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1 de maio de 2011

Ayrton Senna Biografia e história

Ayrton Senna
Enigmático, religioso, tímido, solitário e muitas vezes, melancólico, deslumbrou o mundo com o seu enorme talento, vivendo vitórias sucessivas.
Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, no Bairro Santana, na rua Pelo Leme, nº17, a 21 de Março de 1960. Filho de pais abastados, a sua infância decorreu sem sobresaltos. Milton da Silva e Neide de Senna da Silva constituíram um casal unido, que soube sempre o que era solidariedade. Mais tarde, o próprio Ayrton escrevia: "Se cheguei onde cheguei e consegui fazer tudo o que fiz, isso se deve em grande parte a ter tido, mais do que tudo, a oportunidade de crescer bem, num bom ambiente familiar, de viver bem, sem qualquer problema económico e de ser orientado no caminho certo, nos momentos decisivos da minha vida." A irmã, Vivianne, nascera dois anos antes e viria a dar-lhe três sobrinhos - Bianca, Bruno e Paula. Havia também mais um filho, de nome Leonardo. Como todas as crianças da sua idade gostava de jogar à bola na rua e de caçar passarinhos. Quando fez quatro anos teve a sorte de receber, como presente do pai, um Kart. Foi uma alegria imensa! O tempo faria dele um perfeito piloto. Não sentia medo e confiava na sua habilidade. Tratava cuidadosamente dos seus motores. Foi aprendendo os segredos da velocidade. Realizou os primeiros estudos no Colégio do Bairro, passando, a seguir, para o Colégio Rio Branco, em 1970, para fazer o curso ginasial, tendo-o completado em 1978, com 18 anos. Foi-lhe, então, passado o respectivo certificado, que lhe conferiu o título de Auxiliar de Escritório de Edificações e apto a prosseguir estudos a nível superior. Mas a sua vontade estava bem definida. Ele seria piloto para o resto da vida.

E as corridas começam...

Com oito anos Ayrton entrou, pela primeira vez, numa corrida de Kart, a título particular. O seu pouco peso era-lhe favorável. Não foi bem sucedido: "A três voltas do final, quando estava em terceiro, o piloto atrás de mim tocou-me e eu saí da pista. Não terminei a corrida, mas foi divertido." Em 1973, tinha ele treze anos, correu em Interlagos. Foi a sua primeira vitória e, duas semanas depois, alcançou o primeiro lugar na categoria Júnior nos Campeonatos de Inverno. Com menos de catorze anos conseguiu o seu primeiro campeonato paulista. O primeiro contrato de fábrica surgiu em 1978. Era o Grande-Prémio de Itália. Foi considerado "Revelação do Ano". Em 1979 veio correr em Portugal, no Estoril, depois de ter sido Vice-Campeão Sul-Americano em San Juan. As suas corridas em Kart deixaram-lhe grandes recordações. "O Kart deu-me muitos momentos de prazer e deixaram-me gratas recordações. Nunca a pilotagem foi tão divertida."
Em Novembro de 1980 fez o seu primeiro teste num carro de competição de Van Dieman, mas não gostou muito: "Pensei que era muito difícil guiar este carro." Nesse tempo morava com Lilian Vasconcelos Sousa, com quem veio a casar em Fevereiro e passou a viver numa casa, tava desiludido com o automobilismo e com o próprio casamento. Resolveu abandonar e voltar ao Brasil: "Voltei para casa para ajudar o meu pai no trabalho." Mas os seus serviços de escritório eram para ele um suplício. Sentia-se preso aos automóveis, que eram a sua grande paixão. "Tentei abandonar a competição, mas não consegui. Por isso, em Fevereiro percebi que não podia continuar no Brasil enquanto a temporada estava a começar na Europa." Os pais concordaram. O regresso não se fez esperar. Van Dieman estava interessado em tê-lo ao seu serviço. Voltou a Inglaterra, no início da temporada de 1982, e a 28 de Março venceu em Silverstone, embora sem travões dianteiros. A 4 de Abril em Donington e a 9 do mesmo mês conseguiu o circuito de Snetterton.
Era finalmente a Fórmula 1. Os campeonatos sucederam-se e o sonho do jovem Ayrton estava, assim, realizado. Em 1984, com 24 anos era já um verdadeiro campeão. Acumulou um currículo de 161 corridas, 65 poles-positions, 41 vitórias. Três vezes Campeão do Mundo em 1988, 1990 e 1991 o seu nome jamais deixou de ser respeitado e venerado. Para lá de se ter revelado um dos mais extraordinários pilotos de Fórmula 1, Ayrton começa a mostrar outras particularidades em relação aos seus colegas de profissão. Nele, tudo é levado ao limite. A vida é vivida nos extremos máximos. O trabalho é um dos seus únicos interesses e, na definição do jornalista português Domingos Piedade, Ayrton Senna "é um ET, um ser de outro planeta, cuja dedicação ao trabalho não é igualada por nenhum outro piloto." Para o conhecido comentador de Fórmula 1, "Ayrton trabalha 24 horas por dia e Prost só perde para ele porque trabalha 17 e dorme as outras 7."

