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25 de julho de 2013

Cidadania e Cultura - vamos aprender a ter?

A toda hora escutamos "é importante para a cidadania", "vamos valorizar o cidadão", " os projetos de cidadania", "a ação cidadã". Mas sabemos mesmo o que significa cidadania? Será que quando ouvimos dizer por aí que um projeto promove cidadania, ele realmente está comprometido com todos os direitos que caracterizam o termo "cidadania"? Ou usa-se a palavra indiscriminadamente, valendo tudo e sendo "cidadania" tanto aquela ação que faz um grupo de pessoas vivenciar um momento cidadão (e depois é devolvido para onde estava), como as centenas de projetos que atingem apenas um dos direitos e o resto, como dizem seus organizadores, "o resto é com eles". De que forma pretendemos diminuir a desigualdade social, se até na cultura, uma manifestação tão intrínseca à existência humana, a exclusão é enorme! Nestor Canclini Se o que buscamos é transformação social, se o que estamos trabalhando é para diminuir a desigualdade social, não podemos mais brincar com palavra tão séria. É preciso sim, o comprometimento e o uso da palavra "cidadania" só quando estivermos trabalhando para promover todos os direitos - básicos - envolvidos no termo. E quando pensamos, também, em direitos de cidadão e cultura, lá de longe se aproxima o som "a gente não quer só dinheiro, a gente quer diversão, arte...., balé...". De quais direitos estamos falando agora? Democracia e crescimento são fundamentais, mas liberdade cultural - entendida aqui num contexto mais amplo, que não se limita às artes, mas abrange conceitos como religião, idioma, culinária, estilo de vida e valores- é um elemento indispensável ao combate à pobreza [...]. Os direitos culturais têm recebido atenção consideravelmente inferior à que é concedida aos demais direitos humanos [...]. As políticas públicas devem valorizar a cultura e as identidades locais. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Assim, considerando essencial ressaltar os direitos de um cidadão, de modo a não perder de vista a distância em que milhões de brasileiros estão dos seus direitos, culturais inclusive, que vamos apresentar o tema cidadania, a partir de José Murilo de Carvalho, livro Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2001 e o tema cidadania e cultura, a partir dos textos da UNESCO, encontrados no livro de Leonardo Brant, Políticas Culturais, 2003. O conteúdo hoje vem em forma bastante resumida e pretende ter a força de um lembrete muito importante, daqueles que colocamos no quadro de planejamento, bem ao lado do computador e passamos o ano olhando pra ele.....! Sobre a idéia de CIDADANIA e sobre a idéia de CIDADANIA E CULTURA Os direitos a que todo cidadão precisa ter acesso Os direitos a que todo cidadão precisa ter acesso são seus direitos civis, políticos e sociais: OS DIREITOS CIVIS São os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei; incluem as garantias de ir e vir, de escolher o trabalho, de manifestar o pensamento, de organizar-se, de usufruir de privacidade no lar e na correspondência pessoal, de obter julgamento justo e legítimo na ocorrência de delitos. O seu suporte institucional é a divisão dos poderes - executivo, legislativo e judiciário. OS DIREITOS POLÍTICOS São os direitos de participação dos cidadãos no governo da sociedade; suas principais instituições são os partidos políticos e o parlamento livre e representativo e seus instrumentos mais importantes são o voto. OS DIREITOS SOCIAIS São os direitos de participação dos cidadãos na distribuição da riqueza coletiva; através da educação, do trabalho, de um salário justo, da aposentadoria. Pode-se promover a redução dos excessos de desigualdades produzidos pelo capitalismo e garantir um mínimo de bem-estar para todos - é o princípio da “justiça social” que norteia a ampliação dos direitos sociais nas sociedades contemporâneas. A Cultura e os direitos do Cidadão Promovendo a necessária ligação entre a Cultura e os Direitos dos cidadãos, destacamos abaixo, como a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, da UNESCO 2001, interpreta estes direitos. No Capítulo Diversidade Cultural e Direitos Humanos, artigos exclusivos garantem, a partir da cultura, o acesso de todos à cidadania. São eles os artigos 4, 5 e 6, respectivamente: . Os direitos humanos, garantias da diversidade cultural - A defesa da diversidade cultural é um imperativo ético, inseparável do respeito à dignidade humana. Ela implica o compromisso de respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais, em particular os direitos das pessoas que pertencem a minorias e os dos povos autóctones. Ninguém pode invocar a diversidade cultural para violar os direitos humanos garantidos pelo direito internacional, nem para limitar seu alcance. . Os direitos culturais, marco propício da diversidade cultural - Os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos, que são universais, indissociáveis e interdependentes. O desenvolvimento de uma diversidade criativa exige a plena realização dos direitos culturais, tal como os define o Artigo 27 da Declaração Universal de Direitos Humanos e os artigos 13 e 15 do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Toda pessoa deve, assim, poder expressar-se, criar e difundir suas obras na língua que deseje e, em particular, na sua língua materna; toda pessoa tem direito a uma educação e uma formação de qualidade que respeite plenamente sua identidade cultural; toda pessoa deve poder participar na vida cultural que escolha e exercer suas próprias práticas culturais, dentro dos limites que impõe o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. . Rumo a uma diversidade cultural acessível a todos - Enquanto se garanta a livre circulação das idéias mediante a palavra e a imagem, deve-se cuidar para que todas as culturas possam se expressar e se fazer conhecidas. A liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação, o multilingüismo, a igualdade de acesso às expressões artísticas, ao conhecimento científico e tecnológico – inclusive em formato digital - e a possibilidade, para todas as culturas, de estar presentes nos meios de expressão e de difusão, são garantias da diversidade cultural. A desigualdade no acesso à cultura é enorme. Existem muitos brasis na hora de falar de saneamento básico, qualidade de vida e acesso à cultura. A diferença entre as regiões é apenas uma das faces do pouco acesso à cultura, uma vez que ainda temos 75% da população brasileira analfabeta (65% funcional e 8% absoluta) . Mas como transformar esta situação se os direitos culturais não recebem nem a mesma atenção que os direitos humanos? Jason Prado, diretor da ONG Leia Brasil 1- BRANT, Leonardo (Org.). Políticas culturais. Barueri, SP: Manole, 2003. v. 1. 2- CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. Indicadores da Exclusão Cultural Apresentamos para vocês alguns dados recentemente divulgados pelo IBGE sobre a realidade cultural brasileira. Cada item surpreende. Cada item merece uma reflexão. Mesmo a leitura mais desinteressada destes números suscita a pergunta: EU POSSO FAZER ALGO PARA DIMINUIR ESTA EXCLUSÃO? Sim, todos podemos. Então mãos à obra! • Apenas 13% dos brasileiros freqüentam cinema alguma vez por ano; • 92% dos brasileiros nunca freqüentaram museus; • 93,4% dos brasileiros jamais freqüentaram alguma exposição de arte; • 78% dos brasileiros nunca assistiram a espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar; • Mais de 90% dos municípios não possuem salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais multiuso; • O brasileiro lê em média 1,8 livros per capita/ano (contra 2,4 na Colômbia e 7 na França, por exemplo); • 73% dos livros estão concentrados nas mãos de apenas 16% da população; • O preço médio do livro de leitura corrente é de R$ 25,00, elevadíssimo quando se compara com a renda do brasileiro nas classes C/D/E; • Dos cerca de 600 municípios brasileiros que nunca receberam uma biblioteca, 405 ficam no Nordeste, e apenas dois no Sudeste; • 82% dos brasileiros não possuem computador em casa, destes, e 70% não tem qualquer acesso a internet (nem no trabalho, nem na escola); • 56,7 % da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada ou trabalha por conta própria; • A média brasileira de despesa mensal com cultura por família é de 4,4% do total de rendimentos, acima da educação (3,5%), não variando em razão da classe social, ocupando a 6ª posição dos gastos mensais da família brasileira.

