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8 de maio de 2013

Fim da II grande da guerra mundial






8 de Maio

dia 8 de maio ficou marcado na história como o dia em que as nações aliadas venceram o nazi-fascismo na II Guerra Mundial: o dia da vitória da democracia. Esse fato histórico é um marco para a humanidade inteira.
Uniram-se países em defesa da liberdade.
Uniram-se as sociedades para viverem livres e soberanas. Somaram esforços as nações democráticas do mundo.
Uniram-se cidadãos comuns, políticos, diplomatas e forças armadas de diferentes países.
Tempos difíceis aqueles! Pagaram alto preço pela existência com o direito à dignidade de viver.
Nossos marinheiros, soldados e aviadores, com exemplar espírito de sacrifício, partilharam o horror da guerra.
Ombrearam, corajosos e eficientes, fortes, disciplinados e destemidos, com os melhores combatentes de todas as Forças Aliadas.
Retornaram vitoriosos
O mundo já não seria o mesmo. O conflito mundial influíra no curso da História das civilizações e do Brasil.
Trouxeram na alma, além da alegria da comemoração do regresso, as marcas da indesejável guerra.
Mas trouxeram, também, no coração e na mente, o reaceso entusiasmo pela democracia.
Como representantes armados de nossa pacífica sociedade, Marinha, Exército e Aeronáutica permanecem atentos e prontos, moral, cívica e tecnicamente, para cumprirem a nobre, necessária e intransferível missão constitucional de Defesa da Pátria brasileira.
Percorreram os árduos caminhos da luta.
Derrotaram o inimigo.
Celebraram a paz.
O Dia da Vitória confirma que não se renuncia à luta quando só ela pode restabelecer o equilíbrio e conquistar a paz.
Não se desprezam impunemente as armas quando elas são a última razão entendida pelos que desprezam a liberdade e amesquinham a segurança nacional.

