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2 de setembro de 2013

Mulheres da Independência

Imagem: Google

Na Guerra da Independência do Brasil não há protagonismos entre gêneros. Aos homens e mulheres em pé de igualdade foram confiadas tarefas, claro levando-se em conta as condições biológicas de cada um.
Não poucos os pais e mães que por algum tempo deixaram a família para, juntos aos mais jovens dedicarem-se, com patriotismo, à construção e consolidação do Grito de 7 de Setembro. Não há distinções, antigas capitanias, províncias e hoje estados são donos do grandioso espetáculo cívico. Para reconquista da terra perdida os lusos confiavam na experiência do gen. Madeira de Melo, na Bahia. Passava o Exército Patriótico de dez mil combatentes, de ambos os sexos. As guerreiras, nas barracas improvisadas ou fora delas, davam ponto de apoio ao desenvolvimento das lutas. Cozinhavam, retocavam e lavavam as vestimentas, verificavam as armas. Não havia lugar para desvanecimento, o hibridismo era perfeito. Todos falavam uma só linguagem, nos campos, nas cidades, nos lares, nas confrarias.
No Convento da Soledade, em Salvador, a madre Joana Angélica teve a vida ceifada pela soldadesca inimiga, que queria invadir a clausura, tornando-se a primeira mártir do Brasil. A heroína Maria Quitéria de Jesus destacou-se pela sua bravura, nos confrontos de corpo-a-corpo, de trajes masculinos, pois havia se alistado num dos Batalhões nacionais, valendo-lhe condecoração, por parte de D. Pedro I. Ceará teve seu valor feminino representado pela virilidade de Bárbara de Alencar, que experimentou tensos dias na detenção de Fortaleza. Seja na forma de musa, os inconfidentes mineiros contaram com os incentivos de Heliodora Guilhermina da Silva e Dorotéia Seixas, inspiradora do des. Tomaz Antonio Gonzaga ao escrever “Cartas Chilenas”. Ana Lins, um exemplo de revolucionária alagoana. A própria Imperatriz Leopoldina, nunca deixou de encorajar o marido e Príncipe Regente, que por algum tempo aderiu aos princípios liberais.
Tivemos muitas delas, involuntariamente partícipes do movimento. Emblemática, contudo, a militância de Maria Cristina, da fazenda Carnaubeira, Piauí. Noiva do capitão Francisco de Alencar, que deixara as forças de Fidié para se dedicar à expulsão do último reduto português no Brasil. Ela, sentindo-se apaixonada pela nobre missão de servir ao exército nacionalista, quando seguindo entre soldados mortos e feridos, com os membros destroçados, esvaindo-se em sangue, assistindo às expressões de dor, deplorava não ser enfermeira, para minorar-lhe o sofrimento.
Ao lado da irmã Fernanda, esbanjando misto de ódio e entusiasmo, angariava donativos e suprimentos, na região onde morava, perto de Parnaíba, a fim de manter elevada a bandeira da independência.
Jornalista

12 comentários :

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    2 de setembro de 2013 11:15

    pena q história de uma sociedade machista como a nossa nunca lhes contempla com o devido valor ... só mesmo aquelas Doutoras em Toques nos exames de próstata têm o devido reconhecimento ... kkkkkkkkkkk

  • Maria de Lourdes says:
    2 de setembro de 2013 11:55

    Esta é um tipo de notícia que me fascina. A História do Brasil. Nossos heróis e heroínas. A todas elas e eles, o nosso agradecimento pelos sacrifícios que foram as bases das nossas conquistas de hoje.

  • Dorli says:
    2 de setembro de 2013 13:24

    OI Lindo post.
    Adoro História do Brasil
    Quantas mulheres morreram para defender seu país e seus princípios, no caso da Independência ficaram ficaram à D.Pedro I as honras da Independência.
    Que injustiça!
    É isso que se ensina nas escolas, eu sempre fui mais além.
    Beijos
    Lua Singular

  • Aline Lemes says:
    2 de setembro de 2013 14:35

    A história do nosso país é muito digna, e é um orgulho saber que as mulheres tiveram um papel tão importante

    Tem post novo, aguardo sua visita

    http://madamelemes.blogspot.com.br/2013/09/agenda-de-shows-mes-de-setembro.html

    bjs

  • Anne Lieri says:
    2 de setembro de 2013 18:02

    Gostaria de ter vivido nessa época!Adoro essas histórias pela ótica feminina.bjs e boa semana pra vc,

  • Wanderley Elian Lima says:
    2 de setembro de 2013 18:37

    Infelizmente, a história do Brasil é feita só de homens, para a maioria dos historiadores.
    Abraço

  • Olinda Melo says:
    3 de setembro de 2013 05:47


    Olá, Lu Cidreira

    É muito bom saber do papel das mulheres nesse momento fulcral da História do Brasil. Infelizmente, esse papel tanto aí como cá e também noutros pontos do Mundo, quase nunca é focado. É bom verificar que, aos poucos, se vai tomando consciência da sua influência nas grandes decisões que marcam a Humanidade.

    Abraço

    Olinda

  • Dorli says:
    3 de setembro de 2013 20:38

    Oi Lu
    Respondi seu comentário no meu blog para todos verem.
    Eu fiz uma pequena postagem, eu posso colocar seus dois comentários como colaborador nessa postagem.
    dorlisilva@bol.com.br
    Adorei seus comentários
    Dê uma olhada por favor na minha postagem, eu testei e deu certo.
    Beijos
    Lua Singular

  • Dorli says:
    3 de setembro de 2013 22:00

    Oi Lu, acho que fiz caca
    Se você mandou agora dois comentários, acabei excluindo um.
    Você faz outra vez
    Beijos
    Dorli

  • Beth Muniz says:
    4 de setembro de 2013 14:02

    -Mulheres...
    Heroínas,
    Anônimas,
    Guerreiras.
    -Mulheres,
    De ontem e de hoje.
    -Fazendo fazendo e construindo a história, mesmo que em meio à repressão e o domínio masculino e machista.
    Belo resgate Lu.
    Beijão.

  • Felisberto Junior says:
    4 de setembro de 2013 14:08

    Olá!Boa tarde

    é interessante lermos postagens assim, para que possamos, pensar e repensar a história, um exercício de reflexão e de crítica. Despertar E ampliar o nosso universo de entendimento para além dos fatos mais imediatos e conhecidos, e reconsiderar aqueles episódios cuja interpretação se cristalizou com o tempo, sob a forma de visões estereotipadas, construídas em outros momentos, para , penso, atender a outros interesses.É como ocorreu com a Independência de 1822...aos homens e mulheres em pé de igualdade foram confiadas tarefas, claro levando-se em conta as condições biológicas de cada um, e dedicarem-se, com patriotismo, à construção e consolidação do Grito de 7 de Setembro.
    Parabéns pela partilha
    Obrigado pelo carinho
    Belo dia
    Abraços

  • Patricia Galis says:
    5 de setembro de 2013 15:15

    Mito bem lembrado grandes mulheres que fizeram a diferença e marcaram seus nomes na historia como exemplo.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.