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5 de novembro de 2010

Dia Nacional da Cultura Brasileira

5 de Novembro

Dia Nacional da Cultura Brasileira

Imagem do Google e acervo de Lu Cidreira

 

5 de novembro, Dia Nacional da Cultura, para assinalar a data comemorativa, serão realizados diversos evento.  O Ministério da Cultura e a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura promovem a partir das 8h30, Café da Manhã com as presenças do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, e de deputados e senadores, além de outras autoridades, intelectuais, artistas, produtores e representantes dos segmentos culturais.
Depois, às 10h, na Comissão de Educação e Cultura, haverá um ato solene em homenagem à data. Durante a sessão, serão discutidas as pautas relativas à área, como a PEC 150//2003, o Plano Nacional de Cultura, a criação do Instituto Brasileiro de Museus, o Estatuto de Museus e a reestruturação do Ministério da Cultura.
Na parte da tarde, às 14h, no Auditório Freitas Nobre, o ministro Juca Ferreira e o secretário Manevy participam do lançamento da Feira Música Brasil, evento que será realizado no Recife, no período de 11 a 15 de março do próximo ano.
Trata-se da segunda edição da FMB, considerada o maior espaço de negócios do setor no país porque reúne toda a cadeia produtiva da música: artistas, empresários, produtoras, editoras, gravadoras, estúdios, sites e imprensa especializada.

