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12 de novembro de 2010

Aleijadinho o mestre do Barroco

Imagem gooogle.com

 

ANTONIO FRANCISCO LISBOA

         (Aleijadinho)

1730 - 1814

Biografia

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (Vila Rica, atual Ouro Preto MG 1730 - idem 1814).
Escultor, arquiteto, entalhador. É considerado o mais importante artista brasileiro do período colonial. Filho natural do arquiteto e mestre-de-obras português Manuel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas, recebe do pai as primeiras noções de desenho, arquitetura e escultura. Provavelmente tenha recebido ensinamentos do desenhista e medalhista lisboeta João Gomes Batista (s.d. - 1788), que depois de trabalhar no Rio de Janeiro muda-se para Vila Rica, atual Ouro Preto, onde entre 1751 e 1784 exerce o posto de abridor de cunhos da Intendência e Casa de Fundição.
É possível que Aleijadinho também tenha sido orientado por dois entalhadores: Francisco Xavier de Brito (s.d. - 1751), responsável pela execução da talha da Igreja de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, que por estar enfermo indica o pai de Aleijadinho para terminá-la; e José Coelho de Noronha, que no ano de 1758 trabalha na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Caeté. Dois anos depois, nessa cidade, Aleijadinho realiza uma escultura de Nossa Senhora do Carmo e se responsabiliza pela execução dos altares laterais.
Antes dos 50 anos, ele é acometido por uma doença degenerativa, que deforma e atrofia seu corpo, desencadeando a perda progressiva do movimento dos dedos das mãos e dos pés.
Passa a trabalhar com os instrumentos atados às mãos por seus escravos, que o carregam até os locais de trabalho. Há muitas incertezas sobre sua vida. A primeira biografia do artista foi escrita em 1858, 44 anos após sua morte, por Rodrigo José Ferreira Bretas, baseada em documentos de arquivo e depoimentos.
No conjunto de sua obra destacam-se os projetos das igrejas de São Francisco de Assis, em Ouro Preto e em São João del Rei, Minas Gerais; as 66 imagens de cedro dos Passos da Paixão e os 12 profetas de pedra-sabão, para o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais.
Fonte: www.itaucultural.org.br

Imagem gogle.com

                  Aleijadinho

ANTONIO FRANCISCO LISBOA

A série de profetas de Congonhas é uma das mais completas da iconografia cristã ocidental. Além dos profetas maiores, figuram oito profetas menores, tendo sido naturalmente selecionados os primeiros na ordem do cânon bíblico. A teologia cristã fixa em 16, o número ideal de profetas, que resulta da soma dos 12 apóstolos e quatro evangelistas. Os quatro maiores profetas, assim chamados pela maior quantidade de textos proféticos escritos, correspondem aos evangelistas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os doze profetas menores, correspondentes aos apóstolos são Ozéias, Joel, Amos, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. No conjunto esculpido por Aleijadinho há a substituição de Miquéias por Baruc, discípulo e secretário de Jeremias, que não integra a lista oficial de profetas, uma vez que seus textos ficaram integrados aos de Jeremias na edição da Vulgata.
Aleijadinho não apenas respeitou a ordenação da Cânon bíblico para a escolha dos Profetas de Congonhas, como ainda situou-os no adro em posição que seguem de perto a referida ordenação. Isaías e Jereminas ocupam os primeiros postos à entrada. No terraço intermediário, encontra-se Baruc à esquerda e Ezequiel à direita. Finalmente, alcançando o nível superior, temos nas posições de honra, Daniel e Oséias seguido imediatamente por Joel. Ocupando os ângulos laterais da esquerda, estão Amós, Abdias e Jonas, sendo que Naum e Habacuc ocupam posições correspondentes à direita. A trajetória de uma seta numa linha contínua sobre a planta do adro, seguindo a ordem descrita, revelaria um desenho em ziguezague para a parte central das escadarias, com alternância de setas para a direita e oblíquas para a esquerda. Duas grandes diagonais se cruzam ao centro do último patamar, unem Joel a Amós e Jonas a Naum. O término da trajetória é assinalado, de ambos os lados, pela oblíquas que unem Amós e Abdias e Naum a Habacuc.
No norte da Europa, especialmente na região de Flanders, se estabeleceu o tema da caracterização dos profetas, patriarcas e outros personagens bíblicos, com vestimentas exóticas e complicadas, que incluíam longos casacos e mantos debruados de baixas bordadas, completados por barretes em forma de turbantes à "Moda turca".
São portanto comuns as representações de personagens vestidos "à moda turca" na arte portuguesa no período entre 1500 a 1800. Aleijadinho teve certamente conhecimento do tema, através de gravuras, forma usual da difusão dos temas iconográficos e artísticos na era anterior à fotografia. Tanto que a coroa de louros de Daniel e a baleia de Jonas são curiosamente análogas às gravuras editadas em Florença no século XV.

