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25 de julho de 2010

Saúde da Mulher - Dor Pélvica

Dor Pélvica
 
A pelve, a qual contém o útero, as tubas uterinas, os ovários, a vagina, a bexiga e o reto, é a parte mais inferior do tronco, localizada abaixo do abdômen e entre os ossos do quadril.

As mulheres freqüentemente sentir dor nessa área. O tipo e a intensidade da dor variam e a sua causa pode ser de difícil identificação.

A dor pélvica é freqüente, mas nem sempre causada por problemas relacionados ao sistema reprodutivo. Outras causas de dor pélvica estão relacionadas aos intestinos ou ao trato urinário. Fatores psicológicos podem piorar a dor ou mesmo causar uma sensação de dor onde não existe qualquer problema físico.

Diagnóstico

Quando uma mulher apresenta subitamente uma dor muito intensa na parte inferior do abdômen ou na área pélvica, o médico deve definir rapidamente se trata-se de uma emergência que exige cirurgia imediata. São exemplos de emergência a apendicite, a perfuração intestinal, a torção de cisto de ovário, a gravidez ectópica e a ruptura da tuba uterina.

O médico freqüentemente consegue determinar a causa da dor baseando-se apenas na sua descrição, isto é, se ela é intensa ou surda, sob quais circunstâncias e quão subitamente ela iniciou, a sua duração e a sua localização.

Outros sintomas (p.ex., febre, náusea ou vômito) podem ajudar o médico a estabelecer um diagnóstico. Informações sobre a relação da dor com a ingestão de alimentos, o sono, a relação sexual, os movimentos, a micção e a defecação também podem ser úteis. Um exame físico é realizado. O exame pélvico (interno) sempre deve fazer parte da investigação da dor pélvica.

Ele ajuda o médico a determinar quais são os órgãos afetados e se existe uma infecção presente. Os exames laboratoriais (p.ex., hemograma completo, urinálise ou um teste de gravidez) podem indicar a presença de uma hemorragia interna, de uma infecção ou de uma gravidez ectópica.

A ultra-sonografia, a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) dos órgãos internos podem ser necessárias. Algumas vezes, o médico realiza uma cirurgia ou uma laparoscopia (procedimento no qual é utilizado um tubo de fibra óptica para examinar as cavidades abdominal e pélvica), para determinar a causa da dor.

Fonte: msd-brazil.com


Dor pélvica crônica, ou algia pélvica crônica é caracterizada pela presença de dor em região inferior do abdômen ou pelve pelo período de seis meses ou mais. Acredita-se que acometa cerca de 20% de todas as mulheres e é a segunda queixa mais freqüente nos consultórios de ginecologistas.

É uma síndrome que leva à deterioração importante da qualidade de vida, problemas conjugais e na vida diária. Mulheres com esta queixa têm distúrbios no sono, dificuldade para a prática de atividades físicas, problemas na vida sexual, dentre outros.

São diversas as causas da dor pélvica crônica, e o conhecimento de todas as possíveis causas de dor, o correto diagnóstico e conseqüente tratamento são fundamentais no atendimento destas mulheres.

Este site tem como objetivo relatar as principais causas de dor pélvica, esclarecer as possibilidades diagnósticas e os possíveis tratamentos para cada uma das causas.


Fonte: http://www.dorpelvica.com.br/dorpelvica/index.html


Algias mais comumente tratadas com a fisioterapia:
  • Dismenorréia primária (cólica menstrual)
  • Dismenorréia secundária
  • Dor Pélvica Crônica
  • Cistite Intersticial
  • Alterações musculares (mialgia tensional ou pontos de gatilho)
  • Síndrome do cólon irritável
DISMENORRÉIA

É um distúrbio ginecológico, o qual atinge aproximadamente 50% das mulheres, principalmente os jovens, podendo persistir até após os 40 anos de idade.
A dismenorréia é uma cólica intensa no abdômen inferior com possível extensão para a parte interna da coxa que tem como sintomas: a sudorese, taquicardia, cefaléia, náusea, vômitos e diarréia. Geralmente ocorre durante os primeiros três dias do fluxo menstrual.
Muitas mulheres apresentam sintomatologia severa que as incapacitam para seus afazeres habituais comprometendo suas atividades tanto dentro de casa como fora, principalmente no trabalho. Representa uma fonte de incapacidade recorrente para cerca de 10% a 15% das mulheres em seus primeiros anos reprodutores.
Acredita-se que um possível componente psicogênico pode estar associado a alguns pacientes com dismenorréia, particularmente em mulheres cujas mães apresentavam problemas menstruais similares.


