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18 de julho de 2012

Não esqueçamos desse dia -Dia do Trovador


Se buscarmos nos dicionários algumas palavras, abaixo relacionadas, encontraremos, de maneira geral, definições que já não se coadunam com a realidade atual.
Por exemplo:
Trova - Composição lírica, ligeira e de caráter popular; canção; cantiga ou quadra popular.
Trovar - Fazer ou cantar trovas; poetar; exprimir em cantigas.
Trovador - Poeta da Língua de oc que cultuava a poesia lírica nos séculos XI a XIV; diz-se dos poetas portugueses que, nessa época, imitavam a poesia provençal; cantos; seresteiro.
Troveiro - Poeta da língua de oil que cultivava a poesia lírica medieval, especialmente na França, do século XI ao século XIV.
Aurélio Buarque de Holanda acrescenta: Trovador - Na Idade Média, poeta ambulante que cantava seus poemas ao som de instrumentos musicais; menestrel; poeta; vate.
Troveiro - Aquele que faz trovas, ou trova; trovador; trovista. Com todas estas definições não se chega à nenhuma definição!
Na verdade, o termo TROVA, do francês, "trouber" (achar) nos indica que os trovadores devem "achar" o motivo de sua poesia ou de suas canções. Apenas as citações de "composição ligeira e de caráter popular" e "cantiga ou quadra popular" podem nos conduzir ao que é e o que representa, hoje, na literatura portuguesa este gênero, do qual disse Catulo da Paixão Cearense;
- "A Trova é a mais popular das formas poéticas!" Realmente, originária da quadra popular portuguesa, a TROVA teve no Brasil um desenvolvimento inusitado, e é hoje praticada por mais de 3000 trovadores em todo o Brasil; tem uma organização de âmbito nacional, a UBT - União Brasileira de Trovadores, com delegacias e/ou seções em quase 200 cidades do Brasil e com um organograma de presidência nacional, regional e estadual, cobrindo 16 estados do Brasil e realizando, em média, cerca de 30 a 40 concursos de trovas e/ou jogos florais por ano, além de manter um intercâmbio intenso com os trovadores de Portugal.
A TROVA é, hoje, o único gênero literário exclusivo da língua portuguesa! Originária da quadra popular portuguesa, encontrou campo fértil no Brasil, mas, só depois de 1950 começou a ser estudada e difundida literariamente.
Nesta época, um poeta do Rio de Janeiro, chamado Gilson de Castro e que, mais tarde, adotou o pseudônimo literário de Luiz Otávio, juntamente com J.G. de Araújo Jorge, começou a estudar e propagar a quadra popular brasileira, junto a um seleto grupo de poetas.
Em 1960, depois de participar de um Congresso do GBT - Grêmio Brasileiro de Trovadores, em Salvador, Luiz Otávio implantou uma série de seções desta entidade no sul do Brasil. Pelas inúmeras diferenças em forma de poesia, acabou havendo uma separação e, em 1966 foi fundada a UBT - União Brasileira de Trovadores; trabalhando durante todo o ano de 1966, chegou-se a 8 de janeiro de 1967, quando, já previamente estabelecidas, foram fundadas, oficialmente as Delegacias e Seções da UBT, iniciando-se pela do Rio de Janeiro.
O símbolo adotado foi uma rosa e, o padroeiro, São Francisco de Assis. Hoje a UBT realiza e/ou coordena concursos de trovas anuais em dezenas de cidades, entre elas: Belém, Fortaleza, Natal, Salvador, Campos, Nova Friburgo, Niterói, Barra do Piraí, Petrópolis, Cachoeiras do Macacu, Nova Iguaçu, Valença, Rio de Janeiro, Santos, Pindamonhangaba, Caçapava, Jambeiro, Itanhaém, Peruíbe, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Campinas, Amparo, Taubaté, São Paulo, Jacarezinho, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, Bandeirantes, Curitiba, Caxias do Sul, Garibaldi, Porto Alegre, Juiz de Fora, Rio Novo, Pouso Alegre, Belo Horizonte e muitas outras.
Posteriormente, em reconhecimento pelo seu trabalho em favor da cultura, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, através de decreto-lei, oficializou 18 de julho, dia do nascimento de Luiz Otávio, como DIA DO TROVADOR.
Também a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos efetivou a data com a emissão de um carimbo comemorativo oficial. Gêneros da Trova Os gêneros básicos da trova são três:
A - Trovas Líricas: Falando dos sentimentos; amor, saudade, etc.
Saudade palavra doce
que traduz tanto amargor;
saudade é como se fosse
espinho cheirando a flor...
Bastos Tigre
B - Trovas Filosóficas: Contendo ensinamentos, máximas, pensamentos, etc. Duas vidas todos temos,
muitas vezes sem saber:
-- a vida que nós vivemos,
e a que sonhamos viver...
Luiz Otávio
C - Trovas Humorísticas: Como o próprio nome diz, são trovas que se propõem a fazer rir.
Eu, trabalhar desse jeito,
com a força que Deus me deu,
pra sustentar um sujeito
vagabundo que nem eu ???...
Orlando Brito

