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5 de abril de 2014

Auto e baixa estima

Em psicologia, Auto Estima inclui a avaliação subjectiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).
Auto Estima envolve tanto crenças auto-significantes (por exemplo, "Eu sou competente/incompetente", "Eu sou benquisto/malquisto") e emoções auto-significantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela).
Em acréscimo, a Auto Estima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de Auto Estima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de Auto Estima).
Finalmente, a Auto Estima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, "Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso") ou de extensão global (por exemplo, "Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral").

MEDIÇÃO

Para os fins de pesquisa empírica, a Auto Estima é tipicamente avaliada por um questionário de auto-avaliação que produz um resultado quantitativo.
A validade e confiabilidade do questionário são estabelecidos antes do uso.

QUALIDADE E NÍVEL DA AUTO ESTIMA

O nível e a qualidade da Auto Estima, embora correlacionados, não são sinônimos.
Auto Estima pode ser elevada, mas frágil (por exemplo, narcisismo) e baixa, porém segura (por exemplo, humildade).
Todavia, a qualidade da Auto Estima pode ser indiretamente avaliada de várias formas: (i) em termos de sua constância através do tempo (estabilidade), (ii) em termos de sua independência ao se apresentarem condições particulares (não-contingência), e (iii) em termos de quão entranhada ela esteja num nível psicológico básico (inquestionabilidade ou automaticidade).

AUTO ESTIMA, GRAUS E RELACIONAMENTOS

De fins dos anos 1960 até o início dos anos 1990, foi assumido como questão de facto que a Auto Estima de um estudante era um fator crítico nas qualificações obtidas na escola, em seus relacionamentos com os colegas e em seus sucessos posteriores na vida. Sendo este o caso, muitos grupos norte-americanos criaram programas para incrementar a Auto Estima dos estudantes, assumindo que as qualificações melhorariam, os conflitos decresceriam, e que isto levaria a um mundo mais feliz e bem-sucedido. Até os anos 1990, pouca pesquisa revisada e controlada sobre esse tópico foi feita.
O conceito de auto-melhoria vivenciou mudanças dramáticas desde 1911, quando Ambrose Bierce definiu zombeteiramente a Auto Estima como "uma avaliação errônea". Bom e mau caráter são conhecidos agora como "diferenças de personalidade".
Os direitos têm substituído responsabilidades. A pesquisa sobre egocentrismo e etnocentrismo que municiou a discussão do crescimento e desenvolvimento humano em meados do século XX é ignorada; com efeito, os próprios termos são considerados politicamente incorretos. Uma revolução teve lugar no vocabulário do self. Palavras que implicam confiabilidade ou responsabilidade – auto-crítica, abnegação, auto-disciplina, auto-controle, modéstia, auto-domínio, auto-censura e auto-sacrifício – não estão mais em uso.
A linguagem mais favorecida é aquela que exalta o indivíduo: auto-expressão, auto-afirmação, auto-indulgência, auto-realização, auto-aprovação, auto-aceitação, egoísmo e a onipresente Auto Estima (Ruggiero, 2000).
A pesquisa revisada empreendida desde então não tem validado as suposições anteriores. Pesquisas recentes indicam que inflar aAuto Estima dos estudantes por si mesma não tem efeito positivo sobre a qualificação dos mesmos. Um estudo demonstrou que o efeito pode ser justamente o contrário (Baumeister, 2005). Auto Estima elevada se correlaciona com a felicidade auto-relatada. Todavia, não é claro se uma leva necessariamente à outra (Baumeister, 2004).

