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2 de julho de 2013

2 de julho independência geral do Brasil





 Uma história que a Bahia deixa como contribuição para o fim da independência do nosso país - Brasil - daqui, foi onde tudo começou, a batalha do 2 de julho de 1823. Culminando com a expulsão dos portugueses definitivamente.
lucidreira.



A comemoração do dia 2 de Julho é uma celebração às tropas do Exército e da Marinha Brasileira que, através de muitas lutas, conseguiram a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, em 1823. Neste dia as tropas brasileiras entraram na cidade de Salvador, que era ocupada pelo exército português, tomando a cidade de volta e consolidando a vitória.
Esta é uma data máxima para a Bahia e uma das mais importantes para a nação, já que, mesmo com a declaração de independente, em 1822, o Brasil ainda precisava se livrar das tropas portuguesas que persistiam em continuar em algumas províncias. Então, pela sua importância, principalmente para os baianos, todos os anos a Bahia celebra o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exército na cidade e uma série de homenagens são feitas aos combatentes.
Entre todas as comemorações, a do ano de 1849 teve um convidado muito especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou a tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exército Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de homenagear as tropas das quais fez parte.
Para chegar a este dia, muita luta foi travada...
O Brasil do início do século XVIII ainda era dominado por Portugal, enquanto o Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e a Bahia continuavam lutando pela independência. As províncias não suportavam mais a situação e, percebendo os privilégios que o Rio de Janeiro estava recebendo por ser a capital, Pernambuco e Bahia resolveram se rebelar.
Recife deu início a uma revolução anti-colonial em 6 de março de 1817. Esta revolução tinha uma ligação com a Bahia, já que havia grupos conspiradores compostos por militares, proprietários de engenhos, trabalhadores liberais e comerciantes. Ao saber desta movimentação, o então governador da Bahia, D. Marcos de Noronha e Brito advertiu alguns deles pessoalmente.
O governo estava em cima dos conspiradores e, devido à violenta série de assassinatos, muito baianos resolveram desistir. Com toda esta repressão, a revolução de Recife acabou sendo derrotada. Os presos pernambucanos foram trazidos para a Bahia, sendo muitos fuzilados no Campo da Pólvora ou presos na prisão de Aljube, onde grande personagens baianos também estavam presos.
Movimentação pela independência:Diante das insatisfações, começaram as guerras pela independência. Os oficiais militares e civis baianos passaram a restringir a Junta Provisória do Governo da Bahia, que ditava as ordens na época, e com esta atitude foi formado um grupo conspirativo que realizou a manifestação de 3 de Novembro de 1821.
Esta manifestação exigia o fim da Junta Provisória, mas foi impedida pela "Legião Constitucional Lusitana", ordenada pelo coronel Francisco de Paula e Oliveira. Os dias se passaram e os conflitos continuavam intensos. Muitos brasileiros morreram em combate.Força portuguesa:
No dia 31 de Janeiro de 1822 a Junta Provisória foi modificada. E depois de alguns dias, chegou de Portugal um decreto que nomeava o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, o novo governador de Armas. Os oficias brasileiros não aceitavam esta imposição, pois este decreto teria que passar primeiro pela Câmara Municipal. Houve, então, forte resistência que envolveu muitos civis e militares.
Madeira de Mello não perdeu tempo e colocou as tropas portuguesas em prontidão, declarando que iria tomar posse. No dia 19 de fevereiro, os portugueses começaram a invadir quartéis, o forte São Pedro, inclusive o convento da Lapa, onde haviam alguns soldados brasileiros. Neste episódio, a abadessa Sóror Joana Angélica tentou impedir a entrada das tropas, mas acabou sendo morta.
Concluída a ocupação militar portuguesa em Salvador, Madeira de Mello fortaleceu as ligações entre a Bahia e Portugal. Assim a cidade recebeu novas tropas portuguesas e muitas famílias baianas fugiram para as cidades do recôncavo.
Contra-ataque brasileiro:
No recôncavo, houve outras lutas para a independência das cidades e o fortalecimento do exército brasileiro. O coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao general Pedro Labatut. Este, assim que assumiu, intimidou Madeira de Mello.
Labatut organizou todo seu exército em duas brigadas e iniciou uma série de providências. Aos poucos o exército brasileiro veio conquistando novos territórios até chegar próximo a cidade de Salvador.
Madeira de Mello recebeu novas tropas de Portugal e pretendia fechar o cerco pela ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu. Esta atitude preocupava os brasileiros, mas os movimentos de defesa do território cresciam. E foi na defesa da Barra do Paraguaçu que Maria Quitéria de Jesus Medeiros se destacou, uma corajosa mulher que vestiu as fardas de soldado do batalhão de "Voluntários do Príncipe" e lutou em defesa do Brasil.
Em maio de 1823, Labatut, em uma demostração de autoridade, ordenou prisões de oficiais brasileiros, mesmo sendo avisado do erro que estava cometendo, e acabou sendo cassado do comando e preso. O coronel José Joaquim de Lima e Silva assumiu o comando geral do Exército e no dia 3 de Junho ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. Com a força da Marinha Brasileira, o coronel apertou o cerco contra a cidade de Salvador, que estava sob domínio português, restringindo o abastecimento de materiais de primeira necessidade. Diante destes fortes ataques e das necessidades que estavam passando, Madeira de Mello enviou apelos e acabou se rendendo. Com a vitória, o Exército Brasileiro entrou em Salvador consolidando a retomada da cidade e fim da ocupação portuguesa no Brasil.
PERSONAGENS:

Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.

Maria Quitéria:A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

Joana Angélica:Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.
Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.
General Pedro Labatut: Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.
Coronel José Joaquim de Lima e Silva:Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo.

Patrimônio Imaterial e Material
Inscrito no Livro do Registro Especial dos Eventos e Celebrações do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), o Cortejo do Dois de Julho é um bem cultural, elevado à categoria de patrimônio imaterial da Bahia, que reverencia as lutas, fatos, personagens e locais que fizeram parte da trama da Independência do Brasil na Bahia. O Registro do Cortejo foi chancelado pelo Governo do Estado em dezembro de 2006, e retificado em julho de 2009.
O Cortejo percorre lugares que foram palco das lutas pela independência, incluindo o Conjunto Arquitetônico da Soledade, tombado como Patrimônio Material da Bahia desde 1981. O Conjunto foi o mais importante acesso-norte no século XVIII, ligando a zona dos Currais Velhos (Barbalho) à Estrada das Boiadas (Estrada da Liberdade), por onde entraram as tropas brasileiras que consolidaram o movimento libertador.

O que vai acontecer na Bahia

PREMIAÇÃO DE FACHADAS DECORADAS
O IPAC irá promover, junto com a Fundação Gregório de Matos, Premiação de Fachadas Decoradas dos imóveis inseridos no percurso do Cortejo do Dois de Julho, compreendido da Lapinha até o Terreiro de Jesus, e que serão objeto de julgamento por comissão julgadora composta de personalidades de reconhecida referência cultural. Haverá premiação para o 1º. 2º e 3º lugares e menção honrosa para outras duas fachadas que se destacarem. Os critérios para a escolha serão: atendimento à temática cívica; preservação do patrimônio edificado; criatividade; originalidade e preocupação com o meio ambiente.

MANIFESTAÇÕES MUSICAIS
Manifestações musicais populares sempre compuseram o evento, representando um mosaico cultural dos diversos Territórios de Identidade do estado. Desde 2007, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) vem apoiando a participação de filarmônicas e de grupos tradicionais.
Filarmônicas que participarão do desfile, em 2013:
Filarmônica Ambiental, de Camaçari;
Filarmônica Guerreiros do Sol, de Dias d’Ávila;
Sociedade Filarmônica Lira Santamarense, de Vera Cruz;
Sociedade Filarmônica Lira dos Artistas, de Santo Amaro;
Sociedade Filarmônica Euterpe Cruzalmense, de Cruz das Almas;
Sociedade Musical Lira de Maracangalha, de São Sebastião do Passé;
Sociedade Filarmônica Amigos da Música, de Wenceslau Guimarães;
Filarmônica Lira Santo Antônio, de Caravelas;
Sociedade Filarmônica Lira 8 de Setembro, de Riachão do Jacuípe;
Filarmônica 9 de Maio Joãodouradense, de João Dourado;
Sociedade Filarmônica Euterpe Feirense, de Feira de Santana;
Associação Filarmônica e Coral Juvenil 4 de Janeiro, de Itiúba;
Sociedade Musical Lira Ceciliana Brumadense, de Brumado.

