Quem sou eu

Minha foto
Sou Guerreira, romântica, poeta, escritora, paciente, prudente, perseverante, amante da natureza...

Follow by Email

Minha lista de blogs

Dias de Vida do blog

Total de visualizações de página

19 de maio de 2010

Biografia e história de Diná Lopes Coelho -- Maio mês das grandes mulheres

19 de maio
1912, nasceu Diná Lopes Coelho
O verdadeiro nome dela era Maria Ricardina.
Foi casada com o jurista Canuto Mendes de Almeida mas deixou-o para viver com aquele que ela dizia ser o grande amor de sua vida: o escritor Luis Lopes Coelho. Desquite, separação, ainda eram um certo escândalo nessa época. Mas Diná não se importou.
Na década de 1960, Diná era o braço direito de Ciccilo Matarazzo na Bienal das Artes, organizando essa grande exposição internacional. No pavilhão da Bienal ela podia ser vista circulando de patins, para facilitar a locomoção.
Tornou-se, dessa forma, uma figura super importante no mundo das artes plásticas e, em 1969, criou no Museu de Arte Moderna o Panorama, uma exposição que reunia anualmente o que o Brasil tinha de melhor em artes plásticas.
Maria Ricardina Mendes de Almeida, ou Diná Lopes Coelho, nasceu em 19 de maio de 1912, filha de Carlos Mendes Gonçalves e Emma Canton Gonçalves.

Aos 18 anos casou-se com Joaquim Canuto Mendes de Almeida, irmão de Paulo Mendes de Almeida.

O marido era um jurista atuante também na cultura brasileira, na produção de cinema, na música, na publicação literária e jornalística. Era também catedrático da Faculdade de Direito São Francisco, da USP – Universidade de São Paulo.

Diná e Canuto tiveram apenas um filho, Carlos, nascido em 1932.

Mas ela também se tornou uma intelectual, tendo se formado em Letras Clássicas pela USP e depois estudou História da Arte com Sérgio Millet e Desenho com Sambonet.

Separada de Canuto foi viver com Luiz Lopes Coelho, que ela afirmou sempre ter sido o grande amor de sua vida. Luiz era advogado de Oswald de Andrade e Flávio de Carvalho e frequentava as rodas boêmias intelectuais de São Paulo. Diná o acompanhava.

Em 1962 Ciccillo Matarazzo tornou Diná a Secretária Geral da Fundação Bienal de São Paulo.

Em 1967 Diná assumiu a direção do MAM – Museu de Arte Moderna de S.Paulo, que ela ajudou a instalar no Parque Ibirapuera.

Lá, ela criou o Panorama de Arte Atual Brasileira. E foi batalhar obras de artistas de todo o Brasil. Diná organizava, viajava, arrumava os painéis, promovia as inaugurações, enfim, fazia tudo. A exposição era anual: num ano, desenho; noutro, pintura; noutro, escultura.

Em 1978, respondendo a um anúncio publicado no Estadão, eu fui trabalhar no MAM.

Acabei ficando muito amiga da Diná, que já estava viúva
(seu companheiro, Luiz Lopes Coelho, falecera num acidente de automóvel no Guarujá em 1975).
Juntas, circulamos pela rica vida noturna de São Paulo dos anos 1970.

Diná morava na cobertura do edifício Santa Isabel, na Avenida São Luiz. Inúmeras vezes terminamos nossas noites de boemia tomando café da manhã num hotel defronte ao prédio onde ela morava.

Ela era da mesma idade da minha mãe, 39 anos mais velha do que eu. Mas a sua cabeça era talvez até mais moderna do que a minha... Diná foi uma das (pouquíssimas) grandes amigas que eu tive nessa vida e, até hoje, me vêm lágrimas aos olhos, lágrimas de saudade, quando eu falo nela.

Com ela, aprendi a apreciar e entender a arte, muito além do que eu aprendera até então.

No começo dos anos 1980, Diná deixou o MAM e eu também. Não queria ficar lá sem ela. Voltei a trabalhar em agências de propaganda, mas continuamos amigas, muito amigas.

Minha mãe lamentava que a Diná tivesse a mesma idade que ela, dizia: “Se a Diná fosse mais nova eu morreria tranquila, sabendo que ela continuaria ao seu lado, ela é a sua segunda mãe.” Meu pai, encantado com a simpatia e a cultura dela, disse-lhe, numa das vernissages do MAM: "Você é uma rainha!".

