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19 de fevereiro de 2012

Pequena históaria do carnaval no Brasil

CLUBES,SOCIEDADES E CORDÕES

O primeiro Clube Carnavalesco do Rio de Janeiro foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que saiu às ruas em 1855. Contava com 80 sócios, entre eles o escritor José de Alencar.
As fantasias, os carros, os cavalos... foi um desfile monumental, prestigiado pelo imperador.
Apesar de abrigar apenas membros da elite, o desfile impressionou toda a população, marcando mais um capítulo importante em nossa história de Carnaval, pois deu origem às primeiras sociedades carnavalescas.
No dia seguinte, os jornais noticiavam: "Registrou-se a maior transformação do carnaval fluminense e que o tornou célebre e rival do carnaval de Nice, Veneza e Roma".
Entre as sociedades carnavalescas destacavam-se os clubes dos Fenianos, dos Tenentes, dos Democráticos e dos Pierrôs da Caverna. Os bailes multiplicavam-se e ficavam cada vez mais animados.
Nas ruas, a cultura popular dos negros alforriados mudava a cara da cidade.
Os pobres e biscateiros não agradavam à elite, que os considerava "vadios e sujos" (será que não aprendemos nada em um século?), mas sua originalidade de buscar novos modos de ganhar a vida e a miscigenação cultural que promoviam foram detectados por olhos mais atentos.
Eles eram os pais do malandro, do homem que tem que se virar para sobreviver, personagem brasileiríssimo que iria contribuir, e muito, com a nossa cultura.
Os diversos tipos humanos que "flanavam" pelas ruas do Rio de Janeiro conferiam uma nova "alma" à cidade, maravilhosamente descrita pelo cronista João do Rio (pseudônimo de Paulo Barreto, 1881-1921) no livro A alma encantadora das ruas (1908).
Os cordões carnavalescos, de ricos e pobres, traduziam essa nova alma.
Coloriam as ruas no Carnaval com suas fantasias, música, dança, brincadeiras e rivalidades. É João do Rio quem os descreve:
Os cordões são os núcleos irredutíveis da folia carioca, brotam como um fulgor mais vivo e são antes de tudo bem do povo, bem da terra, bem da alma encantadora e bárbara do Rio.
Quantos cordões julgas que há da Urca ao Caju?
Mais de duzentos! E todos, mais de duas centenas de grupos, são inconscientemente os sacrários da tradição religiosa da dança, de um costume histórico e de um hábito infiltrado em todo o Brasil.
A legítima música de Carnaval nasceu dos cordões.
A primeira marchinha da História foi feita sob encomenda para o cordão Rosa de Ouro. O inédito ritmo inspirava-se na música dos negros que compunham o cordão, mas foi criado por uma mulher, branca e "de boa formação": Chiquinha Gonzaga.
A marchinha Ó Abre Alas fez furor em 1899, e pode ser considerada o grande marco da virada musical que deu origem à música brasileira do século XX.
O cordão mais antigo a sobreviver até hoje é o Cordão do Bola Preta, fundado em 1926.

Bloco afro


O primeiro bloco afro criado no Brasil foi o Ilê Aiyê, no ano de 1974 por Vovô, inaugurando assim uma mudança do carnaval de Salvador com a inserção da musicalidade africana.

Blocos de enredo

São blocos análogos a escolas de samba. Na cidade do Rio de Janeiro, desfilam na Avenida Rio Branco (Grupo 1), na Estrada Intendente Magalhães (Grupo 2) e em Bonsucesso (Grupo 3). Possuem samba-enredo, embora normalmente estes sejam mais curtos que os das escolas. Muitas escolas de samba, especialmente dos grupos inferiores, foram blocos de enredo, antes de pedirem filiação à Associação das Escolas de Samba.
Para 2011, pela primeira vez foi aprovada a ascensão e rebaixamento automático entre escolas de samba e blocos, com as 4 últimas escolas da sexta divisão (Grupo E) passando a se filiar à Federação dos Blocos para o ano seguinte.
Em vários lugares do Brasil a denominação bloco de enredo é comum. Em São Paulo, são chamados somente de "blocos", sendo administrados pela União das Escolas de Samba de São Paulo, funcionando como pequenas escolas de samba, inclusive com sambas-enredo iguais aos destas. em Brasília, os blocos de enredo constituem uma categoria à parte no Carnaval, mas a partir de 2011, passarão a ser na verdade a quarta divisão do desfile de escolas de samba da cidade, tais entidades são filiadas a LIESB.


Blocos de embalo

No Rio de Janeiro, são todos os blocos que não são de enredo nem se identifiquem com outra manifestação carnavalesca pré-existente, como os clubes de frevo (típicos de Pernambuco).


Bloco de sujo

São manifestações populares típicas do carnaval de rua no Brasil, onde o improviso e a desorganização são a tônica: Um grupo de foliões com fantasias improvisadas, ou mesmo de roupa comum, se reúnem no carnaval e ao som de instrumentos também improvisados e desfilam pelas ruas da cidade, cantando e sambando marchinhas carnavalescas e sambas-enredo das escolas de samba.
Alguns blocos de sujo satirizam a política nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia e deboche, com a marca do humor brasileiro.


Bloco das piranhas

São manifestações populares dada a todos os blocos carnavalescos formados por homens que se vestem com roupas de mulher para brincar o Carnaval. No Rio de Janeiro eram populares o Bloco das Piranhas da cidade de São João de Meriti que acabou-se transformando em uma escola de samba e o do Clube Mauá, em São Gonçalo, em São Paulo, a escola Mocidade Alegre também é oriunda de um bloco dessa categoria, daí o seu nome.
Rio de Janeiro
Salvador
Cuiabá/Mato Grosso
Olinda & Recife




Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br, Wikpédia

3 comentários :

  • VELOSO says:
    19 de fevereiro de 2012 17:21

    Não sabia nada sobre a Historia do Carnaval muito interessante!

  • SONINHA says:
    20 de fevereiro de 2012 02:50

    Uma bela postagem sobre a maior festa popular.
    Eu sou do bloco "Tô na rede": internet, tv, descanso... rs
    Beijocas e boa semana, amigo!

  • Lu Nogfer says:
    21 de fevereiro de 2012 18:27

    Nao sabia muito sobre o carnaval!Muito bacana essas informações!
    Parabéns pelos posts sempre tao bem elaborados!

    Abraços!

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