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4 de dezembro de 2009

Quatro de dezembro dia de Sta. Barbara


04 de dezembro dia de Santa Bárbara e Iansã

Bárbara é padroeira dos arquitetos, construtores e bombeiros, a santa católica, protetora nas explosões, raios e tempestades, foi identificada, pelo sincretismo religioso que aconteceu entre a religião dos escravos com a religião dos senhores, com Iansã.
Iansã —rainha dos raios e das tempestades— é a segunda mulher de Xangô, guerreira, agressiva, corajosa e contrapõem-se à Oxum (a primeira).

Oxum é a fútil, a frágil, a vaidosa que vive a mirar-se no espelho.
A crença que veio da África negra já identificava a dualidade feminina, o conflito entre o papel social que se deu às mulheres e a natureza naturalmente guerreira de todo ser humano.
Santa Bárbara nasceu na Nicomédia, Ásia Menor.
Viveu não se sabe exatamente quando, entre os séculos III e IV DC.
Tornou-se cristã, à revelia de seus pais, que eram pagãos.
Diz a lenda que ela era uma jovem belíssima e muito inteligente. E seu pai, Dióscoro, ciente do efeito que a beleza da filha poderia causar nos homens, trancafiou-a numa torre.
A torre tinha duas janelas. Bárbara abriu uma terceira, evocando assim a Santíssima Trindade.
Aproveitando-se da ausência de Dióscoro, que partira para uma viagem, Bárbara foi batizada por seus amigos cristãos.
E isso seu pai, quando soube, não podia perdoar.
Então entregou a própria filha às autoridades que perseguiam os cristãos. Julgada, sua sentença foi ser exibida nua por todo o país, depois ter os seios extirpados e o corpo queimado. Seu próprio pai cortou-lhe a cabeça com uma espada. (Freud explica)
Porém, assim que acabou de matar a própria filha, Dióscoro morreu, sob uma tempestade repentina, atingido por um raio. Por isso a santa é invocada nas tormentas.
A imagem de Santa Bárbara é representada tendo ela uma palma (significando o martírio), um cálice (sua proteção aos doentes terminais) e uma espada (instrumento de sua morte).
Na África, um importante rio que atravessa a Nigéria, é a morada da mulher mais poderosa, a mãe de nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove: Iansã.
É a deusa do rio, mas seu elemento é o fogo. É a contradição nascida da água da tempestade e do raio de fogo que corta os céus. Seu símbolo é a espada.
Iansã é a guerreira, muito mais identificada com as atividades tradicionalmente masculinas, rejeitando o papel feminino cultural.
Mas não se masculiniza: é ardente, fogosa, sensual. Foi mulher de Xangô e amante de quase todos os orixás.
Sem subterfúgios, direta e sincera, vence todas as batalhas.
Suas cores: marrom, rosa e vermelho.
Seu símbolo: a espada.
Seu domínio: Vendavais, raios e tempestades
O caruru dado em sua homenagem, no dia 04 de dezembro, no Mercado da Sete Portas, em Salvador, leva mais de 20000 mil quiabos e os festejos dura varios dias. Sua humilde Igreja fica localizada no bairo da Liberdade em Salvador-Ba., sua igreja vive apinhada de gente nos dias de qinta-feiras, dia consagrado a sua devoção.

1 comentários :

  • Guará Matos says:
    4 de dezembro de 2009 15:38

    Maravilha, adorei o teor do texto. Conhecimentos nunca é demais! É sempre bom acumulá-lo.
    Parabéns!
    Abraços.

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