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27 de novembro de 2014

Conhecendo a história da cana-de-açucar

Origem da Planta

cana de açúcar é uma planta perenial, que pertence a família dos capins (grass family), gramineae. Na qual inclui mais de 5000 espécies.
As variedades cultivadas e que crescem hoje, são maioritariamente derivadas de hibridização da planta original da cana, saccharum officinarun, originária da Índia.
A primeira espécie cultivada foi S.sinense e S. Barberi no Norte da India e na parte Sul da  China. As outras espécies originárias, S.spontanium e S.robustum do género Saccharum são usadas somente pelos engenheiros genéticos nos trabalhos de Brinding (produção de novas variedades).

História da Cana-de-Açucar

Cana-de-Açúcar
Alguns Historiadores dizem que foi em 510 AC que o Imperador Darius do que era então Pérsia invadiu a Índia, enquanto outros dizem que foi Alexandre, que ao invadir a Índia no ano 327 A.C., seus escribas notaram que os habitantes daquela zona mastigavam uma cana maravilhosa que mastigavam uma cana maravilhosa que “produzia uma espécie de mel sem ajuda das abelhas”.
O segredo da cana de açúcar, como muitas outras descobertas do homem, foi mantido num secretismo muito bem vigiado, ainda que o produto acabado fosse exportado resultando grandes lucros. Desde da Ásia a cana passou para Africa e Espanha.
Foi principalmete a expansão dos povos árabes no sétimo século DC que conduziu a um rompimento do segredo. Quando eles invadiram Pérsia em 642 DC eles encontraram a cana-de-açúcar a ser cultivado e aprenderam como o açúcar era feito. A medida que a expansão foi continuando, eles árabes estabeleceram a produção de açúcar em outras terras que eles conquistaram inclusive Norte de África e Espanha. Na Espanha foi introduzida pelos Árabes, e a cana era cultivada nas regiões de Andaluzia. A partir desta época, as plantações cresceram e em 1150 já existia na Espanha, uma florescente industria açucareira.
Em 1419 foi estabelecido o cultivo da cana na Ilha de Madeira, começando neste mesmo tempo, em grande parte dos Açores, Canárias, Cabo Verde, etc.
O doutor E.W. Brandes estabelece que, a origem desta planta se remonta desde a 100 milhões de anos, tempo durante o qual se cré que existiu um grande continente Asiatico-Australiano. Segundo este e outros investigadores, como E.D.Merril, existia no que hoje é Nova Guinea, canas silvestres que foram transportadas a outras comarcas para o seu cultivo pelos habitantes da região, se produziram assim as primeiras migrações desta planta e se originaram vários centros de diversificação.
Nas novas regiões a cana evoluiu e adquiriu novas características. Assim pudemos observar que nas zonas de Polinésia até Nova Guinea foram recolhidas diversas variedades de cana nobre Saccharum officinarum que era praticamente cultivada pelos nativos.
Toda a zona Norte da Índia foi encontrada um grupo de cana resistente ao frio Saccharum barberi amplamente distribuídas por esta região geográfica. Cresce um grupo de cana na China saccharum sinensis e outros grupos silvestres chamados Saccharum robostum e Saccharumespontaneum totalmente resistentes ou imunes as doenças.
Através do cruzamento das variedades pertencentes a estes grupos, se conseguiu obter todas as variedades atuais de cana:canas híbridas.
Cana-de-Açúcar
Açúcar só foi descoberto por europeus ocidentais como resultado das Cruzadas no 11º Século DC. Cruzados que ao voltarem para casa falaram deste " novo tempero " que quão agradável era. O primeiro açúcar foi registrado na Inglaterra em 1099. Os séculos subsequentes trouxeram uma maior expansão do comércio entre a Europa ocidental e o Leste, inclusive a importação de açúcar. Por exemplo, é registado que o açúcar estava disponível em Londres a “dois xelins uma libra” em 1319 DC. Isto equivale a US$100 por quilo aos preços de hoje, de modo que o açúcar era um produto de muito luxo.
O descobrimento da América  e da Índia determinou uma nova etapa do desenvolvimento da produção açucareira. Cristóvão Colombo na sua segunda viagem, em 1493, trouxe cana ao continente Americano, Africano e a Espanha (hoje Santo Domingo). De Espanha, o Diego Velazque, levou a cana para Cuba. Nas viagens do Cristóvão Colombo e Vasco da Gama, traziam canas com eles. Assim se proliferou a planta da cana pelo mundo inteiro. O Vasco da Gama quando chega a Terra de boa gente, (hoje Inhambane), também trazia cana e assim em Moçambique foi introduzida a cana.

FISIOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DA PLANTA

cana de açúcar pertence a vasta família das gramíneas a qual inclui mais de 5000 espécies.
É uma planta viva, que vive vários anos, com talho aéreo, fibroso; atinge de 2 a 5m de altura, de cor variado dividido em nós e entre-nós mais ao menos largo dependendo da variedade.
O talho é constituído no seu interior por um tecido esponjoso muito rico em sumo açucarado que pode ser extraído de diversas maneiras.
A planta de cana está constituída por 4 partes principais, que são: Raízes, Talho, Folhas e Flores.
RAIZES
As raízes têm a função de absorver as substâncias nutritivas do solo para servir de alimento para a planta
As raízes da cana são fibrosas (sistema radicular fasciculada).
Quando se planta uma estaca de cana, se desenvolvem duas classes de raízes:
1 – Raízes transitórias; 
2 –
 Raízes definitivas ou permanentes.
TALHO
ESTRUTURA DO COLMO (TALHO)
O talho é a parte mais importante da planta, constitui o fruto agrícola da mesma, nele se encontra armazenado o açúcar. Está formado por entre-nós que variam em longitude, grossura, forma e cor segundo a variedade. Os entre-nós estão unidos por nós, lugar onde se enxertam as folhas. Nos nós encontramos a gema que é importante na propagação da planta.
Se fazemos um corte transversal do talho, observa-se a medula ao centro formada por um tecido esponjoso que contem sumo rico em açúcar.
FOLHAS
Dos nós do talho brotam-se as folhas; estas são lancetadas, lineares, largas e agudas. Apresentam um nervo na veia central forte, dispostas no talho de forma alternada. A sua cor é verde e vai variando de tonalidade de acordo com a variedade e as condições de desenvolvimento da planta.
FLOR
A florescência da planta aparece em forma de panicular (guino) que se desenvolve a partir do último entre-nó. A forma da mesma é característica de cada variedade, pelo qual serve também para sua identificação.
Sobre as espigas se desenvolve flores hermafroditas (que tem órgãos feminino e masculinos) , as quais podem produzir sementes férteis, o que permite a obtenção de novas variedades ou híbridos (plantas produtos de cruzamento de variedades) através dos trabalhos genéticos que tem sido desenvolvido nas estações experimentais.
As variedades diferem em suas características de floração. Algumas são de floração mais cedo, outras de floração mais tardia; algumas são de floração abundante, outras não florescem.
Espécies conhecidas
Género: Saccharum
Espécie:
Saccharum officinarum
Saccharum sinensis
Saccharum barberi
Saccharum spontanium
Saccharum robusyum
EXIGÊNCIA ECOLÓGICA
Para o cultivo de cana de açúcar, está limitada fundamentalmente por dois componentes ecológicos: o clima e o solo.
O primeiro comportando-se com bastante regularidade em todas áreas de cultivo de cana do mundo e o segundo ou seja o tipo de solo que é requerido para o bom desenvolvimento da planta, não se encontra com as mesmas características nas diferentes regiões do mundo onde é cultivada a cana. Isso resulta na diferenciação dos rendimentos.
A cana de açúcar para o seu desenvolvimento requer um clima cálido e húmido com uma temperatura de 23ºC, mesmo que o seu estado vegetativo mostre um bom desenvolvimento nos climas sub-tropicais, os melhores rendimentos são obtidos nos climas tropicais.

