi homenageada por escolas de samba e foi personagem no cinema e na TV.
Em 1985 ela foi enredo da Mangueira com “Abram Alas que Eu Quero Passar”; em 1997 o enredo da Imperatriz Leopoldinense foi “Eu Sou da Lira Não Posso Negar”.
No mesmo ano, Rosamaria Murtinho viveu o papel de Chiquinha no teatro.
Em 1999, dirigida por Jayme Monjardim, a Rede Globo exibiu a minissérie que levou o nome da compositora que foi vivida na telinha por Regina Duarte, na maturidade e pela filha de Regina, Gabriela, na juventude.
Em 2006, no filme Brasília 18%, de Nelson Pereira de Souza, Bete Mendes fez o papel de Chiquinha e Malu Galli, no filme Xangô de Baker Street.
Chiquinha Gonzaga morreu em 28 de fevereiro de 1935 deixando não apenas o seu legado artístico mas também o exemplo de independência feminina que, no seu tempo, as mulheres estavam longe de conquistar.

Fonte: http://isabelvasconcellos.com.br

3 comentários :

  • Guará Matos says:
    26 de outubro de 2009 23:47

    Chiquinha Gonzaga revolucionou sua época. Foi uma artista de qualidade irrefutável.
    Abraços.

  • J. Araújo says:
    28 de outubro de 2009 20:59

    Com ceteza, Chiquinha Gonzaga foi a pionera em termos de luta pela igualddade.

    Muito legal o blog. Blog é isso aí, tem que ser informativo.

    Valeu

    Abraço

  • lucidreira says:
    8 de novembro de 2009 15:00

    Agradaço muito as suas opiniões.
    Obrigado

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.