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24 de fevereiro de 2013

Eutanásia parte 1

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Como está em evidencia em nosso país essa discussão vamos dar ênfase a este artigo polêmico e difícil de ser tratado junto a nossa comunidade que é Cristã e na maioria das vezes controvertida do assunto
Eutanásia (do grego "bom", "morte") é a prática pela qual se abrevia, sem dor ou sofrimento, a vida de um enfermo incurável. A eutanásia representa atualmente uma complicada questão de bioética e biodireito visto que esta esta a tratar sobre a manutenção de uma vida de uma pessoa, mesmo que seja o desejo desta dar um fim a seu sofrimento acabando com sua vida
Independentemente da forma de Eutanásia praticada, seja ela legalizada ou não, é considerada como um assunto controverso, existindo sempre prós e contras - teorias eventualmente mutáveis com o tempo e a evolução da sociedade, tendo sempre em conta o valor de uma vida humana. Sendo eutanásia um conceito muito vasto, distinguem-se aqui os vários tipos e valores intrinsecamente associados: eutanásia, distanásia, ortotanásia, a própria morte e a dignidade humana.
Antes de mais nada, é importante ressaltar que a eutanásia pode ser dividida em dois grupos: a "eutanásia ativa" e a "eutanásia passiva". Embora existam duas "classificações" possíveis, a Eutanásia em si consiste no ato de facultar a morte sem sofrimento, a um indivíduo cujo estado de doença é crônico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico psíquico.
A "eutanásia ativa" conta com o traçado de ações que têm por objectivo pôr término à vida, na medida em que é planeada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar e a termo o ato.
A "eutanásia passiva" por sua vez, não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. São cessadas todas e quaisquer ações que tenham por fim prolongar a vida. Não há por isso um ato que provoque a morte (tal como na Eutanásia Ativa), mas também não há nenhum que a impeça (como na Distanásia).
É relevante distinguir eutanásia de "suicídio assistido", na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.
Etimologicamente, distanásia é o oposto de eutanásia. A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso.

Ortotanásia

No que se refere à ortotanásia, esta, opondo-se à Distanásia, defende que se reconheça o momento natural da morte de um indivíduo, não se procedendo a qualquer tipo de meio para manter ou prolongar a sua vida. Significa que se deve deixar o ser humano morrer em paz, sem que se promova e acelere esse processo de deixar a vida. É importante neste caso, distinguir Ortotanásia de Eutanásia Passiva, na medida em que na primeira não são levadas a cabo quaisquer medidas que visem manter ou melhorar o estado de saúde do doente, e na segunda estas são tomadas e interrompidas num determinado momento de sua vida... Vale salientar, também, que na ortotanásia, podem ser adotadas medidas paliativas para aliviar o sofrimento da pessoa em vias de falecer.

