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16 de fevereiro de 2015

Carnaval da Cultura garante a diversidade na festa da Bahia


Música, dança e diversidade de ritmos, estilos e expressões de diferentes artistas e grupos e entidades culturais são os elementos centrais do Carnaval da Cultura 2015. Embalada pela alegria das Festas Populares da Bahia, tema do Carnaval do Pelourinho, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) apoia blocos afros, afoxés, de índios, de samba e micro trios, além de encontro de artistas, bandas de sopro e percussão, performances, palcos para shows e desfiles de chão – mas, principalmente, abre alas para a brincadeira livre e aberta a todos os públicos, com atrações gratuitas e que, mais do que qualidade, representam a diversidade cultural baiana e brasileira.
Para 2015, está previsto um investimento da ordem de R$ 10 milhões, destinado a três programas: Carnaval Ouro NegroCarnaval do Pelô Carnaval Pipoca. Juntos, eles mobilizarão cerca de 12 mil artistas em mais de 200 shows e performances artísticas. Realizado pela SecultBA, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), o Carnaval da Cultura espalha-se pelos principais circuitos oficiais da festa – Barra, Campo Grande e Pelourinho. A programação promovida pelo Governo do Estado é um dos grandes diferenciais do carnaval de rua e visa estimular e democratizar o Carnaval da Bahia.
“O Carnaval da Cultura é o Carnaval plural da Bahia. Por isso, dentro do contexto maior ou geral da festa, ele termina por ser um carnaval singular, por contemplar a diversidade baiana: nas formas, nos ritmos, na tradição e na inventividade. Um Carnaval da alegria sem cordas”, afirma o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal.
GRITO DE CARNAVAL abre alas para a folia
A festa já começa no dia 05 de fevereiro, com o “Grito de Carnaval”, que será realizado pela primeira vez pela SecultBA a fim de relembrar a alegria dessa tradição carnavalesca. O evento traz para o Pelourinho essa manifestação que faz parte da cultura popular baiana. O Grito acontecerá no Largo Pedro Archanjo – Centro Antigo de Salvador, a partir das 20 horas, e conta com direção artística de Jarbas Bittencourt. Será também a apresentação oficial da decoração do Carnaval do Pelô. No palco, a Orquestra Iemanjá, o mestre ritmista Cacau do Pandeiro, o compositor Jota Velloso, a cantora e sambista Claudete Macêdo e o cantor Ninha, como representantes da diversidade e qualidade musical que a Bahia produz e de como o carnaval comporta uma variedade de sons, brincadeiras e ritmos.
CARNAVAL DO PELÔ abre espaço para pluralidade de estilos e homenagens
Sete vozes femininas fazem uma grande homenagem ao centenário de nascimento deDona Edith do Prato na abertura do Carnaval do Pelô na sexta-feira, 13 de fevereiro. No palco do Largo do Pelourinho, a cantora Mariene de Castro recebe Dona Elza, irmã da homenageada, e também Dona Nicinha, com o grupo de samba de roda Raízes de Santo Amaro. A anfitriã da noite cantará ao lado de Carol Soares, Manuela Rodrigues, Margareth Menezes, Mariela Santiago, Virgínia Rodrigues e Will Carvalho, em reverência à mulher que conquistou o respeito e a admiração do público entoando sambas de roda com um prato e uma faca. O show tem direção artística de Zebrinha.
“Abrir o Carnaval com o Samba de D. Edith é um recado da importância que as culturas populares – que são a maior forma de expressão em todos os territórios do estado – terão para essa gestão”, afirma o Secretário de Cultura, Jorge Portugal. “Porque esta é a festa de todos os ritmos, então não há forma melhor de contemplar a diversidade de toda uma gigantesca Bahia do que trazer para este contexto toda sua riqueza”, avalia o gestor.
A riqueza da música de Edith do Prato é a senha para entender a proposta de confluência cultural da Secretaria. Durante o reinado de Momo, as ruas e largos do Pelourinho entregam-se aos mais diversos encontros. No palco montado em frente à Casa de Jorge Amado, grandes artistas de renome nacional juntam-se a estrelas locais, cada dia dedicado a um estilo musical. O sábado (14) vai de samba, com o carioca Jorge Aragão.
No domingo, dia 15, Edson Gomes traz clássicos do reggae para o Centro Histórico. A segunda-feira (16) abre espaço para as inovações na música da Bahia, capitaneada por um de seus maiores expoentes nos últimos anos, a banda BaianaSystem; e na terça-feira (17), Moraes Moreira, a voz que revolucionou a proposta do trio elétrico é a maior espera da noite, no encerramento da programação.
