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12 de janeiro de 2013

Homenagem a cidade de Belém - Aniversário de emancipação




Nós baianos administradores do Blog do Lu Cidreira e Cia. felicitamos a Cidade de Belém do Pará pela passagem do seu aniversário de emancipação política e desejamos a todos os paraenses muitos festejos e comemoração.
Parabéns Belém.
São nossos votos.
Lu Cidreira, Simone Reis, Ivie Cidreira, Rita Cidreira.
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Na embocadura do rio Amazonas organizou-se historicamente a vida social e econômica e a entrada para o interland de expedições coloniais oficiais, de missionários de várias ordens religiosas, entre outros viajantes, disputando esse território de antiga ocupação e domínio, com as diversas etnias indígenas pré-colombianas ali existentes. E também aí se fizeram as primeiras tentativas de colonização portuguesa na Amazônia, registrando-se os primeiros povoamentos já no início do século XVII.
Em 1616, os colonizadores se estabeleceram na foz do Amazonas, inaugurando um processo de expansão a partir do povoado que daria origem à cidade de Belém . Essa região representou, por todos esses séculos, a passagem e a fixação de diferentes grupos sociais e de formas diversas de exploração econômica de recursos tais como as drogas do sertão, a madeira, a caça e a pesca, os minérios e os frutos.
Belém
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Destacou-se também pela agricultura de várzea e de terra firme, com suas plantações de cacau, cana-de-açúcar, tabaco, frutas, grãos e mandioca, e que esteve ligada às atividades de engenhos e de inúmeros processos de trabalho e de transformação primária de outros recursos agrícolas.
Essa região estuarina ainda exerce grande influência na vida profissional dos pescadores tradicionais da região (tanto do Salgado quanto do Estuário), refletindo-se no movimento e volume das pescarias que são praticadas na extensão dos 598 km de litoral amapaense e dos 562 km de litoral paraense. Isto ocorre em razão do regime de vazão do rio Amazonas, que contribui para os movimentos norte-sul e sul-norte dos pescadores, que na Zona do Salgado eles costumam chamar de rodígio (rodízio).
Estuário é a área receptora dos produtos carreados pelo rio Amazonas e seus tributários. As alterações ambientais por que passa a Bacia Amazônica, com a erosão provocada pelos desmatamentos em suas cabeceiras e margens com o mercúrio lançado no rio pelos garimpeiros, podem exercer influência em sua foz com conseqüências ainda ignoradas.
Os limites da zona estuarina parecem ser ainda uma questão discutível. Há, entretanto, tendências para dimensioná-los segundo a influência direta do movimento das marés.
Em torno de Belém e de Macapá, o estuário é uma região considerada como berçário para a reprodução da biodiversidade aquática, por isso é uma área de notória influência de pescadores de categorias diversas, cuja pré-história, revelada pelas pesquisas arqueológicas, assinala uma sucessão de tradições ou fases de ocupação que atestam milenarmente a relação referida anteriormente.
E suas ilhas, principalmente a do Marajó, Caviana, Mexiana, Maracá, foram palco dessa cena pré-histórica. Os pesqueiros ou pontos de pesca desde os pesqueiros reais até os atuais, nessa região, são pontos de convergência de pescadores. Entre os atuais, destacam-se os pesqueiros da Ponta Fina, Castelão, Maguari, Pepéua, Croinha (na ilha de Marajó), Canal do Navio, Anjo e Anjinho (no litoral do município de Marapanim), Ponte de Algodoal (no litoral de Maracanã) e outros, segundo estudos de Lurdes Furtado.
Dentre os ambientes que integram os ecossistemas estuarinos, estão os rios, os igarapés, as florestas, a várzea, as baías, as ilhas com suas praias, os campos alagados; todos com suas especificidades ambientais e sociais. Inclui-se nas áreas prioritárias para conservação da biodiversidade na região costeira região Norte, segundo o MMA (2002, p. 14), na categoria da área de extrema importância biológica , fazendo jus ao adjetivo de berçário ou criadouro natural de espécies ictiológicas.
Para se compreender os usos sociais dos diferentes ambientes nessa região, precisamos evocar a sua dinâmica sociocultural que remonta à fase pré-histórica de ocupação da Amazônia, cuja cultura dos povos primevos perpassou séculos, deixando um legado sociocultural para as populações contemporâneas em termos de manejo ambiental, hábitos alimentares, relação entre mundo terrestre e mundo aquático e um modus vivendi particular.
Arqueólogos e antropólogos denominam essa cultura de cultura de floresta tropical, dominante na Amazônia. Há duas versões quanto à origem dessa cultura como mostra Furtado. Clifford Evans e Betty Meggers consideram que ela teria se originado nas margens de rios da bacia amazônica, e atingida por diferentes influências oriundas do oeste e do norte da América do Sul.
A de Donald Lathrap, que acha ser essa cultura originária de alguns pontos da América Central, nas planícies ribeirinhas do Amazonas, ou ainda, nas planícies da América do Sul, e daí se irradiado para o oeste (OLIVEIRA, 1983). Não obstante divergências na definição de sua origem, para Evans/Meggers tal cultura representaria um nível mais simples e menos complexo de arranjo societário do que para Lathrap. Ambos concordam que o padrão de ocupação, ao qual chamam de floresta tropical, teria sido a adaptação mais efetiva do homem ao ambiente amazônico.