Classificação


Dismenorréia primaria:

Ocorre na mulher sem nenhuma doença pélvica orgânica. É mais comum nas pacientes jovens com menos de 20 anos. Ocorre com a menarca e usualmente desaparece com o tempo. Está associada com períodos ovulatórios normais.


Dismenorréia secundária:

É decorrente de ginecopatia perceptível ao exame ginecológico.  Decorre de causas que determinam congestão pélvica por ocasião das menstruações, originando fenômenos dolorosos. Está associada com patologia: endometriose, doença inflamatória pélvica, adenomiose, fibróides, anormalidades congênitas, infecções, estenose cervical ou menstruação dolorosa associada com o uso de dispositivo intra-uterino, entre outras causas.


Tratamento

O tratamento da fisioterapia visa aliviar os sintomas, diminuir a medicação. Em alguns casos age reduzindo os sintomas e a ponto de muitas vezes a dor desaparecer, sendo bastante relevante nos casos de mulheres que não possam usar algum tipo de medicação.
Nos casos de dismenorréia primária, os resultados são melhores, chegando muitas vezes à paciente não relatar mais dor, mesmo quando termina o tratamento. Já a dismenorréia secundária, como esta associada a alguma doença pélvica orgânica, sendo esta, a grande causa do problema, o tratamento clínico visa o alívio dos sintomas.
Existem inúmeros recursos fisioterapêuticos para diminuir a severidade dos sintomas da dismenorréia ou até mesmo para eliminar a dor, promovendo, assim, a analgesia. Alguns recursos como:

- Terapia Manual
- Cinesioterapia
- TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea)
- Acupuntura
- Calor
- Crioterapia
- Massagem

DOR PÉLVICA CRÔNICA (DPC)

É uma dor na região da pelve com duração de seis meses ou mais e que, embora investigada, não apresenta causa ou explicação definida.
Alterações:

– comportamentais
– emocionais
– biomecânicas
  • Queixa clínica constante e usualmente refratária a tratamento
  • 10% das consultas ginecológicas
  • 40% das laparoscopias e 10 a 15% das histerectomias
  • Prevalência semelhante a asma e a lombalgia
  • Problema de saúde pública
(GELBAYA & EL-HALWAGY, 2001;STEEGE, 1998)

É reconhecida pela presença de:

- duração dos sintomas igual ou superior a seis meses;
- alívio incompleto em tratamentos anteriores;
- desproporção da relação: dor/lesão;
- perda da função física;
- sinais vegetativos de depressão;
- alteração da dinâmica familiar.
Na ausência de causa somática identificável, após investigação minuciosa, DPC é um desafio para o ginecologista, sendo uma experiência freqüêntemente frustrante para o médico e para o paciente, pois seu tratamento requer dois campos de visão: o primeiro seria o tratamento da causa da dor; o segundo, o tratamento da percepção da dor.
Alguns tratamentos iniciam bem, mas após algum período fracassam, admitindo-se pelo menos três causas para isso:

- ocorreu o verdadeiro efeito placebo;
- ocorreu a taquifilaxia ou tolerância ;
- a medicação foi instituída apenas para um dos componentes da DPC.

Epidemiologia

Mulheres com DPC tendem a ser mais jovens do que a população geral, entre 27-29 anos de idade. A média de duração dos sintomas é de 2,5 anos.
A prevalência de DPC em mulheres americanas é de 12-15% dos encaminhamentos a ginecologistas e por 25% a 35% das laparoscopias nenhuma lesão é identificada.
A DPC é indicação de 10% a 20% das histerectomias realizadas nos estados Unidos (Reiter, 1990). Apesar dessa grande incidência, nenhum estudo mostrou a eficácia da histerectomia no alívio da DPC a longo prazo ( mais do que 6 a 12 meses).    