VARIEDADES

Todas as variedades de cana existente atualmente foram obtidas do produto de largos e minuciosos trabalhos de cruzamentos e seleções a partir de espécies e variedades progenitoras encaminhadas à obtenção de variedades melhor adaptadas, produtivas e resistentes à pragas e doenças.
Em Moçambique, ainda não existem condições para se fazer trabalhos de cruzamentos e seleções de variedades por estes serem de elevados custos.
EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA
A cana de açúcar é muito eficiente na conversão da energia solar (radiação) em açúcar e fibra. Isto requer adequada quantidade de água para fazer isso eficientemente.
O clima aparece como um fator muito importante para todo o ciclo da vida da planta principalmente por causa das funções que este desempenha na fotossíntese nas folhas da planta de cana. Com o calor e chuvas e raios solares, todo processo da fotossíntese e direccionado para o crescimento da planta e pouco fabrico e conservação de açúcar. Com pouco calor, poucos raios solares e pouca chuva, o processo fotossintético é direccionado para a fabricação dos açucares no colmo.
Vejamos como isso acontece:
O peso total da planta de cana é de aproximadamente 99% dos elementos ( O ) Oxigénio, ( H ) Hidrogénio e ( C ) Carbono. Destes 99% quase 75% é água e o resto composto por matéria seca.
A água é absorvida dos solos, o dióxido de carbono (CO2) é sintetizado pela planta, no processo em que a água e o dióxido de carbono se combina para formar os carbohidratos, este processo complicado pode se representar de forma simplificada de seguinte maneira:
12 CO2 + 11 H2O = C12H22O1 + 12 O2
Dióxido de carbono + água = sacarose + oxigênio
Este processo é denominado por (Foto:luz; sintesis: união), já que na lamina da folha de cana se sintetizam substâncias orgânicas (neste caso açúcar) a partir de água e dióxido de carbono e parte de energia da luz do sol é absorvida pela clorofila (pigmento verde da folha). Esta considera se como a acumulação de energia.
O açúcar formado nesta reação química é conservado no colmo principalmente na epoca de pouca luz, calor e chuva (Inverno). O açúcar pertence ao grupo químico conhecido por Carbohidratos.
O processo inverso na reação química acima indicada, liberta energia:
C6 H6 2 O6 + 6 O2 = 6 O2 + H2O + ENERGIA
Este processo acontece no período de muita luz, calor e chuvas (Verão) , tendo a maior quantidade dos açúcares na base do colmo do que no topo do colmo.
A COMPOSIÇÃO MÉDIA DO COLMO MADURO
A cana de açúcar é constituído por: Fibra e sumo das seguintes maneira:
Cana de açúcar = Fibra + Sumo
Sumo = Agua + Sólidos Solúveis ou Brix
Brix = Sacarose e Impurezas
Impurezas = Açucares redutores + sais
Ou por outras palavras na cana de açúcar temos:
Humidade % = 70
Fibra % = 14,7
Açucares (pol) % = 13 
Não - açúcares % = 2,3
Matéria seca =
 a 30%
Total ( que é a cana ) =
 100
Fonte: museu.mct.gov.mz

2 comentários :

  • Olinda Melo says:
    28 de novembro de 2014 06:25


    A cana do açúcar e a sua história que tem raízes tão longínquas e que moveu tanta gente e paixões! Gostei muito deste seu post, Caro Lu Cidreira. Lembrou-me quando em criança, e não só, eu os meus irmãos pedíamos ao nosso pai para descascar os talos para tirar o sumo.

    Um bom fim de semana.

    Abraço

    Olinda

  • Wanderley Elian Lima says:
    1 de dezembro de 2014 20:09

    Vivendo e aprendendo. Sempre pensei que a cana teve origem na África.
    Abraço

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