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13 de fevereiro de 2015

A história do carnaval última parte


Folias à Brasileira
No Brasil, não existe um jeito de festejar o carnaval - e sim vários. De norte a sul, de leste a oeste, os brasileiros reinventaram a seu modo a folia de Momo, transformando-a em muitas, com músicas, comemorações e fantasias típicas. E assim o carnaval é uma expressão viva de nossa diversidade cultural.
Dessa variedade despontam as festas do Rio de Janeiro, de Pernambuco e Bahia, ricas em beleza e alegria, arte e tradição, atraindo milhões de pessoas e a atenção de todo o país. Aqui vamos conhecer um pouco do carnaval à moda baiana e pernambucana.
Carnaval da Bahia
Hoje, a folia nas ruas de Salvador é um exemplo de manifestação popular. Mas o carnaval da Bahia já foi para poucos, como no fim do século XIX. Entre 1870 e 1890, era festejado em bailes de clubes e desfiles nas ruas da classe média. A inspiração desses eventos era a Europa, com fantasias e carros alegóricos ao estilo da Itália, e não havia a participação de negros e mulatos.
Estes, porém, criaram suas próprias festas, muitas vezes clandestinas, em que o ritmo africano se destacava. Não demorou para que se organizassem os primeiros grupos carnaval escos na tradição afro, como os afoxés, surgidos em 1895.
Os afoxés são a maior representação da cultura africana no carnaval da Bahia. Sua marca é a ligação com a espiritualidade, em que elementos do Candomblé estão muito presentes. Vêm desta tradição religiosa as danças realizadas no desfile, o canto, na língua Nagô, os instrumentos musicais utilizados - atabaques, agogô, gam e xerê -, assim como a roupa e os adereços dos que desfilam: bata, calça e turbante da cor branca, que simboliza a paz de Oxalá, e as Contas dos Orixás (colar de miçangas usado como sinal de respeito a um Orixá e da proteção deste).
Os afoxés surgiram como manifestações dos Jejé-Nagôs, adeptos do Candomblé para quem é quase obrigação levar o axé (energia positiva) aos festejos. O mais famoso dos afoxés é o Filhos da Ghandi.
Foi só depois dos anos 40 que o carnaval de influência africana se espalhou dos bairros populares para o Centro de Salvador. Essa ocupação de espaço foi definitiva e o primeiro fator de transformação da folia baiana no que hoje ela é. Hoje, além dos afoxés existem os blocos afro, cada vez mais numerosos, mostrando muita riqueza visual e uma musicalidade própria.
É uma arte tão forte que tem transcendido o carnaval e conquistado espaço na cultura brasileira como um todo. Nacionalmente conhecidos, com presença freqüente na mídia, os grupos Araketu e Ilê Ayê, ligados aos blocos com mesmo nome, são dois exemplos desse fenômeno.
Eletrificando a folia
O segundo fator de transformação do carnaval na Bahia foi o surgimento do Trio Elétrico. É o elemento mais popular dos festejos de Salvador, estando hoje também presente nas festas carnaval escas de outras cidades, em todo o país. Foi inventado em 1950, por Dodô (Adolfo Nascimento) e Osmar (Osmar Macedo), que pesquisaram como aumentar eletricamente o som de instrumentos de corda, puseram amplificadores num carro Ford 49 e lançaram um novo modo de fazer carnaval .
Em 1951, chamaram Temístocles Aragão e, aí, sim, fizeram um trio. Um ano depois, passaram do automóvel para um caminhão decorado, numa jogada de marketing de uma empresa de bebidas, e desde então os trios elétricos são montados em grandes veículos.
Trios, sim, porque a idéia de Dodô e Osmar multiplicou-se. E cresceu. Hoje, algumas das grandes atrações do carnaval baiano são trios elétricos, como o Tapajós, o Marajós e o Cinco Irmãos. Grandes blocos e cordões de Salvador também têm seus trios, destacando-se o Eva, o Trás os Montes, o Camaleão e o Cheiro de Amor.
Estrelas da MPB, como Daniela Mercury, apresentam-se em trios, enquanto outras os imortalizaram - quem não se lembra de Caetano Veloso cantando "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu"?