Grupos de tradições populares do Recôncavo da Bahia que apresentam riquezas desta rica região cultural: a Barquinha de Dona Rita e a Chegança de Mouros Feminina Barca Nova, ambas de Saubara; o Samba de Roda Raízes do Acupe, distrito de Santo Amaro; o Samba Raízes de Santo Amaro e Grupo de Maculêlê, de Santo Amaro; e o Lindroamor, de São Francisco do Conde.

 Fonte: SECULTE BA



8 comentários :

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    2 de julho de 2013 10:31

    Salve a Bahia de São Salvador!!!

  • Wanderley Elian Lima says:
    2 de julho de 2013 15:08

    Oi Lu
    Um pedaço de nossa história que poucos conhecem. Valeu.
    Abraço

  • Paty Michele says:
    2 de julho de 2013 15:41

    Uma bela aula de história, Lu.
    Pena que o resto do Brasil desconheça a luta que o nosso povo teve que travar para libertar o país do domínio português.

    Um abraço.

  • José María Souza Costa says:
    2 de julho de 2013 21:14

    Olá, Lu.

    Viva. Viva, a Bahia.
    Abraços.

  • Felisberto Junior says:
    3 de julho de 2013 14:03

    Olá!Boa tarde
    Amigo Lu
    uma verdadeira aula de história, que quase não temos conhecimento, tanto que somente no mês passado, foi sancionada a lei que inclui, Independência do Brasil na Bahia, como data histórica do calendário brasileiro.Muito bom!
    Obrigado pelo carinho da visita
    Bela quarta feira
    Abração

  • Dorli says:
    3 de julho de 2013 23:53

    Oi Lu
    Muito boa postagem
    Os livros que o governo manda aos montes para as escolas públicas, nunca os usei.
    Doa a quem doer eu ensinava a História verdadeira do Brasil, tenho uma coleção.
    Obrigada pela visita
    Lua Singular

  • Rita Cidreira says:
    4 de julho de 2013 21:36

    Ótimo!
    Sabendo que a partir do ano que vem A Presidenta Dilma, declarou que o 2 de julho será feriado nacional.
    Parabéns a BAHIA!

  • Helder Gonçalves says:
    7 de julho de 2013 17:11

    Confesso que sei pouco da história do Brasil.Apreciei bastante este texto, tão pequeno mas bastante elucidativo. Porém faz-me pensar como foi possível que um país tão pequeno, como Portugal, conseguisse a proeza de colonizar tantos povos do mundo? O maior paradoxo é que sendo um povo colonizador era ao mesmo tempo colonizado pelas diversas forças desse tempo - até da Igreja Católica. A censura era um dos braços de ferro da Santa Inquisição. Todos os intelectuais eram queimados em Praça Pública. Os deportados eram metidos nas caravelas à força para desaparecerem nos mares. Era um Povo triste em obediencia a uma oligarquia com os seus mecanismos de defesa bem montados. Tanto o Povo brasileiro como o português e outros, ainda, sofreram igualmente as agruras dessa mesma oligarquia despótica e tremendamente opressiva. Também fomos colonizados pelos espanhois nas Dinastias dos FILIPES,igualmente conseguimo-nos libertar, tal como Vocês irmãos brasileiros dos mesmos algozes. Os inimigos não são os povos sofredores mas sim os interesses políticos e económicos dessas oligarquias dominadoras que, ainda hoje, permanecem em todo o mundo!Veja-se os noticiários das TVs
    Um grande abraço do
    Hélder Fernando Gonçalves

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.