Etiologia

As doenças ginecológicas contribuem com uma freqüência grande de causas, e conseqüentemente o ginecologista é geralmente o primeiro terapeuta a ter contato com a paciente. Abaixo estão as causas mais freqüentes da DPC:
  • Causas Genitais
- Dismenorréia
- Adenomiose
- Piometria
- Aderências pélvicas
- Malformações genitais
- Distopias uterinas
- Hidrossalpinge
- Endometriose
- Endometrite
- Cistos ovarianos
- Gravidez ectópica
- Varizes pélvicas
- Dor de ovulação
- Hematometria
- Tuberculose
- Mioma em degeneração
- Corpo lúteo hemorrágico
- Doença inflamatória pélvica (DIP)
- Torção do pedículo de ovário
- Neoplasias dos genitais internos
- Torção de mioma uterino pediculado
- Aborto ou ameaça de aborto
- Dispositivo intra-uterino (DIU)


Causas Urológicas

Por causa da proximidade do sistema urinário com o útero e a vagina, muitas vezes é difícil diagnosticar a causa da dor pélvica. Algumas doenças urológicas que podem estar relacionadas a DPC:

- Cistites
- Retenção urinária
- Uretrites
- Litíase (renal, uretral e da bexiga)
- Processos inflamatórios da próstata e vesícula seminal
- Neoplasias
- Malformações

Causas Osteomusculares

A dor pélvica de origem neuromuscular origina-se da perda da harmonia que existe entre ossos, articulações, músculos, fáscias e tendões, sendo essencial essa harmonia para que possa manter a postura ereta e executar movimentos. Alguns exemplos de causas osteomusculare de DPC:

- Miosites
- Artrites
- Neoplasias ósseas e musculares
- Fibrosites
- Bursites (de quadril)
- Malformações
- Osteoporose
- Traumas e seqüelas
- Lombalgia
- Hérnia de disco intervertebral
- Endometriose de parede abdominal
- Lordose, cifose e escoliose

Causas Intestinais

As causas gastrointestinais afetam 50 a 60% das pacientes com DPC que procuram o ginecologista. Sinais ou sintomas como constipação, diarréia ou a presença de muco nas fezes sugerem causa gastrointestinal na DPC. Alguns exemplos de causas intestinais de DPC:

- Apendicite
- Neoplasias
- Enterites
- Diverticulites
- Hérnias
- Colelitíase
- Tuberculose
- Infarto do mesentério
- Retocolite ulcerativa
- Parasitoses intestinais
- Aderências intestinais
- Obstrução intestinal
- Colopatias funcionais
- Torção de alças intestinais
- Enterite regional tipo Cronh

Causas Vasculares


- Varizes pélvicas
- Arterites
- Tromboflebite pélvica
- Aneurisma das artérias da pelve

Causas Emocionais

O lado psicológico pode influir na evolução da DPC através de dois mecanismos:

- o primeiro é originando estímulos que vão desencadear ações que podem causar dor, como, por exemplo, as contrações musculares espásticas;
- o segundo interferindo na percepção da dor através de interações na identificação da dor à nível consciente e nos centros de supressão e modulação.
- Depressão
- Psicoses com somatização
- História de agressão física ou abuso sexual

Causa Neuropática

É a dor originada por alterações patológicas nas vias de condução do estímulo nervoso.
Estes estímulos, ao passarem pelo sistema límbico, sofrem interferência das experiências emocionais vivenciadas, o que confere uma característica individual na percepção desta dor que pode ser afetada pelo perfil emocional da paciente e pela situação de vida vivida no momento.
As alterações nervosas podem estar localizadas a nível periférico, nos gânglios das raízes dorsais, no corno posterior da medula, no sistema simpático e no centro de supressão localizado no sistema nervoso central.