A Religião...

É aqui que surge o lado místico de Senna. Católico, o piloto afirma ter passado por experiências que o fizeram "entrar noutra dimensão". Ayrton conta que depois do acidente em 1988, Deus começou a falar-lhe através da Bíblia e que, no Grande-Prémio do Japão, no mesmo ano, quando ganhou o seu primeiro título mundial, Ele lhe apareceu nas duas últimas curvas da prova. "Eu estava a agradecer-Lhe pela vitória. Mesmo rezando eu estava superconcentrado e preparava-me para dar uma curva longa de 180 graus, quando vi a imagem de Jesus. Ele era tão grande, tão grande... Não estava no chão. Estava suspenso com a roupa de sempre, a cor de sempre e uma luz em volta. O seu corpo inteiro subia para o alto, para o Céu. Ao mesmo tempo que guiava um carro de corrida eu tinha a visão dessa imagem incrível."

Os amigos...

Com a ajuda de Deus ou sem ela, a verdade é que Ayrton era um sobredotado até biológicamente. O seu coração, por exemplo, tem um ritmo invulgar de bombear sangue para o corpo com um esforço mínimo. O preparador físico brasileiro Nuno Cobra, que tratava de Ayrton, diz que a frequência cardíaca do piloto está entre "44 e 46 batidas, o que mostra a enorme capacidade cardiovascular dele". Se não tem muitos amigos fora das pistas também não se pode dizer que os tenha lá dentro. Mas o facto pode não ser da sua responsabilidade. É o seu feitio reservado e o seu empenhamento na vitória e em bater todos os recordes existentes que o levam a afastar-se dos seus pares e ao mesmo tempo o tornam um alvo fácil de invejas e ódios mesquinhos. Dizem os amigos que a tensão em que ele vive só abranda quando bater todos os recordes da Fórmula 1. E muitos já lhe pertencem...

1 de Maio de 1994...

O acidente fatal de Ayrton Senna em Imola deixou a Formula 1 em tumúlto, revoltada pela brutalidade do desaparecimento do seu maior ídolo da actualidade. A F1 continuou, claro. No entanto jamais será a mesma sem Ayrton. Para o povo brasileiro fica a saudade e a perda de um sonho e de um orgulho nacional. O Brasil perdeu uma das suas bandeiras e saiu á rua para se despedir do melhor piloto da última geração, um dos maiores pilotos de todos os tempos. Cerca de 250 mil pessoas esperavam em S. Paulo o avião que transportou o corpo do piloto; mais de 200 mil acompanharam o velório; todos os momentos foram seguidos por vários canais de televisão. Os brasileiros reviam-se no homem tímido e com cara de menino que não dava tréguas na pista, sempre á procura de mais uma vitória, de menos um centésimo de segundo.
O Deus dos circuitos, para quem não havia justificação, seja em que circunstância for, para um segundo ou terceiros lugares. Vencer é como uma droga, admitia Ayrton. Especialista em andar nos limites, as suas 65 pole-positions ficarão por vários anos como um dos recordes a abater. Ayrton Senna entrou para a Formula 1 em 1984, depois de uma carreira vertiginosa e vitoriosa nos kartings e nas fórmulas de promoção, sobretudo na Inglaterra. Nesse ano teve a sua pior classificação num mundial, um nono lugar com a equipa Toleman. Depois na Lotus e na McLaren, nunca deixou de estar entre os 4 primeiros. Ganhou três títulos mundiais e venceu 41 grandes prémios, teve 24 acidentes em corrida - o último foi fatal.
Muito religioso e impulsivo, Ayrton era um homem à parte na Formula 1. A sua atenuada tendência de ferver em pouca água, aliada a uma condução notável, geraram-lhe muitas inimizades, como foram os casos mais marcantes de Nelson Piquet, Alain Prost e Nigel Mansell. Quase insuperável em piso molhado, Ayrton foi campeão do mundo em 88,90 e 91. No entanto a sua carreira foi brutalmente interrompida em Imola.
Grande Prémio de San Marino, 1 de Maio de 1994. À última volta, segunda depois do safety car abandonar a pista, o Williams Renault nº2 passa a fundo a reta da meta mas não completa a curva Tamburello, seguindo em frente a cerca de 300 Km/h. Do violento acidente resulta a morte de Ayrton Senna da Silva, 34 anos, brasileiro, tri-campeão mundial de Formula 1.O ídolo Ayrton Senna deixou-nos e fez chorar todo o mundo. O recorde de pole-positions dificilmente será batido.