Comemorando a passagem, a 8 de Maio último, do Dia da Vitória, a Escola Superior de Guerra reverenciou a memória dos que, nos campos de luta, defenderam a soberania nacional com o sacrifício da própria vida; na ocasião, o Juiz Ney Edilson Prado, estagiário da ESG, proferiu o seguinte discurso, alusivo ao evento:
Naquele Glorioso dia, as forças Aliadas punham fim nos campos da Europa à ameaça nazi-fascista que, convulsionando o mundo, levou a milhões de famílias o desespero, o terror, a morte e o luto.
Vinte e nove anos nos separam daquela apoteótico evento, e os 30 milhões de pessoas mortas naquela que foi a guerra travada para acabar com todas as guerras estão hoje, pra muitos, quase esquecidos.
É oportuno e desejável, portanto, que em todos os lugares e oportunidades que se ofereçam, sejam sempre revividos certos fatos relacionados com aquele conflito, que arrastou nações fortes e fracas, grandes e pequenas, ricas e pobres.
A desgraça teve seu início a 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia. Em abril de 1940, seria a vez do tacão nazista subjugar a Dinamarca e, a seguir a Noruega. Abroquelada na sua linha Maginot, teoricamente intransponível mas ineficaz na prática para conter o ímpeto e o poderio do Exército Alemão, em breve veria a França soar a sua hora trágica.
Os primeiros anos de guerra pareciam confirmar a terrível idéia que os países do eixo totalitário levariam de vencida as nações democráticas. É que, em dado instante, achava-se a Inglaterra sozinha na defesa do mundo livre.
Nesse histórico clima de universal apreensão, Winston Churchill, o lutador de outras guerras, surgia como líder de primeira grandeza. Sob a sua insuperável liderança, soube o grande povo inglês dar também toda a medida do seu valor. Líder e liderados permutavam coragem, resignação e esperança.
Sequiosos, os alemães prosseguiam.
A 7 de abril de 1941, invadiam a Iugoslávia. A 22 de junho, atacavam a Rússia.
Em dezembro do mesmo ano, agredidos pelo Japão, os Estados Unidos aderem à causa aliada, estendendo-se a hecatombe por sobre o Pacífico.
Atacado pelos alemães, e em defesa não somente da honra, da soberania e dignidade nacionais, mas também em nome da liberdade, confiança e respeito entre as nações lançou-se o Brasil, por igual, na grande conflagração.
A participação brasileira no evento foi expressiva, tanto no campo político, como no econômico e, particularmente no militar.
No primeiro, contribuindo decisivamente para o fortalecimento da posição aliada, tanto no plano continental como no mundial. No econômico, fornecendo ao Bloco Aliado materiais estratégicos indispensáveis ao esforço de guerra. E no campo militar, enviado para frente de guerra a sua Força Expedicionária, que gloriosamente cumpriu, apesar de condições e circunstâncias adversas, a missão que lhe foi atribuída.
" Num terreno montanhoso, a cujo píncaros o homem chega com dificuldade; num inverno rigoroso, que a totalidade da tropa veio enfrentar pela primeira vez; e contra um inimigo audacioso, combativo e muito bem instruído, podemos dizer assim mesmo, e por isso mesmo, que os nossos bravos soldados não desmereceram a confiança que neles depositavam os seus chefes e a própria Nação Brasileira."
Diga-se o mesmo, no concernente à Marinha Brasileira, a qual confiou a Nação a ingente tarefa da defesa de sua vasta costa marítima, contra a violenta destruição desenvolvida pelo inimigo. E de tal maneira se conduziram os nossos oficiais e marinheiros, que ao terminar o primeiro ano da nossa beligerância, o Almirante Ernest Hing, Comandante-em-Chefe da Esquadra Norte-Americana, titubeava em salientar a cooperação da Frota Brasileira, responsável pela escolta dos comboios em grande trecho do Atlântico, qualificando-a como modelo de eficiência , regularidade e boa execução.
A nossa heróica Força Aérea teve também participação de destaque nos céus da Europa, bem assim no patrulhamento de nosso litoral.
Os objetivos atribuídos ao Grupo de Caça Brasileiro, consistentes no apoio as forças terrestres, no isolamento do campo de batalha, pela interrupção sistemática das vias de comunicações ferroviárias e rodoviárias e na distribuição da industria e instalações militar do Norte da Itália foram atingidos satisfatoriamente.
Merece destaque também o desempenho eficiente das Forças que aqui permaneceram em apoio e incentivo aos gloriosos expedicionários, na luta contra o nazismo internacional.
Por último não poderia ser esquecido o papel da mulher brasileira, representada pelo valoroso contingente de enfermeiras. Sua missão humanitária e denodada nos hospitais e enfermarias, em muito contribuiu para o êxito da causa.
Graças ao esforço comum, foi possível aos países a liados, grandes ou pequenos, forçar a arrogante Alemanha a render-se incondicionalmente no dia 8 de maio de 1945.
Esse o feito supremo. Essa a grande data que nos cumpre comemorar.
Hoje passados 30 anos devemos exaltar mais a paz do que a vitória. É que logo após a capitulação alemã, uma sombra representada por novo atentado contra a liberdade, partindo agora de um pais aliado, invadiu a cena iluminada pela vitória. Esse fato foi desde logo denunciado por Winston Churchill, em seu célebre discurso de Fulton, a 5 de março de 1946, quando disse:
" Ninguém sabe o que projeta fazer a Rússia Soviética e sua organização comunista internacional no futuro inédito, quais os limites, se é que estes existem, de suas tendências expansionistas e proselitistas."
Não acredito, enfatizou:
" que a Rússia Soviética deseje a guerra. O que eles desejam são os frutos da guerra e a expansão indefinida do seu poder e das suas doutrinas."
E Churchill estava com a razão.
Perfeitamente consciente das enormes vantagens que poderia tirar do desfecho da guerra, e antes mesmo que as cinzas esfriassem, a sombra da ambição soviética estendeu-se pela Europa.
E hoje, após a hecatombe, o que lamentavelmente se constata é que o pesadelo nazi-fascista foi apenas substituído por outro, representado pelo comunismo internacional. Isso porque o conflito ideológico que a Segunda Guerra tentou resolver, na verdade, ressurgiu em nova feição. Uma vez mais a democracia se vê ameaçada por uma outra forma de totalitarismo.
Os valores que estão moveram a Nação Brasileira, e que hoje de novo nos inspiram, são fundamentalmente a democracia e a liberdade, que estruturam e cimentam a união do Mundo Livre.
Esses os princípios que o totalitarismo nazi-fascista ameaçou destruir, pondo em risco a liberdade dos povos e a independência da Nação.
E são esses os mesmos princípios, cuja supressão constitui o objetivo essencial, a que o totalitarismo comunista do extremo oposto pretende atrelar a humanidade. " Ambas as ideologias se tocam em seus extremos, e se confundem no seu horror à liberdade, na sua guerra pela escravização dos povos, na cobiça ilimitada de suas conquistas e no seu bárbaro culto à crueldade."
Se ontem combatíamos nos campos de batalhas a expansão nazi-fascista, agiríamos com incoerências hoje ficássemos inertes diante do expansionismo vermelho.
Há que não esquecer a lição haurida.
Fiéis a nós mesmos, como sempre, empenhemo-nos decisivamente em manter permanentemente viva a chama democrática. Alertados e mais bem preparados, hoje mais do que no passado, estamos em condições de garantir a nossa soberania contra qualquer agressão totalitária.
No mundo de incertezas em que vivemos, é imperioso que nos unamos todos com lealdade, decisão e patriotismo, para fazer do Brasil a pátria grandiosa que tanto almejamos.
Haveremos assim de ser dignos dos que morreram para que pudéssemos ser livres.
Aos heróis vivos daquele tempo, o nosso preito de admiração e respeito. Aos que não retornaram aos braços de seus entes queridos, nesta data de júbilo e tristeza, a perene gratidão dos brasileiros.