A cultura brasileira é tão diversa que não se pode falar dela em apenas um dia. Apesar disso, hoje foi escolhido para festejarmos as manifestações culturais de norte a sul e de leste a oeste. O Brasil, como todos já sabem, é um país de formação multi-racial e por isso carrega um pouco do costume de cada povo que aqui veio morar. Dos negros, herdamos o candomblé, a capoeira, parte do nosso vocabulário e muito do nosso folclore. Dos índios, herdamos o artesanato, a pintura, comidas exóticas como o peixe na folha da bananeira e a rede. Do português, ficamos com o costume católico, a língua, as roupas.
Essa mistura toda não se deu de maneira pacífica, mas sim por meio da dominação cultural e da escravização de índios e negros. No entanto, características culturais de ambas etnias sobreviveram ao tempo e hoje compõe uma enorme riqueza cultural. Alguns estudiosos, como o escritor Sérgio Buarque de Holanda, acreditam que o fato de outras culturas permearem a cultura brasileira nos tornou “desterrados em nossa própria terra”. O movimento modernista da década de 20 mostrou a idéia de intelectuais que sentiam falta de um caráter estritamente nacional e que importava modelos sócio-culturais. O escritor Mário de Andrade construiu o personagem “Macunaíma” para retratar isso.
Independente da existência ou não de uma identidade nacional, o fato é que temos muito que comemorar hoje. Os costumes do povo brasileiro, seu folclore, suas comidas e suas músicas são neste sentido, grandes representantes das peculiaridades da cultura do país.
Folclore O folclore brasileiro é recheado de lendas e mitos como o Saci-pererê, um menino de uma perna só que mora na floresta, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Uma de suas travessuras mais comuns é emaranhar a crina dos cavalos de viajantes que acampam na floresta. Seu nome vem do tupi-guarani. Outras lendas como a da Mula-sem-cabeça, do Curupira, Iara Mãe D’Água, Boi Tatá, o Negrinho do Pastoreio e do Boto cor de rosa também são bastante conhecidas.
Música A música estava presente no cotidiano do índio e do negro, relacionada tanto ao simples prazer quanto a rituais religiosos. As cantigas de roda infantis e as danças de quadrilhas são de origem francesa. Pela influência de vários povos e com a vinda de instrumentos estrangeiros (atabaques, violas, violão, reco-reco, cuíca e cavaquinho), inventamos o samba, o maracatu, o maxixe e o frevo. Inventamos também o axé, a moda de viola, que é a música do homem do interior, e o chorinho. Alguns movimentos musicais, como a Bossa Nova e a Tropicália, também foram importantes na formação musical brasileira.
Comida Assim como em outras instâncias da nossa cultura, o índio, o negro e o branco fizeram essa miscelânea que é nossa tradição culinária. Aprendemos a fazer a farinha de mandioca com os índios e dela fazemos a tapioca, o beiju e também o mingau. A feijoada é fruto da adaptação do negro às condições adversas da escravidão, pois era feita com a sobra das carnes. O azeite de dendê também é uma grande contribuição africana à nossa culinária, pois com ele fazemos o acarajé e o abará. Os portugueses nos ensinaram técnicas de agricultura e de criação de animais. Deles, herdamos o costume de ingerir carne de boi e porco, além de aprendermos a fabricar doces, conservas, queijos, defumados e bebidas.
Fonte: UFGNet
Cultura e Diversidade
O Brasil é um país cuja principal marca cultural é a mistura. Desde o começo de sua história, o país foi marcado pela presença de diferentes povos e culturas, fazendo com que sua formação tivesse grande diversidade e mistura. Aqui viviam povos indígenas, em tribos, com uma cultura guerreira, muito ligada à natureza; em 1500 chegaram os colonizadores portugueses, que trouxeram para cá a cultura européia, com uma forte influência moura. O uso do negro africano como escravo na colônia, trouxe ainda novas crenças, falas e costumes, que as poucos foram se misturando e integrando a cultura local.
Posteriormente, com o fim da escravidão, diversos outros povos ainda vieram para o país, como italianos, japoneses e alemães, cada um acrescentando ao Brasil um novo detalhe cultural.
Com toda essa miscigenação de povos e culturas, não é de se estranhar que o Brasil tenha na sua língua, costumes, religião e manifestações culturais traços únicos, que podem se assemelhar a outras culturas do
mundo, mas que sempre tem seus detalhes particulares.
A Língua
Apesar de aqui se falar o Português, Brasil e Portugal possuem algumas diferenças entre suas línguas. O português brasileiro traz a essência de Portugal, mas incorporou termos da fala das tribos indígenas e dos povos africanos.
No início do período colonial, o número de índios era muito maior que o de portugueses, por isso, a língua Tupinamba, indígena, era a mais usada e dela derivou a língua geral, que era aqui usado até o início do século XVII. Quando os portugueses começaram efetivamente a ocupar o território brasileiro, o português passou a ser língua mais usada, mas já incorporando algumas palavras indígenas. Com o início do tráfico negreiro, detalhes das línguas africanas começaram a se misturar ao português.
Hoje em dia, o português brasileiro é muito diferente do de Portugal e possui diversas alterações regionais, como o caipira (das regiões interioranas), o carioca (do Rio de Janeiro), o mineiro (de Minas Gerais), o gaúcho (do Rio Grande do Sul) e outros.
Entre as palavras herdadas do tupi, destacam-se os nomes de pessoas, como Araci, Iara, nome de estados e formações naturais, como Ceará e Ipanaema, algumas doenças como catapora, e substantivos ligados à natureza, como mandioca e urupema.
Religião
O Brasil é marcado por uma grande diversidade de religiões, assim como pela liberdade de escolha e pela tolerância. A maior parte da população, 60%, é católica, uma das maiores heranças de Portugal. Mas muitas outras religiões se manifestam por aqui. Mais recentemente, começou a se manifestar no país o espiritismo, e hoje o Brasil concentra o maior número de espíritas do Mundo. O protestantismo também possui muito espaço aqui, sendo a segunda religião em adeptos; caracteriza-se pela livre interpretação da bíblia e pela grande variedade de denominações e grupos.
Também estão muito presentes as religiões afro-brasileiras, formadas por religiões trazidas da África pelos escravos e também pelo sincretismo de religiões. O candomblé é um exemplo, com cultos, cantos e danças sobreviventes da África Ocidental. Há também a Unbanda, um misto de candomblé, com catolicismo e espiritismo.
Existem ainda manifestações de muitas outras religiões, vindas dos mais diversos lugares do mundo, como o islamismo, o judaísmo, o neopaganismo ou o mormonismo.
Arte
Durante os primeiros séculos de colônia, a arte no Brasil estava intimamente ligada à portuguesa, com os movimentos artísticos europeus, como o renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassicismo.
Mas mesmo neste período uns toques típicos da cultura que aqui se formavam já se manifestavam, um exemplo são as esculturas de Aleijadinho nas igrejas de Minas Gerais ou os anjos negros nas pinturas de Manuel da Costa Ataíde.
No início do século XIX, as artes começam a ser ensinadas academicamente, e cada vez mais características nacionais, e nacionalistas, foram incorporadas, tendo como principal manifestação o romantismo, que exaltava as terras e o povo brasileiro.
Até o século XX, as artes brasileiras acompanharam as correntes européias, colocando um pouco do Brasil nelas, passando assim pelo realismo, naturalismo, simbolismo e parnasianismo, e criando grandes nomes na literatura, na pintura, na música, na escultura.
No século XX a arte no país renovou-se completamente, com o movimento Modernista, que quis criar uma arte genuinamente brasileira, buscando sua fonte na cultura popular. Esse movimento foi marcado pela Semana de Arte Moderna de 1922, quando seus principais trabalhos foram exibidos. Os artistas desta fase, como Villa Lobos, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcante, são ainda grandes nomes da cultura brasileira.
É claro que não se pode esquecer-se da cultura popular do país e de toda a arte que produz, seja na literatura, com histórias e contos folclóricos de origem indígenas; seja nas artes plásticas, com trabalhos em cerâmica; ou seja na música e na dança, onde deixa seus principais traços, criando ritmos e festivais únicos, como a bossa nova, o samba e o carnaval.
Fonte de pesquisa: UFGNet,  www.fea.usp.br

