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4 de abril de 2013

Relembre a infância e faça um passeio pela história

Imagem: Google
Conheça a origem de 6 brincadeiras populares que crianças do nosso país brincavam em tempos que se vivia feliz e não sabíamos!
Além das brincadeiras descritas ainda tinham muitas outras que se faziam, como picula, pega-pega, esconde esconde, chicotinho queimado etc,etc,. Quem viveu esses momentos ainda tem recordações muito boas.



Você provavelmente já participou de alguma dessas brincadeiras. Seu pai também. E seu avô. E o avô do seu avô. Algumas brincadeiras são tão antigas que até os antigos reis de Roma devem ter entrado na roda. Para relembrar a infância e fazer um passeio pela história, listamos a origem de 6 brincadeiras populares:
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1. Cabra-cega

Quando: 500 a.C.
Já deve ter um tempo que você não vê ninguém brincando de cabra-cega por aí. Mas, caso queira reviver a tradição, basta conseguir um pedaço de pano e reunir a turma: a cabra-cega da rodada deve ser vendada e tentar encontrar os companheiros de brincadeira; ao trombar em alguém, deve adivinhar quem é a pessoa – se acertar, esta passa a ser a cabra-cega. Acredita-se que brincadeira, que já foi popular entre a criançada, tenha sido originada durante a Dinastia Zhou, da China, perto do ano 500 a.C. Na Idade Média e na Era Vitoriana, era um divertimento aristocrático: na Casa dos Tudor (dinastia inglesa que reinou entre 1485 e 1603), jogos de cabra-cega eram opção para recreação.
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2. Cara ou coroa

Quando: aproximadamente 300 a.C.
É verdade que este parece mais um pré-jogo do que uma brincadeira propriamente dita, mas prometemos não julgar caso você queira desafiar a probabilidade e instituir o I Campeonato de Cara ou Coroa. O jogo, que surgiu na Roma Antiga, era conhecido como navia aut caput, “cara ou navio”, em referência à moeda que trazia de um lado o rosto do deus da mitologia Janus e, do outro, uma embarcação. Além de ser usado para decidir quem escolhe o campo e quem começa com a bola antes de toda partida de futebol, o jogo já foi importante para resolver impasses maiores: nos EUA, em 1845, Asa Lovejoy e Francis Pettygrove jogaram a moedinha para saber quem escolheria o nome da nova cidade do estado de Oregon. Pettygrove levou a melhor e nomeou a cidade como Portland.
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3. Joquempô
Quando: entre 206 a.C. e 220 d.C.
Tesoura corta papel, papel cobre a pedra, pedra esmaga Lagarto, Lagarto envenena Spock, Spock esmaga tesoura, tesoura decapita Lagarto, Lagarto come papel, papel refuta Spock, Spock vaporiza pedra que, é claro, esmaga tesoura. Muito antes de Sheldon Cooper nos apresentar o jogo “Pedra, Papel, Tesoura, Lagarto, Spock” (criado por Sam Kass) em The Big Bang Theory, o joquempô já acumulava milênios de tradição. Os primeiros registros que se têm da brincadeira estão no livro chinês Wuzazu, escrito durante a Dinastia Han, entre os anos 206 a.C e 220 d.C. No século 17, o jogo com os elementos que conhecemos hoje já era popular na China e no Japão, e no século 20 já havia se espalhado pelo mundo.
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4. Par ou ímpar


Quando: aproximadamente 200 a.C.
Um torneio de par ou ímpar não seria televisionado, é verdade, mas a sua origem mereceria uns minutinhos da programação. O jogo é uma variação da Morra, brincadeira criada na Roma Antiga e popular até o dia de hoje, principalmente na Itália. No jogo da antiguidade, os participantes costumavam se reunir em roda e mostrar entre 0 a 5 dedos de uma das mãos – o desafio era adivinhar a soma total da roda e ganhava quem gritasse o número mais rápido.
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Bônus: O “Dois ou um” também deriva da Morra e é um bom método de eliminação (e para decidir quem fica “na de fora”): todos devem mostrar, ao mesmo tempo, um ou dois dedos de uma das mãos. Os que colocarem um número diferente da maioria são eliminados e, no final, para decidir o ~ultimate champion~ basta recorrer ao par ou ímpar.
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5. Jogo da Velha

Quando: 1 a.C.
Para se divertir no Império Romano, um dos jogos mais populares era o bom e velho Jogo da Velha: marcas das matrizes de três linhas e três colunas, que datam do ano 1 a.C., foram encontradas em diversos lugares de Roma. Mas acredita-se que o jogo, cujo objetivo é completar primeiro uma linha de três círculos ou xis em sequência, possa ter origem ainda mais distante. A educadora estadunidense Claudia Zaslavsky aponta em seus estudos que o jogo poderia ter derivado de brincadeiras similares já presentes no Egito Antigo. O jogo de mais de 4000 anos foi pioneiro nos computadores: OXO, criado em 1952, foi um dos primeiros videogames desenvolvidos.
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6. Amarelinha

