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19 de agosto de 2013

Esse dia é comemorado o dia mundial da Fotografia

19 de Agosto

O Blog do Lu Cidreira não poderia deixar de dizer algumas palavras aos nossos amigos e colegas fotógrafos neste dia Mundial da Fotografia.  Parabéns a todos os fotógrafos de todo mundo!


Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital
Resumo
Com o surgimento da fotografia digital, qualquer cidadão com uma câmera embutida no celular tem a possibilidade de desempenhar o papel antes reservado aos fotojornalistas. O problema central dessa disputa passa por antigos dilemas da fotografia, que ganharam força com a facilidade da préedição e manipulação da imagem. Caso as previsões se concretizem, os fotojornalistas que sobreviverem aos cortes nas redações assumirão um papel diferenciado nos meios de comunicação, executando apenas matérias especiais e convivendo com registros do cotidiano executados por fotógrafos amadores.
A fotografia surgiu na primeira metade do século XIX, revolucionando as artes visuais. Sua evolução deve-se a astrônomos e físicos que observavam os eclipses solares por meio de câmeras obscuras, princípio básico da máquina fotográfica.
A câmera obscura tornou-se acessório básico também para pintores e desenhistas, inclusive para o gênio das artes plásticas Leonardo da Vinci (1452-1519), que fez uso dessa ferramenta e deixou dela uma descrição minuciosa em seu livro de notas sobre os espelhos, publicado muito depois de sua morte, em 1797. Antes dessa data, as observações feitas em 1558 pelo cientista napolitano Giovanni Baptista Della Porta (1541- 1615) também continham uma descrição detalhada da câmera obscura. A publicação do livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium impulsionou a utilização dessas câmeras, descrita por Della Porta como uma sala fechada para a luz com um orifício de um lado e uma parede pintada de branco à sua frente.
Com o passar dos tempos, a câmera obscura foi sendo reduzida de tamanho, de modo que artistas e pesquisadores pudessem carregá-la com facilidade por onde andassem.
Na virada do século XVII para o XVIII, as imagens feitas por meio de câmera obscura não resistiam à luz e ao tempo, desaparecendo logo após a revelação. Foram vários os pesquisadores que conseguiram gravar essas imagens, mas todos encontravam dificuldades em sua fixação.
Em 1816, o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) dava os primeiros passos no caminho do registro de imagens por meio de câmera obscura. Pesquisando um material recoberto com betume da Judéia e em uma segunda etapa com sais de prata, ele conseguiria gravar imagens em 1827. Niépce batizou a descoberta de heliografia. Existem, porém, dúvidas de que Niépce tenha realmente se utilizado do nitrato ou cloreto de prata, uma vez que os documentos que comprovariam essa utilização não são esclarecedores. O professor Mário Guidi tenta entender os motivos:
“A falta de maiores e mais precisas informações sobre os trabalhos e pesquisas de Joseph Nicéphore Niépce se deve a uma característica, até certo ponto paranóica, de sua personalidade. Vivia suspeitando que todos quisessem lhe roubar o segredo de sua técnica de trabalho. Isto ficará claramente evidenciado na sua tardia sociedade com Daguerre. Também em 1828, quando vai à Inglaterra visitar o irmão Claude, fracassa uma possível apresentação perante a Royal Society. Neste encontro, intermediado por um certo Francis Bauer, Niépce deveria apresentar os trabalhos por ele batizados de heliografias. O evento não se realizou por ter Niépce deixado claro, de antemão, que não pretendia revelar seu segredo”.
No retorno da viagem à Inglaterra, Niépce conhece em Paris o pintor Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), que trabalhava em um projeto semelhante ao seu, e acabou por associar-se a ele. Daguerre, ao perceber as limitações do betume da Judéia e dos métodos utilizados por seu sócio, decide prosseguir sozinho nas pesquisas com a prata halógena. Suas experiências consistiam em expor, na câmera obscura, placas de cobre recobertas com prata polida e sensibilizadas com o vapor de iodo, formando uma capa de iodeto de prata sensível à luz.
A pesquisa de Daguerre acabou sendo reconhecida pela Academia de Ciências de Paris, em 19 de agosto de 1839, sendo batizada como daguerreótipo, um método de gravar imagens por meio de câmera obscura. O fato provocou protestos por parte do inglês Willian Fox Talbot (1800-1877. Ele gravava igualmente imagens com câmera obscura, utilizando um processo parecido ao de Daguerre e Niépce, que passou para a história com os nomes de talbotipia ou calótipo. Hippolyte Bayrd (1801-1887 também reivindicou a descoberta, tendo sido responsável pela primeira montagem fotográfica da história, em 1840, quando simulou a própria morte em protesto pelo não-reconhecimento de sua invenção pelas autoridades francesas.