Um dos exemplos clássicos é o do viver indígena, com maiores concentrações populacionais às margens dos rios e o das formas simples de vida social. Testemunhos dessa ocupação pré-histórica são revelados pelas prospecções arqueológicas que trouxeram a lume evidências das culturas que se desenvolveram na região, em particular na região do estuário amazônico como nas ilhas do Marajó, Caviana, Mexiana e no Amapá, por exemplo. Em estudos mais recentes, a arqueóloga Edithe Pereira, da Coordenação de Ciências Humanas do Museu Paraense Emilio Goeldi, apresenta quadros com dados sobre as seqüências cronológicas do povoamento pré-histórico da Amazônia, segundo Simões (1982) e Roosevelt (1992), como resultado das pesquisas nesse campo, permitindo-se ter uma visão mais detalhada das concepções dos respectivos arqueólogos[1].
Cidades ribeirinhas e a relação com a água
O estuário amazônico é berço de grande biodiversidade, dada a complexidade dos ecossistemas. As populações indígenas, ribeirinhas ou urbanas, viveram historicamente de uma economia baseada nos recursos florestais e aquáticos ali presentes e abundantes. O delta do Amazonas, com suas dezenas de ilhas espalhadas nas proximidades de sua maior, a do Marajó, causou surpresa e admiração aos naturalistas e viajantes que por ali passaram nos séculos XVII e XVIII e que registraram, em seus escritos, a admiração pela exuberância da floresta sobressaindo as referências à água, sua abundância, sua força e seu movimento.
Na embocadura e em todo o estuário formado pelo rio Amazonas e seus afluentes próximos à embocadura, pelas ilhas, lagos, furos e igarapés, os grupos sociais espalharam-se, dominaram os territórios e sobreviveram graças aos saberes que produziram e acumularam sobre esses ecossistemas, seus recursos, aplicações e usos, desenvolvendo práticas que são atualizadas pela cultura local do presente (TOCANTINS, 1998).
Efetivamente, a Amazônia é a parte do planeta de maior diversidade biológica e onde se encontra uma das maiores concentrações de água doce e enormes extensões de terras ainda com cobertura florestal.. No estuário a floresta encontra-se parcialmente inundada, com seus períodos de enchentes e vazantes, e os ecossistemas de várzea, manguezais e terra firme. É uma enorme área composta pelas embocaduras dos rios Amazonas e Tocantins, cuja biodiversidade apresenta altas taxas de fitoplâncton[2]. É ainda a zona de contato da água doce com a água salgada, dinâmica importante para a vida no estuário, onde os recursos de água doce se alternam com os do mar. A densidade da ocupação dessa região deve-se em especial à proximidade da cidade de Belém , em torno da qual foi lentamente se organizando a economia e a sociedade desde o período colonial, com suas freguesias rurais, muitas dando origem a cidades ribeirinhas.
A disponibilidade de água potável na terra é de apenas 2%, pois 97,2% das águas do planeta estão nos oceanos e mares. A Amazônia brasileira recobre uma área de 5.034.740 km2 e corresponde a 59,12% do território do país. Alguns países como o México e o Brasil, nas Américas, a África Central e as ilhas que conformam o mundo asiático, são os que possuem maior concentração da biodiversidade, o que significa também a presença de recursos aquáticos. Na América do Sul, encontram-se 47%, sendo o Brasil o mais beneficiado pelo recurso água, com 20% das águas do planeta, dos quais quase 70% estão na Amazônia[3].
O potencial dos recursos localizados na bacia do Amazonas ainda está por ser estimado. Porém as alterações nos ecossistemas já são bem visíveis (CASTRO, 2003). Estudos detectaram processos de erosão provocados pelos desmatamentos decorrentes de atividades econômicas variadas, insistindo na necessidade de controle por parte do Estado que possa tornar eficiente a relação economia x natureza, porém, na prática, não tem havido grandes avanços nessa direção. Tem a ver também com o crescimento demográfico das áreas urbanas, aproximando-se da média nacional, sem ter tido tempo de se preparar para atender às demandas dessa população crescente nas cidades. Há carência de serviços básicos, como escolas, postos de saúde, saneamento e emprego.
Na atualidade, a economia tornou-se mais complexa, com a implantação de estruturas industriais e de serviços, a diversificação das profissões e das qualificações, e mesmo, para alguns setores, o uso de tecnologias informacionais enquanto base dos processos de produção e de comercialização, atendendo assim, a um mercado mais exigente e dinâmico. Essas observações nos levam a considerar a tendência de continuação dos processos urbano de complexificação e de fragmentação social e territorial. As fotos a seguir ilustram formas de ocupação na margem de rios, locais de produção e comercialização de recursos naturais florestais e aquáticos.
Citações
[2] Este responde pela principal fonte trófica para a biodiversidade aquática e, conseqüentemente fomenta a atividade pesqueira nessa região, conforme Isaac (1995).
[3] Reforça-se neste início de milênio o debate sobre o uso dos mananciais aquáticos da Amazônia que certamente irá se aprofundar no correr desta década. O interesse mundial despertado mais recentemente pela água está relacionado a pressões para ampliar o lugar desse recurso no universo de mercadorias, do ponto de vista da dinâmica dos mercados em expansão.
Fonte: www.ufpa.br