Fonte: camaracongonhas.mg.gov.br
Vejam Imagem dos trabalhos o Aleijadinho, Imagens Google  Clique aqui


12 comentários :

  • Guará Matos says:
    13 de novembro de 2010 00:10

    Um grande artista mineiro e brasileiro.
    bela lembrança.
    Bj.

  • Professora Carla Fernanda says:
    13 de novembro de 2010 02:26

    Oi Lu! Como é bom ter um amigo artista como você. Eu amei a foto que me enviou. Já está postada no blog. Quando vc tiver coisas bonitas,e sei que tem, manda para mim tá? É uma honra poder publicar seu talento. Obrigada!
    Quanto ao post de hoje, meu conterrâneo, Aleijadinho, muito bom!
    Carla Fernanda

  • FERNANDO says:
    13 de novembro de 2010 10:20

    Oi, Luizão.
    Passando rapidinho pra lhe desejar um ótimo final de semana e um excelente feriado.
    Abraços e até mais ler.

  • Wanderley Elian Lima says:
    13 de novembro de 2010 15:14

    Oi Lu
    Tenho o privilégio de morar a 120 km de Ouro Preto, onde está o maior acervo das obras de Aleijadinho. Ouro Preto patrimônio Universal da Humanidade, é imperdível. Sua beleza é ímpar.
    Abração

  • Denise Guerra says:
    13 de novembro de 2010 18:44

    Oi Lú, praticamente nossa arte se torna conhecida com este grande artista. Mais um afro-descendente especialmente brilhante!! bjs!!

  • Victor Faria says:
    13 de novembro de 2010 20:16

    Um dos maiores artistas mineiros, orgulho das Minas Gerais e do Brasil!
    Tenha um ótimo fim de semana prolongado! Quando der, apareça lá em meu humilde blog. Abraço!

  • Prof. Adinalzir says:
    13 de novembro de 2010 20:59

    É uma bela homenagem a um dos maiores artistas brasileiros. Já visitei as cidades históricas mineiras e comprovei, conhecendo a sua história e a sua obra.
    Abraços e um ótimo final de semana!

  • Cris says:
    14 de novembro de 2010 06:46

    Belo post Lu Cicreira.
    Sempre bom conhecer a história dos nossos grandes artistas.
    Abraço.

  • Brasil Desnudo says:
    14 de novembro de 2010 12:21

    Olá, Lu!!

    Andei meio que sumido, mas sabes por que, né?
    Andei colocando alguns parafusos no lugar, na verdade 12, da L1 até a S1, todas grampreadas... Com essa, já são 5 operações que faço na coluna, pelo menos na lombar não tenho mais nada pra fazer, pois todas já foram mexidas..kkkk
    Mas correu tudo bem, graças a Deus, e já estou de volta a todo vapor...
    Passei pra te agradecer pelo carinho e pelo comentário, torcendo por minha recuperação...
    Mesmo longe, sem nos conhecermos, acabamos tendo vínculos afetivos de amizade, que nessas horas, aumentam nossa auto estima...
    Um grande abraço amigo e, um ótimo feriado para você e todos os seus.

    Abraços

    Marcio RJ

  • Paulo Braccini says:
    16 de novembro de 2010 11:01

    Gênio maior da escultura barroca mineira ...

    ;-)

  • Cris says:
    18 de novembro de 2010 22:05

    Olá Lu Cidreira
    Me permita fazer mais um comentário sobre esse assunto.
    Eu gostaria de sugerir a leitura, para enriquecimento do seu post, do capítulo: Aleijadinho é literatura - do livro: Guia politicamente incorreto da História do Brasil.
    Autor: Leandro Narloch
    Editora: Leya
    Abraços.

  • Vampira Dea says:
    21 de novembro de 2010 17:23

    Fico pensando pq os gênios terminam mal...
    Um beijão querido

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.