O som dos trios elétricos tem influência do frevo. Em 50, Dodô e Osmar tocaram músicas da Academia de Frevo do Recife. Inspiraram-se na passagem do grupo pernambucano Vassourinhas pela Bahia, que foi um sucesso. Então, os trios elétricos trouxeram para o carnaval baiano uma outra tradição musical, e a modificaram para uma sonoridade elétrica. A isto somou-se a cadência, o balanço africano típico da Bahia, e o resultado é uma mistura que conquistou o Brasil. Prova são as micaretas, os carnavais tardios que entram nos calendários culturais de cidades de todas as regiões.
Mas a Bahia é a origem de todas essas celebrações e tem no encontro de trios e blocos na Praça Castro Alves a apoteose de seu carnaval . É nesse ponto que os foliões formam uma multidão que ultrapassa o milhão de pessoas e, com sua animação, sua alegria espontânea, mostram que o carnaval está no coração do povo. Axé!
Carnaval de Pernambuco
A folia pernambucana chama atenção pela riqueza cultural. Os Maracatus, o Frevo e outras manifestações populares mostram a todo momento heranças africanas, indígenas e européias. As tradições não tiram a espontaneidade da festa, e sim a tornam mais fascinante. Um espetáculo que toma conta de Recife e Olinda, mas que também se faz presente no interior, assim como em outras cidades do litoral.
O carnaval de Pernambuco deriva tanto do Entrudo português quanto de cortejos de escravos, que remontam ao Brasil Colônia. No século XIX, a festa carnaval esca ganhou de vez sua identidade brasileira e pernambucana, com a criação e o desenvolvimento do frevo.
O Frevo
Nascido em Recife, o frevo é uma curiosa mistura da música de bandas militares com os ritmos do maxixe e do pastoril, da modinha e da quadrilha, e até da polca e do tango. Sua dança ainda recebeu influência da capoeira. A partir dos anos 30, o frevo, cujo nome é uma transformação do verbo "ferver", dividiu-se em três estilos: o frevo-de-rua, instrumental, para dançar; o frevo-de-bloco, de andamento mais lento, cantado muitas vezes por corais femininos; e o frevo-canção, também mais lento, com uma parte instrumental e outra cantada.
Em torno dessa manifestação musical, os foliões se juntam em vários tipos de grupos. Os mais conhecidos são os clubes de frevo, como o Vassourinhas, o Lenhadores e o Toureiros de Santo Antônio. Por incrível que pareça, originaram-se de procissões coloniais da Quaresma, de Cinzas e do Fogaréu. Estes movimentos eram ligados a grupos de trabalhadores e, por isso, no passado, os clubes eram predominantemente masculinos. Hoje, claro, homens e mulheres brincam neles, ao som do frevo-de-rua.
Uma versão menor e ainda mais informal dos clubes são as troças, que se reúnem nos subúrbios, têm a tradição de ironizar e zombar dos poderosos e chamam atenção pelos nomes absurdos, como Cachorro do Homem do Miúdo.
Existem, ainda, os blocos, festejos originalmente realizados por famílias, grupos de amigos e de vizinhos. Deles participavam mulheres e crianças, no tempo em que os clubes eram masculinos, e por isso a sua música era menos frenética, tendência que produziu o frevo-de-bloco.
Os Maracatus
A manifestação de carnaval que mais evoca o passado colonial de Pernambuco é a dos maracatus. Eles são uma forte herança africana com elementos europeus: simbolizam cortejos em homenagem aos reis negros, que no Brasil, mesmo escravos, expressavam sua condição especial em ritos imitados da nobreza branca.
Os maracatus se organizam em grupos chamados Nações, destacando-se a do Elefante e do Leão Coroado, que desfilam desde o século XIX. O desfile de um maracatu mantém a ordem de um cortejo: é aberto pelo embaixador, que porta o estandarte de sua Nação, seguido pelo rei e a rainha, protegidos pela grande umbela, um enorme guarda-sol giratório. Logo atrás vêm as baianas e damas do paço, que cuidam do ritmo. Junto, vem carregada uma grande boneca de cera, a calunga, uma referência religiosa aos antepassados.
A música do maracatu não tem a rapidez esfuziante do frevo, mas é marcante pelo ritmo e a percussão. Sua sonoridade tem influenciado a nova música pernambucana, como prova o movimento Mangue Beat, que, surgido nos anos 90 com a liderança de Chico Science, mistura a batida do maracatu com elementos da moderna música eletrônica.
Outras manifestações
A folia de Pernambuco tem como destaques o frevo e o maracatu, mas sua diversidade garante espaço para outros festejos e brincadeiras, por si só muito interessantes.