No Brasil, Antoine Hercule Romuald Florence (1804-1879), um francês radicado na Vila de São Carlos1, pesquisou, entre 1832 e 1839, uma forma econômica de impressão, sensibilizada pela luz do sol e sais de prata, método parecido com os que Niépce, Daguerre e Talbot utilizaram na Europa. Ele chegou próximo a uma descoberta batizada de photographie, seis anos antes que seu compatriota Daguerre em Paris.
Hércules Florence, como ficou conhecido no Brasil, obteve ajuda do botânico Joaquim Corrêa de Melo, mas nunca teve suas pesquisas reconhecidas. Inclusive, a palavra fotografia era utilizada por Florence e Corrêa de Melo desde 1832, antes que na Europa, onde, a partir de 1840, o astrônomo John Herschel passou a utilizá-la para unificar as diversas descobertas envolvendo a câmera obscura, no período entre 1827 e 1839.
Com o anúncio da gravação da imagem por Daguerre na Europa, logo se instituiu uma grande polêmica entre os pintores. Eles acreditavam que o novo método acabaria com a pintura, não admitindo, portanto, que a fotografia pudesse ser reconhecida como arte, uma vez que era produzida com auxílio físico e químico.
Com o anúncio da gravação da imagem por Daguerre na Europa, logo se instituiu uma grande polêmica entre os pintores. Eles acreditavam que o novo método acabaria com a pintura, não admitindo, portanto, que a fotografia pudesse ser reconhecida como arte, uma vez que era produzida com auxílio físico e químico.
A prematura discussão com representantes das artes plásticas fez com que pintores resistentes à utilização da fotografia procurassem por uma nova forma de expressão, dando origem ao movimento impressionista, que, aos poucos, encontrou rumo e reconhecimento na história das artes visuais. A discussão retorna, de algum modo, nos dias de hoje, envolvendo duas formas distintas de captação de imagens, a fotografia analógica e a fotografia digital.
Desde que foi descoberta, a fotografia analógica pouco evoluiu. Permaneceu com seus princípios ópticos e formatos por mais de 100 anos, reinando absoluta na história, como se o processo descoberto pelos pioneiros fosse, de fato, eterno.
No século XX, a fotografia passou a ser utilizada em grande escala pela imprensa mundial, em amplas reportagens fotográficas, fazendo aumentar naturalmente a exigência de profissionais que trabalhavam com fotojornalismo. A cobrança por equipamentos mais leves e ágeis despertou nos fabricantes o interesse em investir no setor, provocando uma renovação no mercado e chamando a atenção do grande público para as novidades tecnológicas e as belas imagens que surgiam no dia-a-dia da imprensa mundial.
A profissão de fotógrafo passou a ser cobiçada em todo o mundo, revelando profissionais altamente qualificados e, até, adorados em vários países, como Brett Weston, Cartier Bresson, Edward Weston, Robert Capa, Robert Frank, Alexander Ródchenko, Pierre Verger e Jean Manzon, entre outros. Esses profissionais formaram uma geração de ouro do fotojornalismo mundial, mostrando muita criatividade e ousadia em suas fotografias, fazendo delas verdadeiras obras de artes, admiradas por milhões de pessoas.
Com o surgimento da fotografia digital, no final dos anos 1980, todo o glamour conquistado pela fotografia analógica tende a entrar em declínio. A evolução dos equipamentos digitais aponta para o aniquilamento gradual da fotografia analógica nos próximos anos. Os grandes fabricantes já anunciaram o fechamento de fábricas e a não-confecção de materiais para o amador da fotografia analógica, acabando com o fascínio exercido durante décadas pelos laboratórios fotográficos de revelação e ampliação e transformando a prática tão comum da fotografia analógica em coisa primitiva. Na opinião dos defensores da fotografia digital, a velha forma de captação de imagens sobreviverá apenas na memória de veteranos fotógrafos incapazes de se adaptar às novas tecnologias.
A fotografia digital provocou uma ruptura entres os profissionais da imagem, principalmente fotojornalistas, dando origem a três categorias de profissionais no mercado de fotografia: a primeira é formada por veteranos fotógrafos, a segunda, por fotógrafos que vêm acompanhando a morte gradativa da fotografia analógica, e a terceira, por fotógrafos mais jovens, que assistem ao nascimento da fotografia digital.
A primeira categoria, a dos fotógrafos veteranos, conhecidos como geração analógica, é formada por profissionais que sempre se dedicaram à velha forma de captação de imagens. Eles encontram grande dificuldade de se adaptar às novas tecnologias. Computadores e programas para tratamento de imagens não fazem parte do vocabulário desses profissionais, que, aos poucos, vão se vendo forçados a uma aposentadoria precoce.

