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11 de fevereiro de 2014

Desertificação Avança em Todo Mundo


Fenômeno já atinge vários estados do Nordeste

A comunidade internacional deu passos decisivos para o que hoje poderia ser chamado de globalização dos problemas ambientais, quando há quase sete anos, as atenções do mundo se voltaram para o Rio, onde acontecia a Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
Na época um assunto de crucial importância ficou em segundo plano: a desertificação.
Temas como biodiversidade e mudança global climática foram largamente discutidos, pois afetavam diretamente países desenvolvidos. As convenções da biodiversidade e a da mudança climática foram logo assinadas porque envolviam interesses de laboratórios e indústrias.
Na 2ª Cúpula Mundial sobre Desertificação realizada pela ONU em dezembro 98 em Dacar no Senegal, os delegados dos cerca de 150 países representados, dando continuidade aos debates de outubro de 97, em Roma, consideraram também que a desertificação é uma ameaça à biodiversidade e está associada à mudança climática. O fenômeno se caracteriza pela perda da produtividade do solo em regiões áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas, devido principalmente ao mau uso, associado à ocupação humana.
Atinge especialmente a Ásia e África e está claramente ligado à sobrevivência humana, por causar a fome que mata e ameaça a vida de milhares de pessoas em lugares onde a terra racha e nada cresce.
Este ano as atenções estarão voltadas para o Brasil e desta vez a desertificação também será o centro das discussões, na terceira conferência sobre o tema, que se realizará em novembro em Recife, PE. Um dos principais assuntos a serem debatidos é a sinergia que deve haver entre as convenções de meio ambiente. Ou seja, as convenções de biodiversidade e de mudança global climática devem estar intrinsecamente ligadas à convenção de desertificação. O fator humano também estará em discussão.
A desertificação tem desencadeado importantes fluxos migratórios do campo para as cidades. A conferência tentará estabelecer metas de contenção do processo, propondo formas de conservar os bosques em áreas rurais e diminuir o consumo de água nas urbanas. Com base em planos de ação que nações africanas apresentarão, países desenvolvidos avaliarão também a criação de um fundo para projetos. Além disso, até novembro os EUA terão assinado a convenção de desertificação, o que pode aumentar consideravelmente a ajuda financeira.
A ONU calcula que sejam necessários de US$ 10 bilhões a 22,4 bilhões por ano para conter a desertificação em 20 anos. Nenhum dos delegados presentes em Dacar no Senegal, foi contra a afirmação de que a convenção da desertificação só adotada em 94, é a prima pobre do programa da ONU. Os recursos até agora obtidos não passam de US$ 200 milhões por ano.
A cada minuto, 12 hectares de terra viram deserto no mundo...

Um pequeno deserto a cada minuto

O desmatamento desenfreado e as práticas erradas de uso do solo fazem com que a cada minuto, 12 hectares de terra virem deserto no mundo. O fenômeno da desertificação já afeta quase um terço da superfície do planeta Terra. Segundo estudos feitos pela ONU, há mais de 10 milhões de refugiados ambientais, ou seja, pessoas que foram obrigadas a migrar para outros países devido à seca e à perda da fertilidade do solo. A África é o continente mais afetado, notadamente na região subsaariana, mas o problema é também particularmente grave na América Latina. No Brasil, grandes áreas estão se transformando em desertos, principalmente no Nordeste e no Rio Grande do Sul. Especialistas que estudaram o assunto chegaram a conclusões pessimistas. Serão necessários 40 bilhões de dólares por ano para aplicar em obras que possam conter a desertificação em todo o mundo. O dobro da previsão da ONU.
Cerca de 70 países são afetados pela perda acelerada da fertilidade dos solos. Se a erosão do solo e a desertificação continuarem nos níveis atuais, 75 milhões de hectares de terras agricultáveis serão retirados da cadeia de produção até o ano 2000. A América do Norte, com 74% de terras áridas ou semi-áridas, e a África, com 73%, são as regiões onde a situação é mais preocupante. Mas, a médio prazo, processos de desertificação ameaçam áreas onde isso pareceria impensável há algumas décadas. A intensidade das secas registradas recentemente na Espanha e no Sul da Itália causa temores. Na Ásia, com sua alta densidade populacional, se calcula em quase 1,5 milhão o número de hectares em que já não se pode cultivar, devido à desertificação.
O fenômeno climático El Niño, que, inicialmente, causa fortes inundações e em seguida grandes períodos de seca, agrava o problema, cuja seriedade a ONU compara com a ameaça do aquecimento global. De acordo com alguns especialistas, porém, a relação entre desertificação e mudanças climáticas pode ser ainda mais complexa. Alguns acreditam que a desertificação está alterando o clima, muito mais do que sendo afetada por ele.
Os especialistas salientam também que nas áreas suscetíveis à desertificação e à seca em todo o mundo, vivem hoje cerca de 900 milhões de pessoas e, destas, cerca de 200 milhões já estão em zonas diretamente afetadas por este processo. Grande parte dessas áreas coincidem do ponto de vista sócio-econômico com os maiores bolsões de pobreza nos países do Terceiro Mundo, fazendo parte da baixa produtividade agrícola e da má qualidade de vida resultantes, um quadro dramático. Esse processo vem colocando fora de produção anualmente cerca de seis milhões de hectares (60 mil km2), devido ao pastoreio incorreto, salinização dos solos por irrigação e processo indevidos de uso intensivo e manejo inadequado da água disponível.
No Brasil, a região mais afetada é o Nordeste...

