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23 de julho de 2014

Aurora Boreal

História da Aurora Boreal

A II guerra Mundial consumia a Europa e a Ásia em Setembro de 1941. Nos Estados Unidos, os cidadãos da Califórnia, na costa oeste, temiam um ataque japonês. Inesperadamente, no meio de uma noite escura, o céu ficou vermelho.
Pânico, alerta geral: aquilo só podia ser o inicio da invasão. E era. Mas nenhum japonês estava por trás daquela luz. Ela vinha de outro lugar e o "campo de batalha" situava-se a cerca de cem quilômetros de altura.
Os californianos estavam a presenciar uma aurora polar.
Nada a ver com o raiar do dia.
aurora polar acontece mesmo no meio da noite. É um fenômeno luminoso produzido por partículas energizadas vindas do sol. São prótons e eléctrons que, viajam a 1,4 milhão de quilômetros por hora, penetram pelas linhas magnéticas da Terra criando os mais variados efeitos luminosos.
É como se a atmosfera terrestre fosse um gigantesco tubo de televisão, pois em ambos os eléctrons energizados emitem luzes, e assim, criam imagens.
Se for uma aurora polar, pode ser, por exemplo, uma cortina brilhante que se estende por centenas de quilômetros.
Ela move-se lentamente. Em sua base, insinua-se um verde, depois um vermelho, com se fosse a barra do tecido, que pulsa e ondula.Na antiguidade, quando nem se suspeitava que o Sol emitisse matéria, a ocorrência de uma aurora polar era sinal da ira divina, prenúncio de catástrofes e guerras, castigo certo.
O terror espalhava-se entre os espectadores. Aquilo só podia ser coisa de Deus, ou do diabo. Passaram-se muitos séculos até que a ciência começasse a entender o espetáculo. Em 1621, um homem que investigava o movimento dos astros começou a explicar o que antes apenas apavorada a umidade.
Já que, por algum motivo que ele não suspeitava, a luminosidade noturna quase sempre ocorria no Norte da Europa, ele começou a baptizar o fenômeno de "aurora boreal". Aquele sábio italiano, de tanto estudar, compraria uma discussão feia com a Igreja Católica, por se ter descoberto que a terra, humildemente, girava em torno do Sol.
Chamava-se Galileu Galilei e a expressão que ele inventou para designar a aurora polar é usada por muita gente até hoje. Mas não é a mais correta. No século seguinte, o navegante inglês James Cook, descobridor da Austrália, presenciaria no Oceano Índico a aurora e Galileu, mas na direção do pólo Sul. Chamou-a de aurora austral.
A partir daí,,ficou claro que ela não pertencia exclusivamente ao Norte, mas as duas regiões polares do planeta.Veio daí o nome de aurora polar.
Um sujeito que entrou para a história na cauda de um cometa, o astrônomo Edmond Halley (1656-1742), foi o primeiro a ligar a ocorrência das auroras polares ao campo magnético terrestre, sua principal área de estudo.
No entanto, foi apenas no fim do século XVIII que outro pesquisador, o americano Elias Loomis, daria um passo decisivo para transformar o mistério da aurora em ciência, ao investigar a atividade solar, 20 a 40 horas mais tarde tinha-se noticia uma espetacular aurora em regiões próximas à latitude 77º, no Norte do Canadá e dentro do circulo polar árctico.
Não por acaso, desconfiou Loomis, o pólo magnético da Terra, para ande todas as bússolas se dirigem. Mas que relação pode existir entre uma erupção solar, auroras polares ocorrendo dias depois e o campo magnético terrestre? Essa relação é dada pelo vento solar, uma descoberta que ainda não completou meio século.
No fim da década de 50, os cientistas percebem que, além de luz e calor, o Sol também emite grandes quantidades de matéria, ou, mais exatamente, prótons e eléctrons. Deu-se o nome de vento solar a este fluxo de prótons e elétrons carregados eletricamente.
Ele é ininterrupto, mas quando quando há uma erupção solar torna-se mais violento. É esse vento solar que explica o fato de as caudas dos cometas estarem sempre no sentido contrário ao Sol - como o vento comum aqui da Terra empurra as caudas dos papagaios e das pipas da garotada. A hipótese do vento solar apareceu em 1957, a partir de um trabalho do físico americano Newman Parker. No ano seguinte, o satélite americano Explorer 1 anunciava a entrada dos Estados Unidos na corrida espacial e comprovava, com seus instrumentos, a veracidade da ideia de Parker.
Quando o vento solar entra em contato com o campo magnético terrestre, parte das articulas é atraída para onde existe maior atividade magnética, ou seja, nos pólos.
Imagina-se a Terra a funcionar com um imã:  a sua maior força de atração está nos pólos.
Com o movimento de rotação da Terra, formam-se nestas regiões linhas de magnetismo em forma de espiral. É ali que as partículas vindas do Sol serão aceleradas.
Em contato com o oxigênio e nitrogênio livres na alta atmosfera, as partículas aceleradas emitem luz, com se estivessem num tubo de lâmpada florescente. Essa a teoria que atualmente explica a ocorrência das auroras polares.