Data de Nascimento: 21 de Março de 1960
Data de Falecimento: 1 de Maio de 1994
Idade: 34 anos
Naturalidade: São Paulo, Brasil
Últimas Residências: Monte Carlo, São Paulo
Altura: 1,75 m
Peso: 70 kg
Estatuto: Divorciado
Filhos: Nenhum
Passatempos: Modelismo de aviões
Desportos: Motos de água, Tennis e 'Jogging'
Música: Vários, desde a Pop até à Clássica
Comida: Frutos e Comida Típica Brasileira
Bebida: Guaraná
Começo da sua Carreira: Karting, aos 4 anos
Primeiro Carro de Corrida: 1981, Fórmula Ford 1600, Van Diemen
Primeira Vitória: Campeão Pan-americano de Karting
Estreia na Fórmula 1: 25 de Março de 1984 no G.P. do Brasil
Fonte: br.geocities.com

9 comentários :

  • Brasil Desnudo says:
    1 de maio de 2011 09:28

    bom dia , Lu!

    Ia passar aki ontem, mas como trabalhei o dia todo, chegando exausto em casa, nem tive ânimo de visitar seu blog.

    E como sei que sempre tem uma noticia nova, e de relevância à história ou fatos do cotidiano, não poderia ser melhor o post sobre o Ayrton Senna.

    Um dos grandes e vitoriosos esportistas e corredores brasileiros que tivemos, apesar de sua trágica morte tão novo.

    Mas guardamos dele, a lembrança de seus feitos e legados deixados através de sua fundação.

    Bela postagem, meu amigo Lu.

    Um ótimo domingo pra ti e toda sua família, com todo carinho.

    Marcio RJ

  • Guará Matos says:
    1 de maio de 2011 09:42

    Ayrton Senna do Brasil!

    Bjs.

  • Reflexos Espelhando Espalhando Amig says:
    1 de maio de 2011 15:11

    Lu,
    passando aqui nesse primeiro dia da semana para agradecer a companhia aqui no Espelhando e seu empenho em posts que fazem diferença la em nosso espaço.

    Peço desculpas por não estarem comprindo comigo o compromisso de visitarem todos os posts, esse foi um dos combinados quando convidei cada um para postar.
    Mas sei que
    meus comentários é certo que la, nunca faltaram nem faltarão.
    Linda semana e
    Bjins entre sonhos e delírios
    minhas desculpas e meus sinceros agradecimentos

  • Lu Nogfer says:
    1 de maio de 2011 18:07

    Ola amigo!


    Esse cara fez tanta falta ao nosso pais,nao é mesmo?! Chorei mt qdo ele se foi!E sabe?Nunca mais consegui acompanhar as corridas!Mas é a vida!Ela segue seu percurso!

    Belo post e que me emocionou muito!

    Beijos!

  • Denise Guerra says:
    1 de maio de 2011 19:17

    Oi Lú, SENNA é tudo de melhor que este país teve!!! Aliás, o melhor do Brasil é realmente estes grandes brasileiros. Espero que seu "PROBLEMINHA" seja resolvido logo! bjs!

  • Prof. Adinalzir says:
    1 de maio de 2011 19:40

    A morte de Airton Sena foi uma grande perda para o Brasil. Mas o que importa é que sua memória sempre ficará entre nós. Enquanto isso... Vamos torcer para que o amigo Lucidreira resolva o mais rápido possível, todos os problemas tecnológicos por aí.
    Um grande abraço!

  • Geyme Mannes says:
    2 de maio de 2011 01:56

    Oi Lu!!!! Senna é mesmo tudo de bom!!!!! Legal conhecer e saber mais sobre ele, aqui na Alemanha sempre me perguntam quem foi melhor: Schumacher ou Senna, eu digo: Senna, é claro! (embora nao enteneda patavinas de formula I)... Pena que ele nao teve tempo de ir mais além, pois talento, o danado tinha de sobra!!
    Beijo grande e bom comecinho de semana!!

  • Wanderley Elian Lima says:
    2 de maio de 2011 07:17

    Foi o meu maior ídolo, depois que ele morreu, nunca mais vi fórmula um.
    Abração

  • mimi polo says:
    12 de março de 2012 19:10

    amo o ayrton

    bjão

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.