Mas Diná tinha mais uma coisa em comum com a minha mãe, que se chamava Wanda Gonçalves de Almeida Vasconcellos. Diná, Maria Ricardina Gonçalves Mendes de Almeida. Dois sobrenomes iguais.

Diná, depois do MAM, passou a escrever sobre arte em importantes orgãos da imprensa. Recebeu inúmeras homenagens, foi indicada para a direção da Pinacoteca do Estado, foi membro da Comissão de Artes Plásticas do Conselho estadual de Cultura e do Conselho de Administração da Fundação Bienal.

No final dos anos 1980, Diná decidiu que não seria mais vista, a não ser por seus netos e bisnetos que ela continuou recebendo em seu apartamento da Avenida São Luiz, com sua fiel escudeira, a governanta Idalina. Falava comigo por telefone, mas não queria mais que eu a visse.

As paredes do apartamento dela eram cobertas de obras de arte e, como está escrito no seu site, “os documentos e objetos de arte reunidos e preservados por Diná refletem o desenvolvimento de importante período das artes plásticas no Brasil”.

Ela morreu em 2003, pouco depois de concluída a produção de um documentário sobre seu trabalho.

Em 19 de Maio de 2010, seus netos -- Lúcia, Mariângela, Cecília e Marcos Mendes de Almeida --  inauguram o Espaço Escultural, em São Paulo onde está exposta grande parte do acervo reunido por Diná.

Tenho o vídeo, feito pela TV Senac, pouco antes de sua morte. Clique aqui para ver um trecho editado desse vídeo, que dura só 3 minutos.
Mais informações estão no site:http://www.eescultural.com.br/

8 comentários :

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    19 de maio de 2010 12:23

    Muito interessante o artigo, e gostoso de ler. Aprendi algo amis que não sabia.

  • Felina Mulher says:
    19 de maio de 2010 16:52

    \sempre que venho aki aprendo algo novo e qdo saio, vou com uma bagagem a mais.

    Um beijo pra vsc meus amores....estes dias não ando a escrever, só homenageando...o trabalho me consome....mas volto!

  • Guará Matos says:
    19 de maio de 2010 18:12

    Lu, é sempre bom lembras os grande personagens que ajudaram a contruir a história, parabéns
    Bj.
    _____
    Sobre a angustia que você publicou no meu blog, hahahaha, não sou angustiado. Sou um produtor de textos tentando ser poesias, contos ou crônicas.
    Apenas não curto gente improdutiva e metida a besta. Respeito a todos e gosto que me repeitem. Escrevi o texto pensando nisso.
    Mas você não tem nada haver com isso. É gentil e dedicado. Recíproco e me visita com carinho sempre.
    Mais um grande beijo, amigo.

  • Pelos caminhos da vida. says:
    19 de maio de 2010 19:14

    Cada visita que faço, aprendo cada vez mais com as postagens.

    Se vc quizer participar da Segunda Copa Blog se inscreva através de comentarios no blog do Dado.
    O site dele está no final do post atual meu.

    beijooo.

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    19 de maio de 2010 20:41

    Boa noite, amadinhos!
    Não conhecia a história de Diná que, com toda certeza, merece essa homenagem.
    E assim vamos nos enriquecendo mutuamente. Vocês aprendem um pouco por lá, e nós um pouco mais por aqui.
    Beijos, meus queridos ;)

  • Guará Matos says:
    20 de maio de 2010 00:43

    querido Lu, a ti deixo os meus abraços afetuosos. És um elegante.
    Bj.

  • Cris says:
    21 de maio de 2010 20:14

    Parabéns pelo belo post!
    Devemos sempre informar e
    relembrar os GRANDES nomes,
    seja da Arte, da Educação,
    Ciência, Esportes...Enfim,
    pessoas que lutaram e ainda
    lutam pela consciêcia de que
    cultura e informação, são im-
    prescindíveis.
    Beijos.

  • Denise Guerra says:
    23 de maio de 2010 13:52

    Oi queridos, as mulheres brasileira na calada da mídia tem muita história pra contar. Que bom que vcs estão ajudando isto acontecer. não conhecia esta moça e adorei que vcs compartilharam esta história conosco. Bjs!

Comentários atuais

Seguidores

assine o feed

siga no Twitter

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Uol

Gostou do Blog? Então doe um drinque?

Estamos no Google+

Google+ Followers

Lançamento do livro de Rita Cidreira

Lançamento do livro de Rita Cidreira
Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.