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2 de maio de 2013

Inclusão: Sonho ou Realidade?



Uma matéria de grande importância para nós brasileiros, pois trata de um assunto relevante e polemico em nossa sociedade, a inclusão em nosso meio, leiam o que a psicologa  Elisabeth Salgado fala sobre isso em seu ensaio muito bem trilhado.

Espero que muitos educadores e orientadores tenham acesso a esta matéria ou então entre no site que se encontra no link no termino desta publicação.

Antes de tudo, é melhor que se defina o que significa Inclusão Escolar.
Uma escola pode ser considerada inclusiva, quando não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia com base em julgamentos de valores como “perfeitos e não perfeitos”, “normais e anormais”.
É aquela que proporciona uma educação voltada para todos, de forma que qualquer aluno que dela faça parte, independente deste ser ou não portador de necessidades especiais, tenha condição de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciência crítica.
Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada “privilegiada”, mas uma conduta que possibilitasse o “fazer parte”, um conviver que respeitasse as diferenças e não tentasse anulá-las.
A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática, solidária e, com certeza, sua prática traz vários benefícios que serão abordados em um próximo artigo.
A escola inclusiva é aquela, como dito anteriormente, que se organiza para atender alunos não apenas ditos “normais”, mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes são elaborados e adaptados em função de todos os alunos e não apenas daqueles ditos normais. Possui, por exemplo, cadeiras com braços de madeira tanto para destros quanto para canhotos, livros em braile ou gravados em fita cassete, corrimãos com apoio de madeira ou metal, rampas nos diferentes acessos de entrada e saída e assim por diante.
Mas, o principal pré-requisito não reside nos recursos materiais, já difíceis de serem obtidos por todos os estabelecimentos de ensino. O principal suporte está centrado na filosofia da escola, na existência de uma equipe multidisciplinar eficiente e no preparo e na metodologia do corpo docente.
E é aqui que começo a me questionar sobre o que é real e o que pode ser quase utópico, mediante a realidade de nosso sistema educacional.
Como professora e gestalt-terapeuta, não posso deixar de pensar em como é difícil ao ser humano experenciar a inclusão em um relacionamento com outra pessoa dita “normal”e “perfeita”.
Como já é difícil para o homem estar em contato, ser capaz de pular para o outro lado, não ser só empático, mas estar presente e confirmar o outro, suspendendo seus preconceitos, permanecendo aberto para a fenomenologia de outro ser, sem que haja qualquer diferença visível ou manifestação de necessidades especiais... O que dirá quando estas estiverem realmente presentes? Como conseguir falar e conversar com a alma de outro ser e não só com a sua cabeça?
Se realizar a inclusão como forma de relacionamento e de diálogo em situações habituais já é um grande desafio, o que poderemos pensar sobre “ensinar inclusivamente”?
É como se quiséssemos colher os frutos sem antes cuidar da terra, escolher cuidadosamente a semente, respeitando as estações e o tempo certo.
A Inclusão Escolar só pode ser viável enquanto fruto e não como terra ou arado. Ela só poderá acontecer realmente quando aquele que tem a função de plantar, ou seja, o professor e toda a equipe que faz parte do funcionamento da escola, desde a direção até o servente, mudarem sua atitude em relação ao lidar com a diferença, aceitando-a, estabelecendo novas formas de relação, de afetividade, de escuta e de compreensão, suspendendo juízos de valores que abarcam pena, repulsa e descrença.
Está nosso sistema educacional preparado para acolher a diferença em suas salas de aula?
Penso no predomínio de uma atitude sócio-econômica individualista, no relacionamento conflitante entre escola e família, nos atritos que marcam a comunicação entre professor, pais e o aluno, com tanta dificuldade, hoje, em gostar de aprender, bem como de lidar com a hierarquia e com a colocação de limites. E tudo isso acontece na escola não inclusiva, com alunos ditos “normais”.
Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana?
A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos.
Quando reflito sobre a Inclusão Escolar, dois sentimentos se apropriam de mim: o receio de como esta será conduzida e a preocupação com um equilíbrio filosófico que lhe dê suporte.
Sou contra atitudes extremas e radicais, por serem elas disfuncionais. A meta tem que se basear num enfoque equilibrado, onde, de um lado, não se alimente a segregação do aluno com necessidades especiais, colocando-o em uma sala distanciada, e de outro, não se queira incluí-lo na classe regular, passando por cima de suas características e do que precisa em relação tanto ao espaço físico como de atendimento profissional especializado e multidisciplinar.
Somos seres em relação e só crescemos em relação. Assim sendo, o equilíbrio para mim reside, antes de tudo, em permitir que o aluno portador de necessidades especiais possa interagir com os demais e vice-versa, e que ambos aprendam a lidar com as diferenças, não para anulá-las, mas para poder usá-las como fonte de contato verdadeiro e de amadurecimento mútuo.