A morte

Correndo o risco de não abarcar toda a essência do termo, a morte pode significar o fim ou interrupção definitiva da vida humana. A morte é o fim da existência de todo e qualquer ser possuidor de um corpo, que respira, que se move, que tem sentidos e sentimentos, sensações e emoções. Para determinados indivíduos inseridos numa determinada cultura e num determinado contexto, a morte de um ente querido, de um amigo é algo intensamente doloroso de vivenciar, enquanto que para outros, em contextos, culturas e sociedades diferentes, a Morte significa o renascimento, a libertação. Como foi referido anteriormente, a visão da Morte e a maneira como é vivenciada são aspectos influenciados pela cultura, pela educação, pelos valores sociais e características individuais de cada um.
A dignidade humana está sempre acompanhada de perto pelo respeito, pela honra, pela consciência que cada um de nós tem do seu próprio valor enquanto cidadão e ser humano, detentor de uma vida e de uma individualidade, bem como portador de características únicas que fazem dele um ser sem igual. A Dignidade Humana comporta também, no seio da sua essência, os valores de uma sociedade. No entanto, e no caso de um ser humano em estado terminal que peça a Eutanásia, a sua dignidade passa pelo direito a ser tratado como qualquer ser humano saudável seria e não a ser tratado como se já estivesse sem vida. Como diz Lucien Israël_ "O argumento da dignidade tem por fim único - inconsciente, registe-se - de proteger o conforto dos sobreviventes." (1993;59).
Na Antiguidade, diversos povos como, por exemplo, em algumas comunidades pré-celtas e celtas, os filhos matavam os seus pais quando estes estivessem muito velhos e doentes. Na Índia, os doentes incuráveis eram atirados ao rio Ganges, depois de lhes obstruírem a boca e narinas com uma lama ritual. Existe também na Bíblia, no livro I de Samuel, um relato em que o Rei Saul, gravemente ferido por soldados inimigos, implora ao seu pajem que lhe ponha termo à vida.
A discussão em torno dos valores culturais, éticos e religiosos na prática da eutanásia remonta à Grécia Antiga, que conheceu duas realidades muito distintas: em Esparta, os recém-nascidos eram examinados pelos membros do Senado, de forma a determinarem se estas apresentavam alguma deficiência física, ou se tinham a robustez necessária para se tornarem bons soldados. Àquelas que não possuíam as características exigidas praticavam a eutanásia eugénica. Contudo, na cidade rival, Atenas, a eutanásia era defendida por alguns como um acto de compaixão para um doente em sofrimento. Platão, Sócrates e Epicuro defendiam a ideia de que o sofrimento provocado por uma doença justificava o suicídio do enfermo. Aristóteles, Pitágoras e Hipócrates, pelo contrário, condenavam o suicídio. No conhecido Juramento de Hipócrates, consta: "A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda." Desta forma, a escola hipocrática já nesta altura se posicionava contra o que hoje chamamos de eutanásia ou suicídio assistido. O tema da eutanásia não se restringiu apenas à Grécia Antiga; Cleópatra VII (69aC - 30aC) criou no Egipto uma Escola cujo objectivo consistia em estudar formas de morte menos dolorosas.
A discussão sobre a eutanásia atravessou verticalmente toda a História da Humanidade. O renascentista Thomas Morus publica em 1516 o livro Utopia, no qual descrevia a cidade perfeita onde o suicídio assistido era praticado nos velhos e doentes que a pediam. É no séc. XVII que o termo "eutanásia" é proposto pela primeira vez por Francis Bacon na sua obra "Tratado da Vida e da Morte". No séc. XVIII, Kant escreve:" Nenhum Homem pode dispor da sua vida", numa afirmação claramente contra a eutanásia. Até ao nosso século, muitos foram os autores que se posicionaram a favor da eutanásia e do suicídio assistido, como o céptico David Hume, o fundador do socialismo Karl Marx e o pensador alemão Schopenhauer. Em 1895, na então denominada Prússia, foi proposto que o Estado deveria prover os meios necessários para a realização da eutanásia em pessoas incapazes de a solicitar.
Já no século XX a discussão sobre a eutanásia conheceu um dos seus momentos mais acalorados entre as décadas de 20 e 40. Em 1931, na Inglaterra, Dr. Millard propôs uma lei para a legalização da eutanásia, proposta essa que foi discutida até 1936 pela Câmara dos Lordes, até ser rejeitada. Em 1934, o Uruguai inclui a possibilidade de utilização da eutanásia no seu Código Penal, tornando-se o primeiro país a regulamentar a eutanásia, legislação essa que se manteve em vigor até aos nossos dias.
Em 1935 nasce em Inglaterra a EXIT, uma das primeiras associações pró-eutanásia, que distribuía folhetos aos seus associados com instruções para "morrer com dignidade", tendo tido problemas com a justiça inglesa. Em Outubro de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, surge na Alemanha, o Programa Nazista de Eutanásia, sob o nome de código "Aktion T4", cujo objectivo nada tinha a ver com compaixão, piedade ou direitos individuais. Esta eugenia tinha como finalidade eliminar as pessoas que tinham uma vida que "não merecia ser vivida". Este programa pretendia eliminar etnias consideradas "inferiores", pessoas com deficiências ou doenças tidas como indesejáveis, bem como pessoas de idade muito avançada, de forma a realizar um aprimoramento racial e uma "limpeza social". O "Aktion T4" veio desta forma materializar as propostas sobre eugenia que se discutiam no Velho Continente desde 1935.
Em 1956, a Igreja Católica colocou-se em posição contrária à eutanásia; contudo o Papa Pio XII, e 1957, aceitou a possibilidade do uso de grandes quantidades de drogas a doentes em grande sofrimento, mesmo que essas doses pudessem ter como efeito indesejado a sua morte (conceito de duplo efeito).
Em 1968, a Associação Mundial de Medicina adoptou uma posição contrária à eutanásia. Em 1980, o Vaticano divulgou uma Declaração sobre a Eutanásia onde consiste a hipótese do duplo efeito e da interrupção do tratamento considerado fútil. Em 1990, a Real Sociedade Médica dos Países Baixos e o Ministério da Justiça estabeleceram uma rotina de notificação para a eutanásia, não a legalizando, mas tornando o profissional que a realiza isento de procedimento criminal.
Em 1991, houve uma tentativa frustrada para introduzir a eutanásia no Código Civil da Califórnia (EUA) e no mesmo ano, o Papa João Paulo II, numa carta aos bispos, reiterou a sua posição contra a eutanásia e o aborto, destacando o papel que as escolas e hospitais católicos deveriam ter na vigilância e discussão desses temas. Em 1996, os territórios do norte da Austrália, aprovaram uma lei que possibilita formalmente a eutanásia, lei essa que foi revogada apenas alguns meses depois. Nesse ano também o Brasil assistiu à apresentação de uma proposta semelhante, mas esta não deu resultados. Em Maio de 1997, a Corte Constitucional da Colômbia estabeleceu na sua legislação que o profissional que praticasse a eutanásia não poderia ser punido criminalmente. Em 1997, o estado de Oregon (EUA), legalizou o suicídio assistido.
Finalmente no século XXI, em 11 de Maio de 2001, os Países Baixos torna-se o primeiro pais do mundo a legalizar a eutanásia, inclusivamente podendo ser aplicada a menores desde que com o consentimento dos educadores. Por 48 votos a favor e 28 contra, o Senado aprovou a lei que permite aos médicos abreviar a vida dos doentes terminais. Do lado de fora do Parlamento cerca de 10.000 manifestantes juntaram-se em protesto, cantando hinos e lendo passagens da Bíblia. Em 16 de Maio de 2002, é a vez da Bélgica tornar-se o segundo país a legalizar a eutanásia.