Brasil não está fora do processo

No Brasil, o fenômeno atinge 180 mil quilômetros quadrados de terras, a maior parte no Nordeste. O governo brasileiro tem um plano de combate à desertificação que até o momento está somente no papel. Há quatro projetos-piloto à espera de recursos, em quatro áreas críticas, além de benefícios indiretos de projetos para instalação de poços e dessalinização de águas.
Em alguns estados do Nordeste, o modelo de produção baseado em intenso desmatamento, provocou mudanças climáticas que evoluíram para um tipo de desertificação somente visto no continente africano.
De acordo com a ORSTOM - instituição francesa de pesquisa -, embora haja uma situação de alto risco à economia daqueles estados, a degradação ambiental não é irreversível, pois as áreas afetadas necessariamente não se transformarão em áridos desertos de areia.
Mas existem grandes áreas dentro de cada estado que se não se tranformarem em deserto, perderão ainda mais sua fertilidade e com isso sua capacidade produtiva ficará seriamente ameaçada.
São eles: Paraíba, 63%; Ceará, 52%; Rio Grande do Norte, 36% e Pernambuco, 25%. Também estão ameaçadas pela desertificação diversas áreas do estado da Bahia, especialmente aquelas localizadas no sertão e no semi-árido baianos.
É preciso saber manejar e defender o solo...

A defesa do solo e seu manejo adequado

Os ecologistas protestam contra a poluição do ar, dos rios e dos mares, defendem a flora e a fauna, mas raramente se preocupam com um tema da maior importância, a defesa do solo. É nele que as raízes se fixam para que os vegetais possam crescer, à custa da água e dos nutrientes disponíveis. Existe uma dependência recíproca. Sem vegetação para protegê-lo, o solo sofre o impacto direto das chuvas, cujas águas correm pela sua superfície causando a erosão.
Arrastam a matéria orgânica essencial para o desenvolvimento das plantas e provocam sulcos que se aprofundam e algumas vezes acabam se transformando em grandes voçorocas.
Os solos perdidos com a erosão desembocam nas nascentes de água, como rios, lagos, etc, causando efeitos internos e externos à unidade agrícola de produção.
Os internos são a baixa fertilidade do solo e uso cada vez maior de corretivos. Os danos externos são o assoreamento das nascentes, alagamentos, dificuldade do tratamento de água, redução na capacidade de armazenamento de água nos reservatórios e contaminação dos rios, prejudicando a produção de peixes.
As conseqüências diretas e indiretas da erosão acarretam prejuízos muitas vezes irreversíveis que expressam as perdas de solo e água, quando o homem passou a explorar intensivamente os solos. Por exemplo, quando eliminou a mata começou a produzir de maneira intensiva culturas comerciais que oferecem pouca proteção aos solos, sem a preocupação do manejo racional e de medidas adicionais de preservação da integridade química, física e biológica do solo.
As características do solo para se adotar um tipo de cultura não são consideradas. A maioria dos agricultores adota apenas as curvas de nível para evitar a erosão do solo. Porém, o manejo de sistemas de preparo da terra - o tipo de máquina agrícola - e de cultivo, também são fundamentais para sua conservação. Além disso, técnicas como a rotação de culturas, o plantio direto na palha e o plantio em faixas são outras opções menos prejudiciais ao solo.

Mas a erosão não é um fenômeno natural?

