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27 de julho de 2011

Pequena biografia da nossa heroína Maria Quitéria

27 de Julho
1792, nasceu Maria Quitéria
Como é que podia ser uma coisa dessas? Todo mundo, na Bahia, lutando ferozmente para expulsar os portugueses e tornar o Brasil um país independente e ela não? Ela também queria entrar na briga. Mas, naquele tempo de 1821, mulher era proibida de tanta coisa, tanta coisa... Imagine se ia poder lutar! Nem pensar!
Maria Quitéria não era uma mocinha tola, conformada. Um dia, olhando o uniforme militar do cunhado, teve uma idéia.
Roubou a farda, vestiu-se de homem e se mandou para o campo de batalha, onde se apresentou não só com a roupa, mas também com o nome e a patente do cunhado: José Cordeiro de Medeiros.
Maria Quitéria de Jesus nasceu no dia 27 de julho de 1792 no Arraial de São José das Itaporocas na comarca de Rosário do Porto de Cachoeira, atual município de Feira de Santana, na Bahia.
Era a filha mais velha de Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, por isso, quando sua mãe morreu, em 1803, coube a ela, com apenas 11 anos de idade, toda a responsabilidade do trabalho doméstico.
Gonçalo casou-se de novo e logo essa nova esposa morreu.
Ele então partiu para o terceiro casamento, desta vez com Maria Rosa Brito, com quem teve mais três filhos. Mas esta nova madastra não gostava nem um pouco da independência de Maria Quitéria que estudava, sabia usar armas de fogo, montava como o melhor cavaleiro e caçava como o melhor caçador.
Maria Quitéria estava noiva no ano de 1821 e a Bahia começava a se mobilizar pela independência do Brasil.
Quando a vila de Cachoeiro resolveu apoiar a regência de D.Pedro I, um navio português que estava na costa baiana abriu fogo contra a cidade. E começou a briga entre os baianos e os portugueses, que só terminaria em 2 de julho de 1823, com a expulsão definitiva dos portugueses.(Por isso, na Bahia, a comemoração da Independência acontece em 2 de julho e não em 7 de setembro, como no resto do país).

Quando a luta pela independência começou, Maria Quitéria não se conformava em ficar de fora. Fugiu de casa, alistou-se como se fosse homem, mas a brincadeira durou apenas quinze dias. Seu pai saiu à procura dela e acabou descobrindo a travessura.
No entanto no batalhão onde ela se alistara estava o avô do poeta Castro Alves, o Major José Antonio da Silva Castro. Impressionado com a determinação de Maria Quitéria permitiu que ela continuasse a lutar e até inventou um uniforme para ela, com uma saia escocesa.
E a moça foi um sucesso. Era boa de briga e competente com as armas. Recebeu homenagens do exército e quando, em 2 de julho de 1823, o Exército Libertador fez sua entrada triunfal na cidade de Salvador, Quitéria foi ovacionada pelo povo.
O Imperador a condecorou com a insígnia dos Cavaleiros da Imperial Ordem do Cruzeiro.
A família a recebeu como heroína e ela acabou se casando com Gabriel Pereira de Brito, e teve a única filha, Luísa Maria da Conceição.
Porém, como a memória é curta, Maria Quitéria – que tinha 31 anos quando se tornou heroína, morreu esquecida, aos 61, em 21 de agosto de 1853. Estava viúva e quase cega.
Fernando Henrique Cardoso, quando presidente do Brasil, foi quem lembrou-se dela e, em 1996, a fez Patrono do Quadro Complementar do Exército Brasileiro. 

Fonte: Isabel Vasconcellos. LinK:

4 comentários :

  • Anne Lieri says:
    27 de julho de 2011 19:10

    Lu,eu sempre adorei essa história!Uma mulher de fibra, essa Maria Quitéria!Belo post!Bjs,

  • Geyme Lechner says:
    28 de julho de 2011 07:19

    Uauau que história fantástica da Quitéria, Lu! mas, triste que ela morreu sozinha e esquecida, para só entao ser lembrada mais de um século depois... parece que os heróis, antes de serem exemplos, devem ser mártires tb, né? Pois enquanto vivos, (se nao forem jogadores de futebol, cantores e atores), poucos tem significativo valor... triste, mas real...

    Bom final de semana, amigo!!
    Beijao!!!!

  • ONG ALERTA says:
    28 de julho de 2011 11:28

    Mais uma guerreira da história, beijo Lisette.

  • Tania regina Contreiras says:
    28 de julho de 2011 21:19

    Ah, mulher admirável, sempre achei a sua biografia fantástica. E como sempre, a gente passa aqui e aprende um pouco mais de muita coisa! :-)
    Beijos,

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