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25 de agosto de 2013

Tomografias mostram que o nosso cérebro acredita em Deus

Imagem: Luiz Cidreira (Arquivo pessoal)

A ciência não conseguiu comprovar a existência ou inexistência de Deus. Mas uma coisa o conhecimento racional deixa cada dia mais clara: religião faz bem para a saúde. O motivo? Para o médico americano Andrew Newberg, autor do livro Why God Won’t Go Away (“Por que Deus não vai embora”, sem tradução em português), a resposta está na arquitetura neurológica do nosso cérebro. Para ele, o mais desenvolvido órgão humano é especialmente calibrado para a experiência espiritual.
Analisando imagens captadas por tomógrafos, Newberg pesquisa como a oração e a meditação se manifestam no cérebro. Ele diz que a neurociência pode elucidar experiências místicas e acredita que o conceito de Deus é fundamental para a sobrevivência da espécie humana.
Além de se especializar na neurofisiologia da experiência religiosa, Andrew defende que cursos de teologia e de princípios das religiões sejam obrigatórios para os profissionais da área de saúde. Segundo ele, um médico terá mais chances de conquistar a confiança de um paciente, e conseqüentemente ser bem-sucedido no tratamento, se estiver familiarizado com sua crença.
Existe alguma parte específica do cérebro que seja responsável pela experiência religiosa?
Não exatamente. Nossa pesquisa sugere que experiências religiosas são complexas. Envolvem emoção e cognição e se distribuem por várias estruturas. Estão ligadas ao lobo frontal, a parte do cérebro que determina nossas vontades; à região do lobo parietal, que controla nosso senso próprio; ao sistema límbico, que desempenha papel fundamental nas emoções; e, finalmente, ao hipotálamo, que também é responsável pelas reações emotivas.
E como o corpo sente os efeitos dessa experiência?
Os resultados sugerem mudanças hormonais e nos sistemas imunológico e nervoso autônomo, diminuindo batimentos cardíacos, pressão sanguínea e estresse. Um grande número de estudos aponta que a religiosidade resulta em benefícios para a saúde.
Alguma religião ou prática espiritual se destaca pelos benefícios à saúde mental e corporal?
Não existe uma que se destaque em relação a outras. Há evidências de que pessoas que rezam estão associadas a quadros de redução da tensão muscular e de menor incidência de doenças coronarianas. Indivíduos que meditam apresentam redução da ansiedade, da depressão e da irritabilidade, e aprimoramento da capacidade de aprendizagem, da memória e da estabilidade emocional. Também existem evidências de que a meditação pode aliviar dores crônicas. Em um estudo, 77 pessoas que sofriam de fibromialgia passaram por um programa antiestresse de 10 semanas que usava técnicas de meditação. Todos apresentaram melhoras nos sintomas.
Pessoas doentes com forte fé religiosa têm mais chances de ser curadas?
A única coisa que podemos afirmar a partir dos estudos é que existe relação entre religiosidade e boa saúde. Mas são poucas as evidências de curas específicas associadas a crenças religiosas. O que muitos estudos mostram é a religião como forte aliada na recuperação de cirurgias. Uma pesquisa com um grupo de pacientes operados do coração mostrou que a incidência de mortes durante o período de recuperação era maior entre os que não praticavam nenhuma fé. Outro estudo, feito com mulheres negras com câncer de mama, mostrou que as que não pertenciam a nenhuma religião tinham tendência a viver menos.
A comprovação de que as experiências religiosas são resultado de atividades cerebrais pode sugerir que Deus existe apenas na nossa cabeça?
A ciência enfrentará muita dificuldade em demonstrar definitivamente a existência ou inexistência de Deus. Se eu escanear o cérebro de alguém que olha para um cachorro, a imagem irá mostrar o que acontece quando se vê um cão, mas não prova a existência do animal. Da mesma forma, se uma freira passa pela experiência de estar na presença de Deus, a tomografia não irá mostrar se Deus está com a freira, mas apenas o que acontece no cérebro dela.
Como saber, então, se foi Deus quem criou o cérebro ou se é o nosso cérebro que cria Deus?
Não há uma maneira clara de determinarmos isso. Pode-se dizer que o cérebro humano tem duas funções básicas a serem consideradas sob as perspectivas biológica e evolucionária: auto-preservação e autotranscendência. O cérebro desempenha essas funções ao longo de nossa vida. Acontece que a religião também desempenha essas mesmas funções. Ou seja, a fé é uma excelente ferramenta que ajuda o cérebro a praticar suas funções primárias.
Isso quer dizer que a experiência com Deus nos ajudou ao longo do processo evolutivo?
A função de autopreservação é a da sobrevivência do indivíduo e, conseqüentemente, da espécie. Para nos manter vivos, o cérebro nos afasta dos perigos, nos aproxima dos alimentos e indica a necessidade de acasalamento. A religião também tem funções importantes nesse sentido: promove comportamentos de vida sustentáveis e ajuda a desenvolver e manter sociedades e famílias voltadas para nossa proteção. Autotranscendência é nossa necessidade inerente de passar de um estágio para outro. Fazemos isso o tempo todo. A cada momento nos tornamos pessoas um pouco diferentes do que costumávamos ser. E a religião é a expressão máxima de auto-transcendência. Algumas admitem que o façamos ainda em vida, outras requerem a morte. Seja como for, a religião nos ajuda a transcender rumo ao encontro derradeiro com Deus ou qualquer outra realidade suprema.
Você defende que profissionais da área de saúde estudem também teologia e religiões. Levamos séculos para separar medicina da religião. Voltar a integrar as duas áreas não seria um retrocesso?
Acho que a religião nunca se separou completamente da medicina. E, recentemente, houve um crescimento na conscientização de que o lado espiritual do indivíduo tem um impacto importante na abordagem médica. A saúde e o bem-estar de um paciente dependem bastante da capacidade do médico de lidar com sua fé e religiosidade, e não apenas com seu quadro clínico. Os dois aspectos estão interligados.
Por Mauro Tracco
Fonte: super.abril.com.br
Imagem Luiz Cidreira

