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13 de maio de 2014

Abolição da Escravatura no Brasil


Movimento social e político ocorrido entre 1870 e 1888, que defendia o fim da escravidão no Brasil.
Termina com a promulgação da Lei Áurea, que extingue o regime escravista originário da colonização do Brasil. A escravidão havia começado a declinar com o fim do tráfico de escravos em 1850.
Progressivamente, imigrantes europeus assalariados substituem os escravos no mercado de trabalho.
Mas é só a partir da Guerra do Paraguai (1865-1870) que o movimento abolicionista ganha impulso.
Milhares de ex-escravos que retornam da guerra vitoriosos, muitos até condecorados, se recusam a voltar à condição anterior e sofrem a pressão dos antigos donos. O problema social torna-se uma questão política para a elite dirigente do Segundo Reinado.

Lei do Ventre Livre

O Partido Liberal, de oposição, compromete-se publicamente com a causa, mas é o gabinete do visconde do Rio Branco, do Partido Conservador, que promulga a primeira lei abolicionista, a Lei do Ventre Livre, em 28 de setembro de 1871. De poucos efeitos práticos, ela dá liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir dessa data, mas os mantém sob a tutela de seus senhores até atingirem a idade de 21 anos. Em defesa da lei, o visconde do Rio Branco apresenta a escravidão como uma "instituição injuriosa", que prejudica, sobretudo, a imagem externa do país.

Campanha abolicionista

Em 1880, políticos e intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, criam, no Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que estimula a formação de dezenas de agremiações semelhantes pelo país. Da mesma forma, o jornal O Abolicionista e o manifesto
O Abolicionismo, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de Ângelo Agostini, servem de modelo a outras publicações antiescravistas. Advogados, artistas, intelectuais, jornalistas e parlamentares engajam-se no movimento e arrecadam fundos para pagamento de cartas de alforria, documento que concedia liberdade ao escravo. O país é tomado pela causa abolicionista. Em 1884, o Ceará antecipa-se e decreta o fim da escravidão em seu território.

Lei dos Sexagenários

A decisão cearense aumenta a pressão da opinião pública sobre as autoridades federais. Em 1885, o governo cede mais um pouco e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe. Conhecida como Lei dos Sexagenários, ela liberta os escravos com mais de 60 anos, mediante compensações a seus proprietários. A lei não apresenta resultados significativos, já que poucos cativos atingem essa idade e os que sobrevivem não têm de onde tirar o sustento sozinhos.
Os escravizados, que sempre resistiram ao cativeiro, passam a participar ativamente do movimento, fugindo das fazendas e buscando a liberdade nas cidades.
No interior de São Paulo, liderados pelo mulato Antônio Bento e seus caifazes (nome tirado de uma personalidade bíblica, o sumo-sacerdote judeu Caifaz), milhares deles escapam das fazendas e instalam-se no Quilombo do Jabaquara, em Santos.
A esta altura, a campanha abolicionista mistura-se à republicana e ganha um reforço importante: o Exército. Descontentes com o Império, os militares pedem publicamente para não mais ser utilizados na captura dos fugitivos. Do exterior, sobretudo da Europa, chegam apelos e manifestos favoráveis ao fim da escravidão.

Lei Áurea

Em 13 de maio de 1888, o governo imperial rende-se às pressões, e a princesa Isabel assina a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil.
A decisão desagrada aos fazendeiros, que exigem indenizações pela perda de seus "bens". Como não as conseguem, aderem ao movimento republicano como forma de pressão.
Ao abandonar o regime escravista e os proprietários de escravos, o Império perde a última coluna de sustentação política.
O fim da escravatura, porém, não melhora a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem formação escolar nem profissão definida, para a maioria deles a simples emancipação jurídica não muda sua condição subalterna, muito menos ajuda a promover sua cidadania ou ascensão social.

Leiam mais sobre as manifestações abolicionistas  AQUI página do Blog do Lu Cidreira e nos links abaixo.

http://lucidreira.blogspot.com.br/2010/05/homenagens-do-dia.html
Fonte: br.geocities.com, www.escolavesper.com.br

4 comentários :

  • Dorli Silva says:
    13 de maio de 2014 17:01

    Oi Lu,
    Eu li aqui, não sei o que fiz que comentei na postagem abaixo
    Desculpe a falha
    Mundo dos Inocentes

  • Maria de Lourdes says:
    13 de maio de 2014 18:59

    Olá Lu! Tempos de muita dor e sofrimento marcam as nossas terras. Tudo em nome da riqueza, da vaidade da ambição.História que se escreveu com lágrimas e sangue e com a bravura daqueles que compreendiam que todo ser humano é igual e tem direito à vida.

  • Luma Rosa says:
    14 de maio de 2014 13:36

    Oi, Lu!
    É impressionante como contam a História do Brasil errada. Afirmações como "A decisão desagrada aos fazendeiros, que exigem indenizações pela perda de seus "bens"" é absurdamente fora da realidade da época, pois foram os grandes fazendeiros, que podiam contratar imigrantes que incentivaram a abolição da escravatura. Foram "prejudicados" foram os pequenos agricultores, que ficaram sem mão de obra. Um dos meus antepassados, que era fazendeiro, libertou seus escravos, 7 anos antes de assinada a lei Áurea (1881). O Grande fdp foi Rui Barbosa que mandou queimar todos os documentos referentes aos escravos, onde continham as matrículas de cada escravo adquirido pelos fazendeiros com o valor pago. Esse valor serviria de base para a indenização "dos escravos" analisada pela princesa e que seria realizado com recursos do extinto Banco de Mauá. Fato comprovado por documentos descobertos mais recentemente. Logo após o pagamento dessa indenização, seria feita uma ampla reforma agrária e com o dinheiro, os escravos poderia comprar suas terras. Por causa de Rui Barbosa, que era Ministro da Fazenda, os documentos foram queimados, as indenizações não foram pagas, a reforma agrária não foi realizada e atualmente a nossa geração paga o bônus deixado por políticos burgueses. Simples assim, a queimada continuou mesmo depois que ele deixou o ministério.
    Acho que os únicos que queriam a abolição da escravatura eram os grandes fazendeiros. Veja o que escreveu o historiador José Murilo de Carvalho:
    "Possuíam escravos não só os barões do açúcar e do café. Possuíam-nos também os pequenos fazendeiros de Minas Gerais, os pequenos comerciantes e burocratas das cidades, os padres seculares e as ordens religiosas. Mais ainda: possuíam-nos os libertos. Negros e mulatos que escapavam da escravidão compravam seu próprio escravo se para tal dispusessem de recursos. A penetração do escravismo ia ainda mais a fundo: há casos registrados de escravos que possuíam escravos".
    Ex-escravos tinham escravos, agora essa hipocrisia...
    Desculpa o comentário enooorme!
    Beijus,

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    14 de maio de 2014 16:35

    q venha para os afro-descendentes a dignidade plena na cultura e no contexto social.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.