Repostando matéria para o período de férias.

16 comentários :

  • Blog da Fofa says:
    12 de janeiro de 2011 04:37

    Oi Lu. Tbm quero deixar aqui meu Parabéns registrado para a cidade de Belém e tbm para vc pelo blog que é uma escola gostosa de frequentar. Um bjo grande

  • Luis Nantes® says:
    12 de janeiro de 2011 08:30

    Olá Lu!! Foi feliz em postar sobre a emencipação de Belém, viu? Conheci aquela bela cidade... Residi em Itaituba PA e sempre viajava para aquela maravilhosa cidade... Parabéns em lembrar, tá?
    Abraços

  • Guará Matos says:
    12 de janeiro de 2011 10:52

    Opa, Lu!
    Parabéns para todos de Belém. E tem mais é que comemorar mesmo.
    Um beijo pra você, para a bela Simone, Rita e Ivie.

  • Victor Faria says:
    12 de janeiro de 2011 22:04

    Olá, Lucidreira!
    Parabéns a todos de Belém e a você pela iniciativa do post!
    Abraço!

  • Guará Matos says:
    13 de janeiro de 2011 17:41

    Hoje eu venho fazer um apelo:
    A Região Serrana do Rio de Janeiro esta passando por calamidade devido as chuvas e precisa de doações.
    Informações de como doar: http://goo.gl/Sv7w3

    Bjs.

  • Elsy Myrian says:
    13 de janeiro de 2011 19:20

    Que maravilha a sua homenagem a minha querida Belém do Pará, pois é sou uma Paraense nascida em Belém e veja só, esqueci desta data tão importante, mas sabe Lu estamos envolvidos com toda essa tragédia aqui na região serrana do Rio de Janeiro, moro em rio das ostras mas convivo com a serra de Friburgo, Petropolis e Teresopolis ha tantos anos, então fica a alegria mesclada com a dor. Obrigada por homenagear nossa cidade das lindas mangueiras. Abraços com cheirinho de ervas do Ver-o-Peso!!!!