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Referências Bibliográficas:

11 comentários :

  • José María Souza Costa says:
    19 de agosto de 2013 11:45

    Olá, Lu Cidreira
    Bom dia.

    Parabéns, para mais uma Outra postagem, que eu a classifico, como Simplesmente Fenomenal.
    Uma aula, aqui, gratuita, para quem quiser ampliar os seus conhecimentos, com a história da fotografia. Lá no meu Interior do Maranhão,a gente chamava de " tirar retrato" isso era no fim da década de 70. Uma expressão, bem regional. E como descreve, hoje, os celulares, ajudam-nos, e muito, esse reluzir de imagens.
    Abraços.

  • Viagens, fotos, e dicas says:
    19 de agosto de 2013 11:55

    Adorei..... a fotografia de fato tem papel essencial em toda a história e arte. Parabéns pai.

  • Este comentário foi removido por um administrador do blog.
    Viagens, fotos, e dicas says:
    19 de agosto de 2013 11:56

    Este comentário foi removido por um administrador do blog.

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    19 de agosto de 2013 12:25

    Parabéns a todos os profissionais da área ... uma das artes q mais aprecio ... não sou um especialista mas até sei dar meus cliques ...

    beijão

  • Wanderley Elian Lima says:
    19 de agosto de 2013 15:04

    Oi Lu
    Adoro fotografia, e ainda farei um curso. Sou admirador desses artistas.
    Abraço

  • Dorli says:
    19 de agosto de 2013 21:40

    Oi Lu
    Falando em fotografia, quando jovem, pelo ao menos na minha cidade, os fotógrafos só tiravam fotografias preta e branca. Eu ficava melhor do que nas fotos coloridas que tirei na capital.
    Obrigada pela visita
    Beijos
    Lua Singular

  • Lu Nogfer says:
    19 de agosto de 2013 23:34

    Olá Lu

    Fotografia tem a magia fascinante de eternizar os momentos!

    Belissima a tua homenagem!

    Abraços e uma linda semana pra voce!

  • ONG ALERTA says:
    20 de agosto de 2013 07:53

    Todo mundo gosta de uma Bel. Foto....excelente postagem, abraço Lisette.

  • Fernanda Bender says:
    20 de agosto de 2013 13:13

    Tu sempre nos mantendo informados quanto à datas especiais... se não me engano dia 19 foi também Dia do Ciclista.

  • Adriana Helena says:
    20 de agosto de 2013 17:07

    Olá Lu Cidreira, muito boa tarde amigo!
    Ontem foi o dia da fotografia, que bárbaro!

    Considero uma verdadeira arte e belas fotografias nos fazem sonhar e conhecer fatos históricos e atuais!

    Suas anotações sobre a fotografia são mais do que completas: refletem todo o processo de surgimento e transformação ao longo dos anos! Obrigada!

    Um grande abraço e excelente semana!!

  • Felisberto Junior says:
    20 de agosto de 2013 22:41

    Olá!Boa noite
    Lu
    ...mais uma aula aqui...
    Parabéns,dia 19, Dia Mundial da Fotografia, aos fotógrafos e amantes da arte.
    Penso que além de ser um registro técnico, instante decisivo ou espelho do real, a fotografia é um espaço que contém o mundo. Cada olhar, em cada momento, em cada circunstância será único e intraduzível, nem mesmo com mil palavras...e é tão bom ter Fotografia dos melhores momentos da vida.
    Apesar de minha descendência asiática, não sou muito bom fotógrafo,apesar de "dar" meus cliques ou "fotocelulada", também!
    Obrigado pelo carinho de sempre
    Bela quarta feira
    Abraços

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.