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16 de junho de 2010

ORIGEM DOS FESTEJOS JUNINOS




Na Europa, os festejos do solstícios de verão foram adaptados a cultura local, de modo que em Portugal foi incluído a festa de Santo Antonio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho . E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.

Quando os Portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.
Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que viviam aqui, referente à preparação dos novos plantios e às colheitas. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios  estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio. Derruba-se a mata queima-se as ramagens para limpar o terreno, que é adubado com as cinzas, e a seguir começa o plantio. É a técnica da coivara, tão difundida entre os povos do continente americano
  Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repleto de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana , abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é o tempo bom para pesca caça. Uma série de ritual, que dura todo período,  inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância,reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.
Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que tem adquirido no calendário das festas brasileiras.

14 comentários :

  • Wanderley Elian Lima says:
    16 de junho de 2010 18:44

    Oi Lu
    Não conhecia essa parte dos festejos. Valeu.
    Grande abraço

  • Tania regina Contreiras says:
    16 de junho de 2010 19:38

    Um banho de informação aqui, que ótimo! E viva São João!!!

    abraços,
    tania

  • Pelos caminhos da vida. says:
    16 de junho de 2010 20:47

    Tem Prêmio Dardos pra vc nesse blog aqui;

    http://anasique.blogspot.com

    Fique à vontade para aceitar.

    beijooo.

  • Mirella Rodrigues says:
    16 de junho de 2010 22:26

    Retribuindo a visita..
    Gostei muito desse blog e do Experiências do Lu, muita coisa interessante e dicas boas para quem está sempre conectado a internet.
    Continue postando.
    Abraços.

    Mirella Rodrigues

  • Barbara says:
    17 de junho de 2010 00:50

    Aprendi mais essa.
    Junto com o culto ao fogo e a terra, tão bem também representados no sincretismo como o a terra - clareza de Sto Antônio e o fogo e clamor de João Batista e a água benta de Pedro em pedra pros católicos.
    Obrigada.

  • Cris says:
    17 de junho de 2010 05:57

    Adorei as informações que desconhecia!
    Acredito que o Nordeste é uma das regiões que mais mantém viva a tradição dos festejos juninos.
    Beijo!

  • Pelos caminhos da vida. says:
    17 de junho de 2010 08:45

    Adorei a informações, aqui prendo cada dia mais.

    Hoje uma oração para os meus amigos:

    Senhor, Olhai pelo meu amigo!
    Que as pedras sejam removidas do seu caminho,
    Que tenha forças para carregar seus fardos,

    Que encontre coragem para resistir ao mal,
    Que possa ver o amor em todos os seres,
    Que seja abraçado pela lealdade,
    Que encontre conforto e saúde se estiver doente,
    Que seja próspero e saiba partilhar,
    Que tenha paz cobrindo seu espírito,
    Que sua mente obtenha os conhecimentos,
    Que use sabedoria para aplicá-los,
    Que saiba distinguir o Bem do mal,
    Que tenha Fé para manter-se forte na dor.

    SENHOR, Olhai pelo meu amigo!
    Protegei cada passo que ele der,
    Que a cada novo dia ele aceite o novo,
    Que saiba alegremente comunicar novidade,
    Que Vos sinta em todos os momentos
    E que tenha o Vosso colo por toda a Eternidade!
    Amém.

    (desconheço autoria).

    beijooo.

  • Guará Matos says:
    17 de junho de 2010 09:07

    Fogueira
    Quadrilha
    E quantão...
    Viva São João!!!

    Bj.

  • FERNANDO says:
    17 de junho de 2010 13:37

    Beleza, amigão. Pena eu não ter achado minha sanfona (risos). Mas acho que não iria ajudar muito, já que não sei tocar.
    Vamos acompanhando a maré, as seleções, os resultados, as festas e, ao final, a vida como ela se nos apresenta. Abração.

  • Brasil Desnudo says:
    17 de junho de 2010 13:48

    Boa tarde Lu!

    OBRIGODO PELA POSTAGEM EM MEU BLOG E PELOS ELOGIOS...
    Mas fique a vontade se quiser publicar a mátéria da Jesii. Não vejo problema algum em divulgar uma guria de cabeça tão grandiosa como a dela.

    marcio RJ

  • Mariana says:
    17 de junho de 2010 15:58

    Festa junina é tradição no nordeste, aqui é nas escolas.
    Não conhecia a origem.

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    19 de junho de 2010 15:46

    Interessante o texto, com fatos que não conhecia. Só não concordo com as queimadas como forma de limpar o terreno. E deu vontade comer arroz-doce, batata-doce, canjica, quentão, etc.

  • Victor Faria says:
    24 de junho de 2010 19:55

    Valeu pelas informações!

    No Nordeste, a coisa é séria! Tem jurado pra tudo, até pra comida que é servida no arraiá. Evaristo Costa tem feito uma série de reportagens sobre o assunto para o Jornal Hoje.

    Abraço!

  • VELOSO says:
    25 de junho de 2010 13:35

    Como já disseram um show de informação aqui é sempre bom saber um pouco mais sobre as raizes históricas de nossos festejos! Parabens! Lu Cidreira o que é que só você viu?! (sempre quis dizer isso) Não sei porque sempre achei que você tem nome de comentárista esportivo um abraço!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.