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3 de maio de 2010

pequena história de Sandra Bréa

04 de maio
2000, morreu Sandra Bréa.
11 de maio
1952, nasceu Sandra Bréa.
Atriz da Rede Globo, linda e famosa, em 1993 assumiu publicamente ser portadora do vírus da Aids.

Depois disso só fez um único papel na TV, em 1997, e até o seu caseiro, José Carlos, lamentava o isolamento imposto à atriz por causa do preconceito.

Dos muitos colegas que antes a badalavam, só Ney Latorraca continuou a frequentar a sua casa e deu prosseguimento à amizade.

Sandra brilhou em novelas e fez um tremendo sucesso num programa da Globo, dos anos 1970, onde contracenava com Miéle. Mas foi literalmente esquecida quando, corajosamente, assumiu que estava com Aids, o que mostra, tristemente, o preconceito que ainda existe com relação a essa doença, inclusive no meio artístico que se julga tão de vanguarda e esclarecido. É apenas igualzinho a todos os outros meios.

Sandra se engajou nos movimentos anti-preconceito e mostrou, que além de linda, era uma mulher de coragem e de fibra. Azar de quem a abandonou.


Ela nasceu no Rio de Janeiro em 11 de maio de 1952.
Tinha 13 anos de idade quando começou a trabalhar como modelo. Era, portanto, o ano de 1965 e as meninas não sonhavam ainda em ser modelos e nem começavam tão cedo.

Mas Sandra era especial. Com 14, era a estrela do show “Poeira de Ipanema”, num teatro de revista e um ano depois Fernanda Montenegro e o diretor João Bittencourt a escolheram para a peça Plaza Suite.

Não deu outra: Sandra logo estava entrando na Rede Globo de Televisão, levada por Moacir Deriquém, para participar da novela Assim na Terra como no Céu.

Virou estrela e sucesso nacional quando trabalhou em uma das novelas mais famosas da história da TV: O Bem Amado, estrelada por Paulo Gracindo.

Fez várias novelas e shows e, foi num deles que Augusto Vanucci se inspirou num número musical dela para criar um dos mais badalados programas da Globo nos anos 1970: Sandra e Miele, onde ela mostrou-se uma atriz tão versátil quanto o próprio Miele, conhecido como um dos “one man show” das nossas terras tupiniquins.

Sandra se tornou símbolo sexual e foi parar, nua, várias vezes, na capa da Playboy.
Foi tres vezes casada, uma delas com o fotógrafo Antonio Guerreiro.

Sandra esteve em muitas das mais importantes novelas da globo até o começo dos anos 1990. Paralelamente fez vários filmes, peças e shows. Era uma celebridade de primeiro time.

Em 1993, corajosamente, veio a público para dizer que estava com o vírus da AIDS.

Naquele tempo isso ainda significava uma sentença de morte, sem muita esperança.

Houve um rebuliço na imprensa especializada e muita gente disse que ela estava mentindo, que tudo não passava de um golpe publicitário para voltar a ocupar maciçamente as manchetes dos principais jornais e revistas.

No entanto, era verdade. Ela vivera um caso de amor com um fotógrafo que era soropositivo. Outras versões da história também foram divulgadas na mídia: ela teria se contaminado numa transfusão que recebera depois de um acidente, ela teria compartilhado seringas ao se drogar em grupo, etc.

Sandra Bréa morreu de câncer do pulmão. Um câncer que o próprio virus da Aids “escondeu”, dificultando a identificação de células que se proliferam desordenadamente e retardando um diagnóstico. Quando foi descoberto o câncer estava num estágio avançado demais para poder ter chance de cura.

Nos 7 anos que sobreviveu ao vírus, Sandra participou de campanhas contra o preconceito que infelizmente sempre vitimou os portadores da Aids.

Um de seus empregados domésticos declarou que Sandra passou esses anos praticamente sozinha. Antes de adoecer sua casa era ponto de encontro de artistas, jornalistas, gente do meio das comunicações. Depois – disse esse empregado – “ela chamava as pessoas para virem a sua casa mas, com o tempo, como ninguém aparecia, desistiu”.

Apenas o ator Ney Latorraca continuou a visitá-la e apoiá-la.
Seu único filho, o adotivo Alexandre já não vivia mais com ela. O único parente era um aviador aposentado da Força Aérea Americana e sua única companhia no cotidiano, os empregados da casa.

Assim, a famosa, invejada, maravilhosa, sexy, deusa da mídia, Sandra Bréa, morreu sozinha, abandonada por aqueles que se fingiam de amigos, no dia 4 de maio de 2000, uma semana antes de completar 48 anos de idade.

“Nobody knows you, when you’re down and out”, já diria a canção de Jimmie Cox.

