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29 de julho de 2014

Momento de reflexão - Quando os Filhos Crescem

E ainda muito atual essa reflexão.

Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. 

É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos. 

Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. 

Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família. 

Agora tudo é feito com os amigos. 

Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico. 

É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal? 

As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. 

Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. 

A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. 

Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. 

É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol. 

Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. 

Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar. 

Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. 

Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco. 

Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro. 


A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. 

A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. 

No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. 

Em essência, as crianças aprendem o que vivem.
Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no artigo da revista Seleções de setembro/98, "Antes que elas cresçam".
Imagem: Google meramente ilustrativa.

5 comentários :

  • Paty Michele says:
    30 de julho de 2014 07:04

    Poxa, Lu, vc me fez viajar pro futuro com esse texto. Meus filhos estão ainda tão pequenos ,mas eu já penso nisso, sabia?
    Procurarei ficar sempre próxima a eles, essa perda deve ser mto triste.

    um abraço

  • Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz says:
    30 de julho de 2014 10:17

    Esta é a ordem natural das coisas ... filhos não são propriedades dos pais e, assim como os pais de hoje um dia bateram asas os fihos de hoje tb baterão ...

  • Anne Lieri says:
    30 de julho de 2014 15:21

    Lu,que texto mais lindo! Tocou fundo e me fez recordar muitas coisas de quando minha filha era pequena. Uma bela reflexão! bjs e estimo suas melhoras da alergia,

  • Beth Muniz says:
    31 de julho de 2014 14:38

    Oi Lu,

    O texto realmente nos revela coisas interessantes.

    Mas, ainda estou convencida que o mais importante não é a quantidade de tempo dedicado. Creio que a qualidade é mais alimentadora do que sugere o texto no final.

    É como aquela história do "dormimos juntos, mas acordamos separados...".

    E mais: compensar a qualidade do tempo que se dedica aos filhos, nada mais é que terceirização. Seja para a escola, seja para o outro.

    Bom, muito bom.

    Um abraço.

  • Dorli says:
    31 de julho de 2014 17:09

    Oi Lu, tanto mimo ao único rebento que agora quer ir embora do Brasil. Aqui serviu para estudos e pequeno trabalho.
    Se quiser voar eu deixo, mas tem que casar primeiro.kkkkk
    Beijos
    Lua Singular

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.