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19 de agosto de 2012

Homenagem deste Blog aos fotografos em seu dia

Imagem do Google


Foi numa manhã, mais precisamente no dia 19 de agosto de 1839, que a fotografia se tornou de domínio público em território francês. O anúncio oficial foi feito na Academia de Ciências e Artes de Paris, pelo físico François Arago, que explicou para uma platéia espantada os detalhes do novo processo desenvolvido por Louis Jacques Daguerre. O físico apresentava e doava ao mundo o daguerreótipo.
Naquele momento o ato parecia uma mágica. Uma caixa escura, ferramenta capaz de captar e fixar numa superfície o mundo "real".
Dizem as lendas que em seguida à cerimônia várias pessoas saíram as ruas em busca de uma máquina de fazer daguerreótipos e essa vontade de produzir imagens nunca mais cessou.
Daguerre não perdeu tempo. Antes de doar seu invento a França já havia patenteado o mesmo nas Ilhas Britânicas, Estados Unidos e nos quatro cantos do mundo.
"De hoje em diante, a pintura está morta" declarava o pintor Paul Delaroche. Nos círculos mais conservadores e nos meios religiosos da sociedade, "a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre era condecorado com o título de "Idiota dos Idiotas''".O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreótipos de Nadar para executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um produto industrial, e confidenciava: "a fotografia é melhor do que o desenho, mas não é preciso dizê-lo".
Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que "a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados", e, sarcasticamente, celebrava a fotografia "como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo do povo. e Daguerre foi seu Messias. Uma loucura, um fanatismo se apoderou destes novos adoradores do sol".Com estas declarações, Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade européia da época".
Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este confronto:"Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma invenção do Diabo".(Leipziger Stadtanzeiger ,26.08.1839, p.1) A nova concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu. 
Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em substituição das tradicionais formas de representação? Já se havia gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não transformava a natureza geral da arte e da cultura.
A nova invenção teve importância mais filosófica do que científica. Nasceu dentro do germe da sociedade industrial e a partir desta data o mundo nunca mais seria o mesmo.

Linha do tempo
Grécia, antes de Cristo – Aristóteles – Criação da imagem através de um orifício.
Século X – Alhazen (árabe) descreveu como observar um eclipse solar no interior de uma tenda, improvisando a câmera obscura.
Século XVI – Redução do tamanho da câmera obscura (instrumento auxiliar na pintura).
Século XIX (1826) – Joseph Nicephore Niépce (francês) foi o primeiro a obter a primeira fotografia - processo heliográfico com 8 horas de exposição cotínua à luz.
Ano de 1830 – Josef Petzval criou uma nova lente dupla abertura F 3.6 (30 vezes mais luminosa às anteriores, permitindo fotografar em situações com pouca luz).
1832/1833 – Hércules Florence descobre isoladamente a fotografia na Brasil - na vila de São Carlos, atual cidade de Campinas, interior de São Paulo.
1835 – Louis Jacques Mandé Daguerre, perpetua-se como único inventor da fotografia prática, através de seu - Daguerreótipo - chapa de cobre revestida com prata, banhada com iodeto de prata. Exposta ao vapor de mercúrio surge a imagem, gerando a imagem positiva. 
1840 – Willian H. Fhox Talbot, inventa o processo negativo/positivo usando como filme folhas de papel sensibilizado (preparado para reagir à luz) sendo substituído por vidro.
1871 – Richard Leach Maddox, primeira chapa usando gelatina para manter o brometo de prata no lugar.
1877 – George Eastman, popularizou a fotografia com a criação do filme em rolo, em substituição às chapas rigidas, que permitiam uma única foto.. Este novo produto, recebeu o nome "American Film" e possibililanto 100 fotos por rolo.
1925 – Lançamento da câmera miniatura alemã Leica de 35 mm, revolucionando o conceito da fotografia do século XX.


