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4 de março de 2010

Pequena história da primeira roqueira do brasil Celly Campello

 
04 março
2003, morreu Celly Campello
Celly Campello tinha 16 anos quando se tornou a rainha do rock no Brasil, uma década antes de Rita Lee.
Ela ainda deveria ter sido a estrela feminina da Jovem Guarda, ao lado de Roberto Carlos, mas recusou o convite da TV Record.
Cely era muito mais famosa que Roberto naquela época mas já tinha abandonado tudo -- o sucesso, a carreira, os estúdios... -- para se casar!

Célia Benelli Campello nasceu em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de junho de 1942.
Começou a cantar com 6 anos de idade na Rádio Cacique de sua cidade natal e, como aconteceu com Elis em Porto Alegre, Celly também fez parte do Clube do Guri, mas na Rádio Difusora de Taubaté.
Aos 12 anos tinha seu programa próprio na Rádio Cacique
Aos 16, gravou seu primeiro disco. Era uma “bolacha” de vinil de 78 rotações que tinha uma gravação de cada lado. De um lado, Tony Campello, irmão de Celly que a acompanharia na carreira. De outro, Celly.
Em 1959 ganhou seu primeiro programa de TV, na Tupi: “Celly e Tony em Hi-Fi”.
Foi neste mesmo ano que lançou seu mega sucesso: Estúpido Cupido, versão de uma canção americana de Neil Sedaka.
Esta música foi regravada por Rita Lee nos anos 1970 e, em 1976, virou nome de novela da Rede Globo, fazendo com que Celly reaparecesse em público por alguns momentos.
O primeiro disco gravado por Elis Regina (Viva a Brotolândia) pretendia concorrer com Celly.
Foi a primeira artista brasileira a virar boneca e bombom de chocolate.
Tornou-se a Rainha do Rock e era ouvida no Brasil inteiro, batendo recordes de venda de discos.
Tinha uma legião de fãs e fãsclubes espalhados por todo o País. Era, como se dizia na gíria da época, a grande coqueluche nacional.
Para a enorme decepção desses seus fãs, em 1962, ela largou tudo para se casar com seu namorado José Eduardo Gomes Chacon, que, como todo bom machista daquele tempo, não queria uma esposa famosa e que, ainda por cima, ganhasse mais dinheiro que ele.
Eles namoravam desde que ela tinha 14 anos e, a exemplo de outras famosas da década de 1950, como Martha Rocha que recusou o estrelato em Holywood, certamente o grande sonho de Celly era casar e ter filhos.
A primeira estrela do rock virou uma dona de casa do interior.
E morreu em Campinas, cidade onde morava, numa terça-feira de Carnaval, 4 de março de 2003, vítima de câncer.
Havia sete anos detectara um nódulo na mama direita.

11 comentários :

  • Guará Matos says:
    4 de março de 2010 09:02

    "Fui à praia me bronzear, me queimei, escureci
    Mamãe bronqueou, nada de sol
    Hoje só quero a luz do luar

    Tomo um banho de lua, fico branca como a neve
    Se o luar é meu amigo, censurar ninguém se atreve
    É tão bom sonhar contigo, oh! Luar tão cândido".

    Foi a explosão da juventude naqueles anos!
    Resgatar essas coisas que marcaram a vida do país é importante e salutar.
    Valeu Lu!

  • Wanderley Elian Lima says:
    4 de março de 2010 11:31

    Olá amigo
    Lindo post, resgatou belos momentos vividos, e mostrou para quem não conhecia um pouquinho dessa excelente roqueira brasileira, a primeira de todas. Adorei
    Abração

  • Lindalva says:
    5 de março de 2010 01:29

    Incrivel a nossa santa ignorância da nossa história, ou digo, da história dos que tem história. A menina do bikini amarelinho de bolinha poderia ser hj chamada de "a ternurinha" entretanto... aplausos para ela e pra tua micro sinopse de uma história de que eu pensei que conhecia, mas... Levei foi um banho de lua e fiquei branca como a neve...

    bitocas 1000 amigo Lu.

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    5 de março de 2010 12:28

    Muito bom o artigo. Vou entregar a rapadura. Era garoto e ficava grudadão na TV vendo Celly (patrocinio da Crush). Acho que foi a primeira paixão platônica. Aí ela casou, e sumiu.Um pecado!

  • Felina Mulher says:
    5 de março de 2010 13:17

    O Guará citou bem, quem será que nunca dançou ao som dessa música?...Gostei do teu artigo.

    Hoje é sexta, portanto divirta-se,,,com moderação!

    beijos.

  • Sandra says:
    5 de março de 2010 20:13

    Ua grande perda amiga.
    Uma bela cantora.

    Mas chega um dia que todos vão..
    Carinhosamente, lhe agradeço pela sua visita.
    fiquei muito feliz em te ver por lá.
    Volte sempre.
    oje tem mais..Passe lá.
    Sandra

  • Denise Guerra says:
    5 de março de 2010 20:22

    Oi Lu, que bom esta sua postagem, eu não conhecia a história da Celly e é uma pena ter terminado como a de muitas outras mulheres. As vezes fico pensando sobre a sublimação pela qual muitas mulheres optam em função de maridos e filhos, será que vale apena dispor-se da própria vida por qualquer motivo que seja? Abraços querido!

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    5 de março de 2010 21:02

    Bom, eu não era da época da Crush, como o Dom (rs), mas lembro da Celly da época da novela Estúpido Cupido, que fez um sucesso estrondoso na época. Eu comprei o disco e ouvi até furar (literalmente, juro!).

    Bom final de semana!

    Abraços ;)

  • Felina Mulher says:
    6 de março de 2010 22:37

    Os meus amigos são pedacinhos de minha alma...



    São aqueles que me dão um sorriso quando minha tristeza não me deixa ver o sol...



    São aqueles que me dão a mão ou o calor de um abraço, mesmo de longe, nos dias em que ando perdida...



    Que seria de mim neste mundo sem um amigo como vc Lu!!!

    beijinhos...suas palavras são sempre bem-vindas nesse meu coração.

  • Guará Matos says:
    6 de março de 2010 23:47

    Lu, não entendi o "Quelhas Viana", me explica, rsrsrsrsrsrs?

    Abraços.

  • Barbara says:
    8 de março de 2010 19:16

    "Um sapatinho eu vou
    Com laço cor de rosa enfeitar
    E perto dele eu vou
    Andar devagarinho para o broto conquistar"
    Mau primeiro radinho meu pai comprou porque eu vivia cantando tais musicas da Celly.
    Valeu ter lembrado.
    Obrigada.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.