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8 de março de 2013

Parabéns Mulheres!

Imagem: Luiz Cidreira


Uma data de muitas histórias

Era uma vez uma mulher... duas mulheres.... talvez, 129 mulheres. A data era 8 de março de 1857; mas bem podia ser de 1914 ou (quem sabe?) de 1917. O país era os Estados Unidos – ou será Alemanha? Ou a Rússia?
Tantas datas, tantos lugares e tanta história revelam o caráter, no mínimo, instigante da seqüência de fatos que permeiam a trajetória das pesquisas em busca da verdadeira origem da oficialização da “data de 8 de março” como o Dia Internacional da Mulher.
É instigante, e curiosa, talvez porque mescla fatos ocorridos nos Estados Unidos (Nova Iorque e Chicago), na Alemanha e na Rússia: mescla, também, greves e revoluções; reivindicações e conquistas. E nos apresenta datas que variam do dia 3 de maio (comemorado em Chicago em 1908), ao dia 28 de fevereiro (1909, em Nova Iorque) ou 19 de março (celebrado pelas alemãs e suecas em 1911).
A mais divulgada referência histórica dessa oficialização, na verdade, é a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, Dinamarca, em 1910, da qual emanou a sugestão de que o mundo seguisse o exemplo das mulheres socialistas americanas, que inauguraram um feminismo heróico de luta por igualdade dos sexos. Na ocasião dessa conferência, foi proposta a resolução de “instaurar oficialmente o dia internacional das mulheres”. Contudo, apesar de os relatos mais recentes trazerem sempre a referência ao dia 8 de março, não há qualquer alusão específica a essa data na resolução de Copenhague.
É bem verdade que o referido exemplo americano – de intensa participação das mulheres trabalhadoras – ganhou força com o evento de um massacre “novaiorquino” extremamente cruel, datado de 8 de março de 1857. Nesta data, um trágico evento vitimou 129 tecelãs. Era uma vez uma mulher... duas mulheres.... talvez, 129 mulheres : dentro da fábrica em Nova Iorque onde trabalhavam, essas mulheres foram mortas porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas. Conta-se que, ao serem reprimidas pela polícia, as trabalhadoras refugiaram-se dentro da fábrica. Naquele momento, de forma brutal e vil, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando-as todas carbonizadas.
Fato brutal! Mas há quem considere como mito a correlação única e direta da tragédia das operárias americanas com a data do Dia Internacional da Mulher, simplesmente por não haver documento oficial que estabeleça essa relação.
Alguns estudiosos encontram uma correlação “mais confiável” em outros fatos históricos. Descrevem, por exemplo, como uma relação mais palpável, a data da participação ativa de operárias russas, em greve geral, que culminou com o início da revolução russa de 1917. Segundo relato de Trotski (História da Revolução Russa), o dia 8 de março era o dia internacional das mulheres – o dia em que operárias russas saíram às ruas para reivindicar o fim da fome, da guerra e do czarismo. “Não se imaginava que este ‘dia das mulheres' inaugurasse a revolução”.
Com essas duas, ou com outras tantas histórias, materializam-se, em face da diversidade de interpretações, nossas interrogações sobre a verdadeira origem do Dia “8 de março” Internacional da Mulher. Contudo, é impossível não reconhecer o vínculo entre as datas das tragédias e vitórias relatadas com a escolha da data hoje oficializada. A aceitação desse vínculo está registrada em textos, livros e palestras da atualidade. E, com certeza, essa aceitação não decorre exclusivamente de documentos oficiais; decorre principalmente de um registro imaterial – a memória de quem reconhece e jamais esquece as recorrentes e seculares reivindicações femininas por justiça e igualdade social.
E, assim, voltamos ao começo: Era uma vez uma mulher... duas mulheres.... talvez, 129 mulheres.
A data era 8 de março de 1857; mas bem podia ser de 1914 ou (quem sabe?) de 1917 . E voltamos a esse começo mesmo para concluir que o fato de o dia internacional da mulher estar, ou não, oficialmente ligado a esse ou àquele momento histórico não é o foco mais significativo da reflexão que ora se apresenta. Afinal, o dia 8 de março universalizou-se – isso é fato . E universalizou-se pela similaridade dos eventos mundiais relacionados à luta das mulheres.
Hoje, sem sombra de dúvidas, a data é mais que um simples dia de comemoração ou de lembranças. É, na verdade, uma inegável oportunidade para o mergulho consciente nas mais profundas reflexões sobre a situação da mulher: sobre seu presente concreto, seus sonhos, seu futuro real. É dia para pensar, repensar e organizar as mudanças em benefício da mulher e, conseqüentemente, de toda a sociedade. Os outros 364 dias do ano são, certamente, para realizá-las.
Fonte: www.senado.gov.br

