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20 de novembro de 2013

Uma história de luta e consciência



20 de novembro
Dia da Consciência Negra é uma data para a reflexão de todos nós brasileiros. Durante o período da escravidão, os negros sofreram inúmeras injustiças. E ás custas do seu sofrimento nas senzalas, nos campos e nas cidades, foi erguido tudo o que havia no Brasil daquela época.
Os negros resistiram de diversas formas, nas muitas revoltas, fugas e com a formação de quilombos em várias partes do país. Assim, surgiu o Quilombo dos Palmares e o seu sonho de liberdade, que teve como principal líder Zumbi.
Veio a Abolição em 1888, o Brasil mudou e hoje é uma das maiores economias do mundo. No entanto, os negros continuaram em situação de desigualdade, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades. Sua luta, inspirada em Zumbi e em outros heróis negros que tombaram ao longo do caminho, precisava continuar.
Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e seu corpo foi exibido em praça pública para semear o medo entre os escravos e impedir novas revoltas e fugas.
Mas o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era preciso lutar contra a escravidão e as desigualdades, como Zumbi ousou fazer. A memória deste herói nacional, no Dia da Consciência Negra, nos compromete com a construção de uma sociedade na qual todos tenham não apenas a igualdade formal dos direitos, mas a igualdade real das oportunidades.

Um pouco da história de Zumbi

Zumbi dos Palmares (1655 - 1695)

A imagem da cabeça arrancada de Zumbi, levada ao Recife em 1695 e exibida publicamente, produz dois sentidos antagônicos: o poder opressor é capaz de derrotar os insurgidos, mas uma boa luta de fato nunca morre. Não por acaso, a imagem virou monumento no Rio de Janeiro.
Sabe-se pouco desse grande brasileiro. Nascido no quilombo de Palmares, localizado na Serra da Barriga, hoje estado de Alagoas, Zumbi se afirma como grande guerreiro, chefe destemido e último líder do maior foco de resistência negra contra a escravidão no Brasil. Em 1662, ainda menino, teria sido capturado por soldados e entregue ao padre Antônio Melo, que lhe deu o nome de Francisco e os conhecimentos de leitura e escrita em português e latim.
Aos 15 anos, fugiu e retornou a Palmares, adotando o nome Zumbi, evocando, na origem africana, o termo dzumbi: guerreiro, defunto, deus da guerra ou até morto-vivo. No quilombo, que chegou a ter 50 mil habitantes, liderou lutas vitoriosas contra os portugueses. Em 1678, diante de um acordo entre Ganga-Zumba, seu tio e chefe do quilombo, e o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, que garantia liberdade aos nascidos em Palmares, Zumbi envenena Ganga-Zumba, assume a chefia e recusa o acordo. Para ele não bastava viver livre, era necessário libertar os ainda escravos.
Zumbi queria a abolição da escravatura, não apenas a liberdade parcial de seu grupo. As investidas contra Palmares se intensificam e a resposta é dada com extraordinária resistência. Zumbi luta e faz aos seus homens o convite à morte pela liberdade. Em 1694, Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista conhecido pela impiedade, foi convocado pelo governador para liderar a milícia que tinha como missão encontrar e destruir Palmares. Com um grupo de dois mil homens e apoio de pesada artilharia, Velho inicia a busca. Chegou a batalhar com Zumbi, baleando o líder quilombola. O episódio faz surgir o boato de sua morte. No ano de 1695, no entanto, Zumbi lidera ataques a povoados em Pernambuco.
É nesse mesmo ano que Velho chega ao ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares. Uma intensa batalha se iniciou e a comunidade resistiu por vinte e dois dias, antes de ser derrubada. Zumbi foi ferido, mas escapou, continuando a lutar com abnegada resistência. Entretanto, traído por um antigo companheiro, é denunciado, preso e degolado em 20 de Novembro de 1695. Estava morto o herói brasileiro. A data marca no calendário do país o Dia Nacional da Consciência Negra, lembrando a história do homem nascido livre e morto por desejar a liberdade de seu povo.

