Quem sou eu

Minha foto
Sou Guerreira, romântica, poeta, escritora, paciente, prudente, perseverante, amante da natureza...

Follow by Email

Minha lista de blogs

Dias de Vida do blog

Total de visualizações de página

30 de agosto de 2010

Sylvinha Telles. Sua pequena história

27 de agosto
1934 nasceu Sylvinha Telles

Quase ninguém se lembra, mas Sylvinha Telles foi a primeira cantora a embarcar totalmente na onda da Bossa Nova.

Gravou mais de 50 músicas de Tom Jobim.

Mãe da cantora Claudia Telles e irmã do cantor e poeta  Mário Telles, Sylvinha era um tremendo sucesso quando, aos 32 anos, morreu estupidamente num acidente de carro numa rodovia do estado do Rio de Janeiro, próxima à cidade de Maricá.


Ela nasceu carioca da gema, em 27 de agosto de 1934.

Tinha 20 anos quando começou a cantar profissionalmente.

Foi ela a estrela do show com Carlos Lyra onde, pela primeira vez, se falou em “Bossa Nova”. O ano era 1958.

Nessa época era namorada de João Gilberto e foi fazer o espetáculo às escondidas dele, que não queria ver a amada no palco (bem ao contrário dos homens de hoje... kkkk...)

Seu primeiro LP foi lançado em 1957 (LP = “bolacha” de vinil, pra quem não sabe, pai do CD, chamava-se “long player” e rodava nas antigas vitrolas, em 33 rotações por minuto, tinha 12 músicas de cada lado. O avô do CD era um vinil bem mais duro e quebrável e tinha apenas 1 música de cada lado, rodava em 78 rpm).

Mas o seu primeiro mega sucesso veio com o disco Sylvia, de 1959. Em 1961 – época em que isso não era comum – foi gravar nos Estados Unidos.

Claudia Telles, a atual cantora, nasceu do casamento de Sylvinha com Candinho, um violonista que gravava com ela.(foto)

O casamento acabou quando a filha deles tinha apenas 3 meses de idade.

Aloysio de Oliveira, o famoso produtor que tinha sido um dos integrantes do “Bando da Lua”, a banda de Carmen Miranda que fez sucesso com ela nos Estados Unidos, foi o segundo marido de Sylvinha.

Completamente engajada no movimento da Bossa Nova, ela foi a primeira a gravar todos os papas desse gênero musical que acabaria por conquistar o mundo: Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Tito Madi, Carlos Lyra...

No entanto, afirma Claudia Telles, a participação de sua mãe na Bossa Nova é frequentemente esquecida quando se conta a história da MPB.

No auge do sucesso da Bossa Nova, havia uma rivalidade mortal entre a Música Popular Brasileira e a turma da Jovem Guarda, o iê-iê-iê.  A primeira era a predileta dos moços politizados do anos 1960 que acreditavam que a turma do iê-iê-iê fosse um bando de burguesões alienados politicamente.

Só alguns anos mais tarde, nomes importantes da bossa nova e da MPB, como Elis Regina, Nara Leão e Maria Bethânia, romperam a briga gravando canções de Roberto e Erasmo Carlos.

Mas Sylvinha não tinha preconceitos. Foi a primeira cantora do lado “politizado” a gravar o “alienado” Roberto Carlos.

Foi ela também quem recebeu o então desconhecido Caetano Veloso, que vinha para o sul tentar construir uma carreira.

Em 1966, Sylvinha e Edu Lobo foram se apresentar na Alemanha e estavam se preparando para voltar aos palcos americanos quando ela morreu (como 11 anos depois morreria Maysa) num acidente de automóvel (ou máquina de moer carne), no dia 17 de dezembro de 1966.