  • José Lima Dias Júnior says:
    14 de janeiro de 2011 10:24

    Prezado Lu Cidreira,

    Fiquei encantado com a organização do Blog e com as postagens. Excelente informativo. Avante, meu caro! O caminho é esse... informar é nossa prioridade.

    Abraços!

  • Denise Guerra says:
    14 de janeiro de 2011 12:52

    Oi Lú, saúdo o povo de Belém pelo aniversário! Desejo a vc e sua família um ótimo final de semana! Bjs no coração!

  • Brasil Desnudo says:
    14 de janeiro de 2011 19:01

    Boa noite, meu Amigo!!

    Desculpe a demora em vir agradecer sua visita lá no Desnudo, mas cheguei hoje de Teresópolis, depois de passarmos o dia 12, arrecadando alimentos e roupas para o Povo desabrigado lá em cima, que são muitos mesmo!!

    Meu Amigo! Nunca em minha vida Lu, vi algo tão aterrorizador assim, só visto mesmo em filme, é de doer o coração, pois crianças sem pais, que foram soterrados, e hoje estão aos cuidados de outros...
    O povo está sem chão, sem nenhuma perspectiva do que vão fazer...

    Volto amanhã pela manhã, pois meu filho e mais uns coleguinhas dele, ficaram!!

    Uma ótima noite pra Ti e, um final de semana de muita paz e amor para todos...

    Abraços

    Marcio RJ

  • Lindalva says:
    15 de janeiro de 2011 03:01

    Meu querido amigo depois de um momento de silencio a VIDA CONTINUA, meu anjo de luz deseja assim... primeiramente parabéns a cidade de \belém.. e falando em aniversário aparece na Ilha que vamos está abraçando a amiga Grazy... Um beijo enorme e que tua net permaneça de pé :-)

  • FERNANDO says:
    15 de janeiro de 2011 11:46

    Oi, Luizão.
    Também tive o prazer de visitar Belém diversas vezes, passar dias agradáveis em Mosqueiro e Soure, tomar cerpinhas no Bar do Parque e voltar para Sampa carregado de peças de cerâmica marajoara.
    Meus parabéns a Belém e a você, pela justa homenagem.
    Abraços.

  • Martisa Mattos says:
    16 de janeiro de 2011 14:05

    Sem problemas...também andei ausente devido meu periodo de ferias.Que bom que voltou...

  • Vera says:
    17 de janeiro de 2011 02:30

    Oi Lu
    Parabéns pelo artigo. Um dia irei conhecer Belém, com a graça de Deus!
    Já fiz uma nova postagem sobre o Botão de retweet que voa, no meu blog Links e Links. Obrigada pela visita, por comentar. Peço desculpas pelas falhas naquele tutorial.
    Agora acredito que dará certo!
    Beijosss

  • Bia Oliveira says:
    18 de janeiro de 2011 04:24

    Então, parabéns Belém!

    E como andam as coisas por ai? Bem melhores? Espero que sim!

    Abços

  • Antonio says:
    18 de janeiro de 2011 18:18

    Nossas homenagens à Belém do Pará e à Lu Cidreira, pela lembrança. Grato pelo intercâmbio e pelas palavras de incentivo. Sempre às suas ordens..

    Antonio

  • Dra. Denise says:
    20 de janeiro de 2011 21:36

    Oi, Lu, tudo bem? Não estava conseguindo postar na sua página e deixei resposta lá no Pense Saúde pra vc. Enfim, agora a msg vai! Obrigada por acompanhar o Pense Saúde e continue consumindo Orgânicos. Como o mercado está em franca expansão, acredito que em pouco tempo uma quantidade maior de cereais e leguminosas estarão disponíveis. Antigamente não tinha quase nada...
    Sinta-se a vontade para divulgar as informações q achar pertinente. O conhecimento é do mundo, compartilhar é uma honra!
    Abraços,
    Denise.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.