Abordagem da Dor Pélvica Crônica

Tem pelo menos três aspectos:

- educação
- investigação
- tratamento
Tanto a paciente como a sua família, devem ser instruídos de maneira simples e sucinta sobre dor.
Deve-se também orientar e incentivar a paciente a melhorar a qualidade de vida através de hábitos sadios como laser, exercícios e hábitos alimentares saudáveis e evitando alimentos gordurosos e ricos em açúcar, que aumentam a irritabilidade e ansiedade.


Cistite Intersticial
Ainda de causa desconhecida. Muitos autores acreditam ser multifatorial devido, principalmente, à variedade do quadro clínico.
Prevalência:
  • 9 mulheres : 1 homem
  • 10 a 11 casos / 100.000 habitantes
  • 50 %  -  remissão espontânea transitória
  •  5 %  -  tratamento cirúrgico
Diagnóstico diferencial:
  • Cistite bacteriana
  • Litíase urinária
  • Uretrite/vaginite
  • Carcinoma vesical in situ
  • Bexiga hiperativa
Sintomas:
  • Dor: suprapúbica, perineal, vaginal, lombar, face adutora coxa
  • Polaciúria, noctúria (90 %)
  • Disúria (30 %)
  • Piora com menstruação / dispaurenia (75 %)
  • Obstrução infravesical
Avaliação urodinâmica:
  • Sensibilidade (< 150 ml)
  • Capacidade   (< 350 ml)
Tratamento para Cistite Intersticial
  • Clínico
-Medicação
  • Fisioterapia
- Exercícios do assoalho pélvico
- Biofeedback
- Eletroestimulação
- Terapia manual da pelve
- massagem intravaginal de Thiele
  • Terapia Comportamental
-Dieta
-Reeducação vesical
  • Cirúrgico
  • Injeção de toxina botulínica (ainda em fase de pesquisa)
Escala análoga visual (EAV): método utilizado para se avaliar a dor.

Este tipo de medida seria imprescindível quando uma equipe atua em conjunto com vários profissionais, e a documentação de sua avaliação deveria possuir uma linguagem comum, de fácil compreensão, para que todos possam permear entre si.
Dentro da realidade de atendimento, talvez o emprego de escalas de grande extensão tenha sua aplicabilidade dificultada por apresentar tempo de aplicação também prolongado.
Essas escalas, muitas vezes, foram elaboradas para fins de pesquisas clínicas que exigem ser as mais completas possíveis para analisar uma situação de intervenção.
  • Métodos inferenciais e baseados no auto-relato
  • Fáceis de aplicar, de serem entendidas
  • Úteis em pacientes com baixa escolaridade
  • Métodos válidos, confiáveis e sensíveis
Fonte:  http://www.fisiobemviver.com.br

5 comentários :

  • Guará Matos says:
    25 de julho de 2010 18:26

    Imagino como algumas mulheres devem sofrer com essas dores. Dor é terrível.
    Bj.

  • Você está feliz com seu corpo? says:
    25 de julho de 2010 22:04

    Como sempre, uma ótima matéria, nós mulheres não podemos esquecer de fazer o preventivo e a ultra sonografia pelo menos 1 vez ao ano para evitar essas dores e possivelmente um problema mais serio. Ótima semana meu amigo querido, abraço forte.

  • Sandra says:
    25 de julho de 2010 23:03

    Não suporto dor. Já sofri muito com outros tipos.
    Passo mal só de pensar.

    Ola, tudo bem!
    Retribuindo o seu carinho.
    Jaraguá está em festa. Queres vim dar uma olhadinho. Ficarei muito feliz com a sua chegada.
    Curiosa agradeçe imensamente a sua visita.

  • FERNANDO says:
    27 de julho de 2010 08:01

    Oi, Luizão.
    Mais uma postagem de indiscutível utilidade publica, meu rei. Parabéns pelo seu trabalho e pela sensibilidade com que escolhe os temas abordados.
    Abraços e até mais.

  • Anônimo says:
    6 de dezembro de 2010 08:35

    pois, este artigo vale muito e é muito importante todas as mulheres lerem sobre isto...claro que ouso de um bom gel íntimo diário é muito importante para a saude íntima da mulher e pode prevenir muitas infecções e outras complicações! deixo aqui o site de um bom gel íntimo receitado pelos melhores médicos http://bit.ly/d1HUy3

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.