Fonte: www.diadaconsciencianegra.com.br,   www.brasil.gov.br
Imagem: Google, meramente ilustrativa
Nos dias seguinte se comemoram:
Dia da Bandeira
19 de Novembro Foi comemorado ontem, temos muito a ver também com a história do nosso pais.
Dia da Bandeira

Dia de Nossa Senhora da Apresentação
21 de Novembro
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Dia da Homeopatia
21 de Novembro
Dia da Homeopatia
Dia de Santa Cecília
22 de Novembro
Dia de Santa Cecília
Dia do Músico
22 de Novembro
Dia do Músico
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9 comentários :

  • José María Souza Costa says:
    20 de novembro de 2013 06:14

    Olá, bom dia.

    À todos que tombaram por um sonho de Liberdade, a nossa saudação e a nossa Eterna Gratidão, pela luta.
    Um abraço.

  • Dorli says:
    20 de novembro de 2013 08:40

    Oi Lu,
    Eu sei perfeitamente o que é essa desigualdade que só acabará com o final dos tempos.
    Já falei tanto com meus alunos, acho que joguei conversa fora.
    Tenho um texto que escrevi o ano passado, quase deu briga no Mundo dos Inocente e hoje foi meu filho quem escreveu no Lua Singular.
    Beijos
    Lua Singular

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    20 de novembro de 2013 10:13

    vivas e mais vivas à negritude ...

  • Olinda Melo says:
    20 de novembro de 2013 11:08


    Caro Lu Cidreira

    É uma luta que não terminou. É importante termos a consciência dos factos do passado e trazê-los para o presente, de modo a não se cometerem os mesmos erros.

    Honra e glória àqueles que souberam lutar pelo seu merecido lugar na sociedade!

    Muito obrigada por ter trazido este tema.

    Abraço

    Olinda

  • Maria de Lourdes says:
    20 de novembro de 2013 12:13

    Olá Lu! Linda a sua postagem! relembrando a história de Zumbi, no Quilombo dos Palmares. Grande guerreiro, exemplo de determinação e amor ao seu povo. Na verdade a consciência negra deve habitar nos corações e durante todos os dias.
    Grande abraço!

  • Adriana Paz says:
    21 de novembro de 2013 01:11

    Que bela aula,Lu.

    Tantos pereceram por essa causa e ainda hoje muitos discriminam tudo!

    Não somente a cor,mas religião,tipo físico,pobres,homossessuais sendo mortos ou espancados,mendigos,etc...

    Esses sim são pobres de espírito e esquecem que somos todos filhos do mesmo PAI e irmãos em Cristo!


    Obrigada pela visita e linda semana,amigo

    Abraços

    Dryka



    Blog Suas Histórias Nossas Histórias

  • Paty Michele says:
    21 de novembro de 2013 21:50

    Essa história é linda! Mostra a força, a coragem e a resistência dese povo que ajudou a erguer esse país. Falei sobre isso durante a minha aula, incentivando meus alunos a combaterem o auto preconceito e lutarem por mais oportunidades.
    Chega de opressão e exclusão!

    Um abraço.

  • Felisberto Junior says:
    21 de novembro de 2013 22:26

    Olá!Boa noite, Lu!
    mais uma verdadeira aula de informação, a força e a coragem de muitos que lutaram pelo direito de serem considerados "iguais".
    ...penso que o Brasil avançou e muito em relação às desigualdades sociais. Porém, essa questão étnica está muito mais atrelada a valores morais " e nesse ponto a falta da tal consciência é clara. O preconceito ainda é uma grande barreira a ser transposta. Infelizmente!
    Agradeço pelo carinho,belo dia,abraços!

  • Marli Terezinha Andrucho Boldori says:
    22 de novembro de 2013 10:36

    Achei seu blog extremamente interessante,por isso voltarei mais tarde para ler aqui. Grande abraço!

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.