Por: Izo Goldman
Fonte: Cáqui

Jorge Amado já disse: “Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a trova e o trovador são imortais”. Hoje é comemorado o Dia do Trovador. Volta Redonda tem representante na UBT (União Brasileira de Trovadores): Silvia Helena Xándy, que é delegada da entidade no município. E também um autor premiado, Pedro Viana Filho.
Silvia explica que o Dia do Trovador é comemorado nessa data por ser o dia do nascimento de Gilson de Castro (RJ), cujo pseudônimo literário é Luiz Otávio. “E por ele ter, juntamente com J.G. de Araújo Jorge, começado a estudar e propagar a quadra popular brasileira junto a um seleto grupo de poetas”, diz. Em 1960, depois de participar de um Congresso do GBT (Grêmio Brasileiro de Trovadores), em Salvador, Luiz Otávio implantou uma série de seções desta entidade no sul do Brasil.


Extraído do site velhosamigos.com.br, brasilcultura.com.br


O Trovador

Altemar Dutra

Composição: (Jair Amorin / Evaldo Gouveia)

Sonhei que eu era um dia um trovador
Dos velhos tempos que não voltam mais
Cantava assim a toda hora
As mais lindas modinhas
De meu rio de outrora
Sinhá mocinha de olhar fugaz
Se encantava com meus versos de rapaz
Qual seresteiro ou menestrel do amor
A suspirar sob os balcões em flor
Na noite antiga do meu Rio
Pelas ruas do Rio
Eu passava a cantar novas trovas
Em provas de amor ao luar
E via então de um lampião de gás
Na janela a flor mais bela em tristes ais

3 comentários :

  • Mery says:
    18 de julho de 2012 00:18

    Gostei muito de ler-te agora, embora longo, o teu post é bom de ler*¨¨ até "esclareceu-me...As trovas são "versinhos q juntamos e nascem pequenas pérolas que criamos "às vezes brincando; desde criança eu gosto de criar trovas rimando as palavras e ensino aos meus alunos. Adoro!
    Finalmente '*O trovador dos velhos tempos"
    muito lindo viu, belo e raro.
    Delícia essa postagem obrigada por partilhar.
    Beijo/ Mery*

  • Evanir says:
    18 de julho de 2012 01:56

    Lu,senti uma enorme saudade lendo a letra dessa musica é incrivel dizer mais adorava Altemar Dutra..
    Foram anos dourados que ñ volta mais.
    Linda noite amigo beijos,Evanir.

  • Pelos caminhos da vida. says:
    18 de julho de 2012 10:01

    Obrigado pela partilha...

    Bom dia Lu.

    beijooo.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.