 Fonte: www.fatorbrasis.org


Vídeo YouTube: Superinteressante

 

3 comentários :

  • Maria de Lourdes says:
    25 de julho de 2013 20:35

    Olá Lu! Estou fazendo uma visita ao seu blog, que como ja disse é um blog com conteudo educativo de primeira qualidade. Hoje foi que vi o seu comentário em meu blog e vejo que temos a mesma linha de pensamento. De vez em quando fico sem fazer uma única visita as redes sociais porque fico revoltada com atitude de certas pessoas que só pensam em si mesmas, gostam de se empanturrarem de votos e não se dão ao trabalho sequer de ver conteudo tão edificantes e educativos. Estava lhe devendo esta visita porque considero que gentileza gera gentileza e estou aprendendo que as redes sociais não são culpadas pela atitude de alguns usuarios. Alguns usuarios é que são mesmo muito egoistas. Desculpe-me pela demora em responder ao seu comentário. Grande abraço!

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    26 de julho de 2013 10:21

    Penso q hoje falamos muito e muita coisa mas, consciência mesmo é pouca .... parabéns pela reflexão ...

  • Olinda Melo says:
    26 de julho de 2013 21:15


    Olá, Lu Cidreira

    Um artigo muito importante que aborda um assunto que nos interessa a todos.

    Abraço

    Olinda

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.