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23 de setembro de 2014

A Mentira E A Inveja

Imagem: google.com.br

A Psicologia nos ensina que todo ladrão mente e quase todo mentiroso rouba. A mentira e o roubo seriam, pois, faces de uma moeda viciosa. Quando rouba, o larápio não busca apenas um objeto, pois o que o move é apropriar-se das qualidades da pessoa lesada. É como o Tupinambá em seu festim canibalístico que, ao devorar seu inimigo, imaginava adquirir suas qualidades, sorte e bravura.
Assim, o malfeitor se engrandece com a imaterialidade do objeto furtado, pois são as qualidades do dono que ele busca em seus bens. Trata-se de uma atuação mágica, primitiva. Por outro lado, ninguém consegue impedir o larápio de mentir porque, quando o faz, ele rouba do outro a sua percepção da realidade, a sua consciência. É a mesma compulsão.
Podemos dizer, então, que nas carências da alma estão as motivações do roubo e da mentira, das quais resultam sentimentos de grandeza e onipotência no intimo de seus praticantes. Como diriam nossos adolescentes, ao enganar e furtar, o pobre de espírito “se acha”, sentindo-se igual ou superior àqueles que lesa, engana. Sabe-se ainda que o “olho grande” marca sua alma. Por carregar nela um contínuo sentimento de menos-valia, a inveja o aflige diuturnamente. Assim, a riqueza material ou espiritual alheios o atormentam, mobilizando suas iras e ações para levar privação e dor ao outro.


Os porquês da mentira

Quando alguém mente está revelando que algo dentro de si não está bem. Psicólogos relacionam a atitude à baixa auto-estima ou ao ímpeto de tirar vantagem. "Por trás da mentira há um apelo, uma defesa, um sintoma ou uma compulsão", explica a psicanalista Ruth Cohen, do Rio de Janeiro. A criança mente, de modo geral, para fugir de um castigo, porque se sente injustiçada, por achar que estão exigindo algo além de sua capacidade ou, pelo contrário, por estar querendo algo que, a seu ver, não merece. Aquelas que simulam situações inverídicas — como o garoto potiguar que garantiu ter ido à Disney — podem estar em busca de afirmação por meio de uma falsa capacidade.
Alguns estudantes, pressionados por desajustes familiares, apelos comerciais cada vez mais agressivos e mesmo por uma certa competição silenciosa estabelecida com os colegas, criam defesas e contam aos outros verdadeiras fábulas. Elas vão de resfriados fictícios para justificar uma tarefa em branco a carros potentes que os pais, na verdade, não possuem. "A orientação da família e da escola são fundamentais nesses casos", diz a terapeuta comportamental Maria Helena Izzo, de São Paulo. O importante, diz ela, é "cultivar um clima de confiança, amor e respeito que dê espaço à verdade, mesmo quando ela for desagradável".
De acordo com Maria Helena, família e escola não devem evitar fugir à responsabilidade de corrigir o mentiroso. No caso do garoto de Natal, o indicado seria uma conversa reservada, levando-o a admitir a inverdade. Ao mesmo tempo que a criança deve ser incentivada a assumir a responsabilidade por suas atitudes, seu trabalho e seus potenciais devem ser valorizados para que ela se afirme de maneira saudável perante os colegas.
Na opinião de psicólogos, o mentiroso compulsivo — que reinventa os acontecimentos o tempo todo — ou aqueles que adulteram dados, suprimem informações ou colocam em risco a integridade dos outros devem ser tratados por profissional especializado. Muitas vezes, nesses casos, ao hábito da mentira se aliam outros traços, como a frieza, o desrespeito e a agressividade.
No dia-a-dia, porém, o professor que conhece os estudantes tende a perceber quando eles se atrapalham por mentir. Um leve rubor, a gagueira, um persistente piscar de olhos, o desvio do olhar ou a fala apressada podem ser sinais dados pelo corpo do mentiroso. Mas, cuidado! Um aluno tímido, por exemplo, pode apresentar sintomas semelhantes justamente por ser vítima de uma acusação infundada. O bom senso diz que o melhor meio de chegar à verdade é, ainda, o exemplo e a conversa franca.


Fonte: www.campogrande.news.com.br, www.novaescola.com.br 


9 comentários :

  • Aleatoriamente says:
    27 de setembro de 2011 07:00

    Lu, bom dia!
    Teu belo texto é muito lindo e interessante.
    Bem reflexivo também.

    Beijinho querido.
    Fernanda

  • Marcos Mariano says:
    27 de setembro de 2011 19:05

    Nossa, nunca vi uma explicação tão clara sobre a inveja, dizem que a inveja é pior que macumba cruz credo rs

  • José María Souza Costa says:
    27 de setembro de 2011 19:49

    Um texto agradavel.
    Eu sempre definir a inveja como um sentimento de frustração. E como tem gente frustrada, por essa terra mãe gentil, hein ?
    Felicidades, sempre

  • Geyme Lechner says:
    28 de setembro de 2011 11:34

    Oi amigo!!!!!!

    Estou de vorrrta! Como vc está????

    Sabes que no livro: "O cacador de pipas" um dos personagens fala sobre a mentira: "É melhor uma verdade que dói do que uma mentira que conforta!"
    E quanto a inveja, parece que ela ainda conseguirá dominar o mundo, aguarde e verás! Ohh povinho despeitado, de olho na boutique dela, haha
    Ótimo tema a ser discutido, viu!!!
    Beijaozao amigo!

  • Paulo Braccini - Bratz says:
    3 de outubro de 2011 13:11

    mentira e inveja dois males da humanidade ...

    querido estive envolvido com uma pequena cirurgia mas já estamos em forma ... e de volta tb

    bjão

  • Artes e escritas says:
    3 de outubro de 2011 20:36

    Lu, preste a atenção no raciocínio que eu ouvi: "Eu pago impostos e sou empreendedor, logo tudo que é público é meu, então se você vive do setor público, o que é seu será meu, independentemente do fato de você ter filhos ou não. Se tiver filhos, eles que vão para o quarto dos fundos, porque o que você tem me pertence." Lendo o seu texto, esse raciocínio se enquadra ali, aqui e no código penal. A inveja é má, por favor sinta ciúmes dos poemas, é melhor. Um abraço, Yayá.

  • Wanderley Elian Lima says:
    22 de setembro de 2014 11:19

    Oi Lu
    Dois péssimos sentimentos, que infelizmente, muitas pessoas carregam dentro de si.
    Abraço

  • Luma Rosa says:
    24 de setembro de 2014 02:21

    Oi, Lu!
    Estou aqui pensando sob o ponto de vista do autor.
    Essas duas características comportamentais tem a ver com caráter. Como o caráter se forma depende de muitos traços, nem sempre familiares e às vezes penso que são químicas no cérebro que não funcionam direito.
    Para corrigir a pessoa precisa estar ciente do erro. E quando o mau caráter acha que o que faz está correto?
    Beijus,

  • Beth Muniz says:
    7 de outubro de 2014 17:23

    Sabe o ditado "mente que nem sente...?"

    E com a mentira vem a inveja e outros comportamentos.

    Se não for herança genética, é psicopatia mesmo.

    Mentir todo mundo mente, já mentiu ou mentirá.

    Invejar, por mais que seja uma invejinha despretensiosa, também.

    Há inclusive que afirme: eu não minto, omito! Rsrs

    Faz parte.

    Mas, no caso do menino potiguar e tantas outras pessoas, é doença mesmo.

    Um abraço Lu.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.