Veja também no Blog Jornal do Ivie 5 de novenbro Dia do Cinema Brasileiro

9 comentários :

  • Guará Matos says:
    5 de novembro de 2010 10:21

    Legal, tantas comemorações são de emocionar!
    Agora só falta, realmente, o Governo parar de festa e colocar grana para que a Cultura seja realmente uma atividade em toda a sociedade.

    Bjs.

  • Wanderley Elian Lima says:
    5 de novembro de 2010 13:47

    Oi Lu
    Uma bela postagem, pena que no Brasil tem o dia da cultura, todos os dias deveriam ser da cultura e para todos.
    Abração

  • Lily says:
    5 de novembro de 2010 14:41

    Oi, Lu!

    Ótimo post! Tão bom ler, lembrar, reavivar a memória. Nossas misturas, tantas misturas nos fizeram assim, tão belos, tão atraentes. Aqui no exterior vejo e sinto a enorme admiração das pessoas por nosso país, pela nossa música, arte, comida e dança. Pergunta-se muito pelo futebol e carnaval, mas há muitos que sabem que o Brasil é muito mais que isso. E a maioria sonha em conhecer o Brasil. Quando falo que sou brasileira, as pessoas me olham diferente. Parece que acabei de dizer que vim do paraíso, um lugar lendário. Só há um porém, eles têm medo de ir aí, e, não posso ser hipócrita, não posso deixar de dizer a verdade. Mas eu os incentivo a irem, irem em grupo, irem com amigos brasileiros.

    Sinto orgulho em ser brasileira! E fico feliz em ler um texto assim.

    Um abraço!

  • Dom Quixote (Thomaz) says:
    5 de novembro de 2010 17:03

    Realmente é muito bom ter esta miscigenação de culturas, que abre uma diversidade maravilhosa de conhecimentos e incorporações. E com o devido respeito, que lindas mulheres são resultantes desta mistura de raças!

  • Prof. Adinalzir says:
    5 de novembro de 2010 21:52

    Realmente a cultura brasileira merece essa bela homenagem. Mas ainda é preciso melhorar o acesso a educação para que esse conhecimento cultural esteja disponível para todos. De qualquer forma, nós já estamos fazendo a nossa parte.

    Um grande abraço e um ótimo final de semana!

  • Tania regina Contreiras says:
    6 de novembro de 2010 12:38

    Uma homenagem bem merecida!!!!
    Beijo,

  • Cris says:
    6 de novembro de 2010 15:06

    Dizer o quê?
    Se tanto já foi dito.
    Somos brasileiros.
    Acima de tudo...
    Somos brasileiros...
    Nordestinos,
    nortistas,
    sulistas....
    Sudestistas...sudoestistas... SEI LÁ!
    KCT...
    SOMOS BRASILEIROS!
    LUTAMOS PELOS MESMOS DIREITOS...
    PORQUE DEVERES... TODOS NÓS TEMOS!
    Que importância isso têm?
    Se cumprimos com nossos deveres.
    Vamos exigir nossos direitos ...enquanto POVO BRASILEIRO.

    Nós temos o nosso DIREITO!

  • Denise Guerra says:
    6 de novembro de 2010 18:06

    Oi Lú, Salve a cultura brasileira todos os dias sim e os dias outros também! Bjs!

  • FERNANDO says:
    8 de novembro de 2010 15:32

    Pena que o Ministério da Cultura brasieliero seja o corresponde ao Ministério da Marinha em países como a Bolívia, por exemplo, que não são banhados por mar.
    Enfim, uma excelente postagem, como sempre. Vamos torcer por melhoras.
    Abraços e até mais ler.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.