Natural até certo ponto
De acordo com especialistas, a erosão é um fenômeno geológico natural e planetário, sem a qual dificilmente a vida teria se instalado na Terra. Em sentido amplo, a erosão é a desnudação dos solos e seu transporte. Esse fenômeno rebaixa superfícies, libera elementos e possibilita o surgimentos de organismos.
O problema da erosão conduzido para a desertificação se torna sério e preocupante quando temos a erosão acelerada provocada por ações antrópicas, ou seja, de fora do ambiente, as feitas pelo homem, como o uso incorreto do solo, sem precaução, que resulta em áreas degradadas por excessivo cultivo, contrariando assim as recomendações das boas técnicas agronômicas.
O homem precisa plantar e colher em escala crescente, para produzir alimentos que atendam às necessidades de uma população que cresce desordenadamente.
Seremos 6 bilhões de seres humanos no mundo já no final deste século. As demandas de cereais e carne aumentam constantemente, exigindo o cultivo de extensas lavouras e a manutenção de grandes pastagens, com índices elevados de produtividade. No entanto, para que isso seja possível, é preciso que os agricultores e pecuaristas adotem práticas adequadas de manejo e uso dos solos, de modo a evitar a erosão e a perda da fertilidade.
O uso correto dos solos é um dos principais itens dos currículos adotados nas escolas de agronomia. É importante, portanto, que todos que se dedicam e prescindem do uso da terra para sobreviver, que ao plantar lavouras ou formar pastagens peçam orientação a engenheiros agrônomos, que podem ser contratados, quando os custos de produção permitirem , ou ser consultados nas Casas de Agricultura mantidas pelo poder público. O uso correto dos equipamentos agrícolas, principalmente dos arados, é mais uma exigência que caberia aos ecologistas fazerem. Os responsáveis pelo uso desses equipamentos devem ser profissionais bem treinados em escolas de mecanização agrícola que o governo mantém em várias cidades. Os solos desprovidos de vegetação ficam muito vulneráveis às práticas inadequadas, como por exemplo a aração feita em sentido perpendicular às curvas de nível do terreno. Esse procedimento danoso aos solos oferece à água das chuvas a oportunidade de correr declives abaixo, avolumando-se, rasgando os sulcos feitos pelo arado, transformando-os em valas que comprometem irremediavelmente os solos.
Apesar disso a agricultura brasileira atingiu notável nível de desenvolvimento, fazendo com que o país esteja entre os três maiores exportadores mundiais de frango, café, soja, suco de laranja, além de outros produtos. Mas a sociedade e seus dirigentes ainda não se perguntaram o quanto e o que precisam produzir para garantir o suprimento de alimentos, tendo em vista os crescentes desafios da degradação ambiental e a necessidade de retirar grande parte da população da miséria e da fome.
Fonte de imagem: Google, meramente ilustrativa

6 comentários :

  • Dorli says:
    11 de fevereiro de 2014 08:46

    O Lu,
    Se no Brasil houvesse leis rígidas, não estaríamos sofrendo com o desmatamento, os coronéis só querem refrigério e dinheiro, mas ninguém come e nem bebe dinheiro.
    Penso nas crianças e jovens que vão morrer nesse inferno que será o nosso mundo.
    Beijos
    Lua Singular

  • Dorli Silva says:
    11 de fevereiro de 2014 09:00

    Olá tio Lu,
    Nós do Mundo dos Inocentes agradecemos a sua visitinha na nossa casa, aqui só tem alegria.
    Volte sempre
    Será bem recebido com beijinhos
    De todas nós.
    "Bigada"
    Mundo dos Inocentes

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    11 de fevereiro de 2014 09:57

    aterrorizador! #fato

  • Adriana Helena says:
    11 de fevereiro de 2014 14:27

    Olá Lu Cidreira, boa tarde!
    Este é um assunto polêmico, que poderá ser a causa da fome no futuro, inclusive aqui no Brasil!
    Os dados que você colocou e disponibilizou para nós são assustadores: um pequeno deserto a cada minuto? E isso está caminhando a passos largos!

    Não é a toa que em grandes cidades do Brasil o forte calor esteja fazendo tantas vítimas: é a ausência de árvores, de chuvas, o solo cada vez mais seco e arenoso ... Realmente é uma previsão nada otimista! O verde e a água serão os artigos mais preciosos!

    Excelente matéria amigo!
    Obrigada!
    Abraços e excelente semana!

  • Amcguedes Guedes says:
    13 de fevereiro de 2014 08:47

    Bom dia, Lu
    Esses é um dos efeitos causados pela falta de planejamento quando do crescimento populacional. A população cresce, os recursos naturais são cada vez mais explorados e não existindo esse planejamento o caminho " natural" é esse, a degradação,cada vez maior. As pessoas também, deveriam fazer sua parte (que faz toda a diferença)e, pararem de " matar" o planeta, com queimadas, desmatamento e por ai vai. O ser humano, ainda não se deu conta de que essa é A NOSSA CASA.
    Abraços
    Lúcia

  • Maria de Lourdes says:
    13 de fevereiro de 2014 10:54

    Olá Lu! infelizmente o homem não se deu conta do mal que está causando a si mesmo. Por amor o homem deve preservar a natureza, infelizmente ele ainda não conhece isso e todos mergulham nas consequências que a cada dia são mais visíveis a olho nu.
    Abraços

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.