Os Caboclinhos, por exemplo, impressionam pelas fantasias, com cocares de penas de ema, pavão e avestruz. São grupos que representam os índios, com dança e música cheios de tradições genuinamente indígenas. Um de seus destaques é a preaca, um instrumento percussivo parecido com o arco de flecha.
Já os Papangus são foliões mascarados e fantasiados com túnicas ou macacões que cobrem todo o corpo. Uma versão nordestina, mais irreverente, dos Clóvis. Na cidade sertaneja de Bezerros eles fazem o espetáculo: usam belas máscaras artesanais e participam do concurso de Melhor Papangu, que chega a reunir 3 mil candidatos.
O bumba-meu-boi, um auto de Natal, é tão presente na cultura pernambucana que ganhou uma versão foliã, o Boi do carnaval . Nas ruas, divide espaço com outro animal, o Urso - na verdade, um homem fantasiado, preso por uma corrente a seu "domador" ou "caçador". A dupla faz muitas brincadeiras, acompanhada de músicos que tocam sanfona, triângulo e ganzá. Este é um folguedo de origem cigana.
Como se toda essa variedade não bastasse, Pernambuco também tem escolas de samba e afoxés. Não é à toa que seu carnaval é um dos principais do Brasil, e uma festa de recordes. Que o diga o bloco Galo da Madrugada: saindo em Recife, no Sábado do Zé Pereira, freqüenta o livro Guiness desde 1995 como a maior agremiação carnaval esca do mundo. Pelas ruas da capital pernambucana o Galo leva nada menos que um milhão e meio de pessoas!
Sergio Henrique Martins
Egípcios caindo no samba?
Há mais de 10.000 anos (quando Raul Seixas nem era nascido), egípcios pintavam seus corpos, cantavam, dançavam e bebiam em volta de fogueiras, usando máscaras e fantasias, em rituais celebrando a agricultura. Este pode ser considerado o carnaval primitivo.
As festas na Antigüidade se relacionavam a deuses. Primeiramente a deuses da natureza, como o sol, a água, o fogo e a terra, e mais tarde aos deuses antropomorfos (representados por figuras humanas), como a egípcia Íris e o grego Baco (equivalente ao romano Dionísio). Os chamados rituais dionisíacos ou bacanais tinham o espírito do carnaval : homenageavam o deus do vinho, do teatro, do prazer e da libertinagem (a liberdade de livrar-se de condutas oficialmente aceitas).
O período dos festejos também condizia com a comemoração dos dias de hoje: entre 17 de dezembro (quando ocorriam as Saturnais) e 15 de fevereiro (quando se iniciavam as Lupercais). As Saturnais celebravam o deus romano Saturno (Cronos, para os gregos), da agricultura, saudando a chegada da primavera, a renovação da vida depois de um inverno frio e sem colheita.
Já as Lupercais representavam a purificação, em homenagem ao deus Pã, que matou a loba que aleitou Rômulo e Remo, fundadores da cidade de Roma. Durante os festejos das Saturnais a ordem social era invertida, e os escravos podiam ridicularizar publicamente os seus senhores.
Com o crescimento do Cristianismo, todos esses rituais foram considerados pagãos, e condenados pela Igreja, mas eles já estavam tão integrados à cultura popular que não houve jeito: por mais que as pessoas se convertessem ao Cristianismo, não abriam mão das festas tradicionais.
A Igreja não podia tornar oficiais todas aquelas festas tão libertinas (as Saturnais foram uma exceção) e nem lutar contra elas. Teve que aceitá-las, fazendo "vista grossa" e adaptando o carnaval aos limites do calendário Cristão: entre o dia de Reis (6 de janeiro) e a quarta-feira de Cinzas, véspera da Quaresma.
Aliás, o nome carnaval vem justamente do rito cristão de não se comer carne durante os 40 dias de Quaresma (da quarta de Cinzas até o domingo de Páscoa): carnem levare, em latim, significa "abstenção de carne".
Como vemos, até no libertário carnaval respeitamos tradições religiosas. Portanto, pode pular sem culpa, que temos a Quaresma inteira para nos redimir e ficar longe da carne.
