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10 de junho de 2010

Pequena biografia de Bibi Ferreira

10 de junho
1922, nasceu Bibi Ferreira
Ela é, sem dúvida, a grande dama do teatro brasileiro.
Filha de ator consagrado e de bailarina, tinha 24 dias de vida quando, pela primeira vez, apareceu num palco, substituindo uma boneca-bebê que o contra regra não sabia onde tinha ido parar.
Estava escrito: o palco seria a sua vida.
Atriz, cantora, diretora, compositora e também apresentadora da TV, Bibi Ferreira vem encantando, até hoje, gerações de brasileiros.
A certidão de nascimento de Abigail (Bibi) Izquiero Ferreira diz que ela nasceu em Salvador, na Bahia, no dia 10 de junho de 1922. Sua mãe, a bailarina espanhola Aída Izquierdo, dizia que ela nascera em Junho sim, mas no dia primeiro. Seu pai, o ator Procópio Ferreira, dizia que o dia era 4.
Seus pais se separaram quando ela era ainda um bebê e, até os 4 anos, ela viveu na Espanha, com a mãe, que fora trabalhar numa companhia de teatro de revista. Assim, seu primeiro idioma foi o espanhol. Português ela aprendeu ao voltar ao Rio de Janeiro e se tornar uma festejada atriz-mirim. Pertencia ao Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio e foi trabalhar na companhia de teatro de seu pai.
Bibi tinha 9 anos, quando o colégio Sion negou a sua matrícula por ela ser filha de atores. Era o preconceito que a classe artística enfrentava naqueles anos de 1930. Cursou então o Colégio Anglo Americano, onde se formou no curso secundário. Foi aperfeiçoar seu ballet no Teatro Cólon, em Buenos Aires.
Estreiou profissionalmente no palco em 1941 na peça La Locandiera.
Três anos depois montou sua própria companhia teatral, da qual faziam parte, entre outros, Cacilda Becker, Maria Della Costa e Henriette Morineau.
Depois passou quatro anos em Portugal, onde dirigiu peças de teatro de grande sucesso.
De volta ao Brasil, fez  a peça My Fair Lady, ao lado de Paulo Autran e começou a atuar em musicais de teatro e TV. Os programas de TV comandados por ela – Brasil 60 e Brasil 61 – na TV Excelsior (então a líder de audiência) foram um absoluto sucesso.
Na TV Tupi apresentou o programa Bibi ao Vivo, de 1968 a 1970, onde levava grandes nomes do teatro para a telinha.
Na década de 70, atuou e dirigiu alguns dos grandes espetáculos musicais e teatrais do Brasil: Brasileiro, Profissão Esperança, de Paulo Pontes, onde ela dirigia a cantora Maria Bethânia, em 1970 e, na versão de 1972, Clara Nunes; atuou, com Paulo Autran, em O Homem de La Mancha, traduzido por Flávio Rangel e Paulo Pontes e com versões da canções feitas por Chico Buarque e Ruy Guerra.
Em 1975, foi a inesquecível Medéia, da peça de Chico e Ruy, A Gota D’Água; do espetáculo ficou um disco antológico, com as maravilhosas interpretações de Bibi.
Em 1976, dirigiu mais de 50 atores, entre eles Walmor Chagas, Marília Pera e Marco Nanini, na peça Deus lhe Pague, de Joracy Camargo.
Nos anos de 1980 dirigiu peças, atuou, dirigiu grandes nomes da nossa música, promoveu a volta ao teatro da atriz Dulcina de Moraes e brilhou, em 1983, vivendo Piaf, A Vida de uma Estrela da Canção, onde novamente mostrava todo o seu talento como cantora e intérprete.
Ganhou os prêmios Mambembe e Moliére e da Associação Paulista de Empresários Teatrais. Piaf ficou seis anos em cartaz e teve mais de um milhão de espectadores no Brasil e em Portugal.
Nos anos de 1990, reviveu um dos seus maiores sucessos com a remontagem de Brasileiro, Profissão Esperança.
Comemorou 50 anos de carreira. Fez shows. Ganhou o prêmio Sharp de teatro e dirigiu sua primeira ópera, montando Carmen, de Bizet.
Em 2001 estava contando a vida da grande cantora de fado, Amália Rodrigues, em Bibi Vive Amália.
Em 2004, lançou o CD de Piaf. Em 2005, estreiou novo show.
Hoje, completando 88 anos de idade, Bibi, que nunca fez novelas e por isso talvez não seja tão popular quanto outras atrizes, é um dos maiores nomes da nossa cultura e do nosso teatro.



11 comentários :

  • Vanessa says:
    10 de junho de 2010 08:46

    Muito justa a homenagem, Bibi contribui há décadas para o enriquecimento da arte no Brasil e se alguém gosta de arte dramática, dificilmente não terá assistido a algo que ela tenha feito em cena ou por trás dela.

    bjs

  • Mariana says:
    10 de junho de 2010 09:31

    Ela sempre vem a Porto Alegre, e é mt prestigiada.

  • Paulo Braccini says:
    10 de junho de 2010 13:01

    Com certeza a grande dama de nosso teatro ... não me esqueço de sua excepcional performance em PIAFF ... fantástica mesmo ...

    bjux

    ;-)

  • Iza says:
    10 de junho de 2010 19:46

    Mesmo que ela não tenha feito novelas, sua fama e talento são inegáveis.

    O teatro dignifica.

  • FERNANDO says:
    11 de junho de 2010 08:31

    Faço minhas as palavras dos demais comentaristas sobre essa "diva" e apresento minhas congratulações a você pela oportuna homenagem.
    Abraços e um ótimo final de semana.

  • Pelos caminhos da vida. says:
    11 de junho de 2010 17:55

    Se você tem alguém especial;
    ame-a com todas as foças,
    não deixe pequenas coisas interromperem sua felicidade,


    Se você tem alguém especial;
    Diga a ela que você a ama,
    que sente sua falta quando longe ela está,
    que você se sente bem com a voz e alegria dela.

    Se você tem alguém especial;
    neste dia diga isso, faça isso, mesmo que por um dia, seja e faça alguém se sentir especial.

    Feliz Dia dos Namorados!

    Fim de semana iluminado.

    beijooo.

  • Prof. Adinalzir says:
    11 de junho de 2010 21:09

    Meus parabéns pela homenagem! Realmente a Bibi Ferreira merece! Ela é simplesmente fantástica!

    Um grande abraço, :-)

  • Guará Matos says:
    11 de junho de 2010 23:29

    Sem sombras de dúvidas uma das maiores do mundo em todos os tempos.
    Bibi é virtuosa.
    Bj.

  • Este comentário foi removido pelo autor.
    Meias de Seda (Suzy) says:
    12 de junho de 2010 10:25

    Este comentário foi removido pelo autor.

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    12 de junho de 2010 10:26

    E eu assino embaixo de tudo que foi dito até agora...rs
    Parabéns pela postagem.

    Por onde anda Ritinha?

    Bjoks ;)

  • Cris says:
    14 de junho de 2010 19:55

    São duas as imagens que me trazem Bibi Ferreira: seu pai, Procópio, e sua interpretação de Edith Piaf.
    Beijos!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.