Fonte: Isabel Vasconcelos
 

15 comentários :

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    4 de maio de 2010 06:49

    Pois é...a friend in need is a friend indeed, já dizia o Tio Sam.
    Amizade se testa é na hora do sufoco mesmo.
    Pouco me lembro dos trabalhos de Sandra Brea, mas o polêmico episódio da Aids eu acompanhei nos jornais e revistas.

    Bjoks ;)

  • Felina Mulher says:
    4 de maio de 2010 07:07

    Gostava do brilho que ela tinha no olhar....Gosto quando vcs dois me trazem boas recordações.
    Obrigad meus amigos e deixo dois beijos pra vcs.

  • Pelos caminhos da vida. says:
    4 de maio de 2010 09:04

    Uma boa recordação.

    Amigos são poucos os que tem.

    Gde post amigo e obrigado pelo voto.

    beijooo.

  • Paulo Braccini says:
    4 de maio de 2010 14:28

    Lu, vc me emocionou com este post ... amava a Sandra, fã apaixonadíssimo, tive oportunidade de estar pessoalmente com ela em uma Boate em Sampa ... tenho inclusive foto com ela desta noite ...

    bjux

    ;-)

  • Mary says:
    4 de maio de 2010 20:51

    Foi uma mulher incrível da globo, linda, divina, talentosa, a melhor atriz com magnitude extrema.
    Depois dela não apareceu mais ninguém.
    Um abraço

  • Felina Mulher says:
    4 de maio de 2010 21:55

    Obrigada pelas palavras e pela visita Lu...beijos pra ti e para a minha linda Rita.

  • Vampira Dea says:
    5 de maio de 2010 00:42

    É triste mas os falsos amigos estão em qualquer lugar. Ela era realmente linda e talentosa.

  • FERNANDO says:
    5 de maio de 2010 07:38

    Pois é, meu bom... Linda é pouco para definir essa gatinha que povoou meus sonhos quando protagonizava as novelas globais da década de 70, com aqueles olhinhos levemente estrábicos que lhe concediam um charme todo especial. É triste ver uma pessoa talentosa e extremamente bonita como ela ser levada ainda nova, enquanto outras, especialmente aqueles políticos macróbios que se aboletaram no poder em meados do século passado, continuem ativos e operantes, mamando nas tetas do erário e infernizando a vida de todos nós.
    Um abraço, meu bom.

  • Antonio Campos says:
    5 de maio de 2010 18:21

    O triste lamentável mas verdadeiro preconceito. Linda talentosa e morreu praticamente sem nenhum amigo por perto.

  • Você está feliz com seu corpo? says:
    5 de maio de 2010 20:35

    O preconceito existe, independente da classe social e do lugar onde moramos, infelizmente Sandra contraiu 2 doenças difícil dos "amigos aceitarem"... a Aids e o Câncer.

  • Catarino says:
    5 de maio de 2010 21:28

    Muito boa sua homenagem, o preconceito não poupa ninguém. Me lembro dela e de sua história.

    VivercomSaúde

  • b says:
    5 de maio de 2010 22:08

    Não é natural mas e "normal" que as pessoas se afastem se estamos com vírus, ou sem dinheiro, ou com alguma questão que incomode a passividade do outro.
    Lembro dela com admiração e admiração também pela resistência a tanta discriminação.
    Morava em Jacarepaguá numa casa com árvores e numa rua que na época era tranquila e de uma certa solidez de cenário - não para um ocaso mas para um ciclo que ela soube viver com dignidade.

  • Pelos caminhos da vida. says:
    5 de maio de 2010 22:13

    Meu blog está na semi-final, obrigado.

    beijooo.

  • Denise Guerra says:
    7 de maio de 2010 19:08

    Olá queridos, eu acompanhei a saga desta moça na época e achei muito triste. O homem branco não cuida dos seus como outros povos o fazem, por isso, estamos tão sós em cidades tão cheias. bjs!

  • Anônimo says:
    28 de dezembro de 2011 09:40

    E CHOCANTE UMA PESSOA DESTA TERMINAR SOZINHA.QUE FALTA DE GRATIDAO O FILHO DELA TEVE. POIS MAE E QUEM CUIDA E NAO QUEM DA A VIDA. ELE NAO MERECE NADA DE BOM QUE A VIDA DER PARA ELE. NO FUTURO MUITO PROXIMO ALGUM FILHO DELE VAI FAZER O MESMO COM ELE.NAO PENSE ALEXANDRE QUE VOCE ESTA ESCAPO DE PRECISAR DE ALGUEM.NOS PRECISAMOS DAS PESSOAS MESMO DEPOIS DE MORTA, PARA QUE ALGUEM JOGUE UMA TERRINHA EM CIMA DE NOS.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.