Serão 20 grandes shows no palco principal do Largo do Pelourinho. Além das cinco atrações destacadas, o credenciamento do Carnaval da Cultura selecionou 15 projetos que se apresentarão também no palco montado em frente à Fundação Casa de Jorge Amado. Cada espetáculo é composto por três artistas, promovendo encontros musicais memoráveis e inusitados. Entre os 45 artistas que participam dos projetos selecionados para o palco principal da folia, estão contemplados nomes como Chico César, Jussara Silveira, Magary Lord, Orkestra Rumpilezz, Lazzo Matumbi, Anelis Assumpção, Ana Mametto, Fabiana Cozza, Sine Calmon, Lirinha e Bailinho de Quinta.
Nas ruas do Centro Histórico, a animação será garantida por 19 grupos musicais – banda de percussão, bandão e bandinha de sopro e percussão – e 12 grupos performáticos. Juntos, eles valorizam a tradição dos antigos carnavais de rua e abrem alas na folia para os mais variados estilos musicais. “O credenciamento democratiza a festa, porque dá uma chance igual de trabalho a todos os músicos e artistas. Não tem indicação. É uma comissão especializada que faz a curadoria entre os projetos habilitados”, pontua Arany Santana, diretora do CCPI, ao lembrar que este ano a programação das praças e largos vai começar mais cedo, todos os dias, para poder comportar mais atrações.
Da música afro ao pop, foram selecionados 36 projetos entre 12 diferentes ritmos, para participar da programação nos Largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água. Apresentações de I.F.Á Afrobeat, Larissa Luz, Diamba e Samba Chula de São Braz estão entre as opções para o folião. Os grupos e artistas vão passear por ritmos como afro, reggae, arrocha, pop rock, afro pop, axé, antigos carnavais, samba, rap, hip hop, ragga e dancehall. “As estrelas trazem brilho para nossa festa, mas o grande conteúdo do Carnaval da Cultura é poder ver de perto a excelência do trabalho dos artistas da terra. Nos cinco dias de programação, teremos quase 200 músicos só no palco principal, sem falar nas equipes técnicas; então é uma responsabilidade grande cuidar desse evento que é a grande vitrine de nossa produção musical, em sua diversidade”, remonta Arany. A programação do Carnaval do Pelô é inteiramente gratuita.
Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, o Largo Tereza Batista se transforma na “Praça do Frevo Elétrico”. Sob o comando de Carlos Pitta e do Bando Anunciador, os foliões irão dançar ao som do frevo elétrico da Bahia, chulas e galopes, das 20h às 22h, em uma grande homenagem à capoeira, à alegria e ao frevo da Bahia – elétrico, e não metalizado, como o pernambucano. Na terça-feira, o encerramento da festa contará com outro ritmo nordestino, o forró.
FESTAS POPULARES inspiram decoração do Pelô
Neste ano, a escolha do tema do Carnaval do Pelourinho, “Festas Populares” visa valorizar o espírito original da folia feita pelas pessoas, com a alegria de estar nas ruas, nos quintais, nos clubes – o mais importante é a liberdade para brincar e a comunhão de alegrias, nos mais diversos ritmos. Produzida pela artista visual Telma Calheira, a decoração destaca cinco expressões típicas que representam a alma festiva do povo baiano, professada com fé e rebuscada por uma religiosidade popular que se apresenta em vários aspectos de sua cultura. São elas, a Lavagem do Bonfim, a Festa de Iemanjá, o Bumba-meu-boi, as Caretas e Mascarados de Maragojipe e a Devoção ao Divino Espírito Santo. “Cada rua enfeita-se como uma dessas manifestações, tudo lúdico e muito colorido, como manda o Carnaval. Tivemos um cuidado especial ao trabalhar cada peça. Cada máscara daquelas recebe sucessivos apliques e tratamentos, uma a uma, até que a gente chegue ao resultado desejado”, revela a artista.
A diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias destaca que essas festas têm peso e significado na formação da nossa identidade, portanto, nada mais justo que o Carnaval, que é a maior de todas as nossas festas populares, abrace as outras. “Nós já conhecemos tanto sobre essas ocasiões, mas precisamos visualizá-las, enaltecê-las, para que elas ganhem o valor que merecem. Colocá-las em lugar central do discurso do Carnaval da Cultura é uma forma de reativar essa memória e reforçar o nosso lastro cultural – o que é um compromisso da SecultBA”, enfatiza Arany Santana.
Mais de 90 entidades são apoiadas pelo OURO NEGRO
