Quem sou eu

Minha foto
Sou Guerreira, romântica, poeta, escritora, paciente, prudente, perseverante, amante da natureza...

Follow by Email

Minha lista de blogs

Dias de Vida do blog

Total de visualizações de página

31 de janeiro de 2013

A Pior Idade e a Pior Morte

Imagem: Google

Quem inventou essa história de “Melhor Idade” deve ser um especialista em tapar o sol com a peneira. Depois dos 60, começa a pior idade, isso sim.
A cabeça pode ter melhorado (depende do dono dela, não é?), mas o corpo só piora. Se assim não fosse, os planos de saúde não quadruplicariam as mensalidades de quem envelhece.
Além da decadência física (que não tem plástica que segure, nem exame preventivo que impeça) existe a decadência econômica. Com exceção dos muito ricos ou dos que tiveram a sapiência e o poder aquisitivo para fazer uma previdência privada, os velhos ganham muito mal ou não ganham nada.
Quem ocupava altos cargos, quem tinha poder, quem era executivo, político, autoridade, celebridade ou qualquer outra coisa que confere poder, precisa ser muito bom de cabeça pra não cair em depressão com a chegada da tal “melhor” idade e a consequente perda de poder que vem junto com a aposentadoria.
Para os que queimaram neurônios com drogas vem, quase sempre, a demência senil e o cara se torna um verdadeiro idiota.
O fantasma do Mal de Alzheimer ronda a maioria dos que passam dos 80, com suas horríveis promessas de tornar o sujeito um absoluto dependente que não reconhece nem a própria família e precisa de ajuda para tudo, tudo mesmo...
Tudo isso é apavorante o suficiente para que deixemos de lado outras doenças, males e limitações que podem vir junto com a idade.
Envelhecer é um absoluto terror.
E, pra piorar um pouco mais, quase todo mundo acredita que também não pode mais fazer sexo (especialistas afirmam que é mito: claro que pode! E deve!).
Mas ainda existe um calvário maior: o da UTI.
Velhinhos nas UTIs costumam ter suas vidas prolongadas artificial e inutilmente e os médicos acham que estão “salvando” a vida do infeliz, condenado a passar seus dias numa cama de hospital, entubado, parecendo um homem biônico que não deu certo, sofrendo os horrores da traqueotomia e outros buracos pelo corpo. Tudo isso, pago em ouro. Muitas famílias perdem todo o seu patrimônio nessas tentativas de “salvar” pessoas que seriam muito mais felizes se fossem deixadas morrer em paz e no ritmo da natureza.
Médicos com um mínimo de humanidade sabem que não adianta prolongar vidas artificialmente. Não é para isso que as UTIs foram criadas. Elas foram criadas para salvar vidas que têm salvação, e, diga-se de passagem, fazem isso com uma eficácia que cheira a milagre.
No entanto, para aqueles que não têm recuperação, a UTI é a pior morte.
Existem casos, em centros de excelência da medicina em São Paulo, de pessoas que estão vegetando em UTIs há anos. São os mortos-vivos. Parece conto de terror.
Recentemente, na Itália, o pai de uma moça que, sem esperança de recuperação depois de um acidente, vegetava numa UTI havia anos, conseguiu vencer a batalha judicial para desligar os aparelhos que a mantinham viva.
O Brasil precisa urgentemente criar novas leis e novos procedimentos para impedir que, além da tristeza do envelhecer, haja, para alguns, o calvário da internação inútil numa UTI.
Mas nem tudo são espinhos. Podem existir rosas para quem passa dos sessenta. Depende não só da genética mas, principalmente, da atitude.
Existem velhinhos malhando na academia, caminhando nos parques, dançando nos bailes, fazendo trabalho voluntário e até trabalhando mesmo, em empresas que não têm preconceito de idade, como, por exemplo, as empresas de comunicação. Nas redações, nas rádios, nas TVs, muitos profissionais não perdem o emprego apenas por entrar na tal da terceira idade.
(Mais uma coisa: chamar os velhos de “idosos” é de um mau gosto sem fim.)
O velho que você será depende do jovem que você foi.
Por isso cuidados são necessários. Boa alimentação, bons hábitos, saúde mental, leitura, sexo, exames médicos preventivos, atividade física e mental... Tudo vai ajudar a Pior Idade a ser bem melhor, embora nunca seja “a melhor”.
Principalmente, é preciso fugir dos bobos que tratam os velhinhos como se eles tivessem voltado a ser crianças. Nada mais triste do que, depois de ter enfrentado os leões da vida por tantos anos, ser chamado de “gracinha”.


