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1 de setembro de 2011

Declaração de amor às mulheres







Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.
Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de quatro pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos.

Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando a paisagem.
Bom, rapidinho verifiquei que o "apartheid" sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitudes e prioridades.
Explico: no "córner" masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no "córner" oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir, e falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca.
Discordo.

Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, frequentando e levando bomba no bê-á-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas.
Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a história é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas?
Já presenciou um bando de meninos fingindo estarem preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão.
Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos. E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga.

Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim. Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar.

Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem.
Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal.
                               E esse é o seu único defeito!!!

Sérgio Gonçalves é redator da Loducca e este seu artigo foi publicado no jornal da agência de propaganda.

E também no site Mulher de Clesse



Recebido por E-mail da amiga Sônia Miné, achei muito interessante, postei aqui e vamos ver o que dá em relação aos comentários! 

16 comentários :

  • Felina Mulher says:
    2 de setembro de 2010 21:47

    Hoje eu estou com um nó na garganta...precisando de colo.

  • cantos de congo says:
    2 de setembro de 2010 22:41

    Muito obrigada pela visita e tb pelas palavras de incentivo.
    Bjs.

  • Guará Matos says:
    2 de setembro de 2010 22:57

    É isso.
    As pessoas desenham as outras de acordo com o que imaginam, aí rolam as decepções.

    Bjs.

  • Deia says:
    3 de setembro de 2010 11:14

    Oi Lu! Descrição exata, fiquei impressionada! E, não tenho como discordar, é fato. Mas, por outro lado, quando vocês crescem, mesmo sem MBA ou PhD, tomam conta de nós como só vocês fazem - lendo o manual! Um beijo, Deia

  • Brasil Desnudo says:
    3 de setembro de 2010 17:52

    Olá Lu, boa tarde!
    Vim agradecer sua visita sempre tão agradável!

    Te desejo um ótimo fim de semana com muita Paz.

    MARCIO RJ

  • Meias de Seda (Suzy) says:
    3 de setembro de 2010 19:09

    E viva a diferença! rs
    Tenham um ótimo feriadão, queridos.
    Bjoks ;)

  • Tania regina Contreiras says:
    3 de setembro de 2010 19:10

    Acho que hoje felizmente muita coisa mudou. Homens e mulheres encontram temas de interesse comum, temos duas mulheres candidatas à Presidência do País, inserindo-se num ambiente que tradicionalmente era masculino. Concordo, contudo, que as mulheres amadurecem mais rápido. Não sei, coisa da natureza mesmo. Não sei se todas sonham com o homem ideal. Talvez ainda sonhem. Mas no fundo, no fundo são elas, as mulheres, que burilam o homem e vão transformando-os pouco a pouco em algo que lembra de longe o que quem sabe idealizaram um dia.
    Abraços,

  • Prof. Adinalzir says:
    3 de setembro de 2010 21:33

    É isso aí, concordo que as mulheres realmente amadurecem mais rápido e os homens geralmente são mais inconsistentes.

    Parabéns pela escolha do texto!

    Um grande abraço, :-)

  • Cris says:
    3 de setembro de 2010 21:38

    Eu acredito no homem real e não no ideal.
    "Ideologia...Eu quero uma prá viver."
    Eu já disse isso aqui!
    Linda música.
    Não vivo do ideal.
    Mas sim do real.
    Realidade é a vida de cada um. Possibilidades, realizações, luta,
    ideais.
    O ideal eu imagino.
    O real...eu vivo.
    Beijos!

  • Professora Carla Fernanda says:
    4 de setembro de 2010 14:08

    Belo texto! Acredito que homem e mulher se complementam em muitos aspectos e que devemos viver a realidade da melhor forma possível e o ideal é um sonho irreal. As expectativas que temos, às vezes, atrapalham um pouco a percepção do presente precioso que Deus nos dá a cada dia.
    Boa tarde Lu e bom fim de semana!
    Carla Fernanda

  • Guará Matos says:
    4 de setembro de 2010 19:40

    Olá querido amigo, vim lhe convidar para a inauguração que esta rolando hoje do BLABLABLA NO TELECOTECO/ http;//blablanotelecoteco.blogspot.com
    Ah, e têm novo post no JORNAL....

    Bjs.

  • Denise Guerra says:
    5 de setembro de 2010 10:52

    Oi Lu, que lindo este texto, que lucidez deste homem!!! Coisa rara!!! Adorei!!!Boa semana!!!Bjs!!

  • FERNANDO says:
    5 de setembro de 2010 15:07

    Oi, Luizão.
    Mais uma postagem brilhante e, portanto, digna dos meus mais profundos (e humildes) elogios.
    Abraços, meu rei, e um ótimo feriadão aí pra você.
    Até a próxima.

  • Felina Mulher says:
    5 de setembro de 2010 21:11

    Beijos de uma incauta!

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    6 de setembro de 2010 18:51

    Excelente crônica; cheia de verdades e gostosa de ler. Com toda esta visão e intuição feminina, não acho que estejam erradas. Nós somos os homens ideais, basta elas aceitarem nossos defeitos!

  • Lucia Regina says:
    3 de março de 2012 13:18

    Lu Cidreira

    Que texto lindo!

    Um abraço

    Lucia Regina
    http://wwwnarrativasbreves.blogspot.com/

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.