Ao todo, 93 entidades carnavalescas dentre blocos afro e de índios, afoxés e grupos de samba e reggae de Salvador foram contemplados pelo programa gerido pela Secretaria de Cultura, com objetivo de apoiar seus desfiles em todos os circuitos do Carnaval da capital. Criado há sete anos, o Ouro Negro reconhece o legado e a importância da cultura negra e indígena para o Carnaval e mantém o apoio para garantir a presença do espetáculo de beleza e simbolismo que esses blocos fazem na avenida.
O Carnaval Ouro Negro é de vital importância para as entidades baianas de matrizes africanas. Essas agremiações, em especial as médias e pequenas, têm grande dificuldade de obter patrocínios. As agremiações apoiadas pelo programa desfilam nos três circuitos da folia: Batatinha (Centro Histórico), Dodô (Barra) e Osmar (Avenida Sete).
Entre as 93 entidades credenciadas pelo programa, estão os afros Olodum, Bankoma, Cortejo Afro, Didá, Malê Debalê, Muzenza, Os Negões e Okanbi; os blocos de samba Alerta Geral, Alvorada, Reduto do Samba e Quintal do Samba; os blocos de índios Apaches do Tororó e Comanche do Pelô e os blocos de reggae Aspiral do Reggae e Reggae – O Bloco.
MICROTRIOS: Pipoca democrática espalhada por todos os circuitos da folia
O Carnaval da Cultura invade os Circuitos Dodô (Barra), Osmar (Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico) com os dez micro trios do Carnaval Pipoca. A ideia é fugir da lógica meramente mercantil nesses circuitos para que a diversidade possa estimular novos diálogos e animar ainda mais a cena cultural na Bahia. “É isso que possibilita o aparecimento de novos ritmos, gêneros e inovações: o diálogo. A Cultura (com C maiúsculo) é o lugar do diálogo por excelência. Já pensou que coisa linda ver a turma do pagode no samba de roda? A turma do abadá seguindo um bloco afro, sem cordas? rock, reggae e hip hop no mesmo trio elétrico? Cultura é pra isso, pra juntar, pra fazer a gente olhar para o que nos une, não para o que nos separa”, explica o secretário de Cultura.
O processo de credenciamento do Carnaval 2015 selecionou 92 projetos através de uma curadoria composta pelo produtor musical, radialista e músico André Luiz Borges, o Andrezão, pelo radialista Cristóvão Rodrigues, pelo professor de música da Universidade Federal da Bahia, Jorge Sacramento, pelo músico Antenor Cardoso e pela coordenadora de eventos da SecultBA, Thelma Chase. Serão 15 projetos para o palco do Largo do Pelourinho, 10 projetos de micro trios, 36 atrações para os largos do Pelô e 31 apresentações de rua. Os classificados participam dos projetos Carnaval Pipoca e Carnaval do Pelourinho.
Para a Diretora do CCPI, os micro trios são a principal inovação do carnaval de Salvador, apesar de tecnicamente não serem uma novidade. Ela acredita que eles podem vir a revolucionar o carnaval justamente porque, além de serem propostas extremamente criativas do ponto de vista visual, musical e artístico, “trazem de volta a proximidade do artista com o público, o olho no olho, a coisa mais gostosa do nosso carnaval”. E complementa apontando o crescimento da demanda: em 2014 foram apenas 10 projetos inscritos (com 8 apoiados). Em 2015, o número de inscritos mais do que dobrou. Foram 32.
O Micro trio 2015 de Ivan Huol, o Peixinho Elétrico e o Retrofolia são alguns dos projetos classificados. No Carnaval Pipoca, as cordas não têm vez. O apoio da Secult é para um carnaval com dificuldades de existência: aquele com atrações culturais voltadas para o folião que não veste abadá. Um carnaval da maioria, afinal o folião pipoca compõe o público majoritário do carnaval de Salvador e, portanto, merece toda a atenção.

1 comentários :

  • Tunin says:
    9 de março de 2015 13:11

    Um relato muito interessante e instrutivo, Lu.
    Abração.

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Os maus tratos vividos em um casamento conturbado de uma mulher bem sucedida na vida vão transformar sua vida e viver um dilema de sentimentos. Ela luta com a ajuda da família, para solucionar o problema e se renova buscando a força necessária, para reviver uma nova historia, encontrado no acaso, através da ajuda de um homem desconhecido a força do amor que ira desabrochar e vai mudar toda sua vida. A mudança de um homem, que por causa de um atropelamento, ressurge, emerge para o brilho da vida e persevera, perseguindo seu real objetivo, para viver seu grande amor. Mesmo sabendo de todas as dificuldades que irá encontrar para prosseguir o seu caminho. Categorias: Romance, Poesia, Ficção e Romance, Ficção Palavras-chave: a, amor, do, força, fronteiras., sem. Clique na imagem que levará ao Clube dos Autores e adquira seu exemplar.