Mais uma boa e correta leitura deste texto da nossa amiga Isabel Vasconcellos leiam seus textos clicando aqui, faço das palavras dela as minhas, é de uma coerência impar.
Agradecemos a liberdade de poder postar seus textos e diálogos que são publicados em seu site aqui no Blog do Lu Cidreira.
Repostando em tempos de férias

8 comentários :

  • Zil Mar says:
    25 de maio de 2011 02:13

    adorei o texto....

    concordo demais....pq é exatamente isso que acontece...no nosso pais não existe "melhor idade"....onde falta respeito e educação...

    meu carinho...

    Zil

  • Wanderley Elian Lima says:
    25 de maio de 2011 08:34

    Oi Lu
    Aplausos. Adorei o texto, sempre pensei assim: Melhor Idade, em que?
    Envelhecer é uma mer..., em qualquer parte do mundo.
    Grande abraço

  • Iza says:
    25 de maio de 2011 09:14

    E aí, Lu!
    Olha tenho para dizer que minha mãezinha está com 70 ans e tem a sa~ude melhor do que a minha, graças a Deus e meu sogro é a mesma coisa, saudável de me orgulhar com isso. Mas existem sim grandes empecilho para um envelhecer saudável.
    Beijos, lu. Para você e família!

  • Carla Fernanda says:
    25 de maio de 2011 09:46

    belo texto Lu!
    E todos queremos chegar lá não é.
    As nomenclaturas é que discriminam e deveriam ser melhor pensadas. Como aquele sinal do idoso de bengala.
    Beijos e bom dia!
    Carla

  • Geyme Lechner says:
    25 de maio de 2011 13:50

    Excelente texto, Lu!!! Ele é duro, nu, cru e totalmente real!! "A melhor idade" acredito ser uma frase bacana, criada para dar um "up" no moral daqueles que entram nessa idade! Só quem chega lá é quem sabe, sao eles que deveriam escrever sobre essa etapa da vida... aquilo que se ganha, aquilo que se perde...
    Vou ler outros textos da Isabel, Beijao!!!!!!!

  • Tania regina Contreiras says:
    25 de maio de 2011 14:02

    Uma forma muito negativa de encarar o envelhecer, uma pena! Sem querer tapar o sol com a peneira e ignorar os tantos probelmas que vivenciamos por aqui (não só na velhice, mas em todas as idades), o ocidental olha a velhice de uma forma muito feia. Apesar dos desafios que temos de enfrentar, gosto de entender o envelhecer de uma forma mais profunda, gosto de ouvir aqueles que já caminharam mais, e mesmo a chamada "decadência física" entendo como um processo natural de caminha para um outro estágio. A anatureza é sábia: a visão externa enfraquece para a visão interior ficar mais aguçada, os movimentos externos diminuem para que o movimento interior se faça mais presente, a libido é reconduzida para outra espécie de criação...enfim, gosto da forma oriental de olhar a velhice, a idade da sabedoria, quando o arquétipo do Velho Sábio se faz mais presente.
    Na verdade, a velhice sintetiza uma vida vivida. Seremos na velhice aquilo que insistimos em ser durante toda a caminhada.
    Acho bonita as rugas e uma certa inocência infantil que parece retornar às feições desses que chamamos de velhos.

    Precisamos cobrar dos rsponsáveis mais atenção e respeito às pessoas que envelhecem, mas as mudanças precisam acontecer sobretudo e inicialmente dentro de nós, que rejeitamos o que é natural, esse caminho inevitável para outra instância.
    Abraços,

  • Educação Física Especial says:
    25 de maio de 2011 14:37

    Muito Bom Lú! que pessoa sensata e respeitosa alertando sobre o senso de ridículo quando tratamos os mais velhos com esta abordagens inadequadas. Amigo, não estou consigo acessar meus blogs nem meu perfil do blogger e só entra este email que não uso e este perfil que já foi excluído o que faço?Bjs!Denise do Afrocorporeidade.

    25 de maio de 2011 14:22

  • Guará Matos says:
    26 de maio de 2011 12:12

    Não sei até onde alcança as impressões da Dona Isabel no texto que ela assina. Sabemos de todos esses problemas, mas me parece que da forma que ela apresenta é querer transformar o velho em empecilho às outras pessoas. Velho merece toda a dedicação, sim!
    E se a Dona Isabel acha realmente tudo que ela escreveu e se sente assim que tal se acabar logo!
    Li outros textos dela e observei grande amargura em muitas letras que ela junta e publica.

Comentários atuais

Seguidores

assine o feed

siga no Twitter

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Uol

Gostou do Blog? Então doe um drinque?

Estamos no Google+

Google+ Followers

Lançamento do livro de Rita Cidreira

Lançamento do livro de Rita Cidreira
Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.