Ps. Olá todos os amigos e seguidores do Lu Cidreira, peço desculpas por não está  visitando e comentando nos blogs amigos, pois estou atarefado de serviço saindo cedo e voltando tarde, espero que compreendam,, logo logo estaremos com as atividades normais. 
Abraço

9 comentários :

  • Aleatoriamente says:
    8 de março de 2013 06:46

    Um texto grandiosos amigo Lu.
    Você mimou as mulheres com sua escolha tão graciosa. Obrigada!

    Um beijinho querido

  • nandarilha says:
    8 de março de 2013 07:42

    Postagem super explicativa sobre a origem do dia das mulheres... já tinha lido em uma matéria no jornal sobre as operárias mortas e tal, mas foi bom refrescar a memória.

    Parabéns a nós mulheres pelo nosso dia!!

  • ✿ chica says:
    8 de março de 2013 08:10

    Lindo!Obrigadão! abraços,chica

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    8 de março de 2013 08:11

    Parabéns a todas elas ...

    bjão

  • Wanderley Elian Lima says:
    8 de março de 2013 08:19

    Oi Lu
    Foi árdua a caminhada das mulheres até atingirem as conquistas atuais. Ainda falta muito, mas certamente elas chegarão lá.
    Parabéns a todas elas.
    Abração

  • Anne Lieri says:
    8 de março de 2013 11:11

    Lu,excelente seu artigo e bem completo!Gostei do final quando coloca que não importa a data correta mas a comemoração em si deste dia,oportunidade pra relembrar as conquistas feitas pelas mulheres e reivindicar o que não foi conseguido!bjs,

  • Pedro Luis López Pérez (PL.LP) says:
    8 de março de 2013 12:24

    Como decía Víctor Hugo:"La Mujer tiene un poder único, que se compone de la Realidad de la Fuerza y de la Apariencia de la Debilidad".
    Si alguien va a cambiar este Mundo ruin y, a veces, cruel es la Mujer.
    ¡¡¡Felicidades por este día tan especial!!!
    Abrazos y besos.

  • Olinda Melo says:
    8 de março de 2013 20:23


    Caro Lu Cidreira

    Muito obrigada! Excelente artigo,dando a conhecer todo um percurso, feito passo a passo, no meio dos maiores sacrifícios.

    Abraço

    Olinda

  • Gracita says:
    11 de março de 2013 11:02

    Oi amigo Lu!
    A luta das mulheres tem sido árdua para conseguir respeito e dignidade. Temos ainda uma longa caminhada. Hoje venho te fazer um pedido. Eu estou participando da 2ª gincana no blog Ô Trocyn Bão”com o poema “Mulher... Obra perfeita” . Venho pedir o teu voto. Acesse o link http://www.riosul2012.com/2013/03/sou-mulher-gracita.html e leia o poema. Se achar que mereço vote em “Gracita” na lateral esquerda do blog. Grata pela atenção e carinho que sempre demonstra por mim.
    Beijinhos com ternura
    Gracita

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.