Das máscaras venezianas ao "entrudo" português
Os festejos de carnaval , com todos os atos e ritos cômicos que a ele se ligaram, ocupavam um lugar muito importante na vida do homem medieval. Além dos carnavais propriamente ditos, que eram acompanhados de atos e procissões complicadas que incluíam as praças e as ruas durante dias inteiros, celebrava-se também a "Festa dos Tolos" (festa Stultorum) e a "Festa do Asno"; existia também um "Riso Pascal" (Risus Paschalis) muito especial e livre, consagrado pela tradição. (...) O carnaval é a segunda vida do povo, baseada no princípio do riso. É a vida festiva. A festa é a propriedade fundamental de todas as formas de ritos e espetáculos cômicos da Idade Média.
Durante a Idade Média e o Renascimento, em toda a Europa eram praticados festejos com características carnaval escas. A Igreja continuava dividida, entre "cristianizar" as festas, associando-as a datas religiosas, ou condená-las. Os Concílios Eclesiásticos debatiam essa questão, sob a influência de Papas mais tolerantes ou mais rígidos.
O Papa Gregório I, o Grande, foi quem incorporou oficialmente o carnaval ao calendário cristão, no século VI d.C. Porém os excessos levaram Roma a proibir as comemorações durante um bom tempo. O Papa Paulo II, já no século XV, foi um dos maiores simpatizantes do carnaval , que em Roma consistia em corridas de cavalos, desfiles de carros alegóricos, guerras de confete e outros costumes.
O próprio Papa Paulo II introduziu o baile de máscaras às tradições do carnaval romano, sob a inspiração da Commedia del' Arte. Daí surgiriam as famosas máscaras do carnaval veneziano, e também os personagens Arlequim e Colombina.
Os bailes conquistaram as Cortes nos séculos XV e XVI, e um Rei chegou a morrer "no salão": Carlos VI foi assassinado em uma festa carnaval esca, fantasiado de urso. Eram comuns os casos de abusos praticados atrás das máscaras, durante e depois do carnaval , o que fez as autoridades proibirem seu uso no início do século XVII.
Em Nuremberg, Alemanha, havia uma procissão de um único carro alegórico, Hölle, muitas vezes em forma de navio. As festas em torno de carros-navios, praticadas desde a Antigüidade, fizeram surgir a hipótese de que a palavra carnaval teria origem em carrum navalis, o que foneticamente parece bastante lógico, mas não foi comprovado historicamente.
Outra variante do carnaval , comum em Portugal e na Hungria, era o Charivari. A população saía às ruas, fazendo algazarra, cantando e caçoando das pessoas mais estranhas ou impopulares do lugar. Bonecos representando os "homenageados" eram crucificados e queimados, o que nos faz lembrar a nossa "malhação do Judas".
Apesar de diminuírem a partir do século XVIII, as inúmeras tradições festivas da Idade Média e Renascimento não foram esquecidas, sendo adaptadas e revividas nos séculos XIX e XX, tanto no Velho como no Novo Mundo.
Assim, em cidades como Nice, Veneza, Munique, Colônia, e até em New Orleans, nos Estados Unidos, o carnaval leva adiante a tradição milenar das festas populares.
Mas, em nosso país, o "pai" do carnaval não poderia vir de outro lugar que não Portugal: a festa do Entrudo, que trouxe para o Brasil Colônia agressivas "batalhas" de rua, com água e farinha. No século XVIII, os ingredientes já incluíam ovos podres, tangerinas e tomates estragados. O Entrudo foi a principal comemoração carnaval esca no Brasil durante quase três séculos.
Até a Corte se rendia à farra, obviamente com líquidos de melhor procedência e odor. O Paço Imperial era palco das brincadeiras do jovem Dom Pedro II, seus familiares e amigos. Dizem que mesmo já velho, no Palácio Imperial de Petrópolis, o Imperador festejava com os mais íntimos. Mas os excessos populares eram combatidos com rigor pelas autoridades. O famoso arquiteto Grandjean de Montigny, por exemplo, teria morrido em decorrência de um choque corporal com um entrudo mais agressivo. A violência provocava proibições oficiais, que, como em outros tempos, não davam em nada.
Os primeiros bailes de carnaval no Brasil datam de 1840. As músicas ainda eram as lusitanas, especialmente quadrilhas e as chamadas "chanças". Isso até surgir o Zé Pereira.
Lorenzo Aldé
Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br

Fonte das imagens: Google

Os administradores do Blog do Lu cidreira espera que nesses dias de festejos carnavalesco todos os seguidores, amigos e leitores tenham estado em estado de graça, alegria e confraternização.
Nós já estamos em estado de graça e amor, pois, como disse o poetinha Vinícios de Morais: Se amar é carnaval, eu me encontro em plena folia.
Abraço.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.