O que é Aurora Boreal

Nem todos os efeitos da atividade solar são nocivos. Um deles, belo e espetacular, são as auroras boreais, luzes coloridas que surgem nos
céus de regiões relativamente próximas do pólo Norte. Normalmente, as auroras boreais são esverdeadas pois os átomos de oxigénio das altas camadas atmosféricas emitem luz verde, ao serem excitados pelos eléctrodos de alta velocidade do vento solar.
Quando a tempestade é forte para valer, camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar e a aurora boreal pode vermelha, cor da luz emitida por átonos excitados de nitrogênio, outro constituinte de nossa atmosfera. Além disso, nesse caso as auroras boreais podem ser vistas mesmo a latitudes bem menores, mais próximas do equador.
O Fenômeno das Auroras é visível na Terra e em todos os planetas gasosos do Sistema Solar. Na Terra elas ocorrem ao longo de todas as chamadas "zonas aurorais", regiões em forma de anel que circundam os pólos geomagnéticos Norte e Sul. Estas zonas aurorais, onde os observadores terrestres podem ver a aurora em sua atividade máxima, estão localizadas em latitudes de 67º Norte e Sul, e tem, aproximadamente, 6 graus de largura. Quanto mais ao Norte ou ao Sul estivermos maior é a chance de ver uma aurora.
O Norte da Europa, em particular, Norte da Noruega e da Finlândia, são excelentes locais para observação de auroras.
O Alasca também é outro bom lugar, em particular a cidade de Fairbanks.
As auroras podem ser observadas nas camadas mais elevadas da atmosfera, nas proximidades dos pólos Norte e Sul da Terra. É um belo espetáculo de luz e cores na atmosfera à noite. A que ocorre no pólo Norte recebe por nome de aurora boreal, a do pólo Sul é conhecida como aurora austral. Elas formam no céu uma luminosidade difusa, que pode ser vista quando o sol está em baixo no horizonte.
O Sol emite uma grande quantidade de partículas eletricamente carregadas, prótons e elétrons, que caminham em todas as direções.
Esse fluxo de partículas recebe o nome de vento solar. Ao atingir as altas camadas da atmosfera da Terra, essas partículas eletrizadas são capturadas e aceleradas pelo magnetismo terrestre, que é mais intenso nas regiões polares. Essa corrente eléctrica colide com átomos de oxigênio e nitrogênio - num processo semelhante à ionização de gases que faz acender o tubo de uma lâmpada florescente. Esses choques produzem radiação em diversos comprimentos de onda, gerando assim as cores características da aurora, em tonalidades fortes e cintilantes que se estendem por até 2000 quilômetros. Enquanto a luz emitida pelo nitrogênio tem um tom avermelhado, a do oxigénio produz um tom esverdeado ou também próximo do vermelho
As auroras polares podem surgir em forma de manchas, arcos luminosos, faixas ou véus. Umas têm movimentos suaves, outras pulsam. Sempre em alturas de cerca de 100 quilômetros de altitude. Quanto mais próximo o observador estiver dos pólos magnéticos, maior a chance de ver o fenômeno.
O campo magnético da Terra nos protege das partículas presentes no vento solar, que viajam a 400 Km/s. Se não fosse esse campo, teríamos sérios problemas de saúde, pois seríamos atingidos por essas partículas.
A região mais ativa de uma aurora fica visível normalmente ao redor da meia-noite local. Elas são relativamente imprevisíveis; devido às perturbações magnéticas, as auroras podem ser vistas em qualquer momento quando o céu está escuro. Na média, as observações ocorrem ao redor de meia-noite.No hemisfério do norte, temos o Alasca, e muitos locais do Canadá oriental. Na Europa, temos a Islândia e norte da Escandinávia.
No hemisfério sul, a aurora aparece em regiões despovoadas. Além do local, o tempo e a poluição também afetem as chances de se ver a aurora. Obviamente, você não pode ver aurora se o céu estiver nublado. Porém, até mesmo uma neblina leve pode impedir de se ver a aurora principalmente se existir uma área urbana por perto.

Como são formadas as Auroras Boreais


Tipos de aurora

1. Arco homogêneo: forma-se um arco no céu. 
2. Arco com estrutura de raio: 
um arco cresce e se espalha no céu. 
3. Faixa homogênea: 
vários arcos se formam. 
4. Faixa com estrutura de um raio:
 uma ou mais faixas se estendem de leste para oeste, como se fossem raios. 
5. Cortinas:
 Esta é a forma mais clara de aurora que pode ser observada. Os raios cobrem a maior parte do céu e ondas vêm e vão. As luzes variam rapidamente. 
6. Raios: 
Raios se alinham ao longo do campo magnético da Terra e mudam bem rápido. 
7. Coronas: 
Vistos da Terra, os raios parecem leques.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt,  recreionline.abril.uol.com.br
Imagens: Google, meramente ilustrativas

7 comentários :

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    23 de julho de 2014 08:13

    Interessantíssimos estes fenômenos naturais ... gostaria imensamente de poder presenciar um evento assim ...

  • Dorli says:
    23 de julho de 2014 11:54

    Oi Lu

    Como gostaria de presenciar uma aurora boreal, ver aquela beleza toda, mas moro bem no centro, só se for em outras vidas.kkk
    Uma linda matéria
    Parabéns
    Beijos
    Lua Singular

  • Touché Lopes says:
    23 de julho de 2014 23:44

    Sempre informações úteis no seu blog. Também gostaria muito de presenciar uma aurora boreal..Como já te disse, a poesia está em tudo..

  • Anne Lieri says:
    24 de julho de 2014 16:44

    Não sabia nada sobre aurora boreal e adorei este artigo. Que beleza deve ser ao vivo! Abraços,

  • Tunin says:
    24 de julho de 2014 21:06

    Sou apaixonado pela aurora boreal. E as tuas informações vieram aprimorar os meus conhecimentos.
    Abração.

  • José María Souza Costa says:
    24 de julho de 2014 23:36

    Olá,

    Passei para lhe desejar: Bom tudo.
    Abraços

  • Sissym Mascarenhas says:
    29 de julho de 2014 22:53



    Lu,

    o meu entendimento era muito pequeno perto de tanta explicação, especialmente ligado a historia. Imagino o panico das pessoas que passaram pela guerra e sem informação cientifica de um fenomeno natural.

    Muito interessante mesmo, bom para estudantes aprenderem.

    Bjs

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.