Por volta de 1554, Leonardo Da Vinci descobriu o princípio da câmera escura. Segundo este princípio, a luz refletida por um objeto projeta fielmente sua imagem no interior de uma câmera escura, que contenha um orifício para a entrada dos raios luminosos.
Fazendo uso deste princípio, muitos artistas simplificavam o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras dos mais diversos formatos e tamanhos. Ficavam dentro da própria câmera e pintavam a imagem refletida em uma tela ou pergaminho preso na parede oposta ao orifício da caixa.
Já o princípio da fotosensibilidade, que permite a gravação de imagens fixas e duradouras e que se baseia no fato de alguns compostos químicos serem alterados quando expostos à luz visível, era conhecido desde a antiguidade, em alguns dos seus aspectos, como a descoloração de certas substâncias por efeito da luz solar. 
Para o processo se tornar mais automático, faltava descobrir ainda um material sensível à ação da luz que pudesse substituir o pergaminho e registrar automaticamente uma imagem ao ser atingido pela luz refletida de um objeto.
Em 1816 o químico francês Nephòre Nièpce deu os primeiros passos para resolver o problema, conseguindo registrar imagens em um material recoberto com cloreto de prata. Mais tarde, em 1826, ele associou-se ao pintor Daguerre, e ambos desenvolveram uma chapa de prata que, tratada com vapor de iodo, criava uma camada superficial de iodeto de prata, substância capaz de mudar de cor quando submetida à luz.
A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa foto-sensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica). A Partir daí, o aperfeiçoamento da técnica fotográfica teve muitas colaborações.
Em 1860 surgiram os primeiros estúdios fotográficos. Na época, para tirar uma foto, a pessoa deveria ficar imóvel cerca de dois minutos e precisava até ser presa a um dispositivo, para não tremer. O fotógrafo era ainda um verdadeiro artesão no processamento químico e nos retoques indispensáveis.
Não tardaram a aparecer também os fotógrafos ambulantes que, como pioneiros, correram o mundo divulgando a nova arte, transportando complicados laboratórios e equipamentos em carroças.
Em 1867, o físico francês Louis Ducos anunciou outra novidade; a fotografia colorida. Treze anos mais tarde, por iniciativa do norte-americano George Eastman, a fotografia começou a se popularizar e o filme passou a ser embalado em rolos.
Com máquinas menores e mais fáceis de usar, hoje a fotografia é objeto comum de todos. Recentemente surgiu também a fotografia digital, que também já começa a se popularizar.

Em um mundo completamente imagético como é o nosso hoje, a fotografia está presente em todos os momentos. Seja de câmeras comuns, digitais, de celulares, a imagem se tornou um elemento central nesse mundo midiatizado.

Mas se hoje a fotografia tem esse lugar de destaque, podendo ser alterada, transformada e manipulada, muito se deve aos inventores deste conceito. 
Dois franceses merecem destaque nessa descoberta: Joseph Nicéphore Niépce e Jean Jacques Mandé Daguerre. Niépce foi o precursor, unindo elementos da química e da física, criou a héliographie em 1826. Nesse invento ele aliou o princípio da “câmara obscura”, empregada pelos artistas desde o século XVI, à característica fotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebatizando-o como daguerreótipo.


Fonte: Soleiswww.focusfoto.com.br
Neste dia também se comemora o dia do Ator e dia Nacional da Aviação Agrícola, parabenizamos a todos.

5 comentários :

  • Tunin says:
    19 de agosto de 2012 13:22

    "Taí" não conhecia esse particular da fotografia!
    Vir aqui é conhecer e conhecer.
    Fiquei preocupado com você e com sua permissão, oro em favor da causa.
    Feliz semana, Lú!
    Abração.

  • Aleatoriamente says:
    19 de agosto de 2012 15:19

    Linda homenagem meu amigo.
    E você fez lindamente.
    Há verdadeira emoção numa fotografia, bela invenção não é?
    Beijinho Lu

  • Carla Fernanda says:
    19 de agosto de 2012 17:44

    Lu!!!!!
    Quanto tempo!
    EStava com saudades!
    Feliz dia do fotógrafo para você né??
    Fizeste um post cheio de informções.

    Beijos!!!

    Obrigada pela visita no Facebook. Adorei ver vc por lá também amigo.

    Some não!!
    :D

  • Pedro Luis López Pérez says:
    20 de agosto de 2012 07:29

    Un gran documento sobre la Evolución de la Fotografía...¡¡¡Impresionantes Cambios!!!
    Fascinante visitar tu blog, como siempre.
    Un abrazo.

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    27 de agosto de 2012 12:04

    interessantíssima a postagem ... rica de informações como sempre não é mesmo meu amigo Lu ...

    bjão

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.