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2 de abril de 2013

Autistas em seu dia

2 de março comemora-se o dia do Autismo


autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.
Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola. [Dica]: Caso conheça outros pais de adultos com autismo, pergunte sobre os serviços disponíveis.
O autismo afeta, em média, uma em cada 88 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo o CDC (sigla em inglês para Centro de Controlo e Prevenção de Doenças), do governo daquele país, com números de 2008, divulgados em março de 2012. -- no Brasil, porém, ainda não há estatísticas a respeito do TEA. Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. O aumento dos números de prevalência de autismo levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica. No Brasil, foi realizado o primeiro estudo de epidemiologia de autismo da América Latina, publicado em fevereiro de 2011—com dados de 2010 --, liderado pelo psiquiatra da infância Marcos Tomanik Mercadante (1960-2011), num projeto-piloto com amostragem na cidade paulista de Atibaia, aferiu a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos. Outros estudos estão em andamento no Brasil.
Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa, muitos cientistas atribuem esta dificuldade à Cegueira Mental, uma compreensão decorrente dos estudos sobre a Teoria da Mente.
Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas como dito acima nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.
A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética), foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto e foi publicado na revista científica.


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9 comentários :

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    2 de abril de 2013 12:02

    Justa homenagem a pessoas mais q especiais ...

  • Anne Lieri says:
    2 de abril de 2013 12:56

    Lu,um artigo excelente e esclarecedor sobre o autismo que,quanto mais conhecermos,mais poderemos ajudar!bjs e boa semana!

  • Barbara says:
    2 de abril de 2013 14:21

    O que aprendi aqui agora me levam a uma pergunta:
    O que será que é realmente , interagir?
    Não estou me referindo as relações óbvias , de família, de trabalho, já que estas vêm acompanhadas de muitas outras coisas. Nem da expressão , do esforço dos artistas e escritores em geral.
    Estou pensando na histórica incapacidade humana de interagir em prol de uma provável civilização capaz de tornar as pessoas mais contentes.
    Fico aqui nessa viagem - talvez os considerados autistas tenham a marca da verdade - ou seja - da impossibilidade de interação embora de um modo sofrido, já que estamos fadados a crer que somos seres gregários - ah não sei de nada não, mas vou ficar pensando nisso.

  • Tunin says:
    2 de abril de 2013 16:53

    Que aula, Lú? Como aprendi! Antes eu pensava que ser autista era ser retardado. Ledo engano. Como somos ignorantes e precisamos aprender a cada dia!
    Muito boa a homenagem.
    Abração.

  • Aleatoriamente says:
    2 de abril de 2013 18:14

    Assisti pela manhã um pouco sobre esse assunto, e fico contente que o estudo e a capacidade do conhecimento, possam a vir ajudar pessoas com esse tipo de caso. Que Deus abençoe cada vez mais a ciência, aos persistentes, aos que lutam de forma tão bonita para esclarecer mais e mais sobre o que não compreendemos total.
    Lindo gesto Lu.

    Beijo

  • Donetzka Cercck Lavrak Alvarez says:
    2 de abril de 2013 19:41

    Excelente publicação,Lu.

    Recebo suas atualizações e é um prazer vir aqui e ler essas pesquisas perfeitas.

    Conheço bem essas pessoas,crianças ou adultos,e o amor pode melhorar consideralvelmente o trazer de volta até nós!


    Linda homenagem.

    Obrigada pelas visitas,amigo


    Abraços e ótimo final de terça

    Donetzka

  • Paty Michele says:
    2 de abril de 2013 22:01

    LU
    Que legal que vc postou esse texto. É muito importante divulgar, para que as pessoas não só se conscientizem, mas que tbm aprendam a lidar com o problema.

    Um forte abraço.

  • Olinda Melo says:
    3 de abril de 2013 12:38


    Meu amigo

    Este assunto é de grande importância para todos nós.O autismo é uma disfunção que comporta alguns mitos e o seu post trouxe-nos esclarecimentos e informações que nos ajudam a compreendê-lo, prestando também um grande serviço aos pais e formadores no seu dia-a-dia.

    Muito obrigada.

    Obrigada também pelas dicas que me deu lá no Xaile sobre a forma de importar um video... Lá tentei, tentei e não consegui nada. Mas vou continuar a tentar. :)

    Abraço

    Olinda

  • Vera Lúcia says:
    3 de abril de 2013 23:13


    Olá LU,

    Excelente artigo. Aprendi muito.
    Conhecia alguns mitos a respeito, mas que foram esclarecidos pelo artigo.
    Também já vi filmes com abordagens sobre o tema.
    Que bom que a ciência já fala sobre a possibilidade de cura. Que ela chegue logo, pois é muito sofrido para os pais quando o diagnóstico é conhecido.

    Abraço.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.