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6 de abril de 2011

Cacilda Becker - Pequena biografia

06 de abril
1921, nasceu Cacilda Becker
Era a Ditadura Militar e Maria Bethânia estrelava o show “Tempo de Guerra”, no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo. Um censor apareceu por lá querendo proibir alguma coisa e Plínio Marcos começou a bater boca com ele: Acabou preso.

De repente apareceu Cacilda Becker, a então grande dama do teatro nacional, e simplesmente ordenou a um dos guardas que soltasse o Plínio. E ele, diante da autoridade que emanava daquela mulher, concordou.

O representante da cruel e arbitrária Ditadura Militar Brasileira, cedia à força e ao prestígio de Cacilda.
Cacilda Becker Iáconis nasceu em Pirassununga em 6 de abril de 1921, filha do imigrante italiano Eduardo Iáconis.
Tinha apenas 9 anos quando seus pais se separaram e ela e suas duas irmãs (uma delas, Cleide Yáconis, também atriz) foram criadas pela mãe, que se mudou para Santos, no litoral paulista.
A mãe, professora, mal conseguia sustentar a família e Cacilda, que aprendeu a dançar descalça, só pode ter seu primeiro sapato aos 14 anos de idade. 
Jovem, Cacilda frequentou os boêmios de vanguarda até vir para a capital tentar a sorte no teatro amador.
Em 1948, a atriz Nídia Lícia recusou um papel na peça Mulher do Próximo, de Abílio Pereira de Almeida.
Nídia tinha um contrato de publicidade com uma grande loja e a peça, onde ela faria cenas de amor, acabaria por custar-lhe o rendoso trabalho.
Assim, Cacilda foi escolhida para substituí-la e, já em seu primeiro papel no teatro profissional, exigiu um contrato, rompendo assim com o costume de atores trabalharem apenas com compromissos apalavrados.
Nos 30 anos seguintes, Cacilda encenaria, sempre com absoluto sucesso, 68 peças. Ficou 10 anos no TBC, até 1958, de onde saiu para montar a sua própria companhia, o Teatro Cacilda Becker, que dirigiu até sua morte.
Fez ainda dois filmes: Luz dos Meus Olhos, em 1947 e Floradas da Serra, em 1954.
Participou dos famosos teleteatros da TV Tupi e fez uma telenovela, em 1966, Ciúmes.
Durante os anos negros da ditadura militar, seu apartamento de cobertura no Edifício Baronesa de Arary, na Avenida Paulista, tornou-se um centro de encontro de intelectuais e artistas que queriam a volta do estado de direito no Brasil.
Cacilda era daquelas mulheres inesquecíveis, libertas e fortes. Brilhava no palco e na vida. Teve muitos casos de amor e três maridos. O último, Walmor Chagas, um dos mais belos atores da época.
"Esperando Godot", de Samuel Beckett, era um grande sucesso nos palcos paulistanos, com Cacilda no papel de Estragon.
Em 6 de maio de 1969 começou a sentir-se mal, ainda em cena, e disse a Walmor, que contracenava com ela, que deveria estar tendo um derrame. Desmaiou.
Era um aneurisma cerebral.
Foram quase 40 dias de agonia para todos que a amavam. Os fãs faziam plantão na porta do hospital, onde ela entrara ainda com as roupas de seu personagem. Foi talvez a única batalha que ela perdeu.
Em 14 de junho, com apenas 48 anos, morria Cacilda Becker, a grande diva do teatro brasileiro.
Carlos Drummond de Andrade, o poeta, escreveu :
"A morte emendou a gramática.
Morreram Cacilda Becker.
Não era uma só. Eram tantas."


 

5 comentários :

  • Carla Fernanda says:
    6 de abril de 2011 05:43

    Bom dia Lu!!
    Biografia interessante! Parece-me que quando as pessoas passam por alguma dificuldade na infância, na juventude, ou até mesmo já adultas e quando querem, elas superam e fazem disso aprendizado e arranjam uma maneira de fazer valer a pena.
    Assim o sucesso fica mais brilhante!
    Beijinhos,
    Carla Fermanda

  • Wanderley Elian Lima says:
    6 de abril de 2011 08:05

    Oi Lu
    Grande mulher e atriz. Sua morte prematura deixou uma lacuna na dramaturgia nacional. Adorei saber sobre sua vida.
    Abração

  • Guará Matos says:
    6 de abril de 2011 09:14

    Era alguém que fazia e não ficava nos discursos oportunistas dos dias de hoje.

    Bj.

  • Cris Tavares says:
    6 de abril de 2011 09:22

    Nossa Lu, amei seu post!
    Bélissimo!
    Minha avó se chamava Cacilda, eu me chamo Cristiane Cacilda, sofri muito com bullying na infância, devido a muitas sátiras do então Mussum, a este nome, e te digo até hoje eu sofro com piadinhas desagradáveis! Mas eu já conhecia a vida de Cacilda Becker esta grande mulher..aliás a frase mulher inesquecível realmente compete a ela!!
    Parabéns! Adorei!

    bjs pra você!

    Cris

  • Carla Fernanda says:
    6 de abril de 2011 22:00

    Lu achei tão bonito seu comentário lá no meu blog.
    Obrigada querido!
    Beijos,
    Carla Fernanda

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.