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10 de maio de 2010

HOMENAGEM A SÃO FRANCISCO XAVIER

Salvador e seu discreto padroeiro

Hoje, dia 10 de maio, uma procissão impediu-me de entrar, de carro, no Centro Histórico de Salvador.
A Arquidiocese e a Câmara de Vereadores homenageavam, em parceria
singular, o padroeiro da capital baiana, que muitos pensam ser Senhor do Bonfim, mas não é.
Arrisco-me a dizer, que o sonho de qualquer santo é ser o padroeiro de Salvador. Afinal, segundo o festejado escritor baiano Afrânio Peixoto, no seu fantástico Breviário da Bahia, "Cristo nasceu na Bahia".
Santo Antônio de Pádua, por exemplo, se sentiria realizado, acho eu, se a autoridade eclesiástica, à época com poderes para fazê-lo, o tivesse confirmado como o orago da capital da Bahia.
É inegável a devoção dos soteropolitanos pelo santo casamenteiro. Prova disso são as rezas na igreja de São Francisco, no Terreiro de Jesus.
Às terças-feiras, centenas de devotos comparecem ao vetusto templo seráfico. E, contritos, agradecem graças alcançadas; fazem novos pedidos; e repetem piedosas preces, tiradas dos livrinhos de novenas antonianas.
Aproveitam, e deixam com os frades o pão que, todos os dias, é dado aos pobres que, às dezenas, procuram, famintos, a portaria do Convento.
A simpatia do povo de Salvador por Antônio de Pádua data de muitos séculos.
Conta uma velha lenda, que por volta de 1595, Santo Antônio, com o nome de Santo Antônio de Arguim, foi indicado, mas, como disse, não confirmado, padroeiro da capital baiana.
Ele teria livrado Salvador dos assaltos de piratas franceses. É uma história longa e apaixonante; prometo recordá-la em outra ocasião.
Os jesuítas, que povoaram a capital da Bahia desde sua fundação, podiam ter feito Santo Inácio do Loyola, fundador da Companhia de Jesus, o padroeiro da cidade.
Não escolheram Santo Inácio. Entregaram Salvador a um humilde santo, também membro da Companhia, chamado Francisco Xavier.
A história de São Francisco Xavier, rica de bons exemplos, é pouco contada aos salvadorenses. Muitos soteropolitanos crêem que o padroeiro de Salvador está entre o Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Conceição da Praia, esta padroeira da Bahia.
Por que São Francisco Xavier? Antes, um pouco de sua biografia. Ele nasceu na cidade espanhola de Navarra, no dia 7 de abril de 1506. Foi um destemido e abnegado evangelizador. É chamado de O Apóstolo da Índia pelo formidável trabalho apostólico que realizou naquele pedaço do mundo.
Uma pneumonia braba o matou, no dia 3 de dezembro de 1552, nas proximidades de Cantão. Foi enterrado numa praia deserta da ilha chinesa de Sancian.
Sua beatificação veio com o Papa Paulo V, em 25 de outubro de 1619. E em 12 de março de 1622, foi canonizado pelo Papa Gregório XV.
É o padroeiro de Salvador porque, segundo a história, em 1686 e em 1855, teria livrado seus moradores da febre amarela e da cólera, respectivamente. Sua pronta intervenção, salvando milhares de vidas, foi considerada um milagre.
Há quem garanta, que nos dias que correm, Salvador, mais do que em 1686 e 1855, está precisando da ajuda do seu discreto padroeiro.
Porque os homens estão falhando, também acho que ninguém melhor do que São Francisco Xavier para interceder pela cidade que a Igreja de Cristo lhe confiou.

Publicado no Recanto das Letras
texto: Felipe Jucá


Os 324 anos de fé cristã e tradição religiosa em louvor a São Francisco Xavier, padroeiro de Salvador, serão mais uma vez revividos pela Câmara Municipal e pela Arquidiocese de São Salvador da Bahia, na manhã da próxima segunda-feira, dia 10.
As homenagens ao santo padroeiro dos soteropolitanos começam às 9 horas, com uma missa solene na Catedral Basílica. Em seguida, religiosos e populares prestam mais um ato de devoção ao conduzir, em procissão pelo Terreiro de Jesus, a imagem de São Francisco Xavier.
Conta a história que São Francisco Xavier intercedeu, a pedido da população, livrando a cidade de duas pestes, uma em 1686 (febre amarela) e a outra em 1855 (cólera morbus). Em bula solene datada de 10 de maio, o santo jesuíta foi proclamado padroeiro de Salvador.
Desde então, em função das manifestações públicas decorrentes do feito milagroso, a Câmara Municipal e a Arquidiocese se juntam para promover a procissão e a solenidade religiosa. A cada ano, o presidente da Câmara renova o compromisso político e cristão, mantendo viva uma tradição de mais de três séculos.
Texo do Portal da Camara.

5 comentários :

  • Guará Matos says:
    10 de maio de 2010 22:28

    Que o povo faça suas homeagens com fé verdadeira.
    Abraços.

  • Vampira Dea says:
    10 de maio de 2010 23:57

    Tava por fora disso,vergonha...

  • Felina Mulher says:
    11 de maio de 2010 13:22

    Olhaaa...eu tbm pensava que o Padroeiro dessa cidade fosse o Senhor do Bonfim...vivendo e aprendendo.Sabia tbm que JC era Brasileiro, só não sabia que era baiano...rsrs.

    Um beijo pra vcs meus amores, tenham um lindo dia.

  • Catarino says:
    11 de maio de 2010 17:39

    Interessante, normalmente se pensa que o santo padroeiro seria um santo famoso, já que Salvador tem muitas igrejas e muitos santos.

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    12 de maio de 2010 09:33

    Olá, amigos!
    Gostaria de me desculpar pela longa ausência, mas foi por motivo de força maior, como já expliquei a Rita.
    Não conhecia a história de São Francisco Xavier, e também não sabia que era ele o padroeiro de Salvador.
    Aproveito para agradecer a indicação do selo Aplauso, mas, aplausos mesmo, merecem vocês, por serem essas pessoas maravilhosas, simpáticas e muito gentis. Ah, se todos fossem iguais a vocês...rs
    Bjinhos ;)

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