14 comentários :

  • Guará Matos says:
    30 de agosto de 2010 10:24

    Sívia era boa artista mesmo e a autora do texto (Isabel Vasconcellos), preconceituosa e alienada verdadeira.
    Quando alguém que se diz crítico musical (nesse caso a autora não é) quer aparecer, a primeira coisa é falar mal do Roberto Carlos. O cara é o maior vendedor de discos, um dos maiores expoentes da música romântica no mundo e sempre aparece alguém com incômodos hepáticos pra falar mal! Sem falar nos intelectualóides de nada, que enchem a boca pra dizer: "Detesto RC!"
    "Para mim é uma droga, porcaria!".
    Gente frutrada é fogo.
    Não gostar é pessoal. Eu sou roqueiro, amo Blues e curto bastante Jazz. Viajo na Erudita, sou carioca e amante do Samba e do Chorinho. Porém, respeito o talento e a tragetória musical do Rei.
    Como diria Aracy de Almeida: "Estamos conversados."
    Abraços.

  • TATY BE TATY Edição de Imagens says:
    30 de agosto de 2010 11:05

    Parabéns pelo post. Amo ler seu blog, sempre apressada sem parar pra comentar. Mas aproveito muitas informações...

  • Água says:
    30 de agosto de 2010 13:50

    Oi Lu! Lembro-me do nome, pois minha mãe era sua fã, mas de sua história nada sabia (ou lembrava). Provocou-me a curiosidade, verei o que encontro dela para ouvir! Um abraço, Água.

  • Wanderley Elian Lima says:
    30 de agosto de 2010 14:21

    Oi Lu
    Apesar de não estar na lista de minhas cantoras preferidas, reconheço que Sylvinha Telles foi uma grande cantora e marcou época na EMB.
    Bjux

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    30 de agosto de 2010 15:31

    Oi, Lu.
    Não sou do tempo da Sylvinha, sou do tempo da filha, Claudia Telles, de quem gosto muito.
    Achei justíssima a homenagem. Acredito que todos os artistas que fazem parte da história de nossa MPB merecem ser reverenciados, pois todos tem a sua importância.

    Beijos e abraços, amigo ;)

  • Tania regina Contreiras says:
    30 de agosto de 2010 15:45

    Lembro da Clausia Teles, conheço o trabalhoda mãe só de nome, mas já ouvi falar muito bem. Seu espaço sempre nos traz informações interessantes.
    Abarços,

  • Paulo Braccini says:
    30 de agosto de 2010 15:46

    lembranças memoráveis estas ... Silvinha marcou minha história de vida ...

    bjux aos baianos adoráveis ...

    ;-)

  • Paulo Braccini says:
    30 de agosto de 2010 15:48

    ps: o coment do Guará foi supimpa ...

    bjux

    ;-)

  • Felina Mulher says:
    30 de agosto de 2010 16:08

    Tu sempre nos trazendo belas recordações....adorei tei comentário visse?


    Um beijo pra vcs meus amores.

  • Cris says:
    30 de agosto de 2010 20:47

    Não me lembro de Sylvinha Telles, apesar de já ter ouvido falar dela.
    Mas me lembro vagamente de Sylvia Telles!
    Será sua filha?
    Enfim...
    Saber, conhecer, nunca é demais.
    Adoro biografias.
    Beijos!

  • FERNANDO says:
    31 de agosto de 2010 13:02

    Oi, Luizão.
    Sua postagem resgatou em tempo em que o Rio era o Rio e bossa nova, um estilo musical. Hoje, não seu ouve nada além de barulhos incomodativos e músicas pra quem tem mãe na zona e pai na cadeia, como dizia um velho amigo.
    Silvinha era tudo de bom (afinal, o fruto não cai muito longe da árvore, e considerando a ascendência da menina, nem é preciso dizer mais nada).
    Abração.

  • Lianara **Lia** says:
    31 de agosto de 2010 21:24

    Oi Lu!

    Bela e merecida homenagem!

    Beijos
    Lia
    Blog Reticências...

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    31 de agosto de 2010 23:28

    Gostei da biografia. Silvinha Telles foi uma visionária da MPB. Li com muita atenção e interesse o artigo.

  • Mariana says:
    2 de setembro de 2010 09:02

    Estou sabendo desta cantora por ti.
    Visitar amigos tb é cultura, conhecimento e tudo d bom.
    bjs

Comentários atuais

Seguidores

assine o feed

siga no Twitter

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Uol

Gostou do Blog? Então doe um drinque?

Estamos no Google+

Google+ Followers

Lançamento do livro de Rita Cidreira

Lançamento do livro de Rita Cidreira
Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.