Vejam também as comemorações iniciais do mês de maio:
Dia Nacional do Ex-Combatente
2 de Maio
Dia Nacional do Ex-Combatente
Dia do Legislador
3 de Maio
Dia do Legislador
Dia do Parlamento
3 de Maio
Dia do Parlamento
Dia do Pau-Brasil
3 de Maio
Dia do Pau-Brasil
Dia do Sertanejo
3 de Maio
Dia do Sertanejo
Dia do Sol
3 de Maio
Dia do Sol


8 comentários :

  • Sonho ... só sonho!!! q pena ...

  • Gracita says:
    3 de maio de 2013 13:22

    Tornar a inclusão real dentro das escolas não é uma das tarefas mais fáceis. A nossa luta é imensa. Mas o fator preponderante é estarmos engajados emocionalmente para as tarefas que advém quando temos em nosso quadro alunos portadores de necessidades específicas. O equilíbrio é essencial. Tudo que ultrapassa ou falta deste resulta num evidente fracasso. No âmbito escolar muito ainda por fazer e no concerne aos educadores é preciso reformular metodologias e proceder ao aperfeiçoamento constante para que que o ensino e aprendizagem oferecidos sejam realmente siginficativos.
    Beijos
    Gracita

  • MARILENE says:
    3 de maio de 2013 18:08

    Isso não é um sonho, mas uma necessidade. Talvez sejam os adultos que devam merecer, prioritariamente, uma educação que lhes possibilite lidar com a situação. As crianças não se policiam e nada vêem como impedimento à convivência. Abraços!

  • Tunin says:
    3 de maio de 2013 18:22

    As escolas não estão preparadas para viverem este sonho na realidade. As universidades não preparam educadores para tal. O governo não dispõe as escolas com recursos ambientais dignos de acomodar pessoas com necessidades especiais.Uma verdadeira improvisação. Há muito barulho e pouca ação. Esta é a verdade. Enquanto isso, a inclusão, fica...
    Abração.

  • Wanderley Elian Lima says:
    3 de maio de 2013 18:31

    Oi Lu
    A escola em que trabalho é inclusiva, e temos tido grande avanços nesse sentido, mas ainda falta muita capacitação para os profissionais que vão trabalhar com o aluno portador de necessidades especiais.
    Abraço

  • Marcos Mariano says:
    3 de maio de 2013 19:20

    Olá, Lu! Cara seria muito bom se as coisas no Brasil funcionassem, mais infelizmente propostas como a dessa psicologa dificilmente funcionam fora do papel, principalmente quando o assunto é educação, não é interesse do governo que o povo tenha acesso a isso, pois povo intruido é mais difícil de enganar.

    Abraços meu amigo, desculpe o sumiço, ando meio atarefado.

  • Calu says:
    3 de maio de 2013 22:53

    Caro Lu,
    esta situação urge em passar da categoria de sonho para a de uma real inclusão, aquela que contará com profissionais capacitados e em nº significativo de acompanhamento ao processo inclusivo e mediador de cada aluno, pois diferente destes requisitos básicos torna-se apenas um agregamento de alunos.

    Agradeço honrada tuas palavras de incentivo lá no blog ao post de hoje do qual sou autora, assim como a maioria dos demais.Quando publico um texto de terceiros sempre coloco a referência de autoria.Fora disto, são todos meus.Muito obrigada por tua atenção e apreço.
    Um bom fim de semana.
    Calu

  • Felisberto Junior says:
    4 de maio de 2013 14:12

    Olá!
    Lu
    Boa tarde
    pode não ser uma realidade efetiva, mas é uma necessidade.O termo inclusão já trás implícito a ideia de exclusão, pois só é possível incluir alguém que já foi excluído. Inicia-se, tudo, em reconhecer e valorizar a diversidade, como característica inerente à qualquer sociedade. Precisamos refletir sobre a educação em geral para pensarmos em inclusão da pessoa com deficiência. Mudança de valores da sociedade e a vivência de um novo paradigma com reflexões de todos que participam (dos professores,pais, etc).E para que o processo de inclusão escolar seja definitivo, é preciso que haja uma transformação no sistema de ensino que vem beneficiar toda e qualquer pessoa, e não mais as suas deficiências e limitações...
    Belo texto
    Obrigado pelo carinho de sempre
    Bom final de semana
    Abraços






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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.