Fonte: Exército Brasileiro,  www.anvfeb.com.br

Vejam o vídeo abaixo:
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E neste dia também se comemora os dias de:
Dia do Cartógrafo
6 de Maio
Dia do Cartógrafo
Dia do Oftalmologista
7 de Maio
Dia do Oftalmologista
Dia do Silêncio
7 de Maio
Dia do Silêncio

Dia do Artista Plástico
8 de Maio
Dia do Artista Plástico
Dia do Pintor
8 de Maio
Dia do Pintor

7 comentários :

  • a guerra explícita acabou mas suas consequências persistem até hoje ...

  • Tunin says:
    8 de maio de 2013 12:05

    Acho que a guerra continua, mas com outra roupagem.
    Informações úteis, Lú.
    Abração.

  • Wanderley Elian Lima says:
    8 de maio de 2013 20:36

    Oi Lu
    Como sempre nos trazendo temas interessantes e instrutivos. Gostei.
    Abraço

  • Felisberto Junior says:
    8 de maio de 2013 21:50

    Olá!
    Amigo Lu
    é um tema histórico muito importante que precisa ser mais valorizado e mais divulgado. O Brasil "bravamente" participou desse evento cruel da historia da humanidade. A maior devastação de todas foi a causada ao ser humano. Recursos e matérias foram usados para destruir milhões de vidas, sem significância alguma para aqueles que buscam a paz entre a humanidade.
    Bom compartilhamento
    Boa noite
    Abraços

  • Donetzka Cercck Lavrak Alvarez says:
    8 de maio de 2013 23:06

    Que maravilha de informação,Lu.

    Não sabia a data.

    Devia ser muito comemorada,pois a guerra foi uma tristeza para o mundo e seu final,uma graça de Deus!

    Beijos

    Donetzka

  • ANTONIO LUIZ says:
    8 de maio de 2013 23:09

    Concordo com o que foi dito : seu blog sempre traz informações interessantes. Realmente,as consequências da guerra continuam até hoje..A humanidade não é mais a mesma..
    abraços e paz..

  • Anne Lieri says:
    9 de maio de 2013 12:14

    Lu,um momento glorioso do mundo e gostei de saber detalhes sobre a participação brasileira.Bjs,

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.