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30 de outubro de 2009

A indignação de um brasileiro "mesmo que filho de estrangeiro"

O MST ao atacar laranjais não apenas está reprisando a barbaridade cometida na Aracruz no Rio Grande do Sul. Está num contexto estranho de uma xenofobia que enfrentei na minha infância.

Meu pai veio ao Brasil como um dos administradores de uma firma familiar que produzia madeira compensada. Sua tecnologia era avançada. Tanto a fábrica alemã, tomada pelos nazistas na década de trinta, quando a família teve de fugir, quanto uma unidade na Inglaterra, haviam sido produtores de madeira para fins aeronavais. Ao vir para o Brasil à empresa trouxe uma fábrica completa, com todas as inovações tecnológicas e até nacionalizou o capital, ou seja, era uma firma brasileira com sócios residentes no exterior. Não se enquadrava na remessa de lucros ao exterior.

Qual a minha surpresa quando, na pré-adolescência me dei conta de que havia muita gente que considerava a empresa uma “exploradora” do país. Não obstante setecentos ou mais empregos ( distribuídos entre dois municípios, um de 20 mil habitantes e outro de 5 mil habitantes), pagamento rigorosamente pontual de salários (incomum para a época), a disseminação de tecnologia avançada (ex funcionários levavam informações para empresas locais o que melhorou a qualidade do produto brasileiro como um todo), a empresa era apontada como uma “sanguessuga”.

O motivo era que 25 ou 30% da produção era exportada. Isto muito antes da caça às exportações/divisas que começou após 1964. Ninguém criticava os exportadores de madeira serrada ou toras, que não agregavam mão de obra ou tecnologia ao produto. Criticavam esta empresa que exportava um produto acabado.

Na mesma época havia uma ciumeira com o progresso e pujança que os Argentinos haviam apresentado até então. Mas ninguém percebia que a Argentina era exportadora de cereais e grande exportador de carne. Os mesmos admiradores da Argentina criticavam os abatedouros brasileiros que exportavam. Diziam que a carne exportada era tirada das bocas dos brasileiros. E isto numa época em que a carne de gado, ao menos no sul, era baratíssima.

Passaram mais de 50 anos. O país se ufana de suas exportações. Os sucessivos governos promoveram com sucesso a caça de divisas pela exportação. As vantagens ao povo brasileiro só não foram maiores pela carga de impostos embutidos nos produtos brasileiros, pois as empresas brasileiras passaram a produzir a custos internacionais. Vinte anos atrás tomar sucos de laranja prontos em caixas ou garrafas era algo proibitivo.

Hoje compramos na quitanda da esquina quatro ou cinco sabores de sucos de frutas naturais a qualquer dia do ano. Antes só podiam  espremer os sucos das frutas que estivessem na temporada. E os preços hoje não são proibitivos, apesar de estarem onerados por impostos que são ridículos para produtos com vantagens nutricionais.

E o que vemos esta semana? Terrorismo econômico, sabotagem, se justificando novamente respaldado em argumentos xenofóbicos. Como no caso da Aracruz. Ninguém no MST deseja ver a quantidade de empregos no campo, empregos nos terminais de exportação, na cadeia de prosperidade espalhada pelo consumo de pessoas regularmente empregadas. Querem baderna para adquirir e manter o poder. Seus líderes querem acesso às fortunas extorquidas através das ONGs para viveram “vida de deputado”, “vida de senador”( que me desculpem os deputados ou senadores inocentes, que devem ainda existir).

Há vinte anos atrás o Brasil era o maior exportador de cacau do mundo. Terroristas ligados ao MST trataram de disseminar a “vassoura de bruxa”. Hoje o Brasil importa cacau. Mas tudo bem. O Grande Timoneiro Lula tem a solução. Podemos perder a produção de cacau. Podemos perder a produção de cítricos. O MST amanhã poderá invadir e desenraizar os cafezais, particularmente os cafezais de cepas especiais. Podem os perder a produção de papel e celulose. A fortuna do pré-sal tão decantada vai cobrir isto. Ou não? Todos sabemos que petróleo, diamantes, ouro não trazem prosperidade generalizada. Senão a Nigéria seria farol do mundo.

Quantos empregos promete o pré-sal? Qual será o custo do feijão produzido pelo MST? Quem pagará o feijão mais caro do MST?
Os que compactuam com o MST hoje são sabotadores da indústria nacional. Traidores da pátria. Merecem ser condenados a longos anos de trabalhos forçados como seus amiguinhos da cortina de ferro faziam com seus inimigos. Será que a Rússia não nos arrenda uma mina de sal na Sibéria para fazer um campo de reeducação?
08.10.2009
SABOTADORES
por Ralph J. Hofmann

Foto: Net
Edição de foto Luiz Cidreira

Este blo está solidário a este artigo, sabemos da indignação dos  brasileiros, mas, parém os politicos e comandantes  não fazem nada  para dar um basta nesta onda de inferno que estes grupos promovem no país. 
Esta é nossa opinião!

3 comentários :

  • Guará matos says:
    30 de outubro de 2009 18:38

    O autor do texto está coberto de razão. É isso mesmo! Os xenófobos atrapalham mas não fazem nada pra resolver. São um pulhas. Aqui no RJ um empresário alemão desistiu de contruir um hotel numa favela chamada Vidigal. Seriam aberto 400 empregos diretos. Os orgãos públicos atrpalharam tanto que ele retornou para o seu país. E as quatrocentas famílias do morro que ficarm sem o trabalho?
    É uma bosta!
    Os caras parecem que gostam de ver favela em guerra mas tendo qualidade de vida, não!

  • Guará Matos says:
    4 de novembro de 2009 11:57

    Amigo Lu,
    Estou começando um novo projeto de Blog que acredito possa ser mais profissional. Quero colocar o mundo dentro dele. O JORNAL AFOGANDO O GANSO, continua com as matérias críticas, debochadas, sarcásticas e tal.
    Agora eu apresento o "AFOGANDO O GANSO PRESS"/ http://jafogandooganso.wordpress.com/
    Será a oportunidade de mostrar as coisas lúdicas, que não estamos prestando mais atenção. Aquele lugar belíssimo, O bairro que tem história, a rua, o bar espetacular, o motel extimulante, a praça boa de sentar, os lugares de bons shows, a roda de samba, o chorinho, o fado e a f..., ah essa deixa pra lá, rsrsrsrs!

    Depois se achegue, viu moço?
    Abraços.

  • Vampira Dea says:
    11 de novembro de 2009 17:48

    Muito legal o seu blog>

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.