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15 de fevereiro de 2011

Biografia e História de Nise Silveira

 
15 de fevereiro
1905, nasceu Nise da Silveira
 
Nise da Silveira formou-se na faculdade de Medicina da Bahia, em 1926. Nesta época, todo mundo ainda via muito mal as mulheres que ousavam (e eram poucas) ser médicas.
Nise foi a única mulher entre os alunos da faculdade. Especializou-se em psiquiatria. Outra ousadia. Mulheres médicas eram ginecologistas ou pediatras.
Mais ousadamente ainda, colocou-se radicalmente contra as formas agressivas de tratamento usadas na época: lobotomia (uma cirurgia que mutilava o cérebro), eletro choques e insulinoterapia. Por isso, ela lutou e encontrou novas formas – mais femininas e delicadas – de tratar as doenças mentais.
Depois de formada passou a viver em Maceió, sua terra natal. Seu pai morreu em 1927 e sua mãe resolveu voltar para a casa dos pais. Nise não gostou e pegou um navio pro Rio de Janeiro.
Arrumou um emprego num hospital e passou a morar lá, como interna.
Em 1935, durante o Levante Comunista da ditadura de Getúlio Vargas, uma enfermeira viu obras de Karl Marx em seu quarto e a denunciou como comunista. Ela foi presa e afastada do serviço público.
Ficou presa por um ano e quatro meses e foi na cadeia que conheceu Graciliano Ramos e Olga Benário, que se tornaram seus amigos.
Só em 1944 conseguiu voltar a trabalhar como psiquiatra.
Mas logo arrumou outra encrenca. Recusou-se a aplicar eletro choque num paciente e, por isso, foi “banida” para um setor do hospital onde ninguém queria trabalhar, porque era considerado um trabalho menor: o centro de Terapia Ocupacional.
Nise conta que, quando chegou lá, os pacientes varriam o hospital, faziam faxina, serviam café... Essas atividades (que acabavam economizando funcionários) eram então consideradas terapia.
Mas ali estava seu futuro e a revolução que a tornariam famosa: em 1946 ela fundou ali a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação, que passou a receber com respeito os pacientes e colocá-los na atividade que mais os agradasse, dentre os muitos “ateliês” que ela criou: pintura, modelagem, música, teatro.
Conscientizou os funcionários para a dura realidade dos doentes mentais que, além do sofrimento imposto pela própria doença, ainda sofriam uma enorme discriminação social, inclusive dentro das instituições médicas.
Em 1952 fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, que não só reuniu as obras produzidas pelos pacientes mas era também um centro de pesquisa.
Em 1956 criou a Casa das Palmeiras, onde os doentes mentais viviam em regime de semi internato e eram estimulados a realizar atividades criativas.
Nise dedicou parte de sua vida a Carl Jung e fundou um grupo de estudos sobre ele, tendo também publicado o livro “Jung, Vida e Obra”.
Sua pesquisa e estudo da terapia ocupacional e do processo psiquiátrico pelas imagens do inconsciente renderam vários desdobramentos em todo o mundo: cursos, documentários, simpósios, livros, conferências...
Fundadora da Sociedade Internacional de Expressão Psicopatológica, com sede em Paris, Nise da Silveira acumulou condecorações e prêmios internacionais.
Eu gostaria de ver, então, a cara do médico que a “baniu” para a parte “menos nobre” do hospital por julgá-la rebelde e inconsequente.
A Dra. Nise morreu no Rio de Janeiro, aos 94 anos de idade, em 30 de outubro de 1999.

8 comentários :

  • Wanderley Elian Lima says:
    15 de fevereiro de 2011 07:44

    Realmente uma grande e guerreira mulher. Não conhecia sua biografia. Valeu.
    Abração

  • Guará Matos says:
    15 de fevereiro de 2011 11:22

    Mais uma grande personalidade nos apresentada aqui.

    Bjs.

  • Zil Mar says:
    15 de fevereiro de 2011 12:24

    Oi Lu....

    Que mulher admirável!!!!!!

    Mais uma biografia sendo mostrada com muita dignidade....

    bjo e minha admiração!


    Zil

  • Paulo Braccini says:
    15 de fevereiro de 2011 19:48

    super bacana conhecer pessoas assim, guerreiras, lutadoras, revolucionárias, pessoas q transcendem a mesmice e a pequenez ...

    bjux

    ;-)

  • Professora Carla Fernanda says:
    15 de fevereiro de 2011 21:35

    Boa noite Lu!!
    Muito prazer em conhecer esta linda biografia.
    beijos,
    Carla Fernanda

  • Mariana says:
    15 de fevereiro de 2011 22:37

    Teu blog é cultura, não conhecia.

  • Tania regina Contreiras says:
    15 de fevereiro de 2011 22:47

    A história de Nise da Silveira é maravilhosa. A psiquaitria no Brasil se divide em antes e depois da Nise da Silveira.
    Beijos,

  • Prof. Adinalzir says:
    16 de fevereiro de 2011 18:54

    Realmente Nise da Silveira foi uma grande mulher e profissional. Muito me orgulho de morar aqui no Rio de Janeiro e já ter visitado o Museu do Inconsciente, uma grande obra deixada por ela.
    Valeu pelo post e um grande abraço!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.