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8 de fevereiro de 2010

A pequena notavél

09 de Fevereiro
1909, nasceu Carmen Miranda

Carmen Miranda, a atriz e cantora, foi e ainda é um dos maiores mitos brasileiros, a primeira e a única—até agora—superstar nacional em Hollywood.
Toda vez que você vê alguém com uma fruteira na cabeça, sapatos de plataforma, todo cheio de balangandans e com os olhos bem pintados, revirando as mãozinhas assim, o que é que você diz? Carmen Miranda.
Mas, além de estrela, Carmen era uma mulher de comportamento moderno e avançado para o tempo em que viveu.
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu dia 9 de fevereiro de 1909 em Portugal, em Marco de Canavezes, distrito do Porto. Veio para o Brasil com a família quando tinha apenas dez meses de idade.
Uma de suas irmãs, Olinda, ensinou a ela, ainda criança, o amor pela música e pela costura.
Quando, em 1925, a família montou uma pensão, administrada pela mãe, Carmen começou a trabalhar como vendedora e a criar lindos chapéus.
(Outra famosa que começou uma carreira criando chapéus foi a Coco Chanel. Talvez Carmen pensasse em ser estilista de moda, em vez de cantora... Na verdade ela criou os seus próprios trajes, os sapatos– de altíssimos saltos plataforma— e as bijuterias – chamadas de balangandans— e estes fizeram escola na moda e foram copiados nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa.)
Foi em 1928 que ela cantou em público pela primeira vez, numa festa beneficente.
Em 1929, faz enorme sucesso com a gravação da música “Taí”.
Em 1932 já era uma das maiores estrelas brasileiras.
Era ousada e estava na frente, uma pré-Leila Diniz. Ruy Castro, seu biógrafo, afirma que ela transava os namorados, numa época em que "mulher direita" não podia ter sexo, e mesmo assim todo mundo a respeitava.
Absoluto sucesso nas décadas de 1930 e 40, descoberta então pelo empresário americano Lee Schubert, foi fazer também sucesso nos Estados Unidos, em Hollywood, brilhando nas telas de lá depois de ter brilhado aqui nos cassinos, no rádio (não existia TV) e no cinema nacional.
Com o acompanhamento do Bando da Lua, conquistando também os americanos, Carmen virou a “brazilian bombshell”.
Quando, em 1940, ela voltou ao Brasil, a pedido de Darcy Vargas, a irmã do ditador Getúlio Vargas, para uma temporada no Cassino da Urca, os brasileiros torceram o nariz para ela.
É que, naquele tempo, imperava no país um forte sentimento nacionalista e o povo daqui achava que o sucesso de Carmem nos EUA era uma ofensa. Hoje parece muito engraçado e irônico que muitos cantores brasileiros só alcancem reconhecimento aqui dentro quando fazem sucesso lá fora...
Carmen, em resposta à enxurrada de críticas que recebeu então, cantou “Disseram que Voltei Americanizada”, fazendo dupla com o também famosíssimo ator Grande Otelo. (clique aqui para ouvir)
Continuou vivendo e trabalhando nos Estados Unidos, convivendo com astros e estrelas hollywoodianos em sua mansão em Beverly Hills e se tornou a primeira artista latino americana a imprimir suas mãos na calçada da fama de Hollywood.
Há quem diga que foi o sucesso americano que fez mal a ela, que a máquina da indústria cinematográfica a destruiu. Assim como aconteceu com Judy Garland, foi por incentivo dos estúdios de cinema que ela começou a tomar drogas. Judy tomava anfetaminas para emagrecer. Carmen, barbitúricos. Como Marilyn Monroe, chegou a aquele ponto em que tomava calmantes para dormir e estimulantes para acordar. Além disso, fumava e bebia bem.
Veio novamente ao Brasil em dezembro de 1954, depois de 14 anos de sua última estadia aqui. Passou quatro meses em tratamento para dependência quimica, “internada” numa suite do hotel Copacabana Palace. Voltou para os Estados Unidos em abril de 1955.
E morreu lá, com apenas 46 anos, depois de participar do programa de TV de Jimmy Durante, no auge do sucesso, em 5 de agosto. Tinha tido um pequeno desmaio no programa, mas cantou e dançou para os amigos, mais tarde, em sua casa. Quando se preparava para dormir, teve um colapso cardíaco. Foi encontrada pela empregada.
Seu corpo voltou para o Brasil e seu enterro, aqui, reuniu tanta gente quanto, um ano antes, reunira o enterro do presidente Getúlio Vargas.
Desta vez o povo não tinha críticas para ela. Só aplausos.
No YouTube tem um vídeo muito lindo da Carmen:
 
Fonte: Site de Isabel Vasconcellos
www.isabelvasconcellos.com.br

5 comentários :

  • Guará Matos says:
    9 de fevereiro de 2010 00:41

    No tabuleiro da baiana tem.....
    Bela escolha, Lu!
    Carmem Miranda é simplemente fantástica!
    Abraços.

  • Guará Matos says:
    9 de fevereiro de 2010 00:42

    No tabuleiro da baiana tem.....
    Bela escolha, Lu!
    Carmem Miranda é simplemente fantástica!
    Abraços.

  • Guará Matos says:
    9 de fevereiro de 2010 17:42

    Lu, cadê meus comentários, amigo?

    Fiz um aqui no seu post e outro no da Rita.

    Abraços.

  • Izabel says:
    11 de fevereiro de 2010 00:01

    Olá! Passei para conhecer seu blog também.

    Bons tampos aqueles em que Carmem Miranda cantava.

    Sempre pensei que se pudesse escolher um tempo para viver seria nesta época. Tudo parecia melhor do que hoje!

    Beijos!

  • Guará Matos says:
    11 de fevereiro de 2010 10:18

    Boa escolha, Lu. Ninguém foi tão carnavalesca que Carmem Miranda. Uma verdadeira festeira.
    Abrços.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.