Fonte: pt.wikipedia.org

8 comentários :

  • Donetzka Cercck Lavrak Alvarez says:
    24 de fevereiro de 2013 01:46

    EXCELENTE POST,LU.

    COM O CASO DA MÉDICA QUE MATOU TANTOS,VEIO CERTINHO.

    EU ABOMINO A EUTANÁSIA NÃO IMPORTANDO O MOTIVO.

    A VIDA É SAGRADA E SÓ DEUS A DÁ E TIRA.


    BEIJOS NA MADRUGADA


    LINDO FIM DE SEMANA



    DONETZKA

  • José María Souza Costa says:
    24 de fevereiro de 2013 07:08

    Olá.
    Muito interessante, Lu Cidreira, a sua textualização. Mas, instigante.
    Eu, particularmente sou contra "esse negócio", de abreviar a VIDA, das pessoas.
    O meu conceito de VIDA, é que esta, é um dom de DEUS.
    Parabens mesmo, por um texto esclarecedor.

  • Aleatoriamente says:
    24 de fevereiro de 2013 07:35


    A Eutanásia... É algo muito, muito complicado para meu entendimento.
    Sabe Lu? Eu penso que sobre a vida, não somos nós quem deve decidir isso, Deus nos deu e ele tira.
    A atitude desta senhora médica, foi monstruosa.

    Bjinho querido

  • Wanderley Elian Lima says:
    24 de fevereiro de 2013 09:55

    Oi Lu
    Tema bastante polemico, eu sinceramente, ainda não tenho uma posição firmada a respeito, mas quando vejo alguém sofrendo sem possibilidade de cura, fico a pensar.
    Boa semana
    Abração

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    24 de fevereiro de 2013 10:01

    Sei q vou causar polêmica mas a vida é assim mesmo ... no q concerne a decidir a vida dos outros é realmente complicado mas para decidir a minha quem tem o direito único sou eu ... independente de crenças e convicções religiosas [tenho minha fé independente de qualquer religião ... coisa q abomino para minha vida pessoal] ... Deus para mim é amor pleno e absoluto e não aceito este tal Deus q impõe sanções, castigos e similares ... este Deus é uma criação humana à sua própria imagem e semelhança dentro da perspectiva doente e prepotente de q Deus é o homem ... ao contrário ... nós é q deveríamos ser a imagem e semelhança de Deus ... puro AMOR ... qdo a vida já não tem perspectiva ela deve ter fim sim ... para mim é assim e será ... inclusive tenho um testamento lavrado em cartório com cópia para o Elian, familiares e amigos, no qual consta que, dentro do q as leis brasileiras permitem [a eutanásia é crime infelizmente], eu não aceito para mim qualquer procedimento médico q vise tão somente protelar minha vida e meu sofrimento final ... isto está previsto nas leis brasileiras e foi, recentemente, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina ... se este for o desejo e vontade expressa do paciente, todo e qualquer médico e familiares são obrigados a aceitar e cumprir tal desejo e vontade ...

    bjão

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    24 de fevereiro de 2013 11:01

    vou postar sobre este tema e minhas convicções pessoais ...

    bjão

  • Paty Michele says:
    24 de fevereiro de 2013 20:40

    Já fui a favor, hj sou contra. Tirar a vida, só Aquele que Nos deu.

    Um abraço Lu.

  • VELOSO says:
    26 de fevereiro de 2013 15:35

    Um assunto muito forte mas é bom que seja debatido parabéns pela clareza do post!
    No caso da médica que ficou famosa alguns meios de comunicação disseram que ela esta sendo acusada de praticar Eutanásia no caso ai não é Eutanásia é assassinato se ficar provado as acusações!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.