9 comentários :

  • Patricia Galis says:
    25 de agosto de 2013 10:11

    Muito interessante a matéria creio que cada vez mais a ciência comprovará está vdd.

  • Paty Michele says:
    25 de agosto de 2013 11:12

    Excelente texto, Lu.
    Seria realmente mto bom se os currículos dos cursos de medicina incluíssem essas disciplinas. Os médicos precisam ser menos "cientistas" de vez em qdo e crer na fé alheia.


    Um abraço.

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    25 de agosto de 2013 15:03

    fantástico mesmo Lu ...

  • Amcguedes Guedes says:
    25 de agosto de 2013 21:21

    Boa noite, Lu.
    Excelente matéria.
    De pouco em pouco um dia a ciência comprovará que as funções cerebrais são consequência e não a Causa das coisas.
    Abraços
    Lúcia

  • Dorli says:
    26 de agosto de 2013 10:22

    Oi Lu
    Eu não sigo nenhuma religião, mas tenho uma fé inabalável num ser superior, que é Deus.
    A minha vida foi sempre de fé e luta e sempre colhi bons frutos.
    Eu nasci com sorte e olha que fui adotada e também adotei, achei lindo...
    Obrigada pelos cumprimentos
    Beijos
    Lua Singular

  • Felisberto Junior says:
    26 de agosto de 2013 13:54

    Olá!Boa tarde
    Lu
    Ao longo da história , a relação entre ciência e religião foi marcada por momentos conflituosos. Há quem acredite que ambas caminham juntas, como também existem aqueles que consideram-nas totalmente incongruentes. Percebemos cada vez mais a importância de um diálogo entre os dois campos para a construção de um mundo mais humano e a necessidade de suprimir todas as dúvidas, pois religião é fé... e ciência é lógica, fatos, probabilidades...
    hehehe, estou em cima do muro né????? não ficarei... eu tenho uma opinião bem particular e subjetiva sobre esse assunto, penso que não existe problema algum a ciência provar a existência ou não de Deus desde que isso seja feito em âmbito estritamente pessoal, tal a diversidade(?) de crenças e religiões. O que não podemos de forma alguma, pelo bem de todos, é querer fazer a ciência aceitar esse ponto de vista como verdadeiro, pois toda hipótese precisa ser testada, garantindo a sua verificação como verdadeira ou falsa, podendo assim ser contestada...
    é o caso da fé, que é a convicção de que algo é verdade sem haver provas de nenhuma circunstância ou nem ao menos uma maneira de comprovação, assim não havendo espaço para dúvidas ou objeções...porém não temos como mensurar em base científica...
    Bela partilha!Obrigado pelo carinho
    Bela semana
    Abraços

  • Wanderley Elian Lima says:
    26 de agosto de 2013 20:37

    Eu não conseguiria viver, sem acreditar e ter fé.
    Abraço

  • Dorli says:
    27 de agosto de 2013 11:29

    Bom dia Lu,
    Passando para agradecer o comentário
    Fico muito feliz quando vem ao meu blog.
    Beijos no coração
    Lua Singular

  • Anne Lieri says:
    27 de agosto de 2013 18:30

    Lu,eu acredito cem por cento na cura pela fé.Nós e Deus somos um só,não há divisão.Já tive uma experiencia de milagre em minha vida e o médico me disse no final de tudo:Pensei que vc não iria conseguir sobreviver.Por isso creio que a oração, a crença independente de religião,pode trazer a cura.Adorei esse tema!bjs,

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.