Quem sou eu

Minha foto
Sou Guerreira, romântica, poeta, escritora, paciente, prudente, perseverante, amante da natureza...

Follow by Email

Minha lista de blogs

Dias de Vida do blog

Total de visualizações de página

2 de julho de 2012

O 2 de julho - Indepêndencia da Bahia e geral do Brasil

 Uma história que a Bahia deixa como contribuição para o começo da indepêndencia do nosso país - Brasil - daqui, foi onde tudo começou, a batalha do 2 de julho de 1823. Culminando com a expulsão dos portuguêses definitivamente.
Lucidreira.


A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.
Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.
Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.
Para chegar a este dia, muita luta foi travada...
O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.
Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.
O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.
Movimentação pela independência:Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.
Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.Força portuguesa:
No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas. Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.
Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sónor Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.
Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.
Contra-ataque brasileiro:
No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.
Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.
Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.
Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.


PERSONAGENS:

Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.

Maria Quitéria:A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

Joana Angélica:Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.

Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.


General Pedro Labatut:Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.
Coronel José Joaquim de Lima e Silva:Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo


PROGRAMAÇÃO CULTURAL


Dois de Julho – Na data máxima do calendário cívico da Bahia, a partir das 8h, a Secretaria de Cultura estará no desfile ao Dois de Julho, que parte da Lapinha em direção ao Centro Histórico. No Pelourinho, o Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI organizou uma grande festa com performances artísticas e culturais, marcando a chegada do cortejo. Haverá show da cantora Márcia Short e declamação de poemas de Castro Alves alusivos à data.
Às 10h, a Biblioteca Anísio Teixeira (Ladeira de São Bento) abrirá as portas para o lançamento do áudio-vídeo livrosobre a história do Dois de Julho para os surdos, cegos e ouvintes, fornecendo material de estudo e conhecimento sobre a história da Independência da Bahia em Libras e narração. O material será distribuído para escolas e associações culturais que trabalham com acessibilidade.
Ainda como parte da programação alusiva ao Dois de Julho, a Fundação Pedro Calmon/SecultBA, em parceria com a Federação Baiana de Desportos de Participação, realiza o “Iº Passeio Ciclístico Dois de Julho”. Os participantes vão percorrer as ruas do centro da cidade, no dia 02 de julho, reunindo esporte, história e cultura, em celebração ao heroísmo baiano. Partindo às 13h, do Dique do Tororó (obras da Arena Fonte Nova) em direção à Praça Municipal, e de lá seguindo ao Campo Grande, acompanhando o cortejo cívico do Caboclo. O Passeio será animado por tambores e distribuição de brindes: Pegue sua bike e venha! As inscrições podem ser feitas no site da Fundação: www.fpc.ba.gov.br
Feira de Livro – A tradicional Feira Mensal de Livros do Campo Grande, no mês de julho, integrará o projeto Ao Pé do Caboclo, que leva ao Monumento Ao Dois de Julho, numa das principais praças da cidade, diversas atividades literárias, entre os dias 03, 04 e 05/07. Além da comercialização de obras, haverá lançamentos, performance poética, sessão de autógrafos e show musical. Entre os lançamentos: o livreto “Florilégio do Dois de Julho”, com poemas de Castro Alves e a edição separata do conto “A guerreira da Lapinha”, Elieser Cesar.


Para nós baianos fica mais um dia de feriado, como se fosse um final de semana mais longo (feriadão) dando para fazer alguma coisa mais cultural como: visitar os museus da cidade de Salvador, ir ao teatro, cinema, e/ ou curtir uma praia.

6 comentários :

  • Olinda Melo says:
    2 de julho de 2012 06:39

    Olá, Lu Cidreira

    Excelente efeméride.

    Já era tempo de o Brasil tomar as rédeas do seu destino...

    Desconhecia a acção dessa mulher, Maria Quitéria, nesses acontecimentos. Faz-me lembrar a padeirinha de Aljubarrota, por cá, mas sem a farda, ou a Joana D'Arc, em França. Esta, infelizmente, pagou com a vida a sua audácia.

    Boa semana.

    Abraço

    Olinda

  • Paty Michele says:
    2 de julho de 2012 08:59

    Uma data significativa, embora apenas nós baianos tenham consciência disso.

    Lu, seu blog é o homenageado da semana lá no IMD. Apareça para conferir:
    http://patymichele.blogspot.com.br/2012/07/blog-da-semana-22.html

    abçs

  • Vera Lúcia says:
    2 de julho de 2012 12:51

    Olá LU,

    Passando para conhecer seu espaço por indicação da Paty.

    Parabéns pela excelente reportagem acerca dessa data tão significativa
    para a Bahia e também para o Brasil.

    Abraço.

  • Sheila Carine says:
    2 de julho de 2012 19:07

    Oi Lu como vai? Não sei se lembra de mim mas sou amiga do teu filho Fabio e fui colega da tua esposa Simone na Coelba( mundo pequeno né?). Vc já visitava meu site e agora resolvi estreitar este laço. Um abraço e beijos em Simone

  • Tata says:
    3 de julho de 2012 14:05

    Lú, Adorei ler e relembrar a história da Independência da Bahia - até hoje não entendi porque o Brasil não a conhece - Seu bloq está de parabéns, pois nos traz cultura, educação e entretenimento. Suas dicas são valiosas sob diversos aspectos.
    Beijos, da mana Acácia

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    6 de julho de 2012 18:41

    Parabéns à boa terra ... berço de nossa cultura e tb de nossas lutas ...

Comentários atuais

Seguidores

assine o feed

siga no Twitter

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Uol

Gostou do Blog? Então doe um drinque?

Estamos no Google+

Google+ Followers

Lançamento do livro de Rita Cidreira

Lançamento do livro de Rita Cidreira
Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.