BULLYING, VIOLÊNCIA E ASSASSINATO

Alguns dos resultados mais interessantes dos estudos recentes, focam no relacionamento entre bullying, violência e Auto Estima. Costumava-se presumir que os bullies agiam violentamente em relação aos outros porque sofriam de baixa Auto Estima (embora nenhum estudo controlado fosse oferecido para dar suporte a esta posição).
Estas descobertas sugerem que a teoria da baixa Auto Estima está errada. Mas nenhuma envolve o que os psicólogos sociais consideram como a forma mais convincente de evidência: experimentos de laboratório controlados. Quando conduzimos nossa revisão inicial da literatura, não descobrimos nenhum estudo de laboratório que provasse o elo entre Auto Estima e agressão (Baumeister, 2001).
Em contraste com velhas crenças, pesquisas recentes indicam que os bullies agem do jeito que agem porque sofrem de uma injustificada Auto Estima "elevada".
Criminosos violentos freqüentemente se descrevem como superiores aos outros - em especial, como pessoas de elite, que merecem tratamento preferencial. Muitos assassinatos e ataques são cometidos em resposta a golpes contra a Auto Estima, tais como insultos e humilhação. Para ser mais preciso, muitos perpetradores vivem em ambientes onde insultos são muito mais ameaçadores do que a opinião que tem de si mesmos. Estima e respeito estão ligados ao status na hierarquia social, e desonrar alguém pode ter conseqüências tangíveis e mesmo acarretar risco de vida.
A mesma conclusão emergiu dos estudos de outra categoria de pessoas violentas. É relatado que membros de gangues de rua possuem opiniões favoráveis sobre si mesmos e recorrem à violência quando estas avaliações são contestadas. Bullies de "playground" consideram-se superiores às outras crianças; baixa Auto Estima é encontrada entre as vítimas dos bullies, não entre os próprios bullies. Grupos violentos têm um sistema de crenças público, que enfatizam sua superioridade sobre os demais (Baumeister, 2001).

AUTO ESTIMA E MOTIVAÇÃO ECONÔMICA

Adam Smith discute o egoísmo como uma motivação econômica; esta idéia também está presente nos trabalhos de Nathaniel Branden.

Melhor caminho para o autoconhecimento: diálogo interno

CARACTERÍSTICAS DA BAIXA AUTO ESTIMA

  • insegurança
  • inadequação
  • perfeccionismo
  • dúvidas constantes
  • incerto do que se é
  • sentimento vago de não ser capaz de realizar nada >> depressão
  • não se permite errar
  • necessidade de: agradar, aprovação, reconhecimento

O que diminui a Auto Estima?

  • críticas e autocríticas
  • culpa
  • abandono
  • rejeição
  • carência
  • frustração
    vergonha
  • inveja
  • timidez
  • insegurança
  • medo
  • humilhação
  • raiva
  • e, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

QUANDO COMEÇA A SE FORMAR

Na infância. A partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança pode-se alimentar ou destruir a autoconfiança. Auto Estima baixa geralmente está relacionada a falsos valores. Crença que é necessária aprovação da mãe ou pai.

Para elevar a Auto Estima é preciso:

  • autoconhecimento
  • manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)
  • identificar as qualidades e não só os defeitos
  • aprender com a experiência passada
  • tratar-se com amor e carinho
  • ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
  • manter diálogo interno
  • acreditar que merece ser amado(a) e é especial
  • fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

Resultados da Auto Estima elevada

  • mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
  • sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
  • harmonia entre o que sente e o que diz
  • necessidade de aprovação diminui
  • maior flexibilidade aos fatos
  • autoconfiança elevada
  • amor-próprio aumenta
  • satisfação pessoal
  • maior desempenho profissional
  • relações saudáveis
  • paz interior

Lembre-se:
"A pessoa mais especial e importante no mundo é você!
Fonte: www1.uol.com.br,  pt.wikipedia.org


3 comentários :

  • ZilMar says:
    30 de março de 2012 15:49

    oi Lu,seu post é de utilidade pública!

    é de suma importãncia que todos tivessem conhecimento desse texto...creio que ajudaria muitas pessoas...achei incrível...

    agradeço...

    um grande abraço!

    Zil

  • Anne Lieri says:
    30 de março de 2012 17:48

    Lu,um artigo excelente que pais e educadores deveriam ler!Muito se poderia melhorar nas escolas e em casa com relação a auto estima das crianças se os adultos soubessem como trata-las desde pequenas!Bjs e bom fim de semana!

  • João Vicente Petinelli Carvalho says:
    6 de abril de 2014 10:03

    Olá Lú,
    Que postagem excelente!!! Detalhes muito interessantes!!! Merece ser compartilhado!!!
    abraços

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