Quando: século 17
Do 1 ao 10 para chegar ao céu. Caso você não se lembre, a amarelinha, jogo popular entre as crianças de antigamente, tinha regras simples. Depois de desenhar o percurso no chão (como na foto acima) jogava-se uma pedrinha na primeira casa e o objetivo era ir pulando até chegar à marca circular, evitando a casinha em que estava a pedra. Na volta, o desafio era se equilibrar para pegar a pedrinha. Acredita-se que amarelinha teria sido inventada pelos romanos – gravuras mostram crianças brincando de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias da Roma antiga. Mas as primeiras referências ao jogo de que se tem registro confirmado datam do século 17. No manuscrito Book of Games (“Livro de jogos”, em português), compilado entre os anos de 1635 e 1672, o estudioso inglês Francis Willughby já descrevia a brincadeira em que crianças pulavam sobre linhas no chão no percurso que simbolizava a trajetória do homem através da vida. 

Fonte: Superinteressante

11 comentários :

  • nandarilha says:
    4 de abril de 2013 08:04

    Que postagem bacana!!! Nossa... a origem dessas brincadeiras é muito mais antiga do que imaginei... adorei ler essas curiosidades!!

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    4 de abril de 2013 08:16

    no mínimo curioso saber da origem de coisas q marcaram tanto nossa infância e q, nem sempre damos a devida importância ...

  • ✿ chica says:
    4 de abril de 2013 08:30

    Adorei rever as brincadeiras e muito brinquei...Valeu. Lindo post! abração,chica

  • Tunin says:
    4 de abril de 2013 10:03

    Lú, que resgate maravilhoso!
    Hoje as nossas crianças não têm essa liberdade para correr, pular,brincar de esconde-esconde na rua e, viver, realmente, uma infância saudável.
    Amava brincar de picula, cabra-cega e, nas noites enluaradas, quando nossos pais punham a cadeira na calçada para jogar conversa fora com a vizinhança,enquanto nós crianças mandávamos ver nas brincadeiras. Era uma delícia!
    Abração.

  • Wanderley Elian Lima says:
    4 de abril de 2013 10:16

    Oi Lu
    A gente brincava e nunca nos preocupamos com a origem da brincadeira. Foi saber sobre a origem de algumas delas.
    Abração

  • Aleatoriamente says:
    4 de abril de 2013 10:44

    Eita coisas boas de lembrar! Conheço algumas e são boas lembranças para mim.

    Beijinho LU

  • Donetzka Cercck Lavrak Alvarez says:
    5 de abril de 2013 00:46

    Que saudades dessas brincadeiras,Lu!

    Temos que ensinar às crianças de hoje que só sabem mexer com botões.

    Eu ensino tudo e todas e elas adoram!

    Obrigada pela visita e comentário,querido amigo.


    Beijos na madrugada e linda semana


    Donetzka

  • José María Souza Costa says:
    6 de abril de 2013 07:23

    Estimado, Lu.
    Fenomenal, a sua postagem. De todas essas citadas, eu, só não me recordo da n* 03, o resto eu brinquei de todas elas na minha infância.
    Com a era informática na cabeça da gurizada, por esses dias vou sentar com aquelas doutoras lá de casa, e perguntar se elas sabem algumas destas brincadeiras descrita por vós, e, que o pai delas brincou quando criança. Tenho certeza, que as minhas mulatas irão é ri. A meninada, de hoje, só sabe o que " plesteicham", essas arruaças, que com o tempo, aparecem lesões nos artelhos superiores, e a obesidade que eles herdam, tamanho é o sedentarismo dessa molecada. Não fosse a obrigatoriedade, das aulas de Educação Física, muitas crianças, nem saberiam correr, tamanho é o alienismo delas, por brinquedos eletrônicos. Confesso que apesar, das doutoras lá de casa, serem paulistas, quando crianças, levava-as, ao Nordeste, lá no fundão do Maranhão, para correrem, para se lambusar com lama, na beira do Rio mearim, para colocarem os pés na Pátria, como falamos lá, para nadarem naquele rio, sem ser preciso irem à piscinas. E assim, elas cresceram sem estas frescurites letronicas na cabeça. Puxa, Lu. Esta sua matéria, fez-me viajar.
    Abraços, e tenha um bom fim de semana.

  • Anne Lieri says:
    6 de abril de 2013 11:57

    Lu,que ideia genial resgatar essas brincadeiras e suas origens!Como algumas são antigas!Gostei de saber!bjs e bom fim de semana!

  • Rose Rabelo says:
    6 de abril de 2013 17:13

    Adorei!

  • Beth Muniz says:
    5 de junho de 2013 14:49

    Legal...
    Muito